RECADO AOS VISITANTES:

Olá! O blog está de férias, mas já estou trabalhando em novas postagens. O Sushi POP voltará a ser atualizado no dia 1 de agosto (terça), no período da tarde.

O que vem por aí:
- Ultraman Geed, Novo Lobo Solitário, resultado da convocação para trabalhos acadêmicos e mais!

Esteja aqui para conferir. Até breve!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Bate-papo: Heróis de tokusatsu em quadrinhos nacionais

Saudações. Em primeiro lugar, agradeço por divulgar as matérias que fiz sobre as versões S.H. Figuarts dos Policiais de Espaço. É uma tremenda honra!

Aqui vão as minhas perguntas para o Bate-papo Sushi POP:

Sobre a época das adaptações de seriados de tokusatsu para quadrinhos. Como você foi "descoberto"? Digo, como você começou a fazer essas adaptações? Eram fornecidos materiais sobre os personagens ou tinha que ir com a cara e a coragem apenas com o seu conhecimento mesmo? Tem algum episódio interessante/engraçado dessa época?
Usys 222

Grande Usys! Obrigado por inaugurar essa nova seção! E não precisa agradecer pela divulgação, você é de casa.
Jaspion 1 (nov. de 1990)
Arte de Aluir Amâncio

Bom, preciso resumir bastante, mas vamos lá: Em 1990, Jaspion e Changeman eram febre no Brasil todo, via Rede Manchete e as fitas VHS da Everest Vídeo, a empresa que trouxera os heróis ao país. Flashman, Jiraiya e Lion Man também já estavam nos lares dos brasileiros e produtos licenciados começavam a aparecer e sumir das prateleiras como água. A editora EBAL (antiga gigante da área dos quadrinhos), apesar de não ser nem sombra do que já havia sido, ainda imprimia algumas coisas e estava editando a revista Jaspion e Changeman, com roteiro de Ataíde Braz e arte de Roberto Kussumoto, grandes veteranos da HQ nacional. Na época, eu estava ainda em começo de carreira, fazendo umas ilustrações aqui e ali, e sonhando em fazer quadrinhos. 



Vendo os créditos da revista, descobri que o estúdio de licenciamento, a Alien International, ficava em Pinheiros, o bairro onde eu morava em São Paulo. Então, liguei marcando hora e fui lá conversar com Takeo, o dono da empresa. Ele me explicou que a EBAL iria parar de publicar o título, pois ele havia fechado um grande contrato com a Editora Abril. E disse que o responsável pelo novo título seria o Studio Velpa, formado basicamente por dissidentes da Mauricio de Sousa Produções. O Takeo sugeriu que eu fizesse uma história de teste e fiz uma HQ de 20 páginas, desenhada à lápis, do Jaspion. 

Dias depois, me ligaram pra conversar. Foi quando conheci o roteirista Rodrigo de Goes, que estava coordenando a parte de criação no Velpa. Ele disse que minha história tinha sido analisada pela equipe e que meu desenho ainda estava fraco, mas que o roteiro mostrava potencial. O Rodrigo já ia escrever o Jaspion mensalmente, e me ofereceu espaço pra história complementar, que no começo seria do Flashman. Era minha grande chance e peguei com unhas e dentes! Escrevi na sequência duas HQs do Flashman que foram publicadas em Jaspion #1 e #2, no final de 1990. O número 1 vendeu mais de 100 mil exemplares, uma marca espetacular. 


Goggle V (1991), que teve
arte de Roberto Martins.
O designer do título errou
as letras em japonês
e eu não tive a chance
de revisar antes de
ir pra gráfica.
Depois, fui avisado de que a EBAL ainda poderia publicar outros títulos menores que a Alien estava licenciando junto a outras distribuidoras, como a Oro Filmes. Então, fiz uma edição de Goggle V, uma de Machine Man e outra de Sharivan. Goggle V vendeu 58 mil exemplares, o que foi excelente, ainda mais para a EBAL, que estava para encerrar atividades. 

