segunda-feira, 19 de abril de 2021

Cristianismo no Japão: História e Cultura Pop

A trajetória do Cristianismo no Japão e sua presença na indústria do entretenimento local.

Jesus Cristo em "My last day".
Abaixo: Ultra Brothers e Superbook.

O Cristianismo, mais precisamente o Catolicismo, é a terceira maior religião em atividade no Japão, um país que segue majoritariamente o Budismo, o Xintoísmo ou uma mistura de ambos. Na verdade, o povo japonês não é religioso, sendo mais supersticioso e com uma posição de respeito às religiões tradicionais, especialmente em suas datas comemorativas. 

De presença tímida no Japão, o Catolicismo tem uma história lá marcada por heroísmo, resiliência e uma tragédia jamais superada. 

TRAJETÓRIA DE FÉ E CORAGEM

Os portugueses chegaram ao Japão em 1543 e a Igreja Católica começou a atuar em seu território oficialmente em 1549, através de padres jesuítas portugueses, espanhóis e italianos, liderados por São Francisco Xavier (1506~1552). [Nota: Há um debate sobre registros arqueológicos que indicam contatos com cristãos assírios no século II, mas é um tema pouco desenvolvido entre pesquisadores.] 

A acolhida da população foi muito boa, e em pouco tempo havia cerca de 300 mil católicos no Japão, sendo que a região de Nagasaki era a que concentrava o maior número de convertidos. Mas era o período de unificação do país e as perseguições logo começaram, com uma grande escalada de violência contra qualquer tipo de influência estrangeira, o que incluía a religião. Isso provocou a expulsão de sacerdotes do país e a execução de fieis que se recusassem a renegar sua fé. 

Em 1597, 26 pessoas, entre sacerdotes e pessoas do povo, foram crucificados de uma só vez, sendo depois considerados mártires da fé cristã. No total, o Japão possui mais de 200 mártires reconhecidos pelo Vaticano, com 20 santos; no caso, os japoneses do grupo de 26 crucificados por ordem do senhor feudal Hideyoshi Toyotomi (1537~1598), o unificador do Japão.

No século XVII, o catolicismo foi oficialmente proibido pelo governo do shogunato Tokugawa, o que motivou o surgimento de comunidades secretas, as Kakure Kirishitan (ou "Cristãos Escondidos"). Essas comunidades, que uniram o cristianismo a tradições religiosas locais, existem até hoje, não tendo vínculos com o Vaticano. 

São Francisco Xavier, o
"Apóstolo do Oriente".

O período da Restauração Meiji (1868~1912), que acabou com a era do shogunato e devolveu o poder máximo à figura do imperador, abriu o caminho para a modernização e retomada do contato do Japão com o ocidente, permitindo ao volta do cristianismo como religião reconhecida e legalizada no país. A escalada militar que se seguiu e desembocou na participação japonesa na Segunda Guerra Mundial não deu muito espaço para a expansão em território japonês do Cristianismo, mas ele continuou conquistando fiéis pelo país. 

O bombardeio nuclear em Nagasaki, ocorrido em 9 de agosto de 1945, destruiu a estrutura do Catolicismo no Japão. A maior parte dos católicos japoneses se concentrava na cidade, que abrigava um Seminário para formação de novos padres. Como resultado da tragédia, o Cristianismo no Japão nunca mais se recuperou, apesar de Nagasaki continuar sendo a província com o maior número de cristãos no país. 

Atualmente, estima-se que o Japão, cuja população é de mais de 125 milhões de habitantes, tenha mais de 1.900.000 cristãos, em um levantamento governamental divulgado em 2019. A pesquisa não considerou de modo preciso as divisões entre católicos (o ramo mais tradicional e conhecido), protestantes e ortodoxos (sabidamente o menor grupo). Há mais de 800 igrejas católicas pelo país, que até celebram muitos casamentos religiosos, mas em geral são apenas casais atraídos pelo glamour ocidental. Entre o grande número de brasileiros morando e trabalhando no país, há uma forte presença de comunidades evangélicas. 

Há também a questão do Natal, festejado pela maior parte da mídia e da população japonesa como um similar ao Dia dos Namorados, sem nenhuma menção ao nascimento de Cristo. Ainda assim, o país possui pelo menos um grande escritor católico, o renomado Shusaku Endo (1923~1996), além de uma certa presença na cultura pop, conforme veremos a seguir. 

TSUBURAYA: SUPER-HERÓIS E SÍMBOLOS CRISTÃOS

O renomado diretor de efeitos especiais dos primeiros filmes de Godzilla, Eiji Tsuburaya (1901~1970), converteu-se ao catolicismo já adulto, por influência de sua esposa.

