sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Video Girl Ai - A série de TV

O famoso mangá Video Girl Ai vai ganhar uma versão em forma de drama para TV, que terá distribuição internacional no portal de streaming da Amazon Prime Video.
A estrela Nanase Nishino, já vestida como a nova Video Girl.
Um mangá de muito sucesso no Japão, Video Girl Ai, irá ganhar um drama (ou "dorama") para TV em seu país. A história vai mostrar as confusões, alegrias e tristezas do garoto Shô Moteuchi, que é apaixonado por uma colega de classe chamada Nanami. Um dia, ele descobre um velho aparelho de vídeo-cassete na casa de seu tio Yota Moteuchi e o conserta. Ao fazer isso, ele liberta a garota de outra dimensão Ai Amano, que esteve presa em sua forma energética dentro do aparelho por 25 anos. 

A história meio que dá continuidade, trazendo para os dias de hoje, as situações e alguns personagens da história original.

MANGÁ - ONDE TUDO COMEÇOU

VG Ai narra o complicado relacionamento envolvendo o azarado Yota Moteuchi, sua amiga Moemi e uma garota chamada Ai Amano. Com sua temperamental e doce protagonista que literalmente saltou do vídeo, Den-ei Shojo (電影少女, ou Video Girl) foi publicado no Japão entre 1989 e 1992, na revista semanal para garotos Shonen Jump

Foram 15 volumes, sendo 13 para a história original Video Girl Ai e mais 2 para uma história derivada inserida na mesma continuidade chamada Video Girl Len. No Brasil, saiu pela Editora JBC em 2001, numa época em que os títulos eram publicados à razão de dois volumes brasileiros para um volume (tanko-bon) japonês.
Ai, a garota que literalmente saiu do vídeo.
Tudo começa quando o solitário Yota certo dia compra uma fita VHS (a história é de 1989) com uma linda garota na capa, com o que ele imagina ser um vídeo que irá confortá-lo em sua solidão (se é que você me entende). Daí, descobre que a tal locadora era um lugar que só aparece para pessoas de coração puro e ele acaba levando para casa uma Video Girl. A menina sai do vídeo para a dimensão "real" e passa a viver para cuidar de Yota. 

A garota sente um amor genuíno por ele, indo muito além da programação que recebeu de seu mestre. Mas Yota é apaixonado pela colega Moemi, que sente enorme carinho por ele, mas na verdade ama Takashi, o bonitão que é o melhor amigo de Yota. 

Deixando as confusões típicas de novela adolescente à parte, Video Girl é uma história cheia de sensibilidade, que também tem toques de erotismo e nudez, tudo com a arte elaborada de Masakazu Katsura


Ai Amano na versão animê da Tatsunoko Pro.
ALÉM DO MANGÁ

Na época, Video Girl rendeu uma série de 5 episódios em animê para vídeo e uma versão live-action para cinema. A animação foi realizada pela Tatsunoko Pro e seguiu uma linha alternativa à história do mangá, com um final diferente. Em um dos extras, Katsura comentava que estava ansioso pra ver como a história iria terminar, o que indicava que ele não teve qualquer participação no processo, apenas autorizou a adaptação. 

Já a versão live-action, produzida pela Toho Co., teve roteiro coescrito pelo próprio Katsura, mas com um resultado final abaixo das expectativas. Essa versão foi um desastre completo, com roteiro arrastado, direção fraca e atores inexpressivos, com poucos recursos interpretativos. 

Kaori Sakagami, perfeitamente caracterizada
como Ai Amano no filme de 1991.
A única e honrosa exceção era a protagonista, vivida pela belíssima atriz e cantora Kaori Sakagami, que tinha 17 anos na época. O filme era dramático e bem leve, sem os elementos mais picantes do mangá e com um pouco de humor (voluntário e involuntário). Única que se salvava no elenco, em 2000 ela entrou para o seleto time de musas das séries da franquia Ultra, como a líder Shinobu, de Ultraman Cosmos

Video Girl ainda renderia um romance literário, um game e dois CDs com histórias dramatizadas por dubladores. Em um desses CDs, Masakazu Katsura até cantou (não muito bem) uma canção original. 