Nós não tínhamos muita referência além do que assistíamos. Havia alguns folhetos e fotos, só isso. Então, muita coisa foi de memória, o que fez de mim um tipo de consultor pra tirar dúvidas sobre os personagens, já que eu adorava - e adoro - esse tipo de super-herói

Na Abril, nossa opção foi criar aventuras que dessem continuidade às séries de TV, o que foi muito interessante. O Rodrigo fez uma grande saga espacial, com elementos de Star Wars e dos quadrinhos Marvel de Jim Starlin. Eu fazia histórias mais simples e fechadas e algumas acho que funcionaram bem até. 

Lembro-me de estar numa sala de reuniões da Alien para assistir o primeiro episódio de Maskman, Metalder, Spielvan e Black Kamen Rider, a fim de conhecer melhor os personagens antes deles serem exibidos no Brasil. Lembro que todos me causaram ótima impressão, especialmente o Black, cujo primeiro episódio eu considero uma pequena obra de arte dos seriados tokusatsu. E Metalder também me chamou muito a atenção. Uma frustração da época é que eu cheguei a escrever uma HQ do Metalder, ambientada na época da série de TV, mas o material nunca foi publicado porque a Abril não teve interesse no personagem, que acabou exibido na TV Bandeirantes e nunca fez muito sucesso. Era dramático demais, mas eu adorava tudo lá: roteiro, direção, música, design. Mesmo tendo sido muito calcado em Kikaider (antigo herói de Shotaro Ishinomori), tinha muitos méritos próprios. 


Após a edição 12, Jaspion foi substituído por Heróis da TV, um título que a Abril já usara antes, com heróis da Hanna-Barbera e da Marvel Comics. Nessa fase, Maskman, Black Kamen Rider e Spielvan iriam se revezar na HQ principal. E cerca de um ano depois de iniciar, o Velpa foi perdendo espaço na Abril, que tinha interesse em passar a produção para os artistas da casa, como os lendários Marcelo Cassaro e Watson Portela, que acabaram fazendo grandes trabalhos lá. 

A época foi recheada de histórias interessantes e tem duas que não posso deixar de comentar. 


Quando eu tinha 8 anos, em 1979, houve a exposição Mônica no MASP , onde, além de originais expostos, o estúdio Mauricio de Sousa ficou instalado lá por dias, para que as pessoas vissem como era feita a produção das revistas. Daí, meu pai me levou e paramos na mesa do letrista Paulo Teodoro Domingos, o Paulão. Mostrei meus desenhos a ele e ele disse que eu podia manter contato via correspondência. Então, de vez em quando eu mandava cartas a ele mostrando desenhos. E a resposta, sempre com muito incentivo, vinha em envelope timbrado da MSP, o que era sempre uma alegria pra mim. Por volta dos 11 anos, parei de escrever e nunca mais tive notícias do Paulão. Então, mais de 10 anos depois, quem é que eu reencontro na reunião do Velpa? Ele mesmo! O Paulão era um dos sócios do Velpa e foi muito legal encontrar com ele numa situação totalmente diferente. Naquele momento, o garotinho que ele incentivava por correspondência já era um colega de profissão. O termo "que mundo pequeno!" é uma constante em minha vida.


A terceira e última HQ de
Flashman na Ed. Abril.
Jaspion #5 (março de 1991)
Na época do Jaspion, o Velpa também fazia para a Abril a revista Change Kids (uma criação própria), além de Leandro e Leonardo, para a Ed. Globo. Eu não participava desses títulos, mas vários membros da equipe faziam um pouco de tudo, o que foi deixando o trabalho sobrecarregado. Para cumprir os prazos da Abril, que em certo momento ficaram apertados, um desenhista, o grande Roberto Martins, teve que assumir duas histórias pra desenhar praticamente ao mesmo tempo. Então, eu, Rodrigo e Roberto nos reunimos para discutir o trabalho. Eu e o Rodrigo decidimos que uma HQ ia ser uma aventura de Flashman contra um novo grupo de Caçadores Espaciais. A outra iria envolver o Esquadrão Changeman tentando salvar um submarino encalhado e sendo atacado por um monstro marinho. 

