terça-feira, 17 de outubro de 2017

Primeiras impressões de clássicos do tokusatsu dos anos 80

É hora de remexer mais memórias no baú de recordações! Desta vez, é hora de relembrar meu primeiro contato com Spielvan, Maskman, Metalder e Kamen Rider BLACK!
Spielvan - A aposta para a segunda onda da invasão
dos heróis japoneses no Brasil.
Aconteceu no começo de 1991. Eu estava trabalhando com quadrinhos licenciados de heróis de tokusatsu, publicando meus primeiros trabalhos, que saíram pela Editora Abril na revista do Jaspion. Eu era colaborador do Studio Velpa, que prestava serviços para a Alien International, escritório de licenciamento que estava trabalhando com a Tikara Filmes (ex-Everest Video). Jaspion, Changeman e Flashman eram um sucesso na TV Manchete e outras empresas estavam lançando seus super-heróis. Era o auge da febre por heróis japoneses. 


Raridade: Comercial da Sessão Super-Heróis em 1991
(imagem péssima, vale pela recordação)


Alguns colaboradores do Studio Velpa foram chamados para uma reunião na sede do escritório da Alien International pra conhecer os novos personagens com os quais iríamos trabalhar. Avisaram que a Tikara Filmes havia fechado contrato para lançar quatro novas séries e que já estavam planejando o merchandising a ser negociado. Daí, assistimos em primeira mão o capítulo um de cada uma das produções que iriam compor o novo lote de lançamentos. 

Maskman, Metalder, Spielvan e Kamen Rider Black, que na época eram produções relativamente recentes. Estava tudo em japonês e os episódios foram copiados das fitas matriz que seguiriam para tradução e dublagem. Havia algumas sinopses em inglês, folhetos e material promocional. Eu estava a trabalho, pois era um dos que iria produzir as versões em quadrinhos, mas estava adorando aquela oportunidade única. O moleque dentro de mim estava empolgadíssimo. 

Eu não tinha conhecimento prévio sobre nenhum dos personagens. De Maskman eu só tinha visto algumas fotos em um livro japonês que eu tinha. O Spielvan teve algumas fotos usadas por engano nas fitas VHS do Jaspion. Kamen Rider eu sabia que era uma linhagem de heróis que rivalizava com os Ultras. Do Metalder eu vi um folheto promocional antes de assistir. E só. 

Naquela época, não existia internet, as fontes de informação eram escassas e fitas de vídeo japonesas eram uma raridade e difíceis de conseguir. 

Então, achei interessante tentar relembrar abaixo quais foram as minhas primeiras impressões perante o que estava vendo, completando em seguida com minhas conclusões após ter visto cada série inteira. 

SPIELVAN (1986)

O visual era muito legal e gostei de ver que o herói tinha uma companheira que também usava uma armadura de combate. O ator Hiroshi Watari eu já havia visto em ação em Jaspion como o coadjuvante Boomerman e o herói-título de Sharivan. Em Spielvan ele interpretou um tipo mais ou menos parecido com outros, e estava legal como sempre em suas cenas de ação. E Spielvan tinha um elemento dramático que chamava a atenção e dava um contraste enorme em relação ao Jaspion. Ele e Diana eram sobreviventes de um mundo destruído e buscavam vingança contra os responsáveis. Separados de seus pais ainda crianças, cresceram dentro de uma nave que foi enviada à Terra. 
Lady Diana e o Guerreiro Dimensional Spielvan
A armadura era parecida com a de Jaspion, porém mais detalhada, com mais partes pretas e tinha um design mais elegante. Spielvan e Lady Diana pareciam mesmo um casal com uma ligação afetiva forte, diferente de irmãos ou companheiros de armas. 

Quando o herói se preparava para o golpe final com sua espada laser dupla (anos antes do Darth Maul de Star Wars), havia um rápido flashback com Spielvan sendo separado dos pais ainda criança. Era o que impulsionava seu furioso - e MUITO legal - ataque fatal, que destruía praticamente qualquer oponente. Diana era menos poderosa, mas oferecia um importante suporte nas batalhas, conseguindo recarregar o herói quando sua energia se esgotava, além de seus golpes combinados.




