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Olá! O blog está de férias, mas já estou trabalhando em novas postagens. O Sushi POP voltará a ser atualizado no dia 1 de agosto (terça), no período da tarde.

O que vem por aí:
- Ultraman Geed, Novo Lobo Solitário, resultado da convocação para trabalhos acadêmicos e mais!

Esteja aqui para conferir. Até breve!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O FIM DA EXIGÊNCIA DE DIPLOMA DE JORNALISTA

Conforme divulguei no Boletim Twitter, o STF acabou com a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista. A exigência era uma prova da força do lobby das faculdades de comunicação, especialmente as "fábricas de diplomas" que despejam inúmeros profissionais despreparados anualmente no mercado. Essa obrigatoriedade começou há cerca de 40 anos, afastando das redações muitos talentosos pensadores que foram contra a decisão e que acabaram migrando para a publicidade. Mas na época da publicação da lei, quem escrevesse alguma coluna ou artigo para algum jornal ou mídia pôde requerer registro de jornalista, mesmo que sequer tivesse o ensino formal completo.

Com o passar dos anos, jornais e revistas foram usando cada vez mais a figura do articulista, um especialista em algum assunto específico, que poderia escrever de modo opinativo sobre um assunto que lhe dissesse respeito, mesmo sem ser jornalista. Foi nessa categoria que comecei a escrever profissionalmente, primeiro na revista SET em 1993 e depois na revista Herói entre 1994 e 2000.

Mesmo escrevendo regularmente e sendo remunerado por isso, jamais me assumi como jornalista. Fiz resenhas, publiquei notícias, conduzi entrevistas variadas, mas sempre na categoria "especialista". Dos mangás e seriados japoneses, migrei para resenhas sobre livros e CDs no Omelete, onde escrevi por bastante tempo, mas continuei sendo um redator e não um jornalista. Em 2001, trabalhei por curto período de tempo na editora JBC, sendo editor-assistente do portal (que na época acabou sendo abortado pelo patrocinador) e também editor do antigo site Henshin. Sempre alguém me perguntava onde eu havia estudado e sempre faziam cara de espanto quando eu dizia que não era jornalista. Alguns já se indignaram por achar que eu "me passava por jornalista". Dei palestra na UniSantos e Uninove (entre outras) e até fiz parte de uma banca examinadora de um TCC na USP. O meio acadêmico não é estranho para mim, afinal de contas.

Agora, com a queda da obrigatoriedade de diploma, posso até me apresentar como jornalista (apesar disso ainda soar estranho para mim). Não que eu já não tivesse trabalhado como um.

Atualização (17h30) - Segundo o ministro do STF
Ricardo Lewandowski, empresas ou órgãos públicos podem exigir, no entanto, algum diploma, como história, sociologia ou comunicação. Os limites, ainda, estão imprecisos e acredito que o mercado, a duras penas, recupere a auto-regulação que já houve em tempos passados.

3 comentários:

Vanessa S. Raposo disse...

Olá! Cá estou de novo! xD

Acho essa história do queda da exigência de diploma meio polêmica. Sou estudante da Escola de Comunicação da UFRJ e vejo, por experiência própria, que a faculdade de jornalismo não é exatamente a que tem os conteúdos mais fixos do mundo. É claro, existem matérias teoricas e técnicas e posso dizer q a qualidade das aulas é excepcional. Porém, acho q o q se aprende numa faculdade de jornalismo é bem diferente do q se aprende num direito, numa medicina ou numa economia, por exemplo. Me parece q a questão é mto mais o tipo de experiência e garra do sujeito q alguns anos na faculdade, o q contam para a formação de um bom jornalista.

Ainda fico um pouco pensativa com relação a esse tema, mas até agora acredito q a decisão foi acertada.

bjos o/

Alexandre Nagado disse...

Também acredito ter sido melhor assim, mas agora qualquer autor de blog que nunca escreveu profissionalmente em lugar algum vai se apresentar como jornalista.

Sempre acredito que, mesmo que a duras penas, o mercado vai filtrar os verdadeiros talentos.

Tenho um amigo jornalista formado que uma vez me disse que era a favor do diploma para exercício de jornalismo, mas que esse diploma poderia ser obtido em um ano de curso, mais para o aluno se familiarizar com algumas metodologias e normas técnicas de diferentes mídias. Ele dizia que tem muita enrolação pra justificar 4 anos de curso. Faz sentido, de alguma forma.

Abraços!!

Vanessa S. Raposo disse...

É verdade. O que seu amigo disse faz bastante sentido.

Mas, acho q, na prática pouca coisa vai mudar realmente com o fim da exigência de diploma. Estou, inclusive, pensando no seu caso, que, como vc disse, já trabalhou em funções ditas de "jornalistas", mas apenas não se apresentava como tal.
Será q essa filtragem já não acabava acontecendo? Será q ja ñ existia muita gente talentosa q, msm sem diploma de jornalista, já exercia essas funções? Eu não sei as respostas, até pq ainda conheço pouco do mercado em si.
Vc com certeza sabe disso mto mais do q eu, então desculpe se cometi algum equívoco, haha XD

bjos o/