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quarta-feira, 24 de abril de 2013

O Deus Guerreiro Gigante surge em Tokyo (curta-metragem)

Um curta-metragem tokusatsu do Studio Ghibli

Giant God Warrior por f711513007
Um dia calmo em Tokyo prenuncia o apocalipse trazido por uma criatura gigante que paira sobre a cidade. Uma descrição assim parece o enredo de um filme japonês de monstros. E é mesmo, mas não um típico kaiju eiga, que é como são chamados no Japão os "filmes de monstro" estilo Godzilla. Trata-se de um pequeno curta-metragem criado para ser exibido durante uma exposição sobre miniaturas e maquetes usadas em filmes de tokusatsu (efeitos especiais) que aconteceu no Museu de Arte Contemporânea de Tokyo, em 2012. Nos bastidores, uma reunião de grandes talentos em uma obra que destaca os efeitos especiais artesanais que formaram a base do tokusatsu. 
O Deus Guerreiro Gigante
de Hayao Miyazaki

O produtor e roteirista é Hideaki Anno (de Evangelion), que se associou ao Studio Ghibli do lendário diretor de animês Hayao Miyazaki, para produzir o primeiro filme live-action do renomado estúdio. Hideaki Anno foi também o curador da exposição, A direção foi de Shinji Higuchi, diretor de efeitos especiais e desenhista de story-boards com passagens por Gamera, Evangelion e Godzilla

O visual do Deus Guerreiro foi criado pelo próprio Hayao Miyazaki. A criatura, inclusive, foi vista no aclamado animê de longa-metragem Kaze no Tani no Nausicaä (1984) e também no mangá homônimo, produzido por Miyazaki e lançado no Brasil pela Editora Conrad

Não há muito o que se dizer sobre enredo, que mostra uma sinfonia de destruição narrada por uma garota. É muito mais uma demonstração sobre como o tokusatsu pode ser sério e impactante, feito para homenagear o gênero. E também mostra como direção, narrativa e efeitos especiais tradicionais - e muito bem executados - são tudo o que se precisa para cativar os espectadores. As imagens são de impressionar e a atmosfera é assustadora. Vale cada segundo. 

Kyoshinhei Tokyo ni Arawaru (Giant God Warrior Appears in Tokyo)
Duração: 10m10s
Roteiro e produção: Hideaki Anno
Design da criatura: Hayao Miyazaki
Direção: Shinji Higuchi

Realização: Studio Ghibli (2012)

PS: Há o risco desse vídeo ser retirado do ar a qualquer momento. Se for, tentarei procurar outras fontes. Se encontrar uma versão legendada, postarei no lugar desta. 

10 comentários:

Bruno Seidel disse...

A produção, em geral, é fantástica. Tem efeitos especiais excelentes e um roteiro sério que prende o telespectador. Porém, o curta peca em detalhes básicos como aquele cachorro visivelmente artificial latindo numa das cenas. Temos também as pessoas da cidade substituidas por bonequinhos. No mais, as cenas de explosões, maquetes e efeitos destrutivos estão impecáveis.

Rogério disse...

Muito bom.
É claro que para olhos contemporâneos, tão habituados com computação gráfica foto-realista, efeitos especiais tradicionais e efeitos óticos parecem estranhos, mas o curta é realmente bom.

Nagado estou curioso para saber sua opinião sobre a homenagem de Guillermo Del Toro ao gênero kaiju eiga, Pacific Rim.

Ale Nagado disse...

Bruno, sabe que esse lance dos bonequinhos pode ter tido dois motivos: ou foi orçamento ou foi um jeito de dar um toque artificial. Acho que quase todo tokusatsu que já vi, mesmo os mais bem produzidos, têm aquela cena que você pensa "Hum, isso ficou esquisito" :-P

Rogério, eu tenho um lado "moleque de 12 anos" que não vê a hora de assistir Pacific Rim. Os trailers são bem interessantes.

Voltando ao curta, o lance das maquetes de prédios me fez lembrar a entrevista com o diretor Toshio Miike. Ele fala exatamente sobre como o CGI só compensa se for feito como em Hollywood, com altos investimentos técnicos. Se o orçamento for limitado, maquetes bem feitas dão mais realismo. E eu concordo totalmente com ele.

Pra quem ainda não viu a entrevista desse diretor, eis o link:

http://nagado.blogspot.com.br/2013/03/diretor-japones-fala-sobre-efeitos.html

Abraços!

