terça-feira, 21 de maio de 2019

Justiceiros sociais e cultura pop! Uma reflexão sobre sociedade, política e militância

Reflexões sobre um movimento que ganha força no fandom de produções japonesas.
As heroínas de Sailor Moon no traço da criadora
Naoko Takeuchi: Protagonismo feminino muito
antes do termo ser apropriado para uso político
Recentemente, uma reportagem do portal JBox apontou que a destacada artista gráfica japonesa Keiko Moritsugu estava dando declarações de que a indústria dos animês deveria seguir o caminho de filmes da Marvel, abordando mais questões sociais. 

[Nota: Se não viu ainda, leia aqui.]

Keiko Moritsugu no centro de uma polêmica. (Imagem: JBox)
A declaração, celebrada por muitos, acendeu uma luz vermelha em minha mente e a reação negativa foi imediata. Certamente eu concordo e muito com ela quando fala sobre o excesso de sexualização de personagens para agradar o público otaku. O problema é achar que o entretenimento - ou qualquer produto cultural - tem a obrigação de levantar bandeiras políticas. 

Claro que pode-se ver política em tudo, mas quando se pensa em dar um papel de relevância social a um tema político, o que se vê geralmente é uma instrumentalização e uso panfletário da mídia. Geralmente, isso é tão desagradável quanto aquelas lições de moral que o herói americano He-Man (1983) dava no final dos episódios. Desagradável não por falar coisas inconsistentes ou tolices (muito pelo contrário), mas por subestimar a inteligência do público infantil. 

O entretenimento americano tem sido invadido e muitas vezes pautado por militâncias políticas, os tais justiceiros sociais. Setores do movimento feminista, LGBTQ e de identidade racial têm feito exigências e pautado produções, ganhando muitas vezes mais destaque na mídia por seu "papel social" do que por suas qualidades estéticas e narrativas. 

Apesar de concordar muito com a crítica feita à sexualização exagerada no ambiente dessas produções (e há matérias no Sushi POP sobre isso), não vejo como produtiva à sobrevivência da indústria cultural japonesa - ou qualquer indústria cultural - uma rendição às cartilhas políticas de grupos de pressão. 
As Guerreiras Sailor, poderosas e femininas.
Alguns disseram que "nós" (os que reclamam da “lacração” e militância) estamos incomodados com o chamado protagonismo feminino. Bom, a série Sailor Moon clássica (1992), com suas super-heroínas valentes e poderosas, foi um sucesso na década de 1990 via TV Manchete, depois Record e Cartoon Network. Havia até um casal de heroínas lésbicas, que eram discretas e inseridas naturalmente na história, sem militância. 

O Brasil também já havia conhecido, via SBTa aventureira Angel (de 1980)uma adolescente independente e corajosa que viaja pelo mundo para salvar seu povo do espaço. Revolutionary Girl Utena (1997) trouxe uma heroína protagonista homossexual, novamente sem ficar levantando bandeiras. E isso não se restringe ao público juvenil e adulto. 
HUGGTo! Precure: Uma das muitas
séries de uma extensa linhagem
de super-heroínas para servirem de
modelo de determinação para meninas.

Desde 2003, a franquia Precure traz garotas super-heroínas que lutam superando desafios e fraquezas e passando importantes valores ao seu público-alvo, geralmente meninas pequenas (mas não somente). 

Sailor Moon, Rayearth (1994), Precure, Sakura Card Captors (1998) e tantas outras estão em uma longa tradição japonesa de meninas com superpoderes que são protagonistas de suas próprias séries. 

No mundo do tokusatsu, além de toda equipe Super Sentai ter pelo menos uma garota que luta de igual para igual com os homens, há séries como Patrine (1990), que vem de uma linhagem de super-heroínas criadas por Shotaro Ishinomori, criador das franquias Kamen Rider e Super Sentai.

E no clássico Nausicaä (1984), do mestre Hayao Miyazaki, vemos uma forte protagonista feminina em um animê de intenso caráter ecológico. E é uma obra de arte, feita em uma época em que termos como "empoderamento", "protagonismo feminino" e "ambientalismo" não haviam sido apropriadas pelos movimentos de esquerda. O diretor é pródigo em apresentar ao público heroínas fortes e de personalidade, como a guerreira Princesa Mononoke (1997) ou a alegre Ponyo (2008), mas sem jamais cair em discursos fáceis ou reducionistas. E há muito mais exemplos de temas ainda mais sensíveis sendo trabalhados em diferentes obras japonesas. 
Nausicaä: Protagonismo feminino e ambientalismo,
antes dos termos serem apropriados pela esquerda.
Está sendo lançado no Brasil pela Panini Comics o mangá O Marido do Meu Irmão (de 2014), drama com toques de humor de temática abertamente gay. A Panini não está divulgando esse mangá como "um tapa na cara da sociedade machista e  homofóbica", mas apenas como mais uma entre tantas opções de leitura que oferece. E está certíssima essa posição da editora. A verdadeira "diversidade" se conquista assim, não buscando o confronto e "jogando na cara" sua posição como sendo a melhor, e sim mais uma entre tantas outras. 

