RECADO AOS VISITANTES:

Olá! O blog está de férias, mas já estou trabalhando em novas postagens. O Sushi POP voltará a ser atualizado no dia 1 de agosto (terça), no período da tarde.

O que vem por aí:
- Ultraman Geed, Novo Lobo Solitário, resultado da convocação para trabalhos acadêmicos e mais!

Esteja aqui para conferir. Até breve!

domingo, 22 de novembro de 2009

PRÊMIO ANGELO AGOSTINI E OS MESTRES DO QUADRINHO NACIONAL


A AQC-ESP (Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo) iniciou o processo de votação para escolher os melhores do quadrinho nacional deste ano. É o Prêmio Angelo Agostini, bastante tradicional e respeitado entre os profissionais do meio. Envio meus votos anualmente e já tive a honra de entregar o troféu a alguns homenageados em diversas ocasiões (apesar de nunca ter ganho nada...).

Porém, tenho lido muito pouca coisa de HQ e menos ainda de HQ nacional. Até pensei em votar pra ajudar alguns amigos, mas não ia ser algo muito honesto da minha parte. Se não li material suficiente pra formar opinião, pra ter parâmetros, melhor nem tentar.

Já na categoria Mestres do Quadrinho Nacional, devem ser escolhidos três veteranos que tenham contribuído para os quadrinhos brasileiros. A lista, publicada para refrescar a memória, não me deixou dúvidas.

MEUS VOTOS PARA MESTRES DO QUADRINHO NACIONAL

Franco de Rosa - Em 1982, vi incrédulo na banca um gibi chamado Robô Gigante, co-estrelado por Ultraboy. Apesar da semelhança óbvia com heróis japoneses, eram criações nacionais que pegavam carona na popularidade de outros personagens. Ultraboy tinha desenhos do Franco. Anos depois, comecei a ler suas matérias sobre HQ na Folha da Tarde. Toda semana, eu comprava a FT só pra ver a coluna do Franco (claro que depois eu lia o resto). Eu me deliciava em ler sobre a diversidade de quadrinhos que ele divulgava com textos que eu relia diversas vezes, o que sem dúvida influenciou meu trabalho como escritor. Tive algumas poucas chances de trabalhar com ele e o considero um grande sujeito.

Ataide Braz - Lá pelo final dos anos 80, comprei o Drácula de Ataide Braz (roteiro) e Neide Harue (arte), da Ed. Sampa. Da mesma dupla, também li Skorpion. Historias ágeis e descomprometidas, com bastante ação e toques de erotismo. Eram trabalhos de estética mangá, quando não se achava nada parecido nas bancas. Aliás, Neide Harue também deveria ser indicada, como uma pioneira entre autoras de mangá brasileiras. O trabalho da dupla não chegou a me influenciar tecnicamente, mas foi uma grande inspiração.

Eduardo Vetillo - Eu era um grande fã do seriado Spectreman, exibido na TV Record e posteriormente no SBT. E no comecinho dos anos 80, a Bloch publicava um gibi nacional com as aventuras do intrépido defensor do meio ambiente e combatente de monstros gigantes. A arte era de Eduardo Vetillo, que também publicava no gibi dos Trapalhões, um programa que eu também adorava. Eu achava engraçado que algumas cenas de personagens caindo meio desajeitadamente (fosse o Mussum ou o próprio Spectreman) entregavam quem era o desenhista, mesmo que o estilo geral usado fosse bem diferente. A expressão corporal dinâmica que ele usava entregavam a origem dos traços e eu achava tudo muito divertido.

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Eu sei que declarando assim meus votos estou sendo tendencioso. Mas, ora bolas, todo texto é tendencioso. Este aqui é assumido.

O criterio que usei para escolher os três veteranos não se baseia somente no reconhecimento da importância deles na construção da História dos quadrinhos no Brasil. Meu criterio aqui foi emocional. Quando eu era garoto e via os nomes deles em revistas, eu não estava apenas esperando uma leitura divertida. Eu estava me enchendo de sonhos e esperanças.

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Veja como enviar seus votos no site Bigorna.net ou clique aqui.

6 comentários:

Electrolux Guyferd disse...

Nossa, seu post me despertou mais uma vez o amor que tinha quando fazia meus fanzines.

Nunca te mostrei os trabalhos que fazia na época, né Nagado?
Vou pelo menos tentar encontrar algo pra escanear e te mandar.

Alexandre Nagado disse...

Fala, Guyferd!

Amor é a palavra certa para se descrever a dedicação desses profissionais ao ofício de fazer quadrinhos. Sem dúvida, inspiraram muita gente.

E mande esse material, sim, que eu quero dar uma olhada.

Abraços!

Electrolux Guyferd disse...

Eu achei aqui um dos meus fanzines mais queridos. Estou com a impressora desconectada devido a um probleminha, mas logo te envio o material ^^

Enquanto isso, não sei se você já leu a Robô Gigante, mas eu anexei à Tokufriends hoje:

http://tokufriends.com/forum/index.php?topic=6172.0

Alexandre Nagado disse...

Olá! Eu tenho um exemplar do Robô Gigante, sim. Não é o mesmo que comprei quando era moleque. Um amigo deu de presente pra mim quando soube que o meu exemplar havia se perdido.

É um pequeno tesouro essa edição e parabéns por mostrá-la às novas gerações.

Abraços!

Fala desconexa disse...

*_*que legaaaal

Bira disse...

Grande Nagado, muito etica a sua posição de não votar por não ter acompanhado o Quadrinho nacional no ano que passou, quanto aos seus votos aos Mestres, de maneira nenhuma e' antietica a postura de declara-los aqui. Ano passado eu mesmo fiz Campanha na internet para o Eduardo Vetillo e o Dag Lemos, que ganharam como Mestres. Foi a unica vez que fiz campanha e não pretendo fazer de novo, salvo alguem muito especial que estiver esquecido... Sobre Campanhas no Angelo Agostini escrevi coluna no meu Blog e queria ate' que vc fizesse sua avaliação da minha postura.
http://chargesbira.blogspot.com/2012/01/virei-mestre-do-quadrinho-nacionali.html
Queria te lembrar que Mestre so' ganha uma vez. Portanto, Franco e Vetillo ja' ganharam...