RECADO AOS VISITANTES:

Olá! O blog ainda está de férias, mas já estou trabalhando em novas postagens. O Sushi POP voltará a ser atualizado no dia 1 de agosto (terça), no período da tarde.

O que vem por aí:
- Ultraman Geed, Novo Lobo Solitário, Katokutai, Pinóquio de Osamu Tezuka, Danger 3, resultado da convocação para trabalhos acadêmicos e mais!

Esteja aqui para conferir. Até breve!

sábado, 23 de janeiro de 2016

Bate-papo: O futuro dos heróis do tokusatsu

Já que este é um ano de comemorações e homenagens para os três principais gêneros do tokusatsu (Ultras, Riders e Sentais), gostaria de saber como você imagina o universo dos super-heróis nipônicos daqui a 10, 20, 30 anos. As produções continuarão se renovando ano após ano em forma de seriados semanais exibidos na TV? A influência comercial será maior ou menor? Quais serão as principais diferenças com relação ao que temos hoje e ao que havia décadas atrás? Já que você conhece e acompanha esse meio a tantos anos, gostaria de saber quais são suas expectativas para o futuro.
- Bruno Seidel

Ultraman X (2015) foi o primeiro seriado
tokusatsu com exibição simultânea no Brasil,
através do portal Crunchyroll. 
Fala, Bruno!

Qualquer exercício de futurologia está sempre sujeito a ser atropelado pela realidade e por fatores que sequer imaginamos agora. Ainda assim, darei meus pitacos no assunto que pautou, focando nas citadas franquias (que não considero "gêneros"). Com relação à mídia, acredito que a internet exerça um papel bastante intenso num futuro próximo. Não que ela possa substituir a TV, mas irá oferecer mais opções. Imagino inclusive a possibilidade de séries originais para streaming, a exemplo do que já acontece no Netflix

A exibição quase simultânea de Ultraman X via Crunchyroll abriu um precedente interessante nesse sentido. Foi uma série de TV no Japão, mas foi uma webssérie via streaming para outros países. Infelizmente, não sei como foi o resultado disso, se o portal conseguiu muitas novas assinaturas por causa do X, se a Tsuburaya teve um bom retorno financeiro com as publicidades veiculadas, etc... Gostaria de saber como foi a audiência e saber se a experiência será repetida com outras produções. Fora isso, uma série nos moldes japoneses só pode ser considerada um trabalho de sucesso se conseguir vender os produtos de licenciamento para o público local. X teve produtos licenciados apenas no Japão, então talvez essa exibição no Crunchyroll tenha sido uma forma de inibir a pirataria e conseguir algum lucro, sem a obrigação de pagar os custos de produção e dar retorno do investimento. 

Kamen Rider: Um dos
super-heróis icônicos
do tokusatsu.
Um problema prático que o Japão enfrenta é o envelhecimento da população, com taxas de natalidade muito baixas. Como resultado, existem cada vez menos crianças no Japão para acompanhar os seriados criados especialmente para elas. A estratégia das produtoras tem sido explorar ao máximo o poder de compra de cada vez menos pais com crianças. Assim, os heróis têm cada vez mais formas alternativas ou evoluídas, cada vez mais veículos, cada vez mais personagens colecionáveis. Tudo para potencializar os lucros. A influência dos patrocinadores e produtores sobre os profissionais de criação (especialmente roteiristas e diretores) tem sido cada vez maior e isso não deve retroceder nunca mais. Exceto, talvez, para projetos mais adultos e autorais, como a saga GARO, criada por Keita Amemiya.  

Mas todos esses produtos que vão gerar lucro, para serem divulgados, tomam tempo de exibição nos episódios. Pode-se dizer que os roteiristas de hoje em dia precisam lidar com muito mais questões comerciais do que seus predecessores de décadas atrás. E estão cada vez mais sujeitos aos interesses e caprichos de investidores e patrocinadores. 

