terça-feira, 14 de agosto de 2018

Magma Taishi - Goldar e os Vingadores do Espaço

É hora de desvendar uma das séries japonesas de TV mais criativas da década de 1960, adaptação de uma obra de Osamu Tezuka, o Deus do Mangá.
Goldar, O Vingador Do Espaço. Atrás dele, seu filho
Gam, na forma de foguete.
Quando o planeta Terra se torna alvo do conquistador espacial Rodak, o sábio alienígena Matuzen cria uma família de heróis robóticos para defender a humanidade. O mais forte deles é o gigante dourado Goldar, cuja altura básica é de seis metros, podendo mudar de acordo com o monstro a ser enfrentado. Os outros dois são de tamanho e aspecto humanos: A bela Silvar, esposa de Goldar, e o filho deles, Gam

Na verdade, eles não seriam exatamente robôs ou andróides, mas seres artificiais criados com a magia de Matuzen. E mesmo Goldar, apesar da aparência, não é uma máquina no sentido literal, sendo um gigante forjado a partir do ouro. No original em japonês, são chamados de "roketto ningen", ou "homens-foguete", pois os três são capazes de se transformar em foguetes espaciais que disparam raios e mísseis. 
Os Vingadores do Espaço em foto promocional,
com Goldar, Silvar, Gam e Matuzen.
Na série, Goldar nunca assume tamanho humano.
Na Terra, eles se aliam ao repórter investigativo Tom Mura, cujo filho adolescente, Mikko, faz amizade com os heróis e se torna seu protegido e responsável por avisá-los de grandes ameaças. Assim, quando há perigo, Mikko usa o apito especial: Com um toque, chama seu amigo Gam, com dois é a vez de Silvar e, com três, chega o imponente Goldar. 

Mura, trabalhando com a ajuda da polícia, investiga as aparições de monstros e os planos de ataque de Rodak. Corajoso e bom de briga, Mura frequentemente se torna protagonista de suas reportagens. Outros repórteres o ajudam eventualmente, como seus amigos Kida e Liz
Imagem promocional com Goldar, Rodak e o monstro Noronda ao fundo.
Note que Goldar está com cinco dedos em cada mão.
A mudança, sem qualquer explicação, foi feita no decorrer da série. 
Do outro lado, Rodak é bastante poderoso e, a bordo de sua nave, há cientistas e seus Homens Lugo, seres sem rosto que, ao serem mortos pelos raios dos heróis, transformam-se em matéria pastosa. E as grandes armas de Rodak são seus monstros gigantes, como BirdaurusDaron, Molenzaurus, Vacuma e o terrível Kiono, do arco final de episódios.

A saga de Magma Taishi (Embaixador Magma) foi o primeiro seriado colorido da TV japonesa, tendo estreado lá em 4 de julho de 1966, 13 dias antes de Ultraman. Baseado em um mangá de 1965 que teve 3 volumes, foi uma das muitas criações de Osamu Tezuka, o “Deus do Mangá” e codificador das modernas histórias em quadrinhos japonesas.
O mangá original, no traço de
seu autor, o lendário Osamu Tezuka.
As histórias eram ingênuas, como quase tudo na época, e algumas pecavam pelo desenvolvimento cheio de lacunas. 

Em um dos primeiros episódios, Mikko e Gam são capturados por Rodak e, no interior da nave, descobrem que haviam crianças vivendo felizes, sem ter que estudar ou fazer deveres. Ficam até tentados a acreditar que Rodak era bondoso e fazem amizade com a menina Lily. Mas logo eles descobrem que estavam sendo enganados e fogem com a menina. Ela aparece em três episódios seguidos e até ajuda a desvendar um caso mas, no episódio seguinte, já não aparece mais e não é feita qualquer menção ao seu destino. Mesmo o grupo de crianças a bordo da nave de Rodak nunca mais é mencionado, entre outros furos, não muito incomuns na época. 
Masumi Okada, em cena de Latitude Zero.
Em Vingadores do Espaço, foi o repórter Tom Mura
Apesar de alguns deslizes na história e na execução das histórias, a produção, apesar de corrida, não era desprestigiada. O estúdio P-Production (o mesmo de Spectreman e Lion Man) fez um trabalho esforçado. Não conseguia acompanhar a qualidade técnica da Tsuburaya Pro (o estúdio dos Ultras), mas fez o suficiente para os padrões televisivos da época. E ainda na fase de testes, a produção tentou uma fantasia que deixava o rosto do dublê Tetsuya Uozumi à mostra, pintado de dourado. Ficou meio estranho (ok, ficou ridículo) e optaram pela elegante máscara de expressão estática. 

