terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Música Japonesa no Spotify

O streaming tem se tornado o grande meio de acesso oficial ao J-pop, J-Rock e Anisongs no ocidente. E já tem muitos artistas japoneses aderindo!
Entre as milhões de músicas presentes do Spotify,
diversos clássicos e sucessos recentes da música japonesa,
incluindo anime songs e J-pop.
A facilidade de distribuição de mídias pela internet e a consequente pirataria criaram um grande desafio para criadores e produtores de conteúdo. A grande alternativa para conter as perdas têm sido os serviços de streaming oficial. Netflix, Crunchyroll e Amazon Prime têm feito do streaming licenciado e oficial uma alternativa para as produtoras e os empresários japoneses estão começando a ver com outros olhos a internet, sempre vista como inimiga. 

Netflix e Amazon Prime investem em produções exclusivas, enquanto o Crunchyroll tem um acervo impressionante de séries com exibição quase simultânea ao Japão. E esse modelo de negócios ainda tem muito a crescer. 

No campo da música, área em que o Japão ainda é extremamente fechado, a empresa sueca Spotify tem começado a quebrar a resistência das gravadoras japonesas, que ainda possuem muita resistência em relação à internet. O serviço, que é sucesso mundial, surgiu em 2008 e atualmente possui vários títulos de música japonesa em seu acervo. 
Spotify: Mudando paradigmas até mesmo na sólida e
fechada indústria fonográfica japonesa. 
Com uma modalidade gratuita limitada e com anúncios e opções pagas muito convidativas, o Spotify é a grande opção para ouvir música japonesa de maneira oficial e, assim, apoiar os artistas. Basta fazer a inscrição no site, escolher a modalidade e depois baixar o aplicativo para celular, que será sincronizado à sua conta. 

Para fãs de temas de animê e tokusatsu há vários álbuns e artistas clássicos, com trabalhos de Hironobu Kageyama, Animetal, Ichirou Mizuki, Akira Kushida, Mami Ayukawa e vários outros. Para fãs de Ultraman, o álbum Ultraman The Rocks, da banda Katokutai, está completo por lá ff. 
A estilosa Wagakki Band, com sua mistura de rock e
instrumentos tradicionais japoneses, está presente no Spotify.
No campo do J-pop, nomes mais clássicos como Akina Nakamori, Yumi Matsutoya e Wink dividem espaço com talentos contemporâneos, que são a grande maioria entre os artistas que já aderiram ao Spotify

É possível encontrar bandas atuais, como a Goose house (o recente single "Egao no haná" já está no acervo), Wagakki Band, Gesu no Kiwami Otome e RADWINPS (da trilha sonora de Your Name), além de artistas solo como Ayumi Hamasaki, May J. (com o tema do filme do Ultraman Geed), chay, ayaka e Yukari Miyake.

Para fãs de J-Rock, tem X Japan, Babymetal, Gackt, One Ok Rock e muitos outros, em uma lista já bem interessante, eclética e cheia de boas opções. 

Os planos gratuitos do Spotify, assim como do Crunchyroll, permitem aos produtores de conteúdo alguma monetização, mas os lucros maiores vêm das assinaturas pagas. Os fãs podem, na medida do possível, tentar apoiar esse tipo de iniciativa. É uma forma de prestigiar os artistas, mas principalmente de permitir a continuidade dos trabalhos dos mesmos. E, com a adesão popular cada vez maior, esse modelo de negócios tende a crescer ainda mais. 
::: www.spotify.com :::

::: Playlist Sushi POP no Spotify :::


Tem sugestões de serviços similares, dúvidas ou dicas? Já usa o Spotify e gostaria de comentar aqui? Participe nos comentários. 

9 comentários:

Usys 222 disse...

Antes não dava muita bola para o Spotify, até saber no Twitter que lá tinha músicas das séries Precure. Mais do que isso, quase todos os discos estavam lá e por isso me inscrevi e não me arrependo. Explorando mais, deu para encontrar os trabalhos do JAM Project e Ikimonogakari. Foi como abrir uma arca do tesouro.

É certo que ainda não tem tudo o que eu quero, mas dá para ter acesso a um monte de músicas que custariam uma fortuna comprando em CDs, embora eu ainda sonhe em conseguir. E torço para que mais e mais empresas e artistas japoneses se abram a esse novo formato. O consumidor ganha, já que a tarifa não é tão alta e os produtores de conteúdo também ganham por cada vez que uma de suas canções é reproduzida.

