sábado, 19 de dezembro de 2020

Ultraman Z: Veredito final!

É hora de fazer um balanço sobre a eletrizante série, sem spoilers!

Um herói marcante.

Terminou no dia 18 de dezembro (já sendo 19 no Japão) a série Ultraman Z, seguindo o padrão adotado nos últimos anos pela Tsuburaya Pro de séries de TV com 25 episódios. Transmitido simultaneamente para vários países pelo canal oficial no YouTube, ganhou fãs pelo mundo e gerou grande entusiasmo no fandom de tokusatsu

Se você ainda não viu a série, talvez queira ver a matéria de apresentação postada aqui no Sushi POP. De qualquer forma, pode ler este post sem receio, pois não darei spoilers, mas analisarei o conjunto da série. 

O início da aventura, mostrando Z como um candidato a aprendiz do Ultraman Zero é bem interessante. Zero deixa claro que não é mestre do Z, apesar dele insistentemente chamá-lo assim. Assim fomos apresentados a uma característica marcante do personagem: ele é praticamente um otaku. Otaku no sentido de ser muito fã de seus heróis, no caso os guerreiros Ultra que o antecederam, o que rende momentos engraçados na série.

Z também tem algumas dificuldades com a linguagem humana, e desenvolve o hábito de usar "Ultra" para acompanhar algumas palavras, dizendo coisas como "ultra-difícil", "ultra-interessante" e por aí vai. 

Ultraman Z é apresentado como sendo originalmente um Ultra de baixo poder, quase no nível dos soldados comuns do planeta, mas ele sonha em fazer parte da elite que viaja pelo Universo combatendo monstros e aliens malignos. Ajudando seu "mestre" a perseguir um monstro espacial que ia para a Terra, ele tem sua grande chance quando Zero, ao ver que estava sendo tragado para outra dimensão, lhe entrega algumas Medalhas Ultra, acessórios criados por Ultraman Hikari para oferecer mais recursos aos heróis, especialmente os menos poderosos. 

Z, Haruki e o "Mestre Zero".

Na Terra, Z se funde ao jovem Haruki Natsukawa, piloto de robô gigante da equipe STORAGE, uma divisão das Forças Aliadas Globais da Terra, que luta contra monstros gigantes, os desastres naturais desse mundo. Haruki é entusiasmado, esforçado e impetuoso. Tem no falecido pai um modelo de homem corajoso e protetor. De certa forma, Z e Haruki são muito parecidos e conseguem estabelecer um grande elo de amizade. Haruki usa o artefato Z-Riser para se transformar ou, melhor dizendo, trocar de lugar com o gigante da Nebulosa M-78. O aparelho cria um campo dimensional onde Haruki entra e executa os processos de transformação para que Z se materialize em seu lugar. 

Dentro do campo dimensional, Haruki precisa lutar em sincronia, sentindo os mesmos danos que o herói sofre em combate. Z, sendo energizado pelas Medalhas Ultra, assume diferentes formas de acordo com os fragmentos de poder de três diferentes guerreiros. Assim, ele usa as formas Alpha Edge (Zero, Seven e Leo), Beta Smash (Ultraman, Ace e Taro), Gamma Future (Tiga, Dyna e Gaia) e finalmente a Delta Rise Claw (Geed, Zero Beyond e Belial Atrocious). Na metade da série, Z ganha também a ajuda da adaga viva Beliarock, que tem a voz e o temperamento do próprio Ultraman Belial

Takaya Aoyagi (Jugglus Juggler):
Anti-herói grandioso.

A equipe STORAGE (Special Tactical Operations Regimental Airborne and Ground Equipment) é bastante interessante. O líder, capitão Hebikura, é uma figura dúbia. Muitas vezes, parece agir secretamente do lado do mal; enquanto na maioria das vezes, parece realmente preocupado com sua equipe. 