Mas o grande destaque da produção era o elenco, considerado de ponta na época, com o renomado astro Masumi Okada à frente. 

Masumi Okada, que viveu o heroico Tom Mura, nasceu na França, sendo filho de um japonês e uma dinamarquesa. No Japão, tornou-se ator, cantor, apresentador, comediante de stand-up e até produtor. Trabalhou em outro clássico do tokusatsu, o filme Latitude Zero (1969), além de uma infinidade de filmes e dramas no cinema e TV. Como produtor, foi responsável pelo grande sucesso Battle Royale (2000). Faleceu em 2006, aos 70 anos.

O grupo Four Leaves, no final dos anos 1960.
Toshio Egi, o Mikko, é o que está
no canto esquerdo da foto.
O garoto Mikko foi vivido por Toshio Egi, que tinha 14 anos na época e já era um ator experiente, tendo iniciado carreira com apenas 7 anos. Depois da série, integrou o grupo vocal Four Leaves, que ficou em atividade até 1978. Foi um dos primeiros projetos de boys band da agência Johnny and Associates, que inventa novas bandas de cantores-atores-dançarinos até hoje. Com um público fiel e nostálgico, o Four Leaves retomou atividades entre 2000 e 2009. 
Silvar foi vivida pela atriz Ranfan Oh, que construiria
uma fama de mulher sedutora nos anos 1970.
A atriz Ranfan Oh, que interpretou Silvar, também já era conhecida na mídia e fez carreira trabalhando uma imagem sensual. Além de ensaios ousados para a época, ela também gravou discos onde sussurrava monólogos dramáticos, provocantes e até gemia simulando sexo, tudo com trilhas de jazz ao fundo. A década de 1970 foi a época em que os discos chamados de Pink Mood fizeram algum sucesso, seduzindo homens solitários (até por que não era coisa para ser ouvida na presença de outras pessoas). Nascida na Inglaterra e filha de um chinês e uma japonesa, ela também é conhecida como Shigeko Sannose, estando atualmente afastada dos meios artísticos.

A coadjuvante Liz foi vivida pela atriz Edith Hanson, que é americana e fixou residência no Japão, tornando-se também escritora e ativista política, tendo dirigido o escritório japonês da Anistia Internacional
A primeira tentativa de gravar um episódio-piloto
foi feita com o rosto do dublê pintado.
Não ficou bom e optaram por uma máscara estática.
Devido às condições técnicas da época, era comum filmes e séries com cenas externas terem que passar por dublagem feita em estúdio, a cargo dos próprios atores. E isso causou uma situação curiosa nos bastidores. 

Hideki Ninomiya, o Gam, sofreu um pequeno acidente e não pôde comparecer à gravação de vozes para os episódios 41 e 42, ocasiões em que teve a voz da dubladora Masako Nozawa. Ainda em atividade aos 81 anos, ela é a voz oficial de Son Goku (entre outros personagens) em todas as séries e especiais da longa saga do animê Dragon Ball. Além desse acontecimento, o requisitado astro mirim Hideki Ninomiya precisou ser substituído na gravação de dois episódios para poder atuar no filme Daimajin Gyakushu, grande clássico do tokusatsu lançado no final de 1966. 

