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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Ataque dos Titãs como metáfora para a volta do militarismo japonês

Ataque dos Titãs: Uma inspiradora aventura pós-apocalíptica
ou um reflexo da situação política e econômica do Japão?

Um dos recentes sucessos do mangá é Ataque dos Titãs, publicado no Brasil pela Panini. De grande repercussão no Japão, o título já foi transformado em animê e agora ganha versão com atores. Com rumores sobre uma possível versão hollywoodiana, é a bola da vez entre as franquias da cultura pop japonesa.


Criada por Hajime IsayamaAtaque dos Titãs mostra um mundo cheio de medo, onde gigantes comedores de gente forçaram os sobreviventes da raça humana a se isolar atrás de gigantescas muralhas. Construções que não oferecem proteção garantida e nem duradoura contra os famintos titãs. 

A esperança das pessoas repousa nas mãos de jovens militares que se lançam em missões perigosas e muitas vezes suicidas. 

Seria uma poderosa aventura sem maiores pretensões senão divertir ou uma bem disfarçada propaganda militarista? Indo mais além, o contexto social da história encontra paralelos com a situação do povo japonês? O roteiro reflete o desalento de muitos jovens perante o mundo de hoje? Seria a vida nas vilas da série uma metáfora para a vida no arquipélago japonês? Teorias conspiratórias à parte, é fato que ao menos um personagem da série foi inspirado em um famoso militar, diretamente relacionado ao passado sangrento de invasões do Império Japonês. 

É sobre esse tema controverso, já exposto em alguns estudos, que fala um artigo interessante que descobri em um blog igualmente peculiar, porém um pouco panfletário. É o Women Write About Comics, que recentemente publicou um post assinado por Vernieda Vergara acerca das questões sócio-políticas envolvendo essa badalada série. 

O texto da moça vai além de achismos e conspirologia e oferece dados interessantes para incluir Ataque dos Titãs como um reflexo do momento político japonês e sua recente escalada nacionalista e militarista. Uns exageros aqui e ali, mas pertinente. 

Leia e tire suas conclusões (e comente aqui, claro!)


Japanese Military Propaganda? :::
(Artigo original em inglês)



4 comentários:

Anônimo disse...

Um brasileiro fez comparação semelhante um tempo atrás, se não me engano.

Ale Nagado disse...

Se encontrar o texto, pode postar aqui o link.

Gostaria que, por educação, as pessoas se identificassem, ao menos com um apelido. Não gosto de conversar sem nem saber com quem estou falando.

Continuarei permitindo postagens anônimas para aqueles que não têm cadastro no Blogger, mas se não assinar com seu nome ou apelido, as mensagens não serão mais aprovadas. E a regra para off-topics continua valendo.

Abraço!

Rogério disse...

Boa noite Nagado,

Texto do link foi bem escrito e com analogias muito interessantes e na sua maioria bem construídas, embora ele se baseie em algumas percepções do Japão difíceis de avaliar de fora.

O último parágrafo, com a relação forçada entre Attack on Titan e os romances para jovens adultos no ocidente, pareceu tremendamente forçado e panfletário.

Quando li Akira pela primeira vez fiquei muito impressionado com sua visão crítica dos políticos e militares japoneses.

Bruno Seidel disse...

Assisti aos 25 episódios da primeira temporada do Attack on Titans depois de ouvir excelentes recomendações. Essa suposta apologia ao militarismo bate com a informação que o Renato Siqueira disse em seu vlog no Youtube (https://www.youtube.com/watch?v=I0q0xHw-bUI). Ele falou que o Hajime Isayama é um ultra-nacionalista declarado e que tem um posicionamento bem convicto. Curioso que, quando assisti ao anime, não tinha essa informação e, portanto, absorvi tudo numa boa. Incrível como uma "informação de bastidores" pode mudar a forma como se assiste algo. De qualquer forma, uma das coisas que eu mais curti nesse anime foram os personagens de forma isolada. Apesar da maioria deles ter um mesmo objetivo (que é sobreviver a uma eminente invasão dos titãs e proteger a população do mesmo), há muita diferença de personalidade entre eles. Sem falar que o estilo "The Walking Dead" faz com que ninguém tenha garantia de sobrevivência.