SOBRE A NOVA PRODUÇÃO


Em janeiro de 2018, Video Girl irá render um drama para TV. Na verdade, alguns estão chamando de série, outros de dorama. A verdade é que há vários casos em que as definições se confundem. Um ponto a se destacar é que, ao invés de ser uma refilmagem do original, essa versão vai imaginar uma continuação, com o sobrinho do protagonista original Youta passando pelos mesmos problemas sentimentais que o tio enfrentou. 


Nanase Nishino já tem uma
legião de fãs por conta de seu
trabalho com o grupo Nogizaka46.
A nova Ai Amano será vivida pela cantora Nanase Nishino, do grupo Nogizaka46, enquanto Sho será interpretado por Shuhei Nomura, um ator bastante experiente. A garota teria ficado presa dentro do vídeo nos últimos 25 anos, coincidindo com a época da história original. No entanto, no mangá, Ai deixa de ser uma Video Girl e se torna uma garota de verdade, ficando com Youta. Entretanto, isso não acontece nem no filme e nem no live-action produzidos na época. 

Video Girl Ai 2018 terá roteiro de Kouhei Kiyasu, com direção de Kazuaki Seki. A estreia será em janeiro de 2018, na TV Tokyo. Para outros países, a produção será exibida pelo portal de streaming Amazon Prime Video

O canal, que ainda não liberou para o Brasil suas séries originais Ultraman Orb: The Origin Saga e Kamen Rider Amazons, talvez bloqueie também Video Girl por aqui. De qualquer forma, ainda não há nenhum comunicado oficial da Amazon Prime sobre a possibilidade de exibição de Video Girl Ai 2018 para o público brasileiro. Vamos aguardar. 

::: E X T R A :::

Abertura da versão animê:
Canção: "Ureshi namidá" (
うれし涙 ~ "Lágrimas de alegria")
Vocal: Noriko Sakai


9 comentários:

Adelmo Veloso disse...

Mestre Nagado!

Que ótima notícia! Tenho um carinho especial por Video Girl Ai, pois foi o primeiro mangá de verdade (impresso) que li na época do Ensino Médio. Uma amiga comprava mensalmente e me emprestava depois de ler. Ao ter meu primeiro contato diário com computador e internet, pesquisei o máximo que pude sobre essa obra e descobri que havia alguns OVAs, músicas e até um Live Action.

Como ainda não sabia encontrar esse tipo de material para download, depois de uns 5 anos foi que vim assistir aos episódios, mas nunca vi o Live Action e até perdi a vontade quando encontrei um texto seu no Omelete, acho que de 2009.

Dá pra entender porque a série foi tão boa pra mim na época, pois como adolescente eu me identificava com o coitado do Yota "Motenai". Espero que esse novo drama seja bacana!

Alexandre Nagado disse...

Fala, Adelmo-San!

Também tenho muito carinho pelo mangá da Video Girl. Inclusive, fiz a tradução e adaptação de texto nas duas primeiras edições brasileiras.

A resenha no Omelete acho que é de 2002. Em 2009 eu já tinha me desligado do portal.

Tentarei ver essa nova produção.

Valeu! Abraço!

Usys 222 disse...

Video Girl Ai. Creio que esse foi o precursor dos jogos de namoro virtual que surgiram posteriormente e influenciou várias outras obras que vieram depois.

É a realização do sonho de todo adolescente que não tem muito jeito com as garotas, o que se tornou um tema atemporal. E talvez por isso tenham feito essa nova série. Interessante que mantiveram a mídia usada ao invés de colocar a garota em algo mais atual como um DVD, um Blu-Ray ou uma memória USB.

Outro ponto foi fazer uma continuação. Mas como será que os personagens do anterior irão aparecer? Ou eles serão apenas mencionados? E que continuidade irão usar? Só vamos saber quando estrear. E torcer para que seja algo melhor que a versão da Toho, que pelo visto foi bem ruim.