Dialogando também com esse público, mas de forma mais abrangente e igualmente sem militância, a série Izetta - A Última Bruxa (2016) mostrou uma poderosa feiticeira e seu romance com uma princesa, em meio a uma sangrenta guerra. Os exemplos de representações de minorias são poucos (afinal, são minorias), mas significativos se levarmos em conta como é a sociedade japonesa, um tanto mais uniforme do que os povos americanos e europeus. 
Izetta: O romance LGBT em meio a
um dramático conflito. Um drama entre
tantos outros durante uma guerra.
Sobre isso, a representação de outras etnias no Japão é bastante pífia, apesar do aspecto ocidentalizado que se consagrou como estética de mangá/animê. E o motivo é bastante simples: a sociedade lá tem uma porcentagem baixa de cidadãos de outras etnias e de mestiços. 

Personagens não-brancos aparecem pouco na cultura pop japonesa, mas podemos citar a oficial militar Cláudia em Macross (1982), ou mesmo a personagem-título de Nadia: The Secret of Blue Water (1990), uma garota indiana de pele morena. 

Só vem com esse discurso de que falta empoderar minorias no entretenimento japonês quem conhece apenas superficialmente. E em termos de etnias raciais, o Japão não é uma sociedade predominantemente miscigenada (como nos EUA e Brasil), então não dá pra exigir lá o mesmo nível que se vê em produções ocidentais. 

Indo para o mundo real, poucos atores negros aparecem em produções live-action no Japão porque existem poucos atores afro-descendentes no país. Mas em Lupinranger x Patranger (2018), um personagem fixo, o diretor Samuel Hilltop, era negro. E no mundo real, o Japão já teve uma miss afro-descendente, a belíssima Ariana Miyamoto, em 2015.

Indo para questões sociais, o mangá Vitamin (2001) e o dorama A Colegial de 35 Anos (2013) abordaram o tema do bullying de maneira sensível e inteligente, sem fazer discurso, mas mostrando o lado cruel da sociedade. E há outros temas complexos que já foram inseridos em produções japonesas da indústria da cultura pop. Em Darling in The Franxx (2018), a delicada questão do aborto foi inserida, com a personagem grávida fazendo a opção pela vida de seu bebê.  
Em Vitamin, o violento bullying japonês,
conhecido como lá como "iijime".
Uma característica dos chamados SJW – Social Justice Warriors é que são insaciáveis. Exemplo disso é o filme Capitã Marvel (2019), celebrado pelos desavisados como bandeira do protagonismo feminino. Sua atriz principal, Brie Larson, desfilou arrogância em muitas ocasiões, levantando a bandeira feminista e sendo desagradável em algumas entrevistas. 

E ela própria sofreu na pele depois a patrulha ideológica, quando um movimento racial começou a pedir que a Marvel trocasse a moça por uma atriz negra para empoderar mais a causa. E no Japão, celebrar a chegada de alguma protagonista feminina realmente forte vai soar tão ou mais estranho do que soou nos EUA recentemente com a Cap. Marvel. 

A luta de classes, importante à causa revolucionária da mente esquerdista, tem invadido a cultura pop de modo avassalador. Isso se encaixa dentro do chamado marxismo cultural, um conceito político que visa promover uma luta de classes inserida em produções culturais e de entretenimento para influenciar a sociedade. Explicando por alto, essa visão política divide o mundo em opressores e oprimidos. 

O suposto "empoderamento" visa opor homens vs mulheres, brancos vs negros, heteros vs homossexuais e por aí vai. O que antes era apenas burguesia vs proletariado ganhou contornos culturais de mentalidade revolucionária. Para muitos, o marxismo cultural é tratado como teoria da conspiração de círculos conservadores, enquanto para outros é uma verdade cristalina, verificável em muitas e muitas produções não conectadas entre si. A questão é que ninguém diz que o marxismo cultural tem uma central coordenando suas ações, mas sim é a representação de uma mentalidade coletiva esquerdista. 

O que há de concreto é que as pautas do politicamente correto promovem mais do que combatem a divisão da sociedade, bem como forçam a mudança de vocabulários e pensamentos. A busca, nesse caso, é estabelecer uma espécie de patrulha do pensamento e condicionar a sociedade, algo que é contrário à liberdade individual. O psicólogo e escritor canadense Jordan Peterson (do livro 12 Regras Para a Vida) é um feroz opositor a esse tipo de totalitarismo. Se essas coisas despertam sua curiosidade, há muitos vídeos e vasta literatura a respeito. 

Antes, militâncias políticas eram moderadas, mais inteligentes, como na Marvel Comics dos anos 70, por exemplo. Agora, tudo tem que ser "jogado na cara", tudo tem que seguir agendas politicamente corretas e qualquer pensamento fora da caixinha é taxado de fascista, racista, homofóbico, misógino e o que mais puder rotular negativamente e de forma reducionista um pensamento independente.