Mesmo assim as gravadoras não estão completamente impassíveis diante da internet. Elas já têm canais no YouTube com amostras e até clipes inteiros. Inclusive a tradicional Teichiku tem um, com artistas de renome como Yoshimi Tendo, Joji Yamamoto, Sayuri Ishikawa e outros (https://www.youtube.com/channel/UC-APJUQWxnTJ3JR1EDUi1wQ).

A avex (https://www.youtube.com/user/avexnetwork) também disponibiliza vídeos de artistas famosos como a própria May J., Hitomi Shimatani e Ayumi Hamazaki.

Creio que as mudanças estão acontecendo. Ainda existem restrições de região para alguns vídeos, mas espero que a abertura seja cada vez maior.

Alexandre Nagado disse...

Fala, Usys!

O cardápio do Spotify é bem variado. Quero pesquisar coisas de folk japonês também, mas os que procurei inicialmente não deram resultado. Os ganhos por música devem ser na casa dos centavos, e ainda tem os direitos de composição a serem pagos, além dos intérpretes e as gravadoras. Só se ganha alguma coisa pelo volume, mas acho que, conforme mais pessoas aderirem, haverá uma boa partilha de lucros.

Sim, tenho visto cada vez mais canais oficiais com vídeos completos, mas ainda precisam abrir mais esse mercado. Há muito interesse em música japonesa no ocidente e o Spotify chegou para oferecer material licenciado, o que seria impensável décadas atrás, devido aos altos custos para se lançar música japonesa fora do país. É uma alternativa à pirataria e dou todo o apoio a esse tipo de iniciativa.

Valeu! Abraço!

Alexandre Nagado disse...

Mais descobertas no Spotify:

Tem Rimi Natsukawa, Anzen Chitai, fox capture plan... Estou achando sensacional garimpar material. Li hoje que o Spotify vai abrir seu capital no mercado de ações. Tomara que o serviço prospere e que tenhamos cada vez mais e melhores opções.

Anônimo disse...

Marcos comentando.
Eu havia descoberto o Spotify há algum tempo por recomendações do Groove Música do Windows 10. Estava com receio de baixar e instalar, mas sua matéria esclareceu algumas coisas. Então, agora sou mais um usuário!
Como recentemente descobri muita coisa de J-music graças ao Mondo Grosso, seu blog e alguns sites que frequento, resolvi espiar o que estava no Spotify.
Para minha surpresa, grande parte dos artistas que acompanho faz tempo e alguns novos estão lá.
Entre as minhas novas descobertas:
BananaLemon = Grupo de 4 meninas que não são idols (escaparam!), afinal, aparentam ter entre 19 e 23 anos. Apesar do som delas soar muito "adolescente" para o meu gosto, devo dizer que são muito boas. A influência de hip-hop, rap e funk (estilo James Brown) é bem nítida.
O mais interessante é saber os países que estão dando mais views aos clipes delas (particularmente Girls Gone Wild) no YouTube: EUA e, pasmem, Brasil!
Uma delas, a R!NO, e o produtor STY arriscaram um "até logo" e "muito obrigado" em mensagens no Twitter.
Elas conseguiram mais um fã.
Babymetal = Citado nessa matéria por você, o que se pode falar desse grupo? Bem, o instrumental é magnífico (lembrei na hora de Metallica, do Rob Zombie e dos meus tempos de Playstation - rs), mas o vocal...
Como 2018 começou doido, as menininhas do Babymetal estão com uma turnê mundial programada para maio nos EUA e Europa. Já tem até um site no Brasil vendendo os ingressos!
Lisa Ono = Apesar de ser brasileira, ela está na missão de popularizar cada vez mais a nossa bossa nova no Japão. Já me falaram sobre a Lisa, mas nunca parei para procurar alguma coisa. Sua voz melódica realmente soa muito bem em japonês, português, francês, inglês e espanhol.
Fora esses há Lori Fine (Coldfeet), D.A.N, Monday Michiru, Nujabes...
Muito bom, o único porém são os comerciais durante as músicas. Depois vou conferir os artistas que você citou nos posts!