Outro nome de destaque no elenco foi Toru Ohira, que vestiu a roupa de Rodak e fez a voz do vilão. Alguns anos depois, interpretou o Chefe Kurata em Spectreman e fez o narrador de Goggle V, Jaspion, SpielvanJiraiya e muitas outras séries. 
Taron, uma das criaturas de Rodak.
A saga de Goldar e sua família fez um bom sucesso no Japão, sendo que consta que chegou a um pico de 32,7% de audiência na segunda metade da série, um feito notável. O mangá, publicado na revista Shonen Gaho (Ed. Shonen Gahosha), foi originalmente planejado para ser compilado em apenas um volume, mas graças à série acabou sendo esticado até completar três volumes, com os assistentes de Tezuka fazendo a maior parte do trabalho. E para acompanhar a série de TV, os 52 episódios foram transcritos na forma de contos ilustrados por diferentes desenhistas na revista Shonen King

Nos EUA, Magma Taishi foi lançado como Space Giants e fez também um grande sucesso. Lá, a maioria dos nomes foi alterada e foi essa versão que predominou no ocidente. 

No Brasil, chegou através da TV Tupi (RJ) em 15 de junho de 1969. Logo depois, passou um tempo na TV Bandeirantes de São Paulo (*). Fixou residência na TV Record ainda na década de 1970 com o título Vingadores do Espaço. 
A versão animê de Goldar surgiu em 1992.
Em 1992, foi lançada uma série em animê para vídeo com 13 episódios, dirigidos por Hidehito Ueda. Para a produção, o dublador Toru Ohira reprisou seu papel como o vilão Goa (Rodak). Não fez muito sucesso em comparação com a série de TV e Magma Taishi é muito mais lembrado por sua versão tokusatsu do que em mangá ou animê. 

Em meio a uma produção tão extensa e de enorme impacto cultural e social, Magma Taishi quase passa despercebido entre as obras de Osamu Tezuka, que criou ícones como Tetsuwan Atom (Astro Boy), Phoenix, Black Jack e A Princesa e o Cavaleiro

Mas, tendo gerado uma série de TV divertida e cheia de carisma, Magma Taishi tem seu lugar garantido por sua relevância em uma época de explosão criativa do tokusatsu. 

***********

(*) Agradecimentos a Matheus Mossman e Danilo Modolo, do TokuDoc.)

Vídeo promocional com um breve resumo da série:


OS VINGADORES DO ESPAÇO

Ficha técnica: 
Título original: Magma Taishi (Embaixador Magma) ~ マグマ大使
Estreia no Japão: 04/ 07/ 1966 (TV Fuji)
Número de episódios: 52


Criação: Osamu Tezuka

Planejamento: Tôkyu Agency
Roteiro: Souji Ushio (também conhecido como Tomio Sagisu), Hiroyasu Yamaura
, Susumu Takaku, Shigeru Ume, Junichirou Uchiyama e Toshiro Ishidou
Trilha sonora: Naozumi Yamamoto
Direção de efeitos especiais: Shinsuke Kojima e Takeo Sakai
Dublês: Japan Fighting Actors (JFA)
Direção: Bin Kato, Keinosuke Tsuchiya, Mamoru Nakao, Shigeru Ume, Sadao Funatoko e Kou Kikuchi

Realização: P-Production, TV Fuji, Tôkyu Agency 
Emissoras no Brasil: TV Tupi, TV Bandeirantes (atual Bande TV Record



Elenco
- Os nomes originais, quando diferentes da versão vista no Brasil, aparecem entre parênteses.

Mikko (Mamoru Murakami): Toshio Egi
Tom Mura (Hiroshi Murakami): Masumi Okada
Tomoko Mura (Tomoko Murakami): Machiko Yashiro
Goldar (Magma): Tetsuya Uozumi (dublê) e Yoshio Kaneuchi (voz)
Silvar (Moru): Ranfan Oh
Gam: Hideki Ninomiya, Tsuguaki Yoshida (*) 
Kida: Ryôu Kuromaru
Liz: Edith Hanson
Matuzen (Earth): Gen Shimizu
Rodak (Goa): Toru Ohira
(* Ator substituto nos episódios 17 e 20)




20 comentários:

Mauricio disse...

Putz! Bateu um saudosismo fortíssimo agora!
Provavelmente era meu seriado favorito. Adorava a ideia de um amigo que virava foguete.
Lembro de assistir ao último episódio, o que era raro conseguir na maioria das séries.
Excelente matéria!