Com esses plots delineados, imaginamos sequências de abertura para cada história e aí o Roberto foi esboçando cada uma delas. Ele é bastante rápido para esboçar e tem bom senso de narrativa, o que foi decisivo. Depois, já com páginas desenhadas a lápis, tanto eu quanto o Rodrigo trabalhamos os diálogos de cada história, sendo que eu fiquei com Flashman e Rodrigo, com Changeman. O trabalho foi finalizado cada um por um arte-finalista diferente e conseguimos cumprir o prazo insano, que era de poucos dias. E ainda, no meio do percurso, uma página teve que ser suprimida porque ia entrar, de última hora, uma publicidade na revista. Isso me obrigou a reescrever textos para que não houvesse perda significativa na história. O que fizemos foi emular o "método Marvel" de roteiro, que era como Stan Lee trabalhava com os desenhistas do estúdio nos anos 1960. Eu sou o tipo de roteirista que gosta de ter muito controle narrativo e normalmente eu faço esboços diagramados com bastante detalhes, mas desta vez tive que me adaptar ao que a situação exigia. E fiquei satisfeito com o resultado. 

Na hora dos créditos, houve um descuido editorial e em Changeman, saiu apenas o nome do Rodrigo. O correto seria mostrar, nas duas histórias, a legenda "Enredo original: Rodrigo de Goes e Alexandre Nagado" e aí o nome do roteirista individual em cada HQ. Mas tudo bem, acontecem coisas assim numa produção corrida. E ainda "ganhei" um crédito de Cybercop por engano, num roteiro do Rodrigo publicado em Heróis da TV número 8. Cheguei a escrever 3 roteiros de Cybercop que nunca foram usados, além de mais um de Spielvan e o já citado de Metalder. De material publicado, foram 3 HQs de Flashman, 3 de Maskman, 2 de Changeman além de 1 de Goggle V, 1 de Machine Man e 1 de Sharivan. Não foi tanta coisa assim que eu fiz, mas como teve boas vendas, ficou na memória de muita gente. 
Changeman em versão "marvelizada"
por Arthur Garcia e Renato Jairo.
Almanaque Heróis da TV #1
(1992). Minha última
HQ publicada nessa fase.
Já faz 15 anos que esse trabalho foi feito e tenho muito orgulho de ter participado. Eu só tinha 19 anos quando comecei a publicar na Abril e hoje sei que tive muita sorte, mas também estava preparado para o desafio e isso fez toda a diferença. 

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- Envie sua pergunta sobre cultura pop japonesa, HQ e afins para nagado71@hotmail.com, colocando no assunto da mensagem: Bate-papo Sushi POP

17 comentários:

Rafhael Victor disse...

Muito interessante seu relato, cara. Eu sou de uma geração bem mais nova, não peguei nem a explosão de Cavaleiros do Zodíaco na Manchete, quem dirá dos tokusatsus.. Mas, quando pequeno, ia constantemente na locadora alugar fitas do Jaspion, Flashman e Changeman. É muito maneiro saber que o mercado de quadrinhos nacionais já foi rico a ponto de existirem estúdios responsáveis por produzir materiais sobre os heróis japoneses.

Usys 222 disse...

Mais uma vez me sinto honrado em fazer a pergunta inaugural da nova seção.

Então foi isso. Teve que ir com a cara e a coragem até para correr atrás da oportunidade. Isso sim é um grande feito! E posso ver que mesmo depois disso houve muita batalha ainda.

Vendo bem, essas versões em quadrinhos têm vários elementos que preconizaram coisas que vemos atualmente. Por exemplo, naquela história com o Blue Mask e o Boomerman (minha favorita), temos um "Jaspion Bootleg", bem antes do Gavan Bootleg. E ainda tem a presença de uma organização criminosa terráquea que usa tecnologias dos heróis, bem antes da Fundação X, fabricantes de armas que fazem algo parecido, mas com elementos dos vilões dos Heisei Riders. Esses Changeman musculosos me lembram os brinquedos de Power Rangers que vejo por aqui.