*Só para complementar aquele assunto lá da matéria do Space Squad*
A prova de que o Japão está vindo com tudo a partir de agora no cinema e na música:
Johnny & Associates - somente uma das agências de talento mais conservadoras do Japão. Agora, está criando canais oficiais para seus artistas no YouTube, fazendo-os participar de programas de auditório com cantores estrangeiros e também inserindo muito desses artistas no elenco de filmes e doramas que estão chegando ao Ocidente.
AKB48 - uma das integrantes, Anna Iriyama, estará no elenco de uma novela mexicana(!) chamada "Like". E ela será uma das protagonistas!
Honey Popcorn - esse é um grupo pop de idols, formado por atrizes JAV, que estreará na Coreia do Sul.

2018 está muito, muito louco. Só quero ver como esse ano vai terminar!
Desculpe por outro comentário gigante!

Alexandre Nagado disse...

Oi, Marcos!

Desculpe a demora em comentar sua participação. Estava meio fora de circulação, viajando um pouco.

Realmente, estamos vivendo uma época muito interessante para quem gosta da cultura pop japonesa. Só pra comentar um pouco o Babymetal: Não consigo ouvir dois minutos, realmente, não é minha praia. E essas meninas, por mais talentosas que sejam, sequer sabiam o que era heavy metal. Apenas queriam ser idols famosas, tinham o biotipo que os marmanjos japoneses adoram e a gravadora se encarregou de treiná-las para serem cantoras de rock.

E seus comentários são sempre muito bem-vindos!
Grande abraço!

Anônimo disse...

Olá! Nagado, é o Marcos!

Quanto à demora da resposta, sem problemas.
Sobre o que você disse das meninas do Babymetal desconhecerem o heavy metal, eu também li algo a respeito. Para falar a verdade, descobri o grupo lendo um desses artigos.
Enfim, os vocais são de fato terríveis para o meu gosto, mas o instrumental segue o meu estilo de som. Procurei os instrumentais das únicas músicas que escutei (Gimme Chocolate e Karate) no Spotify e não achei nada. Pela internet, já vi que tem alguns instrumentais oficiais (disponíveis ilegalmente).
Acho que os responsáveis pelo instrumental são metaleiros muito talentosos. Seria interessante se eles gravassem com a Anna Tsuchiya ou a nipo-britânica MiChi (muita gente não gosta delas, mas, para mim, ambas são realmente roqueiras) ao menos uma música.

Valeu!!!

Alexandre Nagado disse...

Fala, Marcos!

O mercado japonês é abarrotado de criações de empresários. São relativamente poucos os artistas mais autênticos. No caso da Babymetal, é aquela coisa de indústria de idol para marmanjos solitários ficarem babando. Quando elas estiverem saindo da adolescência devem ser "graduadas" e darem lugar a outras cantoras/dançarinas aspirantes a idol. No quesito "som", a base do Babymetal é de músicos habilidosos, mas o grosso do público não repara neles.

E falando em bandas de meninas, tenho gostado de ouvir a Girlfriend e até fiz um post sobre elas no dia 13/03. Se ainda não ouviu, confira, pois é um pop-rock bem feito.

Valeu! Abraço!!

Bruno Seidel disse...

Hoje mesmo eu fiquei muito surpreso ao descobrir que tem muita coisa no Spotify que eu nunca imaginei que estaria ali disponível. Minha esposa baixou o aplicativo e eu disse que não cogitei instalar porque provavelmente não teria as músicas que eu mais escuto. Então ela me desafiou e me disse para citar o nome de algum artista ou banda. Falei o nome do "Akira Kushida" (que é famoso até mesmo no Brasil) para facilitar. Tinha.

Depois, falou o nome da "Kagaku Tokusoutai", que já não é tão conhecida assim.... e tinha!!!

Curioso que, há alguns tempos atrás, ter acesso gratuito e legalizado a esse tipo de música era sinônimo de torcer para estar em alguma rádio, ou seja, algo praticamente impossível, dada a demanda. Bendita tecnologia que insiste em facilitar a nossa vida! huehuehuehueehehe

Alexandre Nagado disse...

Fala,Bruno!

Estou aguardando muito o álbum "Kaiki to seigi", da Katokutai, ser disponibilizado também. A Goose house já colocou seu novo álbum lá, na íntegra. Tem muita coisa do ALFEE que me deixou muito feliz. Até o antigo grupo idol que eu adoro, o CoCo, está lá.

E para quem interessar possa, montei no Spotify uma playlist intitulada "Sushi POP". Os leitores irão encontrar muitos músicos que já apareceram em postagens aqui.