Com isso, a linguagem precisa ser mais direta e objetiva, para capturar e manter a atenção de um público cada vez mais disperso e para o qual há cada vez mais estímulos sensoriais. 

Acima de tudo, o principal é que a essência das séries originais seja mantida. De certa forma, todas as franquias têm sido renovadas com um olho no passado, pois é isso o que garante a fidelidade do público. No caso dos Kamen Riders, é a figura do herói trágico, lutando contra seu destino, geralmente atrelado ao mal que ele luta para destruir. Em Super Sentai, mais importante do que manter sempre o vermelho como herói central, é passar a ideia do valor do trabalho em equipe. E nos Ultras, há sempre o guerreiro gigante (vindo do espaço ou não) que tem que viver como um humano (disfarçado ou em simbiose) para enfrentar ameaças apocalípticas em meio a conflitos bastante pessoais. O resto é design, é variação sobre os temas, é tentar inovar sem mexer no status quo. De todas as franquias já citadas, é certo que os Kamen Riders parecem ser o que mais se distanciaram das origens, mas um olhar atento revela que elementos clássicos estão sempre presentes. 


Super Sentai: Surgida em 1975, é a única
franquia de super-heróis de tokusatsu com
produção ininterrupta desde 1979.
Particularmente, acho que as franquias têm empobrecido de ideias o tokusatsu, devido à excessiva preocupação com formatação. Nos anos 1960 e 70 especialmente, havia muita diversidade de temas e formatos, mas hoje, praticamente só as franquias estabelecidas sobreviveram na área. Se só existissem as grandes franquias, não teríamos visto coisas como Cybercop e Lion Man, por exemplo. E as audiências gerais são menores do que antigamente, sinal de que o público está ficando menor, ou o grande público está se distanciando. Quando se fala em cultura pop japonesa, hoje em dia é comum as pessoas lembrarem apenas de mangá, animê, games, dramas e J-pop. Com exceção de Ultraman, os heróis de tokusatsu mal são lembrados como parte da cultura pop japonesa, o que é um erro enorme e a culpa disso é das produtoras, que ficaram focadas demais em nichos de mercado. 

O futuro do tokusatsu vai depender dos produtores se inspirarem nos pioneiros do gênero. Não em termos de repetir infinitamente o que já foi feito, mas de experimentar, inovar e buscar a criação de séries e filmes com a preocupação primordial de entreter, emocionar e fazer pensar. 
*****************************

Participe da seção Bate-papo!

- Envie sua pergunta ou tema de discussão sobre cultura pop japonesa para o e-mail nagado71@hotmail.com, colocando no assunto da mensagem:

"Bate-papo Sushi POP"

13 comentários:

Diego Guzzi Felix da SIlva disse...

Sabe, depois que terminei de assistir Gokaiger, comecei a perder o interesse nos tokusatsus por ver que eles são muito repetitivos, pois sabemos o que pode acontecer, por mais que mudem os protonistas, os uniformes e os robos gigantes e tirando uma e outra história que inova, o resto é o mesmo, sem falar que sabemos quais conflitos que enfrentam e como vão supera-los. Para mim as únicas franquias de tokusatsus que de certa forma inovaram foram os Ultras e Garo e o que percebo dos atuais é muito merchandising com pouca historia.

Stefano Barbosa disse...

concordo com Diego ! Os clichês mataram o tokusatsu! O problema é que não contratam roteiristas de ponta!

Bruno Seidel disse...

Olá, Nagado! Obrigado pela atenção e por ter respondido à minha pergunta com o requinte e o cuidado de sempre. ^^

Eu não gosto de ficar comparando épocas como se as produções de antigamente fossem melhor do que as de hoje ou vice-versa. Acho que são épocas diferentes, realidades econômicas/sociais diferentes e até públicos diferentes (mesmo que as crianças ainda sejam o foco, é complicado comparar o público infantil de hoje com o de décadas atrás).