Sem que seus subordinados sequer desconfiem, ele é na verdade o poderoso alien conhecido como Jugglus Juggler, outrora inimigo mortal e eventual aliado de Ultraman Orb. [Nota: Isso não é um spoiler, visto que é revelado logo nos primeiros episódios.] Sempre com sede de poder e desafios, suas últimas aparições no Universo Ultra em filmes deram conta de que se tornou um herói. Mas a dúvida sobre suas reais intenções frequentemente aparece. 

Rima Matsuda (Yoko) em
capa de uma revista sobre
armamentos.

Yoko Nakashima é a principal piloto de robôs, sendo extremamente habilidosa e bastante forte, vencendo facilmente homens no braço-de-ferro. Mas ela também é muito feminina e sonha com um companheiro forte e de valor. A explicação sobre o motivo dela sempre desafiar Haruki (que vive perdendo) acontece só no final da série e acrescentou mais camadas à personalidade da moça. 

Outra garota da equipe é a amalucada Yuka Ohta, que adora dissecar monstros e construir engenhocas. Faz do improviso uma arte e está sempre entusiasmada para novas descobertas. 

Hikari Kuroki é Yuka Ohta.

Koji Inaba, apelidado de Bako (de InaBA KOji, lembrando que no Japão o sobrenome vem primeiro), é o engenheiro-chefe da STORAGE e lidera a equipe de manutenção. Sério, com um senso de humor próprio e bastante centrado, é visto como uma figura meio misteriosa, o que levantou várias teorias entre os fãs. 

Bako e Haruki.

Os robôs da equipe possuem uma característica peculiar e não explicada na série: Eles reproduzem os Monstros-Cápsula de Ultra Seven, exatamente os de aparência robótica. Windom era recorrente na série clássica, enquanto o rústico Sevenger apareceu durante a série Ultraman Leo (1974) como um recurso para o alter ego de Seven, Dan Moroboshi, que estava sem poder se transformar. 

Sevenger na verdade apareceu durante um minuto em um único episódio (o 34 da série). Design tosco e traje mal feito, acabou sendo esquecido por décadas. Resgatado para a série de Z e com um acabamento finalmente bem produzido, virou o robô mais simpático de todos, com seu jeitão retrô. 

Uma nova versão de um grande inimigo de Seven, o robô King Joe, também é resgatado e desta vez acaba sendo usado como aliado, sendo o terceiro robô da equipe. Um quarto robô aparece na reta final, mas falar sobre ele entregaria muita coisa interessante da reta final da trama. 

Ultraman Z, tendo a seu lado Sevenger e Windom.

Acompanhando de perto a STORAGE, o Diretor Kuriyama tenta fazer a ligação entre a equipe e as Forças Aliadas. Simpático e meio desajeitado, seu papel cresce no final da série. 

Há um vilão fixo na série, um ser alienígena parasita chamado Celebro, que invade corpos para controlar conforme sua vontade. Seu primeiro hospedeiro é Shinya Kaburagi. Ele está atrás de obter mais poder e consegue um Z-Riser similar ao de Z, utilizando-o para combinar medalhas que contêm fragmentos de poder de monstros. Celebro aparece pouco, está sempre rondando o herói, mas rouba a cena no arco final, mostrando finalmente a grande ameaça que representa e quais são seus objetivos sombrios.

Durante a divulgação pré-estreia, imagens de Ultraman Zero e Ultraman Geed foram usadas com frequência, mas os heróis acabaram tendo uma participação bem limitada na série. No fim, não foi algo ruim, pois os personagens da série são ótimos, com uma excelente química entre eles. Mas para aproveitar ao máximo a experiência de assistir a série, é importante pelo menos ter visto Orb, para entender melhor o personagem Juggler.

Haruki (Z) e Riku (Geed),
prontos para a ação!

TRAGÉDIA E DIFICULDADES NOS BASTIDORES

A série estreou em 20 de junho, pouco depois de uma grande tragédia na equipe criativa. Kouta Fukihara, o roteirista principal e responsável pelo planejamento, faleceu em 17 de maio, aos 37 anos. Ele foi vítima de karôshi, termo que designa no Japão a morte súbita (no caso dele, hemorragia cerebral) provocada por excesso de trabalho. Ele chegou a gravar pontas como um cientista nos episódios 1 e 8.

