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Olá! O blog ainda está de férias, mas já estou trabalhando em novas postagens. O Sushi POP voltará a ser atualizado no dia 1 de agosto (terça), no período da tarde.

O que vem por aí:
- Ultraman Geed, Novo Lobo Solitário, Katokutai, Pinóquio de Osamu Tezuka, Danger 3, resultado da convocação para trabalhos acadêmicos e mais!

Esteja aqui para conferir. Até breve!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Boletim 61 - O fim de CHAGE and ASKA

Fatos e especulações sobre o futuro dos integrantes da dupla de maior sucesso da música japonesa
Chage and Aska: Mais de 30 milhões de CDs
em uma carreira jogada na sarjeta
pela mídia japonesa
Depois de ser preso por admitir uso de drogas e terem sido encontradas evidências em seu apartamento, Aska foi solto da prisão ainda em julho, depois de algumas semanas encarcerado. Será julgado por seus crimes - posse e uso de substâncias ilícitas ou controladas - em agosto, devendo aguardar em liberdade por ter pago fiança. Porém, as coisas não poderiam estar piores para ele, enquanto Chage, seu antigo parceiro de tantos sucessos, vive uma realidade completamente diferente.



Chage, que  veio a público pedir desculpas pelo ocorrido como membro da dupla, agora segue a vida como se nada houvesse acontecido. Há uma agenda de shows e eventos que está sendo cumprida e ele experimenta um momento de impulso na carreira. Mas tudo indica que a dupla, que colecionou numerosos sucessos desde 1979, já não existe mais. 


Aska: futuro sombrio
O futuro de Aska
Qualquer que seja o resultado de seu julgamento, a carreira de Aska já está praticamente condenada e encerrada. Sem contrato e com seus CDs e vídeos sendo recolhidos das lojas, pois ninguém quer ser "associado" com alguém que admitiu ter usado drogas, vai ser quase impossível ele voltar ao mundo da música. Ainda mais aos 56 anos. 

E não são apenas seus CDs solo que estão sendo recolhidos, mas os que trazem a dupla também estão sendo banidos. Até mesmo o vídeo clipe em animê On Your Mark, dirigido por Hayao Miyazaki, está sendo recolhido e não fará mais parte de futuras coletâneas do Studio Ghibli. 

Se tentar um retorno no futuro (supondo que seja inocentado), não conseguirá fazer isso sem que a mídia o trate como ex-presidiário, esquecendo que ele é um dos músicos de maior sucesso no Japão e no mundo, com mais de 30 milhões de CDs vendidos. Jogado aos leões, abandonado pela classe artística e estigmatizado pelo resto da vida, não será surpresa alguma se escolher dar cabo da própria vida. 

E além do escândalo com drogas, seus muitos casos amorosos vêm aparecendo na mídia, pintando um quadro muito distante da imagem de bom moço que sempre cultivou, o que deve ter dado um nó na cabeça de seus fãs. Há poucas opções para ele viver com alguma dignidade, o que é trágico. E o que é ainda pior é que ele sabia das consequências que viriam se ele um dia fosse pego e tivesse que admitir uso de drogas, no caso cocaína e ecstasy. 


Chage: novo impulso na carreira solo
e à frente de uma banda
Chage presents 1/6
Chage formou uma nova banda, chamada 1/6 (leia "One slash six"), um nome alusivo à seu aniversário, que é em 6 de janeiro (lembrando que no Japão se anota o mês antes do dia). Na verdade, é mais uma banda fixa para acompanhar seu trabalho, podendo trocar de integrantes conforme a ocasião. A primeira formação tem Keisuke Murakami (ex-Muti Max, na guitarra e voz), Susumu Nishikawa (guitarra), Fumina Hisamatsu (voz), Takehiro Kojima (baixo), Kyoichi Satô (bateria) e Rie Chikaraishi (teclados). 

Multi Max - 25 anos
Em agosto, saem no Japão dois DVDs do Multi Max, o trio do qual Chage fez parte, junto com a cantora Hiromi Asai e o guitarrista Keisuke Murakami

Os DVDs do Multi Max serão versões digitais de material já lançado em VHS e LD nos anos 1990. Maxism in Budokan mostra o show grandioso feito no lendário Nippon Budokan em 1993. Já o "bootleg oficial" Oki Doki! mostrava a última turnê do grupo, que promovia então o álbum Oki Doki!, de 1996. O vídeo mostrava ensaios de shows e alguns clipes promocionais, mas poucas canções do show propriamente dito. A novidade é que agora o show completo será mostrado, com as canções do álbum e alguns clássicos do grupo. É material de primeira linha, como dá pra conferir nos trailers abaixo.