Fico bem curioso em saber como é essa história do Metalder. Pode contar um dia como é? Opa! Mais uma pergunta!

Anônimo disse...

Só pra avisar: Heróis da TV era uma revista da Abril com personagens da Marvel, como Vingadores, Thor e Homem de Ferro. Nada a ver com DC.

Ale Nagado disse...

Raphael: Naquela época havia muito espaço em banca para que autores nacionais produzissem. Havia também material autoral do Laerte, Fernando Gonsalez, Angeli, Glauco, revistas de ficção, humor e estilos variados. Havia um mercado profissional com vários autores fazendo HQ pra viver, não apenas por amor à arte. Outros tempos.

Usys: Eu não lembro direito da HQ do Metalder. Só sei que era uma passada no tempo da série de TV (por razões óbvias) e envolvia um plano de assassinar a Maya e com isso destruir o espírito de Hideki. A ideia original veio do episódio clássico de O Regresso de Ultraman, mas só isso. A abordagem era numa escala bem pessoal.

Anônimo: Você tem razão, Heróis da TV usava personagens Marvel, não DC. Até corrigi isso no post. E eu comprei essa edição da Marvel, que tinha o Thor e o Surfista Prateado no número 1, só lembrei disso agora que vi sua correção. E anos antes, o título Heróis da TV veiculava os heróis da Hanna Barbera, como Galaxy Trio, Homem Pássaro e Space Ghost.

Abraços a todos e obrigado pelas participações!

Anônimo disse...

o crédito errado na história do Cybercop foi em Heróis da TV #8 (1992).

Ale Nagado disse...

Mas é isso mesmo, você está certo!

Cybercop jamais poderia ter saído na revista do Jaspion, pois os direitos da revista eram todos da Toei Company, enquanto Cybercop é da Toho. Realmente saiu na Heróis da TV, que combinava Toei e Toho. Eu não tenho quase nada da época comigo, por isso agradeço sua correção.

Abraço!

Bruno Seidel disse...

Nossa! Quanto saudosismo num post só! Foi realmente uma pergunta muito boa e que desencadeou uma série de curiosidades que eu nem conhecia. Ontem mesmo eu comentei com um amigo meu (o Daniel HDR, consagrado quadrinista) sobre essa "época de ouro" das HQs brasileiras de personagens japoneses. Acho que tivemos um desfecho meio "bizarro" de algumas obras que (até onde eu sei) sequer chegaram a ser concluídas ou então vimos os autores nitidamente mostrando que haviam chutado o balde.
Lembro bem desse encontro do Boomerman e do Blue Mask e até me bateu uma dúvida agora: quais outros crossovers entre personagens de diferentes fraquias tivemos nas HQs brasileiras??

Ahh! E apesar de ser mais fã de Tokusatsu do que qualquer outra coisa, eu devo confessar a vc, Nagado, que de todos os seus trabalhos como quadrinista, o que eu mais curti foram as HQs do Street Fighter. Na minha opinião, aquele foi o seu "Magnum opus".

Ale Nagado disse...

E aí, Bruno!

Na época do Studio Velpa, o Rodrigo de Goes fez um encontro entre Changeman e o Boomerman que rendeu várias situações. A Sayaka e o Boomerman tiveram um caso e ele acabou ajudando em algumas missões. Além disso, na revista do Machine Man eu promovi uma parceria dele com o Sharivan.

Finalmente, o Cassaro realizou confrontos entre Jaspion e Spielvan e entre Maskman e Changeman. Era bem forte pra gente a ideia de um mesmo universo para esses personagens.

Na HQ jamais publicada do Spielvan que eu escrevi, aparecia um grupo de conquistadores espaciais que estava visando a Terra (pra variar) e estava preocupado com Spielvan e seu imenso poder de deslocamento dimensional.

No meio da reunião, eles relembravam outros heróis (Jaspion, Changeman e Flashman, basicamente) e, em certo momento, um deles mencionava a existência de certos "gigantes de M-78". Você imagina o grau de diversão que eu estava colocando no projeto. Pena que muita coisa ficou pelo caminho.