Livre do Sistema fanático disse...

Ótima matéria Nagado... essa série é por muitos (Eu incluso ) lembrada com muito carinho... mas a série também chegou a passar na TV Tupi..tenho guardado um recorte de jornal com algumas atrações do capitão aza e lá tem o anúncio da série Vingadores do Espaço.. adorei ler a matéria pois a nostálgia é sempre bem vinda... saudades quando assisti pela última vez na TV Record.

Alexandre Nagado disse...

Olá, Mauricio! A série era muito boa mesmo e o tema instrumental marcou bastante. Fico imaginando se um dia não farão um remake do tokusatsu com a tecnologia atual.

Valeu! Abraço!

Alexandre Nagado disse...

Olá, "LSF".

Realmente, passava no Capitão Aza. Já estou corrigindo. Obrigado!

Abraço!

Usys 222 disse...

Uau! Essa é completíssima, com toneladas de informações! E algumas que eu nem sabia! Especialmente em relação ao elenco, estelar. Quem diria que o menino Mikko mais tarde integraria uma Boy Band. E então a Johnny's existe desde essa época? Eles são uma tremenda fábrica de sucessos.

Essa da Ranfan Oh também é digna de nota, assim como o chamado Pink Mood. Ao ler esta matéria sinto que estou vendo parte da história do entretenimento japonês, com elementos que perduram até hoje. É marcante a presença de atores que descendem de estrangeiros no elenco, como ela e o Masumi Okada, além de uma puramente estrangeira, a Edith Hanson. Será que a P Production já tinha visava o mercado internacional?

E ainda o Toru Ohira, um dos grandes nomes da dublagem. Isso dele usar a roupa do Rodak me faz lembrar o Takeshi Aono, que vestia a fantasia do Alien Zarab. Foi bem curioso saber que a Masako Nozawa foi o Gam por um tempo. Ela é referência no ramo até os dias de hoje. Uma lenda viva!

Eu vi a abertura do Goldar com o rosto exposto. Realmente não ficava bom e nem dava a impressão de gigantismo que deveria ter. Foi uma boa decisão colocar a máscara. E dava para ver que usavam bastante cenas com animação ao invés de miniaturas. A música-tema é magnífica e às vezes me pego cantarolando.

Uma curiosidade é que Masumi Okada trabalhou em Kamen Norida como o vilão regular, Coronel Fanfan. Tem até um episódio em que ele faz referência ao Magma Taishi. Ele diz algo como "Pô! Eu também já fui um dos mocinhos!".

Alexandre Nagado disse...

Fala, Mr. Usys!

Obrigado, eu gostei muito de fazer essa pesquisa. Acho que tem coisas que nunca saíram em português ou mesmo em inglês.

O elenco de Magma Taishi era realmente prestigiado e o tempo fez ficar ainda mais. A carreira de Masumi Okada é gigantesca. Já meio idoso, ele até apresentou uma edição do concurso Miss Mundo Internacional, que teve uma brasileira entre as finalistas.

No YouTube, achei algumas gravações de áudio de discos da Ranfan Oh. Levei um susto quando começaram os gemidos de sexo e abaixei o volume imediatamente. Se algum vizinho ouviu, deve ter achado que eu estava vendo filme pornô, ah ah!

Com esta matéria, me senti de volta à época da Herói, esmiuçando detalhes para conseguir informações. Felizmente, a internet torna tudo mais prático, especialmente na hora de cruzar informações.

Valeu! Abraço!

Mauricio disse...

Putz! Dei uma procurada sobre a Ranfan, e veio um monte de imagens da personagem de Dragon Ball. E, acredito que não seja coincidência, a personagem é muito parecida com a atriz e cantora, incluindo sua forma de "lutar". Parece que o Toriyama curtia os discos dela. :P

Alexandre Nagado disse...

Fala, Maurício.

Ah ah ah, que divertido isso! Não sei se a personagem de Dragon Ball foi inspirada na atriz, mas dá pra desconfiar...

