terça-feira, 30 de março de 2021

Napping Princess - O mangá

Do mundo dos sonhos para a realidade, as aventuras de uma princesa moderna.

Kokone Morikawa é uma adolescente otimista e sempre animada. Perdeu a mãe quando era pequena, e vive com seu pai, Momotarou, que é um homem um tanto fechado, mas extremamente inteligente e de grande coração. A garota, que vive cochilando, tem sonhos recorrentes onde ela se imagina a princesa Ancien, de Heartland um reino altamente tecnológico. 

Nascida com poderes mágicos, Ancien (mais jovem do que Kokone) consegue dar vida a máquinas ao canalizar seu poder através de um tablet. E por causa dela, dizem, um enorme e perigoso monstro ataca periodicamente o reino, sendo confrontado por robôs de combate pouco eficazes. 

No mundo real, aproximam-se as Olimpíadas de Tokyo, e isso irá desencadear uma série de acontecimentos envolvendo o pai de Kokone. Sem saber o motivo, seu pai é preso e um homem misterioso, ligado a seu avô, começa a buscar um tablet com importantes registros industriais. Em desespero, Kokone consegue a ajuda de Morio, um amigo de infância e, aos poucos, descobre que seus sonhos podem ajudar a resolver o mistério que ronda seu pai. 

Lançada em 2017, a trama se passa em 2020, às vésperas das Olimpíadas de Tokyo que, como sabemos, foram canceladas devido à grande pandemia que assolou o planeta. Algumas vezes, a realidade supera a mais fantasiosa ficção.

Publicada originalmente no Japão pela Kadokawa Comics Ace, esse mangá é uma adaptação de um longa-metragem homônimo escrito e dirigido por Kenji Kamiyama. Além do mangá que foi compilado em dois volumes, o mesmo enredo foi vertido em romance literário pelo próprio Kamiyama. Veterano bastante respeitado, o diretor trabalhou em 009 RE: CYBORG, CYBORG 009 CALL OF JUSTICE, Ghost In The Shell - Stand Alone Complex e no ULTRAMAN para a Netflix, entre outras obras

A arte de Hana Ichika é eficiente, com um traço elegante e bem construído. A narrativa às vezes fica um pouco truncada, mas nada que atrapalhe. Na verdade, o único problema a se apontar é que a impressão, apesar de boa, deixou um excesso de efeitos "moiré" (leia "moarê"), aqueles padrões de texturas involuntárias semelhantes a grades que acontecem devido ao posicionamento dos pontos das retículas (muito usadas no mangá para criar tons de cinza e texturas). Provavelmente, isso aconteceu no processo de redução das artes. No começo, incomoda um pouco, mas não chega a ser um grande problema. 

Com seu enredo ágil e algumas reviravoltas muito interessantes, Napping Princess é um mangá para ser lido de um fôlego só. Um bom entretenimento, com uma história despretensiosa e personagens muito simpáticos. Ideal para relaxar e, como a protagonista, sonhar com uma outra realidade, nem que seja pelo tempo de uma agradável soneca. 

Título: Napping Princess - A Minha História Que Eu Não Conhecia
Título original: Hirune Hime - Shiranai Watashi Monogatari

Obra original: Kenji Kamiyama
Adaptação e ar
te: Hana Ichika
Tradução: Karen Kazumi
Formato: 13 x 18 cm, com 136 (vol. 1) e 200 páginas (vol. 2)
Total: Dois volumes
Lançamento no Brasil: Editora NewPOP (2019)
Classificação indicativa: 14 anos


::: E X T R A :::

"Daydream Believer" - Mitsuki Takahata
Composição: John Stewart
Letra em japonês: ZERRY (Kiyoshiro Imawano)

- O tema do filme é "Daydream Believer", versão de um clássico de 1967 do grupo americano The Monkees. Uma canção adorável e eterna. 

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2 comentários:

█๑۩J€ff€ЯکØп ۩๑█ disse...

Só agora que pude assistir, mesmo que legendado em inglês. Tem elementos de superação, atitude, amor próximo aos pais. Ainda vou comprar o mangá para coleção e puder compartilhar pros meus futuros filhos.

Alexandre Nagado disse...

Fala, Jefferson!

Uma pena que o animê não tenha sido lançado em português, mas isso explica em parte o fato do mangá ter passado batido pelo público. Ainda preciso assistir, mas só de ver o clipe musical que postei já dá uma boa ideia da produção. E saber que isso está vinculado a bons valores só aumenta a vontade de ver. Tomara que ainda saia por aqui.

Valeu! Abraço!