Rogério disse...

Obrigado pela resposta Nagado.

Eu vi este vídeo com o Toshio Miike e realmente é muito interessante.

É curioso que mesmo numa cultura cinematográfica totalmente diferente e com recursos diferentes, há um diretor que também prefere "efeitos práticos" e miniaturas: Christopher Nolan.

Será que Pacific Rim vai ser a melhor "adaptação" que Evangelion vai receber?

Falar em plágio é besteira, mas parece óbvio que Evangelion foi uma referência. Pena que dificilmente veremos uma adaptação "real" para live-action.

Bruno Seidel disse...

Eu também concordo com o Miike. Pelo menos, na prática, ele conseguiu comprovar sua teoria. As maquetes recentemente usadas nos filmes dos Ultras superam as produções da Toei em termos de "realidade". A computação gráfica ainda tem muito a evoluir. Pelo menos nos games me parece estar evoluindo mais do que no cinema. Vcs não têm essa impressão?

Ale Nagado disse...

Sim, eu concordo totalmente com o Miike. Se for pra usar CGI, tem que ser muito bom, senão fica com cara de videogame fraco. O longa Ultraman Mebius and Ultraman Brothers é muito bom, exceto pelo uso tosco de computação gráfica. As cenas de batalha ficaram medonhas. Bem usadas, as maquetes e filmagens com dublês não têm apenas "charme" a oferecer, mas uma qualidade real.

Abraço!

Michel disse...

O objetivo desse curta era em não utilizar muitos efeitos em CG. Comprei o panfleto oficial na amostra, que veio com o DVD desse curta. Tem cena que você tem certeza que é CG, e fica de queixo caído quando descobre como foi feita. Tirei algumas fotos, que podem ser vistas aqui: https://www.facebook.com/matsudamichel/photos#!/media/set/?set=a.227432454045486.48621.100003361986773&type=3

Douglas Deiró disse...

Muito bom este curta metragem!
No fim, ficou aquele gostinho de "Só faltou surgir um Ultra para salvar o dia (aparecendo só a bota prateada em primeiro plano, com a câmera por trás)". Evidente que não teria nada isto mas, deu vontade de ver sim. Rss!
Fiquei especialmente impressionado pela qualidade das maquetes que os produtores “tocaram fogo” para filmar as cenas de destruição. Além disto, nota-se que privilegiaram os efeitos práticos, não usando tanta computação gráfica como é costume nas produções de hoje.
Só que tem um detalhe... os japoneses nunca acertam o tamanho das criaturas gigantes comparado aos demais elementos em cena. Mesmo quando assistia Jaspion e Changeman, já notava esta disparidade gritante e, neste filme do Estúdio Ghibli, acontece a mesma coisa.
Quando o Deus da Destruição surge, ele tem um tamanho tão colossal que eclipsou boa parte da cidade como as naves do filme hollywoodiano Independence Day. Vemos o monstrengo por cima dos prédios e as construções ficaram parecendo caixinhas de fósforos de tão pequenas perto dele. Depois, quando a ação começa, o tamanho ficou alterado e não era tão grande assim, já andando entre as construções.
Tudo bem... isto acaba sendo um mero detalhe no cômputo geral para o público também em geral. Só que, sou um tanto chato e isto soa como um "ruído" destoando de tal forma que sempre me chama a atenção, quebrando minha imersão no filme... aí, preciso focar novamente para continuar assistindo numa boa.
Até mais!

Ale Nagado disse...

Bem observado, ah ah.
Esse problema aconteceu até no super badalado King Kong do Peter Jackson. O gorilão mudava bastante de proporção. Acho que se preocupam tanto com texturas, acabamento, composição, que acabam deixando passar a proporção.

Esse problema é bem evidente nos Ultras. O Ultraman tem 40 metros de altura, o Ultraman Taro tem 53 metros e, lado a lado, eles têm a mesma altura, dependendo do dublê que veste o traje. Faz parte...

Abraço!

Usys 222 disse...

Encontrei essa matéria por acaso e só agora tive a oportunidade de ver esse curta-metragem. Magnífico, mostrando uma "força da natureza" destruindo do mundo. Fiquei surpreso em saber que a narração é de Megumi Hayashibara.
Ele me lembrou um pouco "Negadon: The Monster from Mars", também um curta-metragem, mas totalmente feito em computação gráfica emulando os antigos filmes de monstros da era Showa.