Impressões finais: 
Spielvan teria altos e baixos, mas no geral era bem interessante. A dinâmica dos atores funcionava bem. As atrizes davam seu show, com Makoto Sumikawa interpretando uma Diana heróica, divertida e com um dos trajes civis mais econômicos (se é que me entende) que uma heroína japonesa de tokusatsu já teve. E Naomi Morinaga, como a atormentada Helen, também mostrava enorme potencial. Quando ela deixou de ser a vilã Herbaira e se tornou a heroína Lady Helen, pareceu que enfraqueceu um bocado. Mas o trio central de atores fez um ótimo trabalho, tanto nas cenas de ação quanto naquelas que exigiam drama ou humor. 

A série, infelizmente, teve um final horroroso, com mal explicadas e mal remendadas explicações de viagem no tempo pra justificar um final feliz e alegre - até demais. 


Spielvan seria licenciado aqui como Jaspion 2 - Spielvan. Conto melhor essa história aqui.

Jikuu Senshi Supiruban (Guerreiro Dimensional Spielvan) teve 44 episódios. 

MASKMAN (1987)

Eu sabia pouco sobre Super Sentai, gostava muito de Changeman e um pouco menos de Flashman. Mas eu pirei já com a abertura. Primeiro, reconheci de cara a voz do Hironobu Kageyama, que eu já gostava muito naquela época. A edição ágil de imagens, com efeito estroboscópico nas movimentações, me deixaram de queixo caído. Havia uma profusão maior de efeitos pirotécnicos e de raios, bem como uma coreografia mais elaborada. O design dos uniformes eu considero um dos mais bonitos até hoje. 




O primeiro episódio é bem dirigido, mostra um clima de romance entre Takeru (depois, rebatizado aqui como Takeo) e Miho, apresenta os personagens e estabelece já uma trama paralela. Red Mask precisava salvar sua namorada enquanto lutava ao lado de seus amigos contra o Império Tube

A estrutura geral, com o império inimigo, o quinteto colorido e seus veículos, seguia o mesmo padrão que eu já havia visto em Changeman e Flashman, mas a produção era um pouco mais arrojada, com visual mais agressivo. Episódio que cumpre bem o papel de apresentar a série e despertar interesse no público, gostei bastante do que vi. 



Impressões finais: Apesar das lutas bacanas e vários episódios bons, Maskman se mostraria uma série um tanto irregular. Teve altos e baixos, alguns episódios muito chatos e previsíveis e outros que realmente ficaram muito bons. A sequência em que Akira, o Blue Mask, vira inimigo, a chegada do Galaxy Robô, a rápida participação do Mask X-1 são alguns momentos que valem a pena serem lembrados. Mas o desfecho da série me deixou meio irritado. 

(Spoiler: O Red Mask passou a série INTEIRA tentando salvar a amada para, no final, ela largar dele pra ir reconstruir o Reino Subterrâneo, do qual era princesa herdeira. Caramba, que fosse junto com ela, aquele panaca!)

Hikari Sentai Maskman (Esquadrão da Luz Maskman), que no Brasil ficou como Defensores da Luz Maskman, teve 51 episódios e um especial de cinema não exibido no Brasil. 

METALDER (1987)

Outro que me impressionou já na abertura. Reconheci a voz do Isao Sasaki, o cantor do tema do famoso tema do Yamato e senti o clima dramático logo de cara. O Imperador Neroz e seu exército de seguidores eram mais interessantes que qualquer império inimigo já visto. 

A trama era mais madura, e Metalder é derrotado em sua primeira batalha, mostrando que a luta seria árdua. Foi a primeira vez que vi um herói ser vencido no primeiro episódio, que é dramático sem ser piegas. A trilha sonora, cortesia de Seiji Yokoyama, dava o tom exato da produção e o interesse amoroso do herói, a fotógrafa Mai Ougi (que virou Maya Aoki no Brasil) era adorável, além de corajosa. 
Metalder - O Homem-Máquina
Impressões finais: Foi uma das melhores séries da década de 1980, mas teve baixa audiência no Japão. Tentaram deixar a série mais leve com a entrada do motoqueiro Satoru, vivido pelo ex-Change Griphon, o figuraça Hiroshi Kawai, mas não deu certo. Ao menos, terminaram a série com dignidade e coerência. O clímax da série é emocionante e sedimentou a aura cult que a produção ganharia. Aqui, acabou indo parar na Bandeirantes e não teve produtos licenciados, apenas duas míseras páginas no álbum de figurinhas Jaspion 2 - Spielvan.