Qualquer tema pode ser abordado em produções japonesas, muito mais abertas à variedade temática do que suas contrapartes ocidentais. Mas levantar bandeiras políticas que dividem a sociedade, e isso não deveria nortear criadores de conteúdo. 
Ranma 1/2: Nenhuma discussão
sobre gênero, sexualidade ou política.
Dá pra abordar qualquer assunto, mas sem que o "engajamento social" seja uma régua de julgamento de uma obra. Por isso, a fala de Keiko Moritsugu soa deslocada para quem conhece mais historicamente o panorama da cultura pop japonesa. E é por isso que aparenta ter sido muito mais um aceno às militâncias políticas para ganhar destaque na mídia. O que não tira a validade do discurso dela sobre a sexualização excessiva no entretenimento japonês, movido a fan service. O tema, inclusive, já foi abordado aqui no artigo Summer Lesson e a tecologia do fan service

A para finalizar esta explanação, vale recordar uma passagem sobre Rumiko Takahashi e sua obra Ranma 1/2 (1986), comédia sobre o lutador que muda de sexo quando é molhado devido a uma maldição. Certa vez, indagada por um correspondente da revista Animerica sobre Ranma ter alguma mensagem direcionada à sociedade machista e dominada por homens, Rumiko disse que apenas pensou em algo divertido e que não se baseia em agendas sociais ou políticas. Sua posição reflete a de uma criadora de forma alguma alienada, mas consciente da realidade.

A cultura pop, a arte e o entretenimento podem certamente abordar qualquer tema sensível à sociedade ou a grupos que estão nela inseridos, mas essa não pode ser uma régua determinante de sua validade ou mesmo relevância. 

Conforme muitos autores e produtores japoneses já mostraram, é possível lidar ou inserir qualquer tema em uma obra de entretenimento, desde que se respeite a inteligência do público e se evite o simples comportamento de militante panfletário. 

Leia também: 

Music Girls, Eromanga Sensei e a propaganda ideológica em animê 

A filosofia de grandes autores do mangá e do animê

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45 comentários:

stéphano bahia disse...

Acredito que intensa segmentação do universo mangá , inclusive mangá pra público LGBT... feminino etc. fez com que o mangá se tornasse um alvo menor pros SJW.
Mensagem política em mangás.. ex: a política é abordada de forma imparcial em Rurouni Kenshin. A gente vê o ponto de vista sobre as Eras Edo e Meiji... os prós e contras de ambas as eras. Tema político se pode abordar sem precisar de "bandeiras"... No mangá de Tezuka... "Adolf"... Tezuka alfineta o 3º Reich e o Japão militarista... mas sem "lacração".
Sobre temática LGBT... Sempre fui fã de Queen... nunca me importei com o lado LGBT de Freddy... ele mostrava talento.. sem precisar fazer "bandeira"....
A questão étnica do Japão... mangás poderiam abordar as minorias coreanas, chinesas, ainus... "sem a militância SJW".
Sobre o mundo dos comics... condeno essa militância SJW mas também o monopólio dos heróis. Comics não são só feito de super heróis.
Ranma 1/2.... a questão da água vejo apenas como 1 situação cômica... apenas.. 1 escracho..
E mais... admiro demais as mangakás japonesas... souberam crescer... se firmar no universo mangá sem lacração !

stéphano bahia disse...

A crise de criatividade , o duopólio DC Marvel e a turma da lacração tem matado os comics. Não é a toa que o mangá tem ganho público dentro dos EUA. Perguntei certa feita pruma americo-brasileira se era verdade... ela me confirmou.
As gerações + jovens de lá tão encantadas com o mangá.

Alexandre Nagado disse...

Fala, Stephano. De fato, o mangá e a cultura pop japonesa em geral têm ficado longe dessa militância de SJW. Bons exemplos esses que citou.

Mas a militância existe e está ansiosa pra "lacrar". Espero que esta postagem sirva pra desarmar um pouco esse sentimento de SJW em algumas pessoas, algo tão nocivo ao entretenimento e à indústria cultural.

Valeu! Abraço!

anderson disse...

È claro que o JBOX apoia a cruzada dessa artista japonesa de (importância mínima).Nos últimos tempos o JBOX já reclamou de racismo em um mangá de Osamu Tesuka,sugeriu que Sailor Moon não voltaria por causa do momento político(a suposta cruzada anti-lgbt de Bolsonaro) e reagiu a Shun feminina afirmando que deveriam ter mudado o sexo de Shiryu ou Ikki ,para passar uma mensagem mais progressista.Enfim,é mais um site que exclui totalmente!

anderson disse...

Sobre a questão da sexualização, nos EUA a tendência é ir pelo extremo oposto,criminalizando a
representação de beleza feminina tradicional em animação. A mais famosa representante disso é a "Ben She-ra" onde toda personagem femimina é feia ou obesa.A nova April em Rise of The TM Ninja Turtles também decepcionou fãs nem tanto pela mudança étnica mas principalmente pelo visual sem graça ,aparentemente a fazendo propositadamente menos atraente que suas versões anteriores,como se beleza fosse fraqueza.Recentemente um artista amador americano satirizou essa tendência ao publicar um desenho das guerreiras Sailor onde todas são horrorosas e masculinizadas.Só que SJWS estadunidenses não entenderam a piada e elogiaram a visão "progressista" das personagens arrancando risadas do artista.Só resta rezar para que Naoko Takeuchi continue vetando adaptações americanas de Serena...

stéphano bahia disse...

