segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Granblue Fantasy - O mangá

A versão em mangá de um grande sucesso dos games. 
Gran e Lyria na capa do volume 1,
no elegante traço de cocho.
Ambientado em um mundo com seres mágicos, ilhas flutuantes e uma curiosa tecnologia medieval com embarcações voadoras, Granblue Fantasy é uma aventura repleta de ação, drama e boas doses de humor. O título surgiu primeiro em jogos eletrônicos do tipo RPG e MMORPG, lançados em 2014 pela empresa Cygames. O sucesso gerou desdobramentos em outras mídias, incluindo a versão em mangá, lançada em julho pela Planet Manga

A história começa mostrando a vida em uma aldeia do jovem espadachim Gran, um rapaz cujo pai desapareceu quando ele ainda era criança. O homem deixou uma carta enigmática, dizendo que estaria esperando por ele em Estalucia, a "Ilha Das Estrelas". Desde então, ele treina seu corpo para se tornar um grande guerreiro e poder um dia embarcar em uma nave rumo ao sonho de reencontrar seu pai. 

Quando surge uma embarcação voadora do perigoso Império Erste, Gran e seu amigo, o pequeno ser alado Vyrn, se encontram com a misteriosa garota LyriaDona de um grande poder mágico que é ambicionado pelo império, a menina vivia em cativeiro, até ser salva por uma oficial desertora, a amazona Katalina. Juntas, elas fogem dos inimigos, e o encontro com Gran muda o rumo de suas vidas. 
A parceria entre Makoto Fugetsu (esboços)
e cocho (ilustrações) proporcionou
um mangá visualmente muito bonito.
Devido a um incidente, Gran e Lyria possuem uma ligação mágica, dividindo uma única energia vital. Se um deles morrer, ambos estarão condenados. Em seu caminho, o grupo logo encontra o habilidoso piloto e atirador Rackam, que irá acompanhá-los na grande aventura pelos céus. 

Essa adaptação em mangá da famosa franquia de games Granblue Fantasy foi publicada em formato digital, no aplicativo Saikomi/ Cycomics em 2016. Depois, foi compilado e impresso em seis volumes pela editora Kadokawa.

A arte do ilustrador cocho (grafado assim mesmo, com minúsculas) é excelente, tanto na caracterização dos personagens, quanto dos monstros e maquinários. No entanto, a narrativa visual não é tão boa, com algumas cenas confusas e outras com problemas de ritmo. Ele trabalhou sobre os esboços de Makoto Fugetsu, que foi creditado pela Panini como roteirista. A atribuição é imprecisa, pois as referências em japonês não atribuem a um autor específico a execução do roteiro, que por isso deve ter sido feito em conjunto pela equipe criativa do estúdio Cygames
As capas dos primeiros três volumes.
O mundo é visualmente encantador e evoca o espírito de fábulas medievais, com um senso de aventura clássica. A interação dos personagens também funciona muito bem, com Gran fazendo o herói impetuoso; Lyria, a princesa de coração nobre; Vyrn, o alívio cômico e Katalina, a maternal protetora dos mais fracos, que é durona e implacável (mas que se derrete com animais fofinhos). 

E temos Rackam, o experiente aventureiro que serve de referência a seus amigos, que aparenta não ligar muito para os outros, mas está sempre disposto a proteger, sendo um personagem que lembra o velho Han Solo de Star Wars. Mas, este é somente o grupo inicial, e mais personagens vão se juntando ao grupo, todos com personalidades fortes e bem definidas. 
Saikomi/ Cycomics: O site e APP de mangás da Cygames.
Somente em japonês.
https://cycomi.com
O público brasileiro pôde conferir primeiro a série em animê, produzida em 2017 pelo estúdio A-1 Pictures e exibida simultaneamente pelo portal Crunchyroll. Atualmente, faz parte de catálogo da Netflix.

Uma nova temporada, agora com produção do estúdio MAPPA, está agendada para estrear em outubro de 2019, com possível exibição mundial via streaming. O MAPPA já produziu obras como Yushio And Tora, Yuri!!! on Ice, Inuyashiki, Zombie Land Saga e vários outros títulos.

Com um inegável apelo nostálgico e um universo de personagens e criaturas cheias de carisma, Granblue Fantasy segue conquistando cada vez mais espaço. Divertido e bem realizado, inclusive na versão mangá, merece o destaque que vem ganhando. 

- Resenha: GRANBLUE Fantasy The Animation

GRANBLUE FANTASY
Título original: Granblue Fantasy グランブルーファンタジー (2017)

História original, conceitos visuais e roteiro: Cygames
Esboços (story-board): Makoto Fugetsu (*)
Arte: cocho

Formato: 13,2 x 19,8 cm, com 168 páginas
Total: 6 volumes
Lançamento no Brasil: Planet Manga/ Panini Comics (2019)
Classificação indicativa: 12 anos

(*) Nota: O Sushi POP segue a referência japonesa, pois entende que há uma diferença na atribuição de funções em relação à forma adotada pela Panini.

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2 comentários:

anderson disse...

Granblue F também chegou recentemente chegou ao Netflix em um lote de animes legendados que inclui o também excelente Samurai 7.As referências a Han Solo e ao império maligno de Star Wars são facilmente perceptíveis,e é engraçado como os japoneses sabem usar esses elementos melhor que a Disney nos últimos filmes da space opera de Lucas,culpando a queda nas bilheterias pelo "machismo e racismo" do público e se preparando para cometer os mesmos erros nos próximos filmes Marvel.

Alexandre Nagado disse...

Fala, Anderson!

Não sabia que GF estava no catálogo da Netflix, obrigado pela informação. Já atualizei no post, pois é informação relevante.

Granblue Fantasy não usa muito fanservice, então os SJW não prestam muita atenção, mas sempre dá pra algum chato cismar com alguma coisa. Espero que essa franquia siga sem interferências políticas, pois é perceptível que é uma produção de espírito mais tradicional.

Valeu! Abraço!