Chôjinki Metalder (Super Homem-máquina Metalder) teve 39 episódios, mais um especial de cinema que permanece inédito no Brasil. 

- Leia mais sobre Metalder aqui.



KAMEN RIDER BLACK (1986) 

O primeiro episódio de Black considero o melhor episódio inicial de um seriado tokusatsu nos anos 1980. Aliás, um dos melhores de todos os tempos, com roteiro de Shozo Uehara e direção de Yoshiaki Kobayashi. A primeira metade mostra um assustado jovem fugindo de três seres fantasmagóricos. Depois, na segunda parte, somos apresentados à história dos dois irmãos de criação escolhidos pela seita Gorgom para serem transformados nos candidatos a Imperador Secular. 

Kamen Rider Black
Eles recebem implantes com os cristais King Stone e um deles consegue fugir antes de ter sua memória apagada. É o Kamen Rider Black, alter ego de Kohtaro Minami - que seria rebatizado como Issamu Minami no Brasil. O outro viria a se tornar, muitos capítulos depois, o vilão Shadow MoonA trilha sonora de Eiji Kawamura me impressionou e era empolgante. O tema de abertura também se tornou um dos meus favoritos, tendo sido cantado pelo próprio ator principal, Tetsuo Kurata

Impressões finais: O tom sombrio seria diluído durante a série, mas haveria muitos clássicos. O final (nunca exibido oficialmente) foi triste, mas coerente com o enredo. O encerramento foi melancólico, e a saga do personagem continuou em Kamen Rider BLACK RX, que teve um tom geral mais otimista e leve. Olhando em comparação com a franquia, BLACK foi um novo começo, com um direcionamento arrojado. Hoje a série está datada, mas ainda tem vários momentos bem marcantes e épicos. De todos os seriados citados aqui, é o que mais preserva no Japão a aura de clássico. 

Kamen Rider Black teve 51 episódios e dois especiais de cinema que, assim como o final, nunca passaram oficialmente por aqui. 




Considerações finais

Olhando em retrospecto, todas as quatro séries tinham um clima dramático, ao menos no início. Era aquela dose de melancolia e drama que só um seriado japonês consegue. Foi uma época bastante marcante para os super-heróis da Toei Company, com muitos clássicos. 

Lembro que, depois de ver aqueles quatro episódios iniciais em sequência, eu estava me sentindo um moleque empolgado. Infelizmente, publiquei quadrinhos somente sobre uma das produções. 

Metalder e Spielvan eu cheguei a escrever uma história de cada. Foram todas pagas, mas nunca utilizadas. Do Black eu tentei fazer um projeto de gibi individual e até esbocei uma adaptação do episódio um, mas não deu certo e o herói foi incluído no mix que foi a revista Heróis da TV, que foi produzido pela equipe da Editora Abril, e não pelo Studio Velpa. De Maskman eu roteirizei três histórias, mas nada muito digno de nota. 

As quatro séries deram continuidade à invasão dos heróis japoneses e ajudariam a fazer daquele tempo uma época inesquecível para toda uma geração. Foi bem divertido acompanhar e fazer parte daquele momento. 


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30 comentários:

César Filho disse...

Excelente registro, Nagado. Esse pacote de séries que a Everest trouxe na época eram produções bem sérias em relação ao que vimos até então em Jaspion e Changeman. Eu tinha 5 anos quando a Manchete anunciou Spielvan, Maskman e Kamen Rider Black na Sessão Super-Heróis. Fiquei louco pra ver e todo fim de tarde eu assistia junto de minha mãe. Colecionava o álbum de figurinhas Jaspion 2. Na sequencia tinha cromos do Spielvan, do Black, do Maskman e além de Flashman e Metalder. Nunca tinha assistido o Metalder e acompanhava pouco a programação da Bandeirantes. Só o conheci a partir desse álbum e foi a única série daquela publicação que consegui completar -- duas páginas com um total de 10 figurinhas. :P

Desde criança eu achava o visual do Spielvan o mais bonito dos heróis daquela época e ainda considero o mais bonito dos Metal Heroes. Principalmente quando ele se aparece com a armadura super close. Gosto da trilha sonora do Chummei Watanabe, das sequencias de ação etc. Os problemas eram as repetições das cenas de ação da forma humanoide do Defender, a confusa gênese do Guilhotine e principalmente aquele final que nem mesmo Freud explica. Apesar dos pesares, tenho o Spielvan como um dos meus favoritos da franquia Metal Hero.