Sobre os SJW... Changeman, Winspector e Yu Yu Hakusho tem partes que causariam treta enorme hoje.
Changeman: episódio 15 aparece motoqueiro com 卐... (não tem conotação ruim)
Yu Yu Hakusho... o lutador Kazemaru aparece com 卐 na testa. (Eduardo Miranda que trabalhou na Manchete, falou que deu treta pra liberar o anime.. por causa disso... ainda + que os donos eram judeus) .
Sem falar que linguajar "malandro" de Yu Yu... feito pela dublabem brasileira causaria treta hoje... por causa de certos termos...

Winspector: a questão da ϟϟ na uniforme do chefe.


Dragon Ball: não sei pq milagre os SJW jamais apdrejaram o anime.. ainda + com certas cenas picantes... Mestre Kame bulinando Bulma e outras personagens... por exemplo.


Riojin disse...

Nada a acrescentar. Belissimo texto. Para mim a obra Maxima do miyazaki Mononoke Hime, boa parte das obras do Mestre tem personagens femininas fortes e com Alta relevancia nas tramas, sem com isso levantar bandeiras. Parabens por mais este texto. So lembrando de outras polemicas recentes, tivemos os casos recentes de goblin Slayer e Tate no yuusha.

César Filho disse...

Texto preciso e sem tendências. Ótima abordagem, mestre. Não costumo discutir sobre política e me contento observando o que acontece. Mas no caso da cultura pop japonesa, concordo que questões políticas sejam tratadas sem militância. Animes clássicos como Sailor Moon nunca precisaram disso e a cultura pop como um todo não precisa desses artifícios.

César Filho disse...

Anderson, com a devida data vênia, eu escrevo para o site JBox e não há NENHUMA cruzada política por parte do portal. Por gentileza, prove tais afirmações. Aliás, o nome do Presidente só foi citado numa única matéria e escrita por outro redator (tudo na opinião e na responsabilidade de quem escreveu) e o assunto não foi sobre Sailor Moon, não. Aliás, ninguém sugeriu nada sobre a Sailor Moon voltar ou não por causa de momento politico -- e sim sobre um planejamento da Toei para a série Crystal quanto a um possível lançamento na TV brasileira no começo desse ano. Coisa que não aconteceu.

Esclarecendo: eu escrevo para o JBox há quase um ano e grande parte dos assuntos que toco por lá são sobre tokusatsu. Algum ou outro redator pode escrever o que pensa e tal, mas o meu posicionamento político (que é próximo do Nagado) é pessoal e NÃO reflete nos conteúdos da minha coluna semanal. Prefiro assim e a decisão é pétrea. Aliás, nos nossos bastidores, a gente se respeita e não falamos sobre política (graças a Deus!).

Existem opiniões que não refletem necessariamente a opinião de determinados veículos de comunicação, embora haja exceções (o que não é o caso do JBox). Abraços.

Alexandre Nagado disse...

Fala, anderson!

Eu quero registrar uma palavrinha sobre o JBox. Ele é escrito por várias pessoas e todos assinam o que fazem. Então, não creio que tenha uma postura editorial com viés político. Também não vi as matérias que citou, então prefiro me abster. É diferente de blogs escritos por uma única pessoa, como o Mais de Oito Mil e o Shojo Café, que são blogs progressistas e com uma posição bem definida.

Grande abraço!

Alexandre Nagado disse...

Fala, Gustavo "Riojin"!

Bem lembrado, o Miyazaki tem muitas personagens femininas fortes e isso fica muito evidente vendo o conjunto de sua obra. Lembro que gostei mais de Mononoke do que Nausicaä, quando assisti.

Esses exemplos que citou eu não assisti, mas o Patrick, do blog Outros Papos, comentou, ao menos Goblin Slayer, pelo que me lembro. Vou conferir depois.

Valeu! Abração!

Alexandre Nagado disse...

Fala, César. Importante o que você pontuou, pois eu também nunca senti o JBox como um site com posição definida. Diferente do Omelete, onde um editor já fez live falando que é de esquerda e eles ficam jogando pautas esquerdistas toda hora. No caso deles, é posição editorial sim ser anti-Trump, anti-Bolsonaro, pró-SJW e etc...

No geral, a cultura pop está virando arena de guerra ideológica e cultural. Infelizmente.

Valeu! Abraços!

stéphano bahia disse...

Por falar em guerra ideológica, adorei ver as tretas entre partidários
de Tokugawa e Meiji em Samurai X (relembrando). E claro.. eu na neutralidade... ver o ponto de vista de cada um...
Mas... claro.. o anime não quis promover guerra ideológica em si...

Kinhokarsyn disse...

Fala Nagado!
Pra começar, Eu amava as mensagens do he-man kkk.
Em época de empoderadamento que estamos vivendo, Eu acho que a MARVEL quis ter uma mulher no poder assim como a DC já tem, que é a mulher Maravilha. E se vc já viu ULTIMATO, deve ter percebido uma cena que mostra a sororidade entre as heroínas unidas indo pegar a luva do Thanos .
No mundo tokusatsu Bioman foi o 1o super sentai a ter 2 mulheres.
Em Sailor Moon R que tem as lésbicas sim.E exceto sailor moon, as heroínas da maioria dos animes têm peitões. Não sei se são criadas para o público machista ou ñ. E elas são sempre meias retardadas né.
Yuyu Hakusho seria hj um anime bem machista, pela cena dele levantando a saia da menina e levando tapa. Em Daí RANGER o RANGER Branco, um garoto põe as mãos nos peitos da RANGER ROSA. Em bioman o mesmo acontece . Hoje em dia essas situações não têm acontecido mais nos super sentais. Tenho um episódio de lupinranger que eles trocam de sexo RS. É muito engraçado.
Não sei se o "Japão " vai aderir essa militância em suas produções. Mas vejo sempre algo aqui ou ali, que "foge" do padrão Cult j pop de ser. Abraço!