Essa aposta no streaming tem sido uma das mais defendidas pelas pessoas com quem converso. Podemos tomar como exemplo o caso dos Power Rangers que, assim como Ultraman X, teve sua mais recente temporada exibida integralmente pelo Netflix. Me parece que a próxima temporada de PR será lançada exclusivamente para a mídia streaming, esquivando-se da TV. Isso obviamente interfere em muita coisa na própria produção: número de episódios, por exemplo.

Acho que a Tsuburaya tentou dar uma certa inovada nesse sentido, lançando séries exclusivas para a internet nos últimos três anos: Ultra Fight Zero (que teve 23 episódios divididos em duas temporadas) e Ultra Fight Victory (15 episódios). Todas elas tiveram episódios com cerca de 3 minutos de duração, algo bem diferente do que os fãs estão acostumados. Taí algo que eu considero, de certa forma, "inovador".

Tem outra coisa que anda me agradando bastante nas produções recentes e que eu espero que ocorra com mais frequência daqui pra frente: a quantidade de crossovers e spinoffs. Nas décadas de 80 e 90 era impensável ver crossovers entre Jaspion e Spielvan, ou Metalder X Jiraiya, ou entre Sentais "vizinhos" como Changeman X Flashman. Quem dirá entre franquias diferentes: Jaspion e Changeman; Kamen Rider Black e Metalder... hoje em dia isso ocorre aos montes! Tivemos até a reaparição do Jiraiya em Ninninger, 27 anos depois do término da série! Isso sem falar em encontros como Gavan e Go-Kaiger, Kamen Rider Gaim e ToQger, Kamen Rider Decade e Shinkenger... Os spinoffs de alguns personagens coadjuvantes ganhando papel de protagonista é outra coisa que me agradou demais: Kamen Rider Baron, Zangetsu, Duke, Knuckle, Accel, Eternal, Sharivan, Shaider... todos eles ganharam um especial pra V-Cinema. E todos eles excelentes!

Acho que esses epseciais feitos direto pra vídeo é o que a Toei anda fazendo de melhor ultimamente. Imagino (e isso é só um palpite) que isso se deve ao fato de, diferente da TV ou do cinema, os diretores e roteiristas têm mais liberdade pra "soltar a franga" e mais prazo pra fazerem o que eles realmente têm em mente. Quem assistiu aos spinoffs dos Uchuu Keijis talvez concorde comigo.

Dia desses comentei com um amigo meu que, se Jiraiya fosse lançado nos dias de hoje, provavelmente já teríamos spinoffs com Baron Owl, Kazenin Storm e Lenin Wild em "aventuras solo". Já pensou que legal seria? Nos EUA já é bem comum alguns heróis se destacarem demais ao ponto de se "emanciparem" de suas séries originais, vide os personagens da DC e da Marvel. Tomara que a Toei e a Tsuburaya tenham esse tipo de cuidado.

Uau! Acho que escrevi mais do que o próprio post. Mas o assunto realmente é muito interessante. Hehehehehehe! ^__^

Abraços!

Usys 222 disse...

A análise foi muito boa e pegou bem em vários pontos, como por exemplo o envelhecimento da população aliada à baixa natalidade. De fato esse é um fator a ser considerado do motivo das mudanças nesses programas, já que é necessário conquistar novos públicos.

Temos que lembrar que Tokusatsu é um gênero relativamente recente. Nos anos 1960 a 1970 não havia uma diretriz e por isso o pessoal teve que tatear no escuro até descobrir uma. Assim, esse período estava bem aberto a experimentações e por isso tínhamos uma enxurrada de heróis de vários tipos. Foram usadas ideias tiradas de filmes de samurai e até influências estrangeiras até um caminho ser descoberto. E agora que existe um "caminho seguro", é natural investir nele. Principalmente agora em que o mundo enfrenta uma grave crise econômica.

