RECADO AOS VISITANTES:

Olá! O blog ainda está de férias, mas já estou trabalhando em novas postagens. O Sushi POP voltará a ser atualizado no dia 1 de agosto (terça), no período da tarde.

O que vem por aí:
- Ultraman Geed, Novo Lobo Solitário, Katokutai, Pinóquio de Osamu Tezuka, Danger 3, resultado da convocação para trabalhos acadêmicos e mais!

Esteja aqui para conferir. Até breve!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O CLIENTE NEM SEMPRE TEM RAZÃO

Vou relatar um caso que exemplifica bem o título desta postagem. Certa vez, durante o andamento de um trabalho (que não vou revelar por questões éticas), um cliente pediu uma alteração em um dos desenhos entregues. Até aí, nada mais normal. Mas era uma alteração impossível.

No desenho, feito com referência fotográfica, uma pessoa aparecia montando em uma bicicleta, com uma das pernas erguida. O cliente não gostou e disse preferir a pessoa pedalando. E disse que os pés estavam longe demais dos pedais. Lógico, visto que a pessoa não estava pedalando, mas montando na bicicleta, passando uma perna por cima. Refiz o desenho inteiro, e o cliente reclamou de novo. Disse que queria o desenho original e que eu deveria apenas refazer os pés, para que parecesse pedalar.

Alguém parou pra pensar? Como eu ia mudar a posição dos pés sem mudar a posição das pernas? Insisti que não dava, o cliente insistiu que era uma só uma alteração.
Expliquei que era impossível mudar a posição dos pés sem mudar as pernas e, consequentemente, todo o desenho. Inútil, pois o cliente voltou a insistir.

Ameacei largar tudo e aí resolvemos que ia ficar a segunda tentativa. Por mais que eu explicasse, parecia que eu estava recusando algo fácil.
Há casos em que o cliente pede algo não razoável. Já teve cliente pedindo pra mudar detalhes que ele nunca havia mencionado ou que eu só saberia se trabalhasse ao lado dele ou lesse sua mente. Infelizmente, não tenho poderes paranormais para adivinhar o pensamento do cliente.

Na carreira, temos que aprender a extrair tudo do cliente em termos de informação. E ainda assim, ficamos sujeitos ao humor do cliente, que em última instância, é quem vai nos pagar. Mas tudo tem limite e o bom senso deve reger as negociações. E às vezes é igualmente importante bater o pé e marcar posição de modo firme e enérgico. É isso.

Um comentário:

Josemi disse...

Uns quinze anos atrás era bem pior trabalhar nessa area. Depois da globalização e do boom da internet, melhorou muito. Mas assim mesmo, o trabalho do ilustrador ainda é menosprezado por alguns cabeças de bagre...

Abraçoae, Nagado! Curto muito os seus textos desde os tempos da Herói!