Bruno Seidel disse...

Fico feliz e aliviado em ver que você conseguiu conduzir o texto do início ao fim com clareza, serenidade e uma enxurrada de exemplos capazes de sustentar de maneira firme os seus argumentos. Esse post merece ser guardado como um link precioso a ser compartilhado em (cada vez mais) constantes discussões sobre o tema. Certamente recomendarei em embates vindouros.

Sobre o que eu penso dessa militância que se alastra e envenena a cultura pop: acho que boa parte do público, felizmente, tem demonstrado sinais de resistência e repúdio a essa panfletagem escrachada. Vide pelas manifestações de revolta e até a irritação generalizada com o termo "lacração" (e derivados). Parece que o tiro da lacrosfera não acertou a mosca tão em cheio assim. O que era pra ser uma lavagem cerebral da massa crítica acabou gerando a revolta de muitos, que já estão fartos e de saco cheio (tipo eu) dessa militância e dessa maldita lacração que nos empurram goela abaixo.

Talvez o público não seja tão trouxa e manipulável quanto imaginavam. E é o mesmo público que resiste a essa lavagem cerebral, que se revolta contra essa panfletagem nojenta e é frequentemente chamado de fascista, misógino, opressor, bolsominion, alienado e mais tantas outras barbaridades. Ou seja: tentam enfiar algo na marra e, quando não conseguem, culpam o próprio público por sua capacidade de resistir.

Encerro dizendo que, no meio dessa lacração toda dos dias de hoje, ainda fico com os autores que me ensinaram a admirar os valores, a personalidade e a honra que moldam e continuam moldando o meu caráter. E eu seguirei resistindo!

Alexandre Nagado disse...

Olá, Kinhokarsyn!

Um dos meus problemas com os SJW é a criação de narrativas falsas. Trataram o Pantera Negra como o primeiro filme de super-herói negro. Poxa, e o Blade, que também era da Marvel, não conta?

Outra questão é o uso da linguagem. Todo um vocabulário tem sido desenvolvido nos últimos anos. "Empoderamento", "protagonismo", "apropriação cultural"... E "sororidade" é outra dessas jogadas ideológicas. Pergunte a uma feminista se ela salvaria da morte a Sara Winter ou a Ana Campagnolo. Não, sororidade é outra palavra usada para uma causa ideológica. De tanto ver na mídia, acabamos usando. O próprio termo "diversidade" eu praticamente não uso mais, pois percebi que diz respeito apenas à diversidade de tipos sexuais e raciais. Diversidade de opinião a esquerda não admite que sequer exista, pois logo ficam xingando de fascista aos gritos.

A guerra cultural chegou na cultura pop há anos e, especificamente na cultura pop japonesa, já começa a criar um movimento. É contra isso que eu luto.

Valeu! Grande abraço!

Alexandre Nagado disse...

Fala, Bruno!

Eu procurei embasar meus posicionamentos com vários exemplos de diferentes momentos históricos para mostrar que a tal diversidade sempre esteve presente. Os formadores de opinião mal intencionados se aproveitam da pouca experiência de vida e baixo nível de conhecimento da maior parte do público para cooptar cada vez mais gente para sua causa.

Há portais, sites, blogs e canais com viés bem definido, e praticamente todos de esquerda. Eu sempre evitei misturar política e, quando faço, já aviso logo de cara que o tema da discussão tem abordagem política. Em todos os casos, foi uma abordagem de reação a algo que foi feito ou que repercutiu na mídia especializada. Como neste caso.

Eu tenho uma posição política conservadora muito bem definida e somente manifesto isso para mostrar um contraponto a um senso comum fabricado em cima de um falso consenso.

Talvez pautas políticas apareçam com mais frequência, mas posso dizer que relutei em seguir esse caminho. Porém, me sinto na obrigação de oferecer um contraponto, pois não conheço ninguém capaz de fazer isso sem que tenha medo de se queimar.

Abraços!

stéphano bahia disse...

"Trataram o Pantera Negra como o primeiro filme de super-herói negro. Poxa, e o Blade, que também era da Marvel, não conta? "

Blade... o filme foi mal feito... (temática vampírica foi foi mal abordada)...
Pra quem já viu filmes clássicos que nem Dracula (Coppola) e Entrevista com o vampiro... condenou !

Ah.. mas soube que Blade tem sido bem abordado numa série de TV .

stéphano bahia disse...

"A guerra cultural chegou na cultura pop há anos e, especificamente na cultura pop japonesa, já começa a criar um movimento. É contra isso que eu luto."

Acredito que farão um "bunker" na cultura pop japonesa pra evitar SJW.

anderson disse...

