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Olá! O blog está de férias, mas já estou trabalhando em novas postagens. O Sushi POP voltará a ser atualizado no dia 1 de agosto (terça), no período da tarde.

O que vem por aí:
- Ultraman Geed, Novo Lobo Solitário, resultado da convocação para trabalhos acadêmicos e mais!

Esteja aqui para conferir. Até breve!

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Gandhi - Uma biografia em mangá


“Os fracos jamais podem perdoar. O perdão é um atributo dos fortes”
- Mahatma Gandhi

Na primeira metada do século XX, um dos homens mais influentes no mundo ficou conhecido como Mahatma Gandhi. Líder político e espiritual (mas não religioso), Gandhi sempre pautou sua vida por ideais de igualdade, liberdade e, acima de tudo, a não-violência, com um pacifismo irrestrito e intocável. 

O trabalho de ativismo político de Gandhi, então um jovem e promissor advogado, começou no final do século XIX na África do Sul. Lá, ele fomentou movimentos sociais e profundas mudanças na forma desumana e injusta como eram tratados os indianos naquele país. 

De volta à Índia, então uma colônia inglesa, e vendo a miséria de seu povo, ele começou a incitar ideias de liberdade entre as pessoas. Ele pregava a desobediência civil sem violência como forma de pressionar governos a reconsiderar decisões injustas. Ele ainda tinha que lidar com as diferenças entre hindus e muçulmanos no país, o que sempre foi uma tarefa delicada e até perigosa. 
Quando estudou em Londres,
Gandhi certa vez ouviu que
estava parecendo um "cavalheiro
inglês". Recusando essa
alcunha, reafirmou sua
identidade indiana com orgulho.

Gandhi é apresentado de maneira bastante humana, com suas dúvidas e insatisfações, trazendo para mais perto do leitor uma figura tornada mítica. Seu trabalho pela independência de seu país aconteceu numa época de declínio do Império Britânico no cenário internacional e ajudou a catalizar os anseios de seu povo. 

Dono de uma força de vontade férrea e uma bondade sem fronteiras, o líder hindu liderou através de exemplos e ideias, num movimento que culminou com a independência da Índia em 1947. Porém, o alegre fato chegou em meio às tensões entre hindus e muçulmanos, sendo que estes últimos acabaram se agrupando ou sendo expulsos para o Paquistão, que também se tornava um estado independente e, depois, inimigo. 

A obra, ilustrada de maneira emocionante por Kazuki Ebine, mostra até onde pode ir a violência ditatorial e também o ódio racial e religioso. Assassinatos impiedosos de pessoas indefesas e até crianças são mostrados na obra, com passagens chocantes porém necessárias para se entender melhor o sentimento de Gandhi. 

As injustiças, covardias e tragédias que presenciou o abalaram profundamente, servindo para fortalecer suas convicções pacifistas. Mesmo frágil e debilitado, continuou fiel a seus princípios até o fim. 

A biografia em mangá de Gandhi foi lançada no Brasil em maio passado, simultaneamente à do Dalai Lama. Ambas foram lançadas pela Tambor/ Case editorial e fazem parte de uma série de mangás biográficos do coletivo Emotional Content. O foco são pessoas que influenciaram o mundo com suas atitudes e firmeza de propósitos. A coleção serve como ponto de partida para saber como certas pessoas ajudaram a moldar o mundo em que vivemos. E poucas foram tão importantes quanto esse corajoso e nobre senhor hindu que deixou um importante legado de perseverança, idealismo e bondade. 

Gandhi – Uma biografia em mangá
Autor: Kazuki Ebine
Editora: Tambor Digital / Case Editorial
Formato: 14cm x 21cm, com 196 páginas
Lançamento: Maio de 2015 

Compre aqui: pospter.com.br
Preço de Capa: R$ 14,90

4 comentários:

Stefano disse...

na realidade, 1 fator que contribuiu pra independência da ìndia foi o declínio britânico na geopolítica global. As 2 guerras mundiais debilitaram o Empire.
Só pra você ter 1 idéia, o RU não foi invadido por 1 triz!! (a RAF estava perto do colapso). E mais.. na Ásia, o Empire levou inúmeras surras do Japão. (a Índia poderia ter caído nas mãos japonesas). Não fosse os EUA... bye bye!

Em suma, a decadência britânica e o advento da Guerra Fria (EUA e URSS buscavam áreas de influência em detrimento dos velhos impérios...)
contribuíram pra independência indiana.

Ale Nagado disse...

Stefano, acho que minha resenha pecou por não mencionar a delicada situação política do Reino Unido, que é mencionada sim no mangá. Acontece que, no campo ds política interna, a participação de Gandhi foi importante e isso foi o foco da obra.

Abraços!

Stefano disse...

Não acredito muito que "não-violência" de Gandhi contribuiu pra independência indiana. Acho que essa ideia dele contribuiu pra prejudicar movimentos independentistas locais... que legitimavam a luta armada. Ou seja... Gandhi queria os brits tivessem pena dos indianos e dessem a independência "numa boa".
Imagina se os brasileiros fizessem movimento de não-violência pra comover os portugueses e conseguir a independência... ou
há poderes que só largam o osso na base do chumbo.
Bolivar não apelou pra não-violência pra conseguir a independência do país dele.

Ale Nagado disse...

Stefano: Situações, épocas e contextos diferentes, soluções diferentes.

Falando em América Latina, deve saber como foi a nossa independência de Portugal, muito mais "comprada" e negociada do que fruto de combate na base do chumbo.

Mas o que eu achei lamentável mesmo foi você ter vindo aqui bancando o sabe-tudo pra desmerecer, criticar e diminuir a importância de Gandhi e a nobreza de suas posições.

Publiquei sua opinião desta vez, para mostrar como infelizmente Gandhi falhou em espalhar sua mensagem pacífica.

Como diz o colega Raphael Soma: Meu blog, minhas regras.
Até mais.