quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

A compra do portal Crunchyroll pela Sony - Algumas considerações

O impacto da anunciada fusão entre os portais de animação japonesa.

Os dois grandes portais de
streaming oficial de animê agora
pertencem à mesma empresa.

Uma notícia que agitou o mercado de animês via streaming foi o recente anúncio da compra do portal Crunchyroll pela Sony, que já possui o Funimation. A venda envolveu cifras que somam mais de um bilhão de dólares. 

Se não acompanhou, confira primeiro a reportagem:


A iminente fusão dos portais Crunchyroll e Funimation tem sido comemorada por uns e criticada por outros, e o caso vale uma reflexão.

Como pode ocorrer em qualquer setor de negócios, formou-se agora um monopólio. Por mais que exista grande oferta de animês nos serviços da Netflix e Amazon Prime, o Crunchyroll firmou posição como um portal exclusivamente dedicado à animação japonesa, com um pouco de espaço para dramas e tokusatsu. 

Sendo uma plataforma oficial totalmente voltada a um nicho de público, o Crunchyroll (fundado em 2006) era único no Brasil desde 2012; até a chegada da concorrência por aqui, o que na verdade durou pouco tempo. Bem mais antiga no ramo de distribuição de animê (é de 1994), a Funimation demorou bastante a chegar ao Brasil. 


Pertencente à Sony desde 2017, a Funimation, que estreou no Brasil na segunda quinzena de novembro passado; será o título que vai prevalecer? A marca Crunchyroll irá desaparecer? Ainda não se sabe, mas a
pós a compra, alguns títulos exclusivos do Funimation já estão sendo compartilhados para os assinantes do Crunchyroll, mas primeiro em outros países.

Sobre esse compartilhamento, será que dramas e séries tokusatsu da franquia Ultraman que ainda estão no Crunchyroll irão migrar para o Funimation?

E quanto ao futuro? Os sites c
ontinuarão por muito tempo como dois serviços em separado (o que parece improvável), ou um novo portal será criado? No fundo, nada disso importa, pois o dono continuará sendo um só, o conglomerado Sony

Para o consumidor, nunca é bom estar diante de um monopólio, pois perde-se a concorrência, o que inclusive regula preços e melhora a oferta de bens e serviços em um sistema de livre mercado. Em termos de ganho para o público mais aficionado, que busca variedade de oferta a preços convidativos, só o tempo dirá. 

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4 comentários:

Riojin disse...

Muito cedo pra cravar qualquer coisa. Mas, olho com certa desconfiança essa fusão. Só o tempo vai dizer se foi algo bom ou ruim. Lembrando que na tv a cabo a Sony extinguiu a Animax, anos, atras para por algo no lugar "mais diversificado", e quem nem existe mais. Aguardemos.

anderson disse...

Resta saber se a Sony vai ser louca de finalmene lançar o infame High Guardian Spice(um tipo
de Steven Universe) que foi "misteriosamente" adiado graças a polêmica inevitável de se enfiar um desenho feito por semi-amadores oriondos do tumblr na casa de Demon Slayer e Yashahime.E já começaram as piadas sobre a disney comprando a sony para ter total direitos
sobre um certo fotógrafo,e aproeitando para sabotar o CR como um bônus.

Thomaz disse...

Boa noite Nagado e aos leitores do blog. Fico feliz pelo seu retorno!
Sei que posso estar sendo ignorante ao assunto, mas também não sinto algo de bom em relação à Sony. Pelo menos na indústria de jogos ela já nos diz bastante qual é o seu senso de direção nesse momento, que é agradar certos grupos ao invés de agradar à todos. Vejamos como exemplo o que fizeram com o The Last of Us 2 e o novo Spider Man, ambos Sony. Então eu também concordo com esse olhar de desconfiança que devemos manter.

Detonation Uchiha disse...

Falaê Nagado! Eu, assim como muitos outros, sinto um desconfortável frio na barriga quando ouço sobre certas aquisições entre empresas, o caso da Disney comprando meio mundo me deixou um tanto espantado. Não sou assinante de nenhum dos serviços e só fui ter um contato mais direto com a Crunchyroll quando esta teve um bloco de exibição de animês na Rede Brasil, então não é algo que me afete de forma tão direta pelo menos por enquanto, mas como um entusiasta de animês, temo que isso prejudique o mercado nacional, mas só o tempo dirá.