O destaque que as declarações de Moritsugu está tendo na mídia ocidental reflete um
fenômeno bizarro:esquerdistas que gostam de animes mas que esperam que eles mudem para
se adequar a sua ideologia chata.È normal sjws americanos enxergarem mensagens políticas em
animes como One Piece e Code Geass que não tem nada a ver com as declarações dos autores.
Enxergam personagens LGBT onde não há nenhum:por exemplo algum "gênio" editando a Wikipedia
enfiou Sailor Moon na categoria LGBT Super-Heroes por uma suposta atração romântica de Serena por Rei ,e dias depois removeram isso da Wiki antes que alguém apontasse que Takeuchi sempre negou esses rumores de fãs. È curioso que artistas como Rebecca Sugar se digam fãs de Sailor Moon mas em seus trabalhos proibem totalmente heroinas bonitas e femininas e colocam mensagens
ideológicas exageradas que dificilmente apareceriam em um anime de guerreiras mágicas(felizmente).Outros SJWS são mais coerentes e abandonam totalmente os animes,mas muitos ainda continuam com seus sonhos de idiotas de Goku socando Trump!

stéphano bahia disse...

Justiceiros sociais = uma quadrilha... que adora ameaçar e chantagear os adversários. Além de extorquí-los através de assédio judicial.
(a justiça é marionete dos SJW)

Anonymous disse...

Dá até medo da influência ocidental sobre o Japão. Se os SJWs conseguirem infestar o mercado de mangás e animes, vai ser uma indústria destruída no meio mainstream.

stéphano bahia disse...

E o meu medo é que sejamos vítimas dos Processos de Moscou promovidos pelos SJW !
https://pt.wikipedia.org/wiki/Processos_de_Moscou

Jorge Hakaider disse...

Parabéns pelo brilhante texto Nagado. ☺

Alexandre Nagado disse...

Anonymous: Espero que os japoneses resistam, mas não espero muita coisa. Eles são muito passivos na relação com o ocidente, no sentido de terem receio de criar problemas de rejeição se não seguirem o que eles pensam ser o gosto ocidental. Nesse aspecto, os SJW podem ser relativamente poucos, mas são uma minoria barulhenta e persuasiva.

Abraço!

Alexandre Nagado disse...

Olha, Stephano, quando a esquerda se torna hegemômica, o autoritarismo e a perseguição acabam sendo inevitáveis.

Abraço!

Alexandre Nagado disse...

Obrigado pela força, Jorge Hakaider. Aqui e no Twitter.

Grande abraço!

Mike Wevanne disse...

Eu prefiro lidar com os exageros de quem por muito tempo teve a voz silenciada do que compactuar com quem quer a manutenção de pensamentos atrasados e violentos. O tipo de pensamento e ação (estes sim, venenosos) que ganham espaço, como podemos perceber através dos comentários nessa postagem, através desse discurso pretensiosamente "neutro" (e na minha opinião, falacioso).

Alexandre Nagado disse...

Fala, Mike. Ainda bem que reconhece os exageros. Talvez estejamos a caminho de um equilíbrio verdadeiro, é cedo para saber. Só sei que as narrativas de vitimismo e posicionamento esquerdista de marxismo cultural têm prevalecido e não vejo ninguém capaz ou disposto e entrar nessa discussão quando o assunto é cultura pop japonesa. Pode ver todos os outros sites e blogs sobre animê e afins. Todos, ou ficam neutros ou celebram o politicamente correto e as agendas de grupos identitários. Ninguém faz contraponto, só este blog. Eu nunca disse que era neutro. Sou de direita, conservador e contra o politicamente correto, mas muito raramente menciono política aqui, sempre é de forma reativa.

E desculpe, não sou de discurso venenoso, violento, falacioso ou atrasado. Respeito suas opiniões, pois foram apresentadas de forma franca e educada, mas discordo totalmente. Se preciso, releia o texto, clique nos links que aparecem. Ou, se você acha que eu sou tudo de ruim por ser conservador, lamento muito. Busque informação.

Fique em paz. Abraço!

anderson disse...

Pensei que não haveria nada mais ridículo do que as feminazis reclamando de Alita ser muito ?
"sensual"(???) mas os SJWS estadunidenses conseguiram fazer pior ! Aparentemente críticos americanos estão reclamando do novo filme de Godzilla por focar muito na batalha de monstros
e por (deve ser piada) não atacar o governo Trump!!!Será que esperavam que os kaiju fossem criação de Trump para destruir os mexicanos??? "Godzilla e Biolante não são monstros,monstros são os homens"!

André Silva disse...

ótimo texto, concordo com boa parte do que dissestes. nausicaa é uma das minhas protagonistas favoritas da ficção graças a obra de arte que é o mangá, precure e suas mensagens inspiradoras e positivas ganharam meu coração enquanto acompanhava a série hugtto de 2018, e tantas outras obras como fullmetal alchemist, monogatari series, kill la kill, e evangelion, com suas mulheres fortes, inteligentes, complexas, com sonhos e desejos, são exemplos de pessoas que não precisam levantar bandeira alguma de feminismo, nem denegrir outros grupos etnicos ou sociais, infelizmente hoje em dia vivemos numa época de extremos e tudo tem que ser com essa visão feminista vs machista, um é bom outro é ruim, um é certo outro é errado, só sairemos dessa quando encontrarmos um equilibrio para ambos os 'lados'.

Alexandre Nagado disse...

Olá, André.