Chage presents Multi Max: Maxism in Budokan 1992



Chage presents Multi Max: Document and live 1996~97 / 177 days Oki doki!



Se esses DVDs forem bem recebidos, não seria de se estranhar se Chage se reunir novamente com Keisuke Murakami e Hiromi Asai. A combinação deles sempre gerou música de ótima qualidade. Mesmo com o projeto 1/6 rolando, uma boa recepção do Multi Max pode reacender a velha chama do trio. Seria a redenção para Hiromi Asai, afastada da mídia desde o fim da banda. 

Relembre: Chage and Aska - 30 anos dos mestres do J-pop

5 comentários:

Bruno Seidel disse...

Chega a ser contrastante a forma como a mídia/população japonesa e brasileira tratam esse tipo de escândalo, né? No Brasil, vários artistas já assumiram usar drogas e, mesmo assim, suas carreiras e contrato com patrocinadores seguem inabalados. Teve até caso de jogador de futebol que foi flagrado com três travestis num motel, o que gerou um tremendo fuzuê na época. Hoje, pouco se comenta o assunto e parece até que nunca aconteceu. Um exemplo mundialmente famoso nos últimos meses foi o caso do pop idol Justin Bieber, que protagonizou uma série de escândalos envolvendo drogas e vandalismo. Não estou dizendo que uma coisa ou outra é errada, mas o que me chama atenção mesmo é a forma como se absorve esse tipo de acontecimento em certos países.

Ale Nagado disse...

Há muita diferença mesmo. Em 1979, o Paul McCartney foi preso no Japão por porte de maconha. Ficou 9 dias em cana, antes de ser liberado. Isso não impediu que ele voltasse várias vezes ao país para fazer shows.

Agora, imagine que ele fosse contratado de alguma poderosa gravadora japonesa. Ele não só teria sido banido, como todo o catálogo dos Beatles seria retirado de circulação. Por aí dá pra ter uma ideia de como as coisas funcionam lá no Japão.

O triste desse caso do Aska é que ele sabia dos riscos que corria. Talvez Chage o tenha alertado e, quando tudo explodiu, fez a parte dele pedindo desculpas ao público, lavou as mãos, e seguiu com a vida.

Uma carreira tão brilhante merecia um final mais digno.

Valeu por sempre aparecer aqui, Bruno.

Abraço!

Natália Maria disse...

Olá!1

Eu me lembro deste caso. Não seria surpresa se "ele fosse encontrado morto em seu quarto". Realmente o tratamento que o Japão da para esses casos são gritantes.

Lembrei que nos anos 1990 o bateria da banda L'Arc~en~Ciel foi preso por porte de drogas. Após tirarem os CD's, singles e a cancelar o lançamento de Fourth Avenue Cafe o baterista saiu da banda...

É um tanto lamentável que anos e anos de sucesso sejam encobertos por um erro. Se ele usou drogas, ele teve lá seus motivos e eu aponto para a pressão que a produtora deve fazer em cima de seus artistas...

Até mais

Ale Nagado disse...

Oi, Naty!

Esse caso do L'Arc~en~Ciel é marcante por ter ocasionado o desligamento do baterista. Há outros casos de integrantes expulsos de bandas por causa de escândalo com drogas. Aí eu me pergunto: será que os outros não sabiam ou mesmo usavam? Essa atitude de ficar chocado, virar as costas ao companheiro e seguir como se nada houvesse acontecido pode parecer hipocrisia. Mas no fundo talvez seja medo, pavor de ter a carreira encerrada por erro que não seja o seu. Mas são todos adultos, que cresceram no mundo pop japonês. No caso do Aska, ele sabia das consequências se fosse pego. Agora é só lamentar. Mas que existe uma hipocrisia sem limites nessas questões, isso pode ter certeza.

Abração!

Robinson Oliveira disse...

É um triste fim!!! Hipocrisia existe em todos os lugares mas Nagado é necessário sim cada um pagar pelo seu erro e com certeza ele sabia da profunda crise que iria carregar. Pressão todos nós passamos e se é grande ou pequena dependerá dos desejos, relativo a cada ser humano, baseado a estrutura física e orgânica.
Aska um super cantor e continuará seu CD em minha prateleira mas estou triste pelo caminho trilhado, drogas encontra-se em qualquer esquina mas eu nunca aproximei, sempre pratiquei esporte e desejos devem ser controlados. Por fim a lei deve ser praticada independente de ser uma estrela ou um simples trabalhador.