E devo concordar com você. Street Fighter foi um trabalho superior. Na Abril e EBAL, havia uma pressão para um trabalho mais infantil. Na Escala, não havia qualquer restrição criativa e daí eu experimentei mesmo. Com SF, acabei de divertindo e aprendendo muito mais.

Abraço!

Rogério disse...

Boa noite Nagado,

Que grande registro histórico!!!
Hoje parece impossível imaginar estúdios nacionais de quadrinhos produzindo tanto assim. Fora o MSP, claro.
A quem pertencem os direitos deste material e seria possível uma republicação? Embora eu não saiba se haveria mercado.
Falando em HQs licenciadas, posteriormente não houve uma HQ do Megaman também produzida por talentos nacionais?

pierrot disse...

Excelente sr. Alexandre.
Lembro que você contou o mesmo relato no Senpuu, aonde fui conhecer o seu trabalho, ou melhor, conhecer quem foi responsável por muitas das publicações que eu curtia na infância.

Sobre as HQs eu só pude lê-las online há algum tempo e são histórias muito boas. Graças por poder ler tal material na íntegra visto a dificuldade que eu tinha na época para comprar até as revistas Herói.
E obrigado pelas referências aos artistas, me interessa muito pesquisar sobre os profissionais que tivemos em nossa terrinha.
Um abraço.

Ale Nagado disse...

Rogério, os direitos são, como sempre, da Toei Company. O que acontece é que, atualmente, não há uma empresa licenciando produtos. Uma republicação teria que envolver novas negociações e talvez nem fosse autorizada a edição. Mas o material que fizemos permanece como oficial.

Pierrot, que legal que leu minha entrevista no Senpuu. Acho que acrescentei umas informações aqui que não havia contado em outros lugares ainda. E se quiser, pode divulgar aqui os links de onde leu as HQs. Eu mesmo não tenho quase nada e gostaria de rever esse material.

Abraços!!

pierrot disse...

Ainda bem que voltei aqui hehe.
Aqui estão os links de onde li muitas delas:
http://gibitokusbrasil.blogspot.com.br/2011/08/clique-para-ler-on-linesharivan-em.html

Ale Nagado disse...

Olá, Pierrot!

Obrigado pelo link. já fui lá conferir. Eu tinha vagas lembranças da história, foi interessante rever as páginas. Originalmente, a diagramação da história era diferente, principalmente no começo. Por imposição editorial, seguiu uma linha mais arejada, com menos quadros e eu quase desenhei esse título. Por um daqueles deslizes por causa da correria, os créditos não apareceram.

O desenho foi do Roberto Martins, mas não lembro quem fez a arte-final, cores e letras.

Valeu!
Abraços!

Rogério disse...

Boa noite Nagado,

Obrigado pela resposta.

Ale Nagado disse...

Ah, Rogério, agora que vi que minha resposta anterior havia ficado incompleta. Sim, houve um Megaman de produção nacional. Saiu pela Editora Magnum, se não me engano, por volta de 1995. Foi um dos primeiros trabalhos da Erica Awano no mercado de HQs, mas não acompanhei esse título.

Abraços!

Felipe Marinho disse...

Acho fascinante conhecer os bastidores desses gibis que fizeram parte da minha infância e adolescência! Na época eu tinha o sonho de ser desenhista, sem imaginar a correria que havia para se cumprir prazos. Infelizmente só tenho uma edição do Jaspion com a história dos Flashman, meu seriado preferido, mas estou sempre garimpando em sebos pra conseguir as outras edições. Parabéns a toda a equipe, vocês foram muito importantes para a minha infância/adolescência!

Alexandre Nagado disse...

Olá, Felipe! Obrigado pelo depoimento e pela consideração sempre demonstrada por esse material. Foram meus primeiros quadrinhos publicados profissionalmente e estão em minha memória pra sempre.

E quem quiser ver o vídeo do Felipe sobre uma das minhas HQs do Flashman, eis o endereço do link:

https://www.youtube.com/watch?v=Y25R0V6i_Vk

Grande abraço!