Eu também torço por esse equilíbrio, que deve ser pela maioria, sem ignorar as minorias (afinal, democracia é isso). Na verdade, acho que ele já existe, mas como frisei no texto, os SJW nunca estão satisfeitos, possuindo uma insatisfação profunda perante o mundo. Não há revolução que agrade a esses.

Valeu! Apareça mais vezes por aqui.
Abraço!

Sara G. disse...

"Não há revolução que agrade a esses."
SJWs vivem de conflito, ódio e desunião, numa sociedade totalmente igualitária eles não teriam razão de existir, não conseguiriam ganhar dinheiro militando na internet e teriam que arrumar um emprego de verdade. A última coisa que eles querem é uma sociedade igualitária.

Se (na verdade 'quando') os animes forem corrompidos pela lacração, muita gente, incluindo eu, não vai saber mais pra onde ir. Filmes, games, séries, até desenho Disney anda dando umas lacradas, é muito cansativo você querer se distrair do mundo e aparece um personagem fazendo politicagem do nada. Provavelmente os países ocidentais vão se coordenar pra boicotar e aplicar sanções contra o Japão enquanto ele não aderir à narrativa desejada. Torço pra que sua teoria de estarmos indo na direção do equilíbrio esteja certa, mas otimismo não é meu forte...

Por fim, gosto bastante do seu blog apesar de raramente interagir :)

Alexandre Nagado disse...

Olá, Sara G.

Eu sou um otimista por teimosa, ah ah. Realmente a pressão vem muito mais do ocidente do que do Japão. A própria declaração da Keiko Moritsugu, pelo que fui informado, não pegou muito bem, até pela arrogância da moça.

Parece que entre YouTubers tem um ou outro que não gostam dessa lacração constante, mas em termos de sites e blogs voltados a mangá, animê e cultura pop japonesa, a militância está cada vez maior e mais atuante. Eu tendo a me sentir sozinho nessa cruzada, mas fico feliz em ver que há leitores que compartilham de minhas preocupações. Em uma escala global e de longo prazo, pode causar grandes estragos não apenas à indústria, mas principalmente na cabeça de muitas pessoas. Meu trabalho de formiguinha, vou fazendo.

Valeu! Apareça mais vezes!
Abraço!

stéphano bahia disse...

Nagado, já assisti a filmes cuja relação de poder é matriarcal. Gostei.
Ver a questão do poder sob outro ângulo. O filme não tinha "lacração feminista".

anderson disse...

Eu sinto se pareço paranóico,mas as matérias do Jbox andam muito suspeitas para ignorar.Estamos em uma época em que os esquerdistas estão virando monstros,tratando
as atrocidades na Venezuela como "conspiração de Trump" e ignorando um recente infanticídio
porque as assassinas pertencem a uma de suas "minorias" favoritas.O
medo de apoiar gente assim é grande, então evito certos blogs,passo longe de vários
originais do Netflix e não verei nenhum filme recente da Disney sem analisar seu conteúdo antes.

Eltony o nostalgico disse...

Primeiro eu quero comentar uma coisa...é rapido!,bom antes do filme do Pantera negra teve o filme do Blade de 1998,herói da Marvel,ele até apareceu no desenho do aranha que passava na Globo?e antes do Blade teve o filme do Spawn de 1997 da Editora Image,e teve outros antes, de Heróis Negro como o Capitão Meteoro que é mais antigo pronto.

Eltony o nostalgico disse...

Agora vamos lá...Gostaria de falar que esse tema foi muito bem abordado aqui pelo mestre nagado,e isso pra nós que somos amante dos animes,tokusatsu e etc...devemos ficar por dentro desses assuntos,analizá-los de forma lúcida e saber de que lado vamos ficar,pois esses Sjws(tradução=Sistema Jumento Web Satanico) pois acho que é isso a tradução mais proxima do original tá,estão colocando seu veneno de forma rápida e nojenta,oras o feminismo teve o seu papel no passado e já obteve o resultado desejado...hoje não passa de uma chatice tola na qual o alienismo predomina a mente feminina das que aderem a causa sem uma causa e por causa de achar que estar a fazer o certo,pois já não há causa pra isso,pois as mulheres tem se duvidar hoje mais direitos que os homens,e se tem juizas,promotoras,advogadas etc etc...,o movimento Lgbt,abcd,efg e outros se tornam cada dia insupórtaveis no total sentido de ambivalêcia e ambiguidade,se assim o possa descrever,e isso levado a telas,musicas faz-se perde o valor e torna-se apenas um veiculo para panfletagem de levantamento de badeiras o que não faz o menor sentido,se não houver uma abordagem natural e inteligente de uma questão social,más não uma ideologia militante pervesa,a sensualidade sempre esteve presente nas Hqs,animes e tal,agora o ruim é o exagero provocado para se vender um produto,como anime cheio de cenas sensuais e sexualidade e tal mas que não tem uma história em sim pra contar,so cenas de sexo garotas seminuas e mais nada o que já acabou por prejudicar muitos animes por conta disso,veja o anime do Ranma1/2 por exemplo,a Rumiko Takashi escreveu uma história pra ser divertida e não uma ideologia barata,é bem diferente de se dizer que se tem que seguir o exemplo da Marvel,e que todos devem fazer a mesma coisa e tal,ai vai se perde a identidade da obra em si e torna-se a um fã service dos fã services dos Sjws patetico insaciáveis,por isso devemos estar atentos,devemos resistir,e devemos mostrar de que lado nós estamos ok,lacração?...empoderada?...que é isso hoje em dia,movimento cultural pra que?,essa turma não quer coisa boa mas sim desordem,brigas e tal,que mumdo é esse que nos vamos deixar pro nosso filhos se não lutarmos contra isso!?,estamos perdendo os valores é so isso que eu vejo,mas nós que consumimos tudo isso podemos fazer a diferença com toda a educação que nosso pais nos deram falou!!!so até aqui falei de mais já um abraço a todos e temos que ter mais post desses tá.
E so pra finalizar se a militância esta anciosa pra lacrar....que ela vá pra uma distribuidora de produtos,lá ta cheio de material pra lacrar.... isso deve satisfaze-la concerteza.