Quando criou seu próprio estúdio, a Tsuburaya Productions, o diretor acolheu pelo menos dois católicos em sua equipe: os então jovens escritores Shinichi Ichikawa (1941~2011) e Shozo Uehara (1937~2020). E havia também o talentoso Hajime Tsuburaya (1931~1973), filho mais velho de Eiji, diretamente responsável pela direção de vários episódios das primeiras séries do estúdio. A produtora criou a franquia Ultraman, incluindo em algumas de suas primeiras obras várias referências a elementos cristãos. 

A crucificação de Ultra Seven.

No clássico Ultra Seven (1967), um dos momentos favoritos dos fãs é o arco duplo "O Pior dos Inimigos" (eps. 39 e 40), no qual o herói é preso em uma cruz de cristal pelos aliens Guts

A imagem do herói crucificado não apenas remete à imagem de Jesus Cristo, mas também alude à história dos mártires cristãos japoneses. O arco foi escrito por Keisuke Fujikawa que, mesmo que não fosse cristão, foi influenciado pelo ambiente da empresa e seu chefe. Várias outras referências foram espalhadas em vários episódios de diversas produções da Tsuburaya. 

Os Irmãos Ultra no Planeta Golgotha

Em uma referência ainda mais forte, os Irmãos Ultra são crucificados no planeta Golgotha (alusão ao local da crucificação de Jesus Cristo), no arco duplo (eps. 13 e 14) que ainda apresenta o monstro Baraba (derivado do nome do criminoso Barrabás, personagem bíblico). Isso foi mostrado na série Ultraman Ace (1972), com roteiro de Shigemitsu Taguchi e Shinichi Ichikawa. 

OUTRAS MARCAS NA CULTURA POP

Na série Lion Man (1973), ambientada em algum ponto do Japão feudal, o herói Dan Shimaru mostrava ideais incompatíveis com os guerreiros de seu tempo. Quando encontra um jovem ninja decidido a se lançar num ataque suicida para vingar seu clã, o herói tenta impedir o sacrifício. 

Os companheiros do rapaz respeitaram seu propósito de morrer por vingança, mas Lion Man tenta impedir o ato a todo custo, chegando a dizer que não há dádiva maior que a vida. O discurso parecia típico de um pensamento cristão, em contraste com a cultura samurai vigente. 

Superbook: Viagens no tempo para
testemunhar relatos bíblicos.

Em 1981, surgiu a série em animê Superbook (ou "Timebook"), no qual duas crianças encontram uma Bíblia mágica. Através do livro, elas viajam no tempo para testemunharem acontecimentos da História do Cristianismo. 

Desenho cheio de ensinamentos morais e espirituais, Superbook foi produzido pela Tatsunoko Productions, o mesmo estúdio de Speed Racer, O Judoca, Zillion e muitas outras obras famosas. Foram duas temporadas de 26 episódios cada, mais a série derivada The Flying House, de 1982, que contou com 52 episódios, divididos em duas fases. Em 2011, começou um reboot da obra em CG, desta vez sendo um projeto americano licenciado, com animação feita entre estúdios da China e Coréia do Sul. Tanto a série original quanto a versão moderna já foram exibidas no Brasil. 

Em Jaspion (1985), série quase toda escrita pelo já citado Shozo Uehara, a simbologia cristã é usada ostensivamente. O mestre do herói, o sábio alienígena Edin, decifra partes da Bíblia Galática, onde é profetizado o surgimento de Satan Goss, chamado por Jaspion de "Satanás Espacial"

Hyoga e seu Rosário de orações.

No clássico Cavaleiros do Zodíaco (1986), o personagem Hyoga de Cisne carregava consigo um Rosário da Cruz do Norte, que lhe foi dado de presente por sua falecida mãe. 

Elemento de devoção tradicional, o rosário possui contas ou nós que correspondem ao número de orações que o fiel recita enquanto contempla passagens da vida de Cristo e da Virgem Maria. Não se fala nada sobre esse rosário além do valor sentimental para o personagem, mas o objeto é retratado como é na realidade. 

Jiraiya e o Barão Owl.

No igualmente clássico seriado Jiraiya (1988), o aliado Barão Owl se apresenta como um cristão devoto, trajando um uniforme inspirado nos cavaleiros dos movimentos militares cristãos conhecidos como Cruzadas. Suas atitudes de guerreiro nobre e honrado conquistam a confiança do herói Toha e de seu pai adotivo, o sábio Tetsuzan Yamashi

Um dos casos mais célebres registrados na cultura pop japonesa envolvendo a perseguição aos cristãos durante o shogunato Tokugawa foi lembrado no mangá e animê Rurouni Kenshin ~ Samurai X, sucesso nos anos 90. Nele, aparece o personagem Shôgo Amakusa, inspirado na figura real de um jovem devoto que se levantou contra a tiraria de seu senhor feudal. 