Uma pena que a Amazon não faça a distribuição por igual em todos os países. E com isso também é impossível licenciar para outros sites que exibam obras relacionadas (ex: Ultraman Orb é exibido internacionalmente pela Crunchyroll, mas não pode ter The Origin Saga em seu acervo). Espero que um dia isso seja resolvido, para que possamos ter mais opções.

Alexandre Nagado disse...

Fala, Usys!!

Ao que parece, vai ser usada uma continuidade própria. Eu vi todas as versões e essa não se encaixa em nenhuma. Se fosse uma outra Video Girl, de repente poderia ser mesmo a continuação do live-action original. O que não faria muito sentido, pois parece que não fez sucesso e nem é algo cultuado.

E torço para que a Amazon Prime descubra que há público para séries japonesas no Brasil e entre na briga com Crunchyroll e NETFLIX. Vamos aguardar.

Valeu! Grande abraço!

Mauricio disse...

Nossa! Bateu saudosismo total agora.
Foi uma das primeiras fitas VHS que eu encomendei no extinto BAC, lá de Brasília. Numa época que animes aqui eram raros e manga então, só um sonho. Fiquei tão amarrado nessa série que acabei importando o manga em japonês, mesmo sem saber ler, e trouxe também o CD da trilha sonora, que ainda é uma das minhas preferidas de todos os tempos.
Será que essa versão vai ficar à altura do anime?

Mauricio disse...

Nagado, a cantora da abertura não é a Noriko Sakai, não? Me lembro que fui muito atrás das músicas dela justamente depois de ver o anime. Lembro até de um vídeo sobre a trilha, que mostrava o Katsura se encontrando com ela, e inclusive gravando algumas músicas com ele mesmo cantando.

Alexandre Nagado disse...

Olá, Mauricio!

Também comprei o mangá completo em uma época em que nem imaginava que ia sair no Brasil. Gosto muito do traço do Katsura, mas gostava quando era mais estilizado do que em Zetman, exatamente na época de Video Girl. Em I"s ainda está bem legal, ao menos para o meu gosto.

E cara, você está totalmente certo e eu errei mesmo! Escrevi a informação de cabeça. Aí, quando você me alertou, fui assistir de novo e vi os créditos. A Megumi Hayashibara dublou a Ai-chan e é muito comum ela também cantar as aberturas. Mas não em Video Girl, e foi mesmo a Noriko Sakai. Já corrigi lá, obrigado! E tendo alguma novidade sobre a Amazon Prime Video, certamente postarei aqui.

Abraço!!

Bruno Seidel disse...

Ahhh, eu lembro que o finado site Tokusatsu Tyosenshu chegou a postar informações sobre o live action de Video Girl Ai na época do seu lançamento, lá em 2000. Nunca cheguei a assistir e só conheci pelas fotos. E a julgar pela descrição aqui, foi bom mesmo não ter assistido. hehehehehehee

Ao menos serviu para alavancar a carreira da Kaori Sakagami, que brilhou em Ultraman Cosmos. Aliás, ela andou fazendo umas fotos bem picantes né? Só jogar no Google que acha. ;)

Espero que essa nova versão, de 2018, faça jus ao sucesso desse mangá.

Alexandre Nagado disse...

Fala, Bruno!

Olha, tem gente que gosta do filme e acha bem fiel ao mangá. Eu não gostei, mas posso ter sido muito exigente. Agora, a Kaori Sakagami é sensacional como Ai-chan. E ela fez o típico trajeto de idol. Começou novinha, cantou tema de animê (Ranma 1/2), fez novelas, filmes, seriados. E quando a carreira deu uma balançada, posou nua. Muitas fizeram isso, sendo que algumas foram além e caíram no mundo da pornografia. É a máquina de moer gente da indústria pop japonesa e poucas conseguem atravessar os altos e baixos sem se degradar.

E eu não sei como a Amazon ainda não se tocou que no Brasil tem muito público pra produções japonesas. Já pensou se liberam Amazons e Orb Origin, junto com a Video Girl? Ia ter muita gente assinando, inclusive eu.

Falou! Abraço!!