Alexandre Nagado disse...

Stéphano, Anderson e Eltony, obrigado pelos registros.

Estou atento a essas questões e tratarei delas sempre que for preciso. É importante manter posição e evitar esse clima de discurso unificado que muitos tentam estabelecer. E além de senso crítico e coragem, é importante ver que muitas questões tratadas com ineditismo pela militância, já foram abordadas sem alarde e com muito mais naturalidade, conforme já foi lembrado.

Abraços!

Eltony o nostalgico disse...

Agora que dei meu recado quero falar uma coisa aqui pra nós que curte esse blog do mestre nagado,eu quero saber quem aqui tem coragem de se torna um voluntario do sushi pop??, eu vou explicar...um voluntario do sushi pop seria eu,vocè que ta lendo essa msgm aqui e que iria aparti de hoje divulgar o blog pra todo tipo de pessoa,quem for do tipo que goste de algo assim vai concerteza vir aqui pra ver e procurar os conteudos que o agradem e como o blog é de altissima qualidade se comparados com outros que eu já visitei,concerteza a pessoa vai gosta assim como nos que estamos aqui e tantos outros,que tal!? Se o mestre nagado permitir eu gostaria de me tornar um voluntario do sushi pop agora,para divulgar nos status e nas rede sociais,fiz isso uma vez na radio rock aqui do meu bairro pra dar uma força pros caras que tocavam as bandas que eu gostava,era uma radio nova bem simples pouca gente conhecia,era a radio antena rock,mas depois que eu comecei a divulgar por ser fã mesmo e tal,os caras da radio me colocaram com voluntario da radio antena rock,ate cheguei a conhecer o locutor e visitei a radio e tal,pronto começou aparecer mais voluntarios que divulgavam na escola,pros familiares etc...fez uma diferençazinha viu...então você que é igual amim e gosta do blog do mestre nagado vamos usar as redes,os faces,e ate o satelitie da terra para divulgar!!!,conto com você que quer ver esse blog ficar gigante igual ão ultraman....eu já vou fazer a minha parte divulgados pros amigos,familia etc....juntos podemos fazer isso acontecer,pois da trabalho trazer esse material de qualidade que o mestre nagado traz pra gente,e como dar... eu sei disso,e tomei essa iniciativa apos ler sobre o fim do blog aqui,então pensei porque não!,afinal somos todos fãs da cultura pop ne gente!? Intao-se vamo la minino oxente...uai só...ate mais e ja to com os dedos cançados aqui de digita não coloquei algums acentos mas da um desconto ta,sou um voluntario agora e vida longa e prospera ão sushi pop😃.

Alexandre Nagado disse...

Fala, Eltony!

Muito obrigado pela generosidade. Eu dependo da boa vontade dos leitores para que este blog cresça e alguns já divulgam o Sushi POP em suas redes sociais. Quanto mais gente fizer isso, tenho certeza de poder atingir mais pessoas.

Obrigado mesmo! Grande abraço!

anderson disse...

A poucos dias uma nova temporada de Pokemon Sun and Moon chegou ao Netflix,e infelizmente está
faltando um episódio banido nos EUA e que o cartoon BR também não exibiu.O episódio "polêmico" em questão mostrava Ash se fantasiando de Passimian(um tipo de macaco)para fazer amizade com a criatura,e logo foi acusdado de "black face"pelos SJWS americanos.Não sei o que é pior ,associar gente negra a um monstro parcialmente branco,ou as crianças brasileiras não poderem ver esse capítulo devido a paranóia de marmanjos estadunidenses que nem assistem Pokemon por não ser "adulto" como Steven Universe...

Unknown disse...

Baita texto!

Alexandre Nagado disse...

Obrigado. Foi muito importante para mim ter tomado a posição que tomei.

anderson disse...

E Netflix e Dreamworks anunciaram um novo desenho de He-man.Não terá nada a ver com a Ben She-ha ,em vez disso será uma sequência do original( o que não impede possível SJWismo ).Mas o que chamou a atenção foi designarem a novidade como "anime original".Se continuar usando o titúlo anime em desenhos sem nenhum envolvimento de japoneses o Netflix vai enfurecer muita gente,principalmente se houver panfletagem rara em séries nipônicas.São coisas como 7 Evangelion e Ultraman que estão estimulando alguns a manter suas contas,não desenhos SJW com visual similar.