Em seus últimos anos de vida, Osamu Tezuka  (1928~1989), considerado o "Deus do Mangá", estava empenhado em contar em animê as histórias bíblicas, graças a um pedido do Vaticano, na época conduzido pelo Papa João Paulo II

Tezuka escreveu e supervisionou a  produção de um episódio piloto, que foi muito bem recebido. Teve início o planejamento de uma série de TV, mas Tezuka faleceu antes de conseguir dar andamento ao trabalho. 

Eva, na adaptação escrita
por Osamu Tezuka.


A produção, que se iniciou nos anos 80 e arrastou-se por anos, só foi concluída e distribuída pela Tezuka Productions bem depois da morte do autor. O resultado foi Tezuka Osamu no Kyuyaku Seisho Monogatari (ou "No princípio: A História do Antigo Testamento, de Osamu Tezuka") e ganhou o título internacional de In The Beginning: The Bible Stories

O animê foi exibido no Japão somente em 1997, com 26 episódios. O autor já havia produzido uma versão sobre a história de Buda e era agnóstico, mas realizou profunda pesquisa para criar uma obra respeitosa com a religião e que pudesse depois mostrar ao Papa. 

Em 2011, surgiu o curta-metragem My Last Day, idealizado pelo projeto americano Jesus Film Project, criado pelo grupo CRU - Campus Crusade for Christ e produzido pelo renomado STUDIO 4ºC, que já desenvolveu diversos trabalhos sob encomenda para o ocidente, como Batman: Gothan Knight (2008) e a sofisticada versão 2011 de Thundercats. 

O sofrimento de Cristo, no curta
"My Last Day".

Influenciado pelo filme A Paixão de Cristo (2004), de Mel Gibson, o animê mostra com crueza a violenta execução de Jesus pelos romanos. A novidade ficou no foco narrativo, centrado em um dos dois criminosos que foi crucificado na mesma ocasião. 

Arrependido e demonstrando compaixão pelo homem que agonizava ao seu lado mesmo sem ter cometido crime, o homem ouve de Cristo a promessa de que logo estaria com ele no Paraíso. Em pouco mais de 9 minutos carregados de drama e emoção, a síntese da mensagem de salvação espiritual do Cristianismo. 

Os exemplos de elementos cristãos espalhados em obras japonesas são inúmeros. Em muitos casos, tais elementos dão apenas um toque exótico para o público local. Em outros, refletem uma consciência religiosa despertada em autores nascidos em um país pouco influenciado pela fé cristã, apesar de uma longa e marcante história de testemunhos de fé. 

::: V Í D E O S :::

1) "Timebook no utá" ("A canção do Timebook") 
Letra: Chie Sakai / Melodia e arranjo: Katsuhiko Nakamura
Intérprete: Ryou Miyauchi
Tema de abertura do animê original. Consta que está sendo exibido pela Rede Brasil, segundo informou um leitor.


2) In The Beginning: The Bible Stories - Divulgação da coleção em DVD-Box da série, lançada no Japão em 2018. Está na grade de programação da Rede Brasil.


3) MY LAST DAY (2011) ~ Curta-metragem completo
Direção: Barry Cook
Realização: 
STUDIO 4ºC

Duração: 9m14s
Classificação indicativa: Para adultos (Violência gráfica extrema.)


Saiba mais:

- A Teologia em FullMetal Alchemist, episódio do RingueBeu Cast 

- Jesus Film Project (site oficial) 

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24 comentários:

stéphano bahia disse...

Quem destruiu a estrutura do catolicismo no Japão em 1945 foi a maior potência protestante do mundo. Coincidência ?

ah.. há ortodoxia no Japão também
https://en.wikipedia.org/wiki/Orthodox_Church_in_Japan
e protestantismo
https://en.wikipedia.org/wiki/Protestantism_in_Japan

anderson disse...

Também houve uma versão do samurai cristão histórico Shogo Amakusa em Samurai X,onde Kenshin está temporariamente cego,mas consegue vencer Shogo e ao mesmo tempo garantir que ele e seus
discípulos possam ir para a Europa onde terão mais liberdade para sua fé,em um dos momentos mais emocionantes da série e o último episódio exibido pela globo antes de sumir.

█๑۩J€ff€ЯکØп ۩๑█ disse...