No início, foi divulgado que ele havia escrito somente os primeiros episódios, mas depois soube-se que ele deixara bem mais episódios, incluindo o final da série e, provavelmente, rascunhos do planejamento. O diretor principal, Kiyotaka Taguchi, assumiu o planejamento da série de onde Fukihara havia parado, pois era o mais envolvido com a produção. O pique foi mantido, mas alguns detalhes se perderam, como a preocupação com perdas de vidas civis nas batalhas, algo bem destacado nas primeiras histórias, mas que perdeu um pouco a importância lá pela metade da série, só voltando a ser mencionado no final.

O diretor Kiyotaka Taguchi e o ator
Kohshu Hirano quando foi feito o
anúncio do falecimento do roteirista
Kouta Fukihara. Uma grande perda.

Quando teve início a adoção de medidas de isolamento no Japão devido à pandemia do Covid-19, as filmagens estavam em pleno andamento e tiveram que ser interrompidas por um tempo. Isso causou atrasos da produção e dois episódios especiais com recapitulações de outras obras tiveram que ser inseridos. Vale dizer que os atrasos não prejudicaram a qualidade da série, que se manteve regular, com momentos brilhantes. 

HOMENAGENS E BRILHO PRÓPRIO

Além do resgate de personagens já citados, a maioria dos monstros veio de outras produções, com destaque para Ultra Q, a série de mistério e monstros que antecedeu o primeiro Ultraman, em 1966. O episódio 18, que faz ligação direta com Ultra Q, é belíssimo. 

O desenvolvimento dos personagens é digno de nota, pois o que parecia um tanto morno no começo evoluiu rapidamente. O trabalho dos atores é notável, mantendo a tradição da Tsuburaya em selecionar cuidadosamente artistas capazes de cativar o público. A durona Yoko acaba conquistando o público quando você vai vendo as nuances de sua personalidade, forte e feminina ao mesmo tempo. Yuka é o alívio cômico na maioria das vezes, mas protagoniza alguns momentos tristes e tocantes durante a série. E Hebikura/Juggler rouba a série para si sempre que assume seu lado guerreiro. 

Taguchi merece grande crédito pelo conjunto da série. Ele dirigiu 7 episódios, apenas dois a mais que o diretor convidado Koichi Sakamoto, mas realmente superou tudo o que havia feito antes. Desde Ultraman X, Taguchi se destacava com cenas mostrando diferentes planos em cenas de batalha e tomadas contínuas. Em Z, chegou ao ápice, usando uma movimentação de câmera espetacular em cenas de ação. Takanori Tsujimoto, outro grande diretor, fez da participação de Ultraman Ace (ep. 19) uma obra de arte e um presente aos fãs mais antigos. 

Tiga e Z

O arco final da série é apoteótico, com os personagens indo aos seus limites para sobreviver. Os dois episódios finais são tensos e cheios de cenas memoráveis, como os grandes clássicos da Tsuburaya. O capítulo final presta homenagem ao roteirista falecido, que morreu sem colher os frutos de seu trabalho e entregou uma obra emocionante, divertida e também repleta de valores morais e éticos. 

Ficaram ainda algumas pontas soltas, o que só aumenta a expectativa para um longa de fechamento. O formato de séries de 25 episódios, com um longa de encerramento meses depois, é bem interessante, mas não se sabe se será mantido para 2021, um ano de comemorações da franquia Ultra, com 55 anos do primeiro Ultraman (e todo o Universo Ultra), 50 de O Regresso de Ultraman e 25 de Ultraman Tiga. Em paralelo à série, a Tsuburaya também exibiu em seu canal a série de 24 episódios gravada somente com áudio (e umas fotos acompanhando) intitulada Ultraman Zett and Zero Voice Drama, que infelizmente não ganhou tradução oficial.