Fazer Tokusatsu custa dinheiro e mesmo tendo sucesso, ele causa prejuízo. Por isso muitas empresas de entretenimento do Japão não têm muito interesse nesse gênero. Susumu Yoshikawa conta que teve muitas vezes acesso negado aos estúdios para fazer filmagens, mesmo com eles vagos. Por isso a venda de brinquedos se torna vital para conseguir patrocínio. Sendo assim, separar isso não é mais possível.

Só que uma coisa é certa: ganha aquele que ousa. Foi ousando que as séries Precure foram criadas e apesar da história recente, se tornaram uma das grandes franquias da Toei. E foi ousando também que essa franquia conseguiu se renovar durante os seus mais de dez anos de existência. O problema é ousar nos tempos atuais em que, como disse antes, vivemos em crise.

Mesmo assim, talvez por não ser muito inteligente ou exigente, tenho curtido os seriados atuais sem grandes problemas. Eu não espero por inovações. Fico mais interessado em saber se os materiais existentes serão bem utilizados.
E eu sou resistente em dizer que os clichês são uma coisa ruim. Na verdade, existem obras que se beneficiaram deles, como ULTRAMAN, conforme apontei uma vez, e GARO, conforme conta um roteirista envolvido no projeto. Os próprios filmes Ultra também usam bastante o "Deus ex machina", que é o que o próprio Ultraman era nos primórdios. Mas mesmo assim não deixo de sentir a catarse ao ver as cenas em que isso acontece. Ou seja, é uma questão de saber usar.

Ale Nagado disse...

Olá, pessoal.

Puxa, taí um assunto que mexe com os leitores, gostei dos comentários. São opiniões diversas e bastante pessoais e esse tipo de interação é uma das coisas que me motiva a manter o blog.

Apenas gostaria de deixar bem claro que não sou contra brinquedos ou a indústria deles, afinal sou um entusiasta de action figures e miniaturas em geral. Eu gosto de inovação, gosto de ver quando ousam e o resultado são histórias melhores. Mas reconheço que clichês bem trabalhados podem ser necessários e são um tipo de porto seguro no qual o entretenimento encontra sua razão de ser.

É no equilíbrio de interesses comerciais e autorais que profissionais criativos deixam sua marca por onde passam.

E queria aproveitar o assunto pra indicar um post do Usys em seu blog Casa do Boneco Mecânico Anexo:
"Como fazer um programa de super-heróis de tokusatsu"
http://usys222anexo.blogspot.com.br/2016/01/como-fazer-um-programa-de-super-herois.html

Leitura mais do que recomendada!


Abraços a todos!

Bruno Seidel disse...

Bem lembrado!

Essa resenha do Usys sobre o livro do Yuji Kobayashi caiu como uma luva nessa discussão, pois revela bastidores e informações preciosas sobre as produções das séries e as concepções de personagens. Sem entender esse tipo de coisa é impossível fazer qualquer projeção coerente.

Taí um tipo de informação que mesmo hoje em dia, com o auxílio da internet, fica difícil de acessar. Que bom que tem gente capaz de absorver/traduzir/dissertar/compartilhar/divulgar esse tipo de conteúdo. Os fãs agradecem! ^^

Usys 222 disse...

Na verdade, o livro confirma o que foi dito aqui. Essa da influência dos fabricantes de brinquedos, por exemplo. O envelhecimento da população também é citado, assim como a questão de capturar um público maior.

Agradeço a divulgação, mas de certa forma esta matéria consegue ser um resumo muito melhor do que eu fiz do livro. E o mais impressionante é que ela foi feita sem precisar lê-lo!

Ocidente Tokusatsu disse...