Tem canais abertos que passa o "in the beginning: The bible stories" e o "Timebook". Exemplo é o canal Rede Brasil, canal protestante.

Alexandre Nagado disse...

Fala, Stephano!

Eu já li que Hiroshima fora maquiavelicamente escolhida por sua posição geográfica, onde a radiação seria barrada pelos vales ao redor da cidade, para não se espalhar além do alvo. Já sobre Nagasaki, nunca li "justificativa" estratégica plausível. A única característica marcante da cidade era mesmo ser o maior núcleo católico do Japão. Já li as especulações sobre o fato, mas é uma questão extremamente delicada e controversa para ser postada aqui, pois a intenção é apenas introduzir o assunto para que os interessados se aprofundem por conta própria, mas está feito o registro.

Sobre os ortodoxos, eu menciono a existência deles no texto, sim. Veja com atenção. Eles são minoria das minorias, pois um levantamento apontava cerca de 9 mil cristãos ortodoxos, contra mais de meio milhão de católicos e número aproximado de evangélicos ou protestantes.

Abraço!

Alexandre Nagado disse...

Anderson, que excelente lembrança! Eu realmente havia esquecido de citar o Samurai X, exatamente ambientado na época da Restauração Meiji.

Valeu pelo registro!
Abraço!

Alexandre Nagado disse...

Oi, Jefferson!

Obrigado pela informação, até incluí no post, na parte de vídeos, para a pessoa saber onde assistir por aqui. Eu sempre tenho certa reserva em divulgar a Rede Brasil, pois a emissora tem um histórico de exibições não autorizadas de séries japonesas.

Valeu! Grande abraço!

JhuSonic disse...

Excelente conteúdo Ale!
Eu nem imaginava que haviam cristãos preparando obras da cultura pop no Japão!
Obrigado por mostrar pra gente!

William alves disse...

Belo artigo alexandre, ia citar o shogo amakusa do samurai x mas já foi citado mais a cima, sou cristão batista dou glórias a Deus pelo evangelho ser citado em obras marcantes da cultura japonesa, Abçs.

Jorge Hakaider disse...

Grande texto Nagado, uma pequena aula de história sobre o cristianismo no Japão. Também lembro de um episódio em Lion Man na qual Shimaru pede a um padre numa capela para descansar. Nesta capela está recheada de ouro, o que atrai o interesse dos Mantors. No episódio também há uma história com a cruz da capela, na qual o padre guarda um segredo. Ao ler seu texto me lembrei na hora desse episódio.

Riojin disse...

Parabens pela materia. Acho que é a primeira vez que vejo um texto tratando do assunto na cultura pop. Pioneirismo do Sushi Pop, a cada dia que passa um blog de cultura pop japonesa diferenciado e relevante!

Manuela Pinto disse...

Tem uma professora de um curso chamado 123 japonês,Tae sensei,fala sobre isso no vídeo COMPANHIA DE JESUS NO JAPÃO. Recomendo, fiquei apaixonada pela história.

Unknown disse...

Ale, não desista. A realidade abate, mas desistir não é opção. Seu trabalho é incrível. Inspira a mim e ao meu filho. Fique com Deus e obrigada !!! Rezarei por ti.

Adelmo Veloso disse...

Muito bom, Nagado!

Matéria altamente informativa e com várias pérolas nas obras conhecidas. Outra aparição do cristianismo foi o filme dos Cavaleiros do Zodíaco em que eles enfrentavam o próprio Lúcifer (pra mim, o filme mais fraco da franquia).

Superbook eu lembro de ter visto quando ainda era criança, na igreja, com meus irmãos. Anos depois tive contato com a versão moderna e já vi praticamente todos os episódios, disponibilizados no canal oficial do You Tube, com o meu filho. Por ter lido a Bíblia inteira e pelo contato constante, posso afirmar que as histórias estão muito bem amarradas e fiéis às Escrituras Sagradas.

O anime do Tezuka, achei por acaso no Youtube, e acredito que a narração seja do Marco Ribeiro (dublador que também é pastor evangélico). Ele é bem característico, com uma raposinha que aparece em todos os episódios. É um pouco mais pesada para as crianças, mas tem seu valor.

My Last Day também encontrei por acaso no You Tube. Bem pesado, realmente, mas passa com muita convicção os acontecimentos do ponto de vista do ladrão da Cruz. Há uma canção da banda Khorus que ilustra muito bem esse personagem, chamada "Lembre-se".

The Metalhero disse...

Muito interessante. Como cristão, me marcou muito o filme Batalha de Abel, quando Hyoga fala sobre crer no Deus verdadeiro ao seu adversário que cria em um deus falso (no caso Abel).