Com muito humor, drama e ação do começo ao fim, Ultraman Z foi uma das grandes séries de 2020. O herói também participa da minissérie Ultra Galaxy Fight - The Absolute Conspiracy e os fãs já aguardam o anúncio de um filme para o ano que vem. 

O personagem e seu ator vocal, Tasuku Hatanaka, retornam oficialmente já no começo de 2021, pois Z será o apresentador de Ultraman Chronicle Z: Heroes Odyssey. A série irá mostrar uma retrospectiva das produções Ultra, focando a partir de Ultraman Tiga. 

::: E X T R A S :::

1) Goshowa kudasai ore no na wo ("Por favor, entoe meu nome") - Masaaki Endo
Letra e melodia: Masaaki Endo / Arranjo: Kyoichi Miyazaki (KEYTONE) e Ryota Iida (KEYTONE)


- Trabalho solo inspirado do integrante do JAM Project, a canção capta o espírito vibrante da série. 

2) Connect The Truth - Nami Tamaki

Letra, melodia e arranjo: Takumi Ozawa


- Tema de encerramento original, toca do cap. 1 ao 13, sendo ouvida também durante o episódio 14. Nami Tamaki é uma estrela do J-pop, tendo estreado em 2003 com o tema de Gundam Seed. 

Promise For The Future - Tasuku Hatanaka 
Letra: Mike Sugiyama / Melodia: Toru Watanabe / Arranjo: Takehito Shimizu e Toru Watanabe (Blue Bird´s Nest)

 

- O ator vocal Tasuku Hatanaka brilhou como a voz de Ultraman Z e é dele o segundo tema de encerramento, tocado a partir do episódio 14.

FICHA TÉCNICA ~ ULTRAMAN Z

Título original: Ultraman Z (Zett) ~ ウルトラマンZ
Estreia no Japão: 20/06/2020 ~ 09h00 (TV Tokyo)
Estreia no Brasil: 19/06/2020 ~ 21h30 (YouTube)
(Nota: O fuso horário no Japão é de 12 horas à frente do Brasil.)
Total: 25 episódios

EQUIPE DE PRODUÇÃO


Criação: Tsuburaya Productions
Composição da série: Kouta Fukihara e Kiyotaka Taguchi
Roteiro: Kouta Fukihara, Satoshi Suzuki, Soutarou Hayashi e outros
Trilha sonora: Hijiri Anze
Desenho de personagens: Masayuki Goto
Story-boards: Yo Nakano
Direção: Kiyotaka Taguchi, Takanori Tsujimoto, Koichi Sakamoto e outros
Supervisão: Takayuki Tsuyoshi 
Produção: Tsuburaya Productions, TV Tokyo, Dentsu

ELENCO

Haruki Natsukawa: Kohshu Hirano
Ultraman Z (voz): Tasuku Hatanaka
Yoko Nakashima: Rima Matsuda
Yuka Ohta: Hikari Kuroki
Cap. Shouta Hebikura: Takaya Aoyagi
Kojiro Inaba: Jun Hashitsume
Shinya Kaburagi: Rihito Noda
Diretor Kuriyama: Hisahiro Ogura

Riku Asakura/ Ultraman Geed (voz, eps. 6, 7 e 15): Tatsuomi Hamada
Ultraman Zero (voz, eps. 1, 6 e 7): Mamoru Miyano 
Pega (voz, eps. 6 e 7): Megumi Han
Ultraman Ace (voz, ep. 19): Keiji Takamine
Beliarock (voz): Yuuki Ono
Ultraman Z (suit actor): Hideyoshi Iwata 

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Apoio Coletivo (Sushi POP)

6 comentários:

Fabiano disse...

Esta série foi uma grata surpresa para mim, não estou familiarizado com a família Ultra, com certeza perdi os milhões de easter eggs e referências aos séries do passado e ficou um gostinho de conhecer todo este universo do heróis da Nebulosa M-78. Bom Natal a todos.

Bruno Seidel disse...