Abraço!

anderson disse...

A máscara lembra um pouco a de Spectreman que seria produzido anos depois -talvez a P Productions insatisfeita com o visual do herói no piloto resolveu reciclar características de Goldar no visual final de Spectreman.E é fácil perceber que a Saban depois em MMPR rebatizou o vilão Grifozer em homenagem ao antigo gigante.O irônico é que no filme recente dos rangers, Goldar em de ser parecido com o vilão de Zyuranger-MMPR era um gigante de ouro como na velha obra de Tezuka(infelizmente isso não salvou o filme da Lionsgate que estava mais para drama indie do que sentai americanizado).

Alexandre Nagado disse...

Fala, anderson!

Hum, nunca vi dessa maneira o visual do Spectreman, será? Na verdade, nunca soube se havia alguma relação. Mas o roteirista Tomio Sagisu foi o criador do Spectreman, além de ser o mesmo estúdio.

A homenagem ao Goldar no nome ocidental do Grifoser chegou a ser explicada em algumas publicações da época. Parece que Magma Taishi fez bastante sucesso nos EUA, até mais do que por aqui.

Valeu pela participação! Abraços!

Jason Scott disse...

Também lembrei das matérias da Herói, muito legal.

Alexandre Nagado disse...

E o legal, Jason, é que eu nunca havia escrito matéria sobre essa série. A única vez em que saiu na revista foi um texto assinado pelo Marcelo Del Greco na histórica Herói #10.

Valeu! Abraço!

Bruno Seidel disse...

Excelente matéria! Muito completa e repleta de informações curiosas sobre esse clássico divisor de águas do gênero Tokusatsu!

Realmente, me lembrou as matérias da época da Herói, inclusive uma que foi publicada na lendária edição nº 10. Por sinal, até resolvi dar uma espiada naquela matéria de página dupla depois que vi o post e, para a minha surpresa, descobri que ela foi escrita pelo Marcelo Del Greco e não por você, Nagado! 0_0

Pra quem quiser ver a matéria da qual estou falando, publicada em fevereiro de 1995, aqui tem um scan: https://drive.google.com/file/d/0BwkR6gyM-0b0UlJ0Vl90QkEtVTA/view?usp=sharing

Grande abraço!

Alexandre Nagado disse...

E aí, Bruno-san!

A Heroi 10 não foi só histórica, foi também atípica. Eu fiz a matéria de capa e o Del Greco fez duas matérias sobre tokusatsu, assunto que geralmente ficava comigo. Naquela época, imagens boas eram raridade. E tantos anos depois, finalmente assinei materia sobre Magma Taishi. Uma série muito divertida.

Abraço!!

Major disse...

Mais uma matéria excelente Nagado, parabéns! Só mais um pequeno adendo: Me lembro que essa série passou no início dos anos 80 na antiga TVS, por volta das 18 ou 19 horas. Isso me marcou muito pois queria assisti-la (Na época como a grande maioria dos brasileiros só tínhamos uma TV em casa) mas por causa da novela das 6 minha mãe não deixava. Isso me marcou tanto que até hoje não suporto novelas... E pensar que hoje em dia a garotada nem liga mais pra TV, naquela época aquela era a "nossa vida". Um grande abraço!

Alexandre Nagado disse...

Olá, Major! Obrigado pela força!

Agora você me deixou em dúvida. Nos primeiros anos da década de 1980, a lembrança de ver Goldar está toda associada à TV Record. Sinceramente, não me recordo da série ter passado na TVS. Alguém pode ajudar?

Jason Scott disse...

Nagado, não acompanhei essa época, mas talvez tenha a ver com o fato dos dois canais serem, na época, do Silvio Santos. Devem ter compartilhado programação...

Stephano Barbosa disse...

Não sabia disso. 1 mangá de Tezuka convertido em "tokusatsu"

Stephano Barbosa disse...

Matusen ?? Impressão minha ou é alusão a Matusalém ?

Robson Andrade disse...

Lembro bem de assistir na TV preto e branco lá em casa e com imagem horrível. Mesmo assim foi divertido!!