Jorge Hakaider disse...

Oi Nagado, li seu post ontem no Telegram e te digo, não desista! Se você não quer se aborrecer com comentários de pessoas babacas é possível configurar no próprio Instagram para que ninguém ou apenas pessoas que você segue comentem. Além do mais, com relação ao alcance que o Instagram dá aos usuários, isso é com todos, o alcance geralmente não chega nem a 5% ou 6% das pessoas que te seguem. Infelizmente não tem como mudar isso, a não ser que o usuário pague para impulsionar o posts (no caso de conta comercial), aí realmente a métrica aumenta consideravelmente. Mas de qualquer modo os seus posts no Instagram estavam trazendo um rico conteúdo, por isso não desista, por favor, tem muita gente que te admira e se inspira nos seus textos e mensagens. Um grande abraço e que Deus te abençoe! 🙏🏻

tuneldotempotv disse...

Olá, Nagado.

Obrigado por trazer mais um excelente artigo sobre cultura pop japonesa e cristianismo. Não se preocupe com as críticas de quem não entende seu posicionamento, pois por outro lado há muitos que admiram seu trabalho, como é meu caso. Sempre gostei de suas matérias na revista Herói, e venho acompanhando o Sushi Pop há alguns anos, mesmo antes de saber que suas posições políticas e religiosas eram semelhantes às minhas, pois também sou conservador de direita e cristão (reformado). Continue com seu brilhante trabalho, pois enquanto alguns criticam muitos outros admiram e aproveitam muito bem.

Abraço! Fique com Deus!

Ass: Bruno (Canal Túnel do Tempo TV)

Alexandre Nagado disse...

Gostaria de agradecer ao apoio que tenho recebido. Ainda estou pensando se vou manter ao menos uma rede social, até abri uma enquete no canal do Telegram. Mas sinceramente, um outro lado ruim de redes sociais (fora as tretas) é perder o respeito por muita gente por quem antes nutria estima. Vamos ver. Por enquanto, só mesmo o canal no Telegram pra divulgar meus conteúdos.

Abraços a todos!

Anônimo disse...

Kkkkk quando comecei a ler pensei que vc iria falar do Ruroni Kenshin.

Anônimo disse...

Ah! Se não me engano o anterior ministro Abe foi educado em uma universidade cristã dos EUA.

Alexandre Nagado disse...

Pessoal, só fazendo um registro:

Com leitores aqui nos comentários e falando comigo no particular, resolvi corrigir uma falha da matéria: Incluí um parágrafo mencionando o caso de Shogo Amakusa, de Rurouni Kenshin. Foi realmente uma falha minha, pois eu inclusive assisti a maior parte da série quando passou na TV Globo, mas com tanta coisa para lembrar na hora da escrever, acabei esquecendo desse caso, que por ter passado no Brasil, era de citação obrigatória. Obrigado a todos!

M disse...

Sou católica e admiradora da cultura japonesa e fiquei muito feliz em ler esse post. Muito interessante! Algumas referências que vc citou foram novidade pra mim, como a do Osamu Tezuka. Não fazia ideia. Muito legal mesmo, parabéns pelo ótimo post.

Alexandre Nagado disse...

Olá, M! Obrigado, que bom que gostou!

Também sou católico e estava devendo esse post faz tempo. Durante a pesquisa, descobri coisas que não fazia ideia. Como a maioria de imprensa - incluindo a imprensa nerd/geek/otaku - é de esquerda e, naturalmente, fazem questão de ignorar que Tezuka estava mergulhando no cristianismo em seus últimos tempos.

Se puder indicar este post em suas redes sociais (caso tenha), agradeço demais.

Abraço!

Gabriel Santos disse...

Muito interessante esse anime sobre o velho testamento,parece bem feito. Mas o que mais me chamou a atenção foi o comentário sobre os casamentos no Japão, já tinha visto esse tema ser abordado, acho que tanto aqui quanto em outros lugares, mas só agora percebi uma questão: Os padres japoneses celebram o casamento de gente que não tem nem o sacramento do batismo?

Alexandre Nagado disse...

Olá, Gabriel.

Boa pergunta. Eu acredito que, como a Igreja lá tem presença oficial e as paróquias seguem a orientação do Vaticano, as exigências sejam as mesmas. O curso de noivos é obrigatório como norma da Igreja e lá, como cá, deve haver um procedimento para um rápido curso de batismo para poderem batizar os noivos que precisarem desse sacramento antes de receberem o matrimônio. Creio que seja isso, mas é apenas uma suposição.

Valeu! Abraço!