Parabéns pela reflexão! Acho que se assemelha um pouco a questão anterior da qualidade atual dos animes, de como há necessidade de se adaptar para um novo público sem cair na armadilha de inovações unicamente superficiais. E complemento dizendo que talvez as grande novidades tenham justamente fora do tradicional duelo Toei-Tsuburaya( parece até a rixa DC x Marvel, né?). A Marvel ficou muito surpresa com a alta receptividade do Homem Formiga na China e já declarou que desenvolverá uma linha de heróis orientes com base nisso ( além da série live-action do Punho de Ferro já estar em produção). Há notícia recente do Jason David negociando com a Saban para fazer um seriado solo do Ranger Verde. E o lançamento dos novos Gamera e Godzilla no Japão vai trazer dos estúdios clássicos de volta ao mercado.

Ale Nagado disse...

Usys, sobre esse fato da queda de natalidade no Japão estar influenciando as produções, sabe quem mencionou isso comigo pela primeira vez? O Hiroshi Watari, o eterno Sharivan. Quando o encontrei pessoalmente para o primeiro Anime Friends (2003), ele contou que os produtores já se queixavam da queda da população infantil estar impactando muito a venda de brinquedos, e com isso estava afetando o planejamento dos seriados. Há 13 anos atrás isso já era visto como um problema sério, que só piorou ao longo dos anos. E isso dito por um cara que fazia parte dessa indústria de entretenimento.

Caro "Ocidente Tokusatsu", não sabia desse lance do Ranger Verde. Uma informação muito interessante que trouxe para nós, obrigado.

Abraços a todos!

Bruno Seidel disse...

Também não sabia dessa possível série spinoff do Ranger Verde (o Tommy, no caso, né?). Sou obrigado a reconhecer que os japoneses têm bastante a aaprender com os americanos nesse aspecto.
Isso bate com o que eu comentei anteriormente, sobre a possibilidade de termos filmes ou séries derivadas de outra produção (spinoff). Algo que era impensável até a década passada. E taí algo que os americanos costumam fazer e que eu torço para que os japoneses passem a incorporar nos próximos anos.
Já pensou como seria legal um filme ou uma série própria de algum personagem derivado? Já tivemos produções semelhantes como a websérie do Victory (coadjuvante do Ginga) e os especiais de Baron, Zangetsu, Knuckle e Duke (coadjuvantes em Gaim), Eternal e Accel (coadjuvantes em W) e até uma versão em anime dos Imajins (do Den-O).
Uma pena essa moda não ter surgido nos anos 1980, pois seria legal demais ver spinoffs de personagens como Boomerman, Diana, Annie, Barão Owl, Shadow Moon, McGaren, Buba, Biker & Highter...
Tomara que a Toei e a Tsuburaya se inspirem num eventual sucesso desse seriado "solo" do Tommy (e olha que eu não curto nem um pouco Power Rangers) e resolvam "imitar" os gringos. Seria uma enorme ironia, mas os fãs certamente iriam ao delírio!

Aniki disse...

Excelente análise, Nagado. E o link do Usys serve para complementar o que foi dito.

Sidney Moura disse...

Depois de ler vários comentários e pela análise do que o Nagado disse eu irei avaliar essa situação do meu ponto de vista.
Muitos dizem que tokusatsus e somente para crianças mas estamos vendo que não e bem assim eu vejo que tokusatsus desde sua criação e para um público alvo bem mais abrangente.
Basta pegar o primeiro Ultraman que tinha episódios bem mais tristes e faz com que todos pensam e Goranger que tinha uma pegada mais tecnológica e densa.
Mesma coisa Kamen rider.
O que eu acho e que o publico alvo e bem mais abrangente
E o fato que Kobayashi disse isso confirma.
Eu nao acho que isso seja exclusivo só do Japão.

Gilmar Oliveira disse...

Olá Nagado, excelente postagem, gostei muito e me fez abrir os olhos para algumas coisas que eu não notava.
Realmente hoje está mais claro que vender brinquedos é a coisa principal de tudo, eu ainda sinto um pouco de falta de tramas mais maduras, mas é natural isso ocorrer, olhando pelo ponto de vista que você mencionou. Forte abraço!