Que baita série!! Melhor Tokusatsu de 2021 e uma das melhores produções da franquia Ultraman dos últimos 20 anos. O final foi repleto de expectativas e, mesmo deixando algumas coisas "só na vontade", ainda assim tivemos uma batalha derradeira emocionante, com o herói sendo levado ao extremo e provando que também pode vencer sozinho. E o Haruki, assim como os demais personagens da série, foi se firmando e evoluindo até cair no gosto do público. Outro que merece todos elogios é o Juggler, vivido pelo excelente Takaya Aoyagi. Aliás, que elenco formidável!!!

Melhor eu conter a empolgação aqui pra não dar mais spoilers. Hehehehehe!! Mas a todos que ainda estão em dúvida se vale ou não vale acompanhar a série, eu assino embaixo: pode assistir sem medo de ser feliz!

OSU!!!

Job marques disse...

Oi nagado ,faço coro com boa parte das suas apreciações, foi uma série acima da média desde que voltei a acompanhar a partir de Orb o universo ultra. De todas a últimas produções R&B me pareceu a mais fraca. Apesar da tragédia Z foi uma felicidade gigan tesca ,ângulos de câmeras , intensidade das batalhas e riqueza de detalhes, acachapantes. Um ponto maravilhoso que me arrepiou o som do ultra em sua forma original ,tornando o combate mais emocionante , principalmente que ouve pelos fones . Mas tenho uma preocupação esse modelo de fusão pra mim já atingiu seu ápice , espero o desenvolvimento de novos heróis independentes, infelizmente não dá pra ter histórias e ambientações como.as.series clássicas ,mas quem.sabe um.meio termo. Porque não um retorno de.jack num.universo alternativo como foi com ultrasseven x.ja que vamos comemorar o que pra mim e um dos pilares das produções da Tsuburaya. Mas neste ano atípico foi uma alegria ter acompanhado mais uma série ultra de muita qualidade
Boas festas a todos

The Metalhero disse...

Que série incrível, este ano tivemos pelo menos duas séries excelentes. Kamen Rider Zero-One e Ultraman Z, que ainda tem minha preferência como a melhor de 2020.

Usys 222 disse...

Ultraman Z foi uma obra-prima! O pessoal passou por muitas dificuldades, mas conseguiu entregar um trabalho excelente!

O que eu gostei foi como a forma como os monstros são vistos vai mudando no decorrer da série. Dá até estranheza rever os primeiros capítulos, especialmente o do Gomora, tendo em mente como o Haruki os encara agora. Gostei bastante dos conflitos que ele teve que passar e com isso se desenvolver não só como soldado, mas como pessoa também.

E o seriado teve um monte de boas ideias, como usar o Zero e o Geed como chamarizes, mas depois deixá-los para escanteio e focar no Z e no Haruki. E eles mesmos mostraram que tinham brilho próprio. Acho que disse isso uma vez, mas outro grande acerto foi colocar a STORAGE pilotando robôs como o Windom e o Sevenger (o grande corcel negro do ano). Nos tempos atuais as crianças querem ser o herói que luta na frente, não os que pilotam aviões que sempre são derrubados ou só servem de apoio.

Kiyotaka Taguchi pode se sagrar a Personalidade do Ano no Tokusatsu. Não só com Ultraman Z, como em Kiramager. Deu para ver que ele deixou sua marca por lá também.

Só que infelizmente, não vai dar para ter outro como este, já que o Fukihara faleceu. Foi bom ele ter deixado os roteiros do começo e do fim, assim como os esquemas. Espero por um livro Chozenshu para ver como foram os bastidores. Embora saiba que vai esgotar no primeiro dia de reservas, como outros produtos do Z.

anderson disse...

Enquanto isso o canal Loading anunciou Ultraman Orb dublado ao lado de Mebius e várias séries
clássicas,o que abre a possibilidade de Z futuramente também chegar.Resta saber se um canal
tão ousado terá fôlego para sobreviver,principalmente porque ter demitido jornalistas SJW
recentemente deve criar inimigos implacáveis.