RECADO AOS VISITANTES:

Olá! O blog está de férias, mas já estou trabalhando em novas postagens. O Sushi POP voltará a ser atualizado no dia 1 de agosto (terça), no período da tarde.

O que vem por aí:
- Ultraman Geed, Novo Lobo Solitário, resultado da convocação para trabalhos acadêmicos e mais!

Esteja aqui para conferir. Até breve!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

SEMANA DA CULTURA JAPONESA EM CAMPO GRANDE - RELATO DO EVENTO

Entre 16 e 19 de junho, aconteceu em Campo Grande (MS) a Semana da Cultura Japonesa, organizada pela Associação Esportiva e Cultural Nipo Brasileira de lá, com apoio de diversas entidades e empresas. Estive lá entre 17 e 19, patrocinado pelo Consulado Geral do Japão em São Paulo, para apresentar a palestra "Cultura pop japonesa - Os heróis do mangá, animê e tokusatsu."

A viagem de Ilha Solteira para lá foi longa, sendo que não há a opção de viagem aérea da minha cidade (ou alguma outra próxima) para lá. Primeiro, uma hora de ônibus até Três Lagoas (MS), onde eu deveria pegar outro ônibus. E ainda me atrapalhei lá, pois havia esquecido que nessa cidade já há um fuso horário de uma hora em relação a São Paulo. Depois de 3 horas de espera, viajei por mais 5 horas para Campo Grande, onde o vice-cônsul da área cultural Yusuke Takahashi e a assessora Junko Takara me aguardavam. Da rodoviária, segui para o Hotel Harbour e de lá fui conhecer o evento, que rolava na sede campestre da Associação Nipo. Infelizmente, eu perdi o show de Danilo Tomic, que fez uma apresentação de shakuhachi, a tradicional flauta japonesa, no dia anterior à minha chegada.

A presença da colônia japonesa em Campo Grande é significativa e já conta com 90 anos, sendo parte da cidade. Inclusive, uma das atrações gastronômicas do evento era o sobá de Campo Grande, uma variação local do tradicional prato da culinária japonesa.

O dia 17 começou cedo e corrido. Ás 7 da manhã, eu estava no estúdio da Rádio Blink 102, a mais badalada FM local, para o programa Café com Blink. O programa, conduzido pelos apresentadores Tostão, Guanari, Paulo Victor e Neiba Ota é bem animado e divertido. Lá, falei sobre minha participação no evento e divulguei a programação. Ao final, me pegaram de surpresa e pediram pra eu cantar alguma música ligada à minha especialidade. Ali, no susto e sem acompanhamento, mandei ver a música do Ultraman, que é fácil e dá menos chance de errar. Foi bem divertido, afinal de contas. E papeando com o jornalista Paulo Victor, que também é designer gráfico, descobri que colaboramos com a mesma revista um tempo atrás, a Paróquias e Casas Religiosas. (Mas que mundo pequeno!)

Depois, fui direto para o colégio Visconde de Cairu, criado e mantido pela Associação Nipo, para palestrar a um grupo de alunos. Como eram bem jovens, entre 11 e 14 anos, fiz uma abordagem mais simplificada e enfatizando coisas mais conhecidas. Depois da entrevista, ainda fiquei longamente dando uma entrevista para uma repórter do jornal O Estado de Mato Grosso do Sul. Fiquei com a voz cansada e tive que me poupar para a palestra principal, no palco do evento. 

Já no evento, que estava bem cheio, pude fazer passagem de som e teste de microfone. Lá também estava o ator Kendi Yamai, que iria apresentar o concurso Miss Nikkey, que aconteceria depois da minha palestra. Acabei ajudando ele no teste de palco, que foi engraçado.

Assisti a uma bela apresentação do coral da Nipo. Aquele grupo de idosos frágeis na aparência e fortes na determinação cantou com vozes firmes e afinadas e foi impossível não sentir emoção quando eles encerraram cantando a tradicional "Furusato" ("Terra Natal"). Apresentações de dança bon-odori e karaokê continuaram animando o público, que já ia lotando as dependências do evento.

Finalmente, subi para minha palestra, onde falei sobre as origens do mangá, do animê e do tokusatsu, enfatizando o crescimento criativo que aconteceu após a segunda guerra mundial e a importância dos heróis - especialmente do mangá - num momento em que o Japão sofria com a dura reconstrução do país. Procurei dialogar com o público mais velho que ocupava o auditório e o resultado foi bastante positivo. Saindo do palco, ainda fui entrevistado para a TV Morena, a retransmissora local da Rede Globo. Eu estava com a voz bem desgastada já, mas o fôlego voltou. Estavam lá a Ana Recalde e o Fred Hildebrand, do mangá nacional Patre Primordium, que fariam palestra no último dia do evento e apareceram pra gente se conhecer. Jantamos e tomamos umas cervejinhas enquanto íamos trocando figurinhas.

Foi um dia perfeito e realmente bastante gratificante. Mas na correria em que eu e todos estávamos, não me despedi de quase ninguém da organização do evento. No dia seguinte, parti às 11 da manhã para retornar à minha cidade, com a sensação de dever cumprido.

Por isso, fica aqui o meu fraterno agradecimento ao pessoal do consulado, da Associação Nipo, ao público e a todas as pessoas legais que eu conheci e que tornaram minha estadia em Campo Grande ainda mais agradável e especial. Espero voltar lá um dia. 

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