Sobre o Maskman: é um dos Super Sentai que mais gosto. A trilha sonora eletrizante é uma das qualidades que destaco e ela demora pra sair da cabeça (da minha, pelo menos). Não era como Flashman, porém teve arcos memoráveis como a introdução do Robô Galaxy e a chegada do Cavaleiro Ladrão Giroz (que destruiu a Bomba Projétil). Quando a Manchete voltou a exibir em 1999, eu fazia um esforço para acompanhar. Era fácil acompanhar inicialmente quando passava em horário nobre nos fins de semana. Mas quando a Manchete passava durante a semana, ficava mais difícil, pois eu estudava à tarde (cursava a oitava série). Foi para um horário mais cedo, ao meio-dia sempre com dois episódios. Até aí tudo bem. Daria pra acompanhar antes de ir pra escola se não fosse um programa local que passava e cortava o episódio depois de uns cinco minutos. Depois de indas e vindas consegui acompanhar o Maskman na TV! (RedeTV!), mesmo com as constantes mudanças de horário. Infelizmente foram ao ar os primeiros 36 episódios e o restante revi muito tempo depois.

Sobre o Black: sou suspeito pra falar. Ganhou meu favoritismo quase de imediato. Os monstros e o tom sombrio da série nunca me assustaram. Pelo contrário: torcia para o meu herói. Ficava vidrado e me preocupava com o Black quando era encurralado pelos Gorgom. Lembro que perdi o episódio da morte do Kamen Rider na primeira exibição. Não lembro exatamente o motivo. Quando liguei a TV no dia seguinte, tomei um susto quando soube de sua morte. As reprises vieram depois e eu sempre ficava triste quando assistia aquele medonho episódio 47. Até hoje sinto arrepios ao ver o momento de sua morte. Mesmo com as reprises dos primeiros 50 episódios, eu procurava não perder. Assistia todo fim de tarde e fazia birra quando a TV estava em outro canal. Outro tempos. (rsrs) Ah, no Natal de 1991, ganhei um boneco do Kamen Rider Black de presente e sempre carregava na hora do Kamen Rider. Infelizmente não tenho mais e nem o álbum do Spielvan.

Como disse acima, nunca tinha assistido na infância. Sabia da existência da série pelo álbum de figurinhas do Spielvan. O problema é que eu não sabia qual horário passava. Tive que me contentar em ver as cenas de ação reaproveitadas na série VR Troopers (outro Metal Hero que sou suspeito pra falar. Hahaha!) e ficava curioso pra saber como era a série original. Li a sua matéria sobre Metalder na Herói por várias vezes e sempre batia a vontade de assistir aquele clássico. Pensava que jamais iria assistir. Eram anos 90 e ninguém imaginava a ascensão da internet no futuro. Finalmente pude assistir o Metalder depois de adulto, em 2007, quando estava voltando a acompanhar tokusatsu. De cara, Metalder se tornou mais um Metal Hero favorito e ele reascendeu minha paixão pela franquia. Seu final é poético e o mais emocionante da chamada "Geração Manchete".

Stefano Barbosa disse...

Shotaro não contribuiu no roteiro de Kamen?

Alexandre Nagado disse...

Fala, César! Mas que depoimento bacana!

As séries disse anos 80 eram muito divertidas e essas quatro que abordei tinham mais elementos dramáticos e um pique mais agressivo. Deram um grande fôlego à invasão nipônica, além de Jiraiya, Jiban e Cybercop, outros destaques dignos de nota.

Obrigado pela participação!
Abraço!

Alexandre Nagado disse...

Fala, Stefano!

Shotaro Ishinomori teve pouca participação nas séries de TV. Limitava-se a conceitos básicos e esboços visuais.

Tem um artigo do Usys222 que explica a participação de Shozo Uehara no universo dos Riders. Recomendo a leitura:

https://usys222anexo.blogspot.com.br/2017/03/ganbattene-shozo-uehara-e-os-kamen.html

Valeu! Abraço!

Anônimo disse...

Anderson
Ironicamente mesmo removendo o lado trágico de Metalder VR Troopers
foi considerado sombrio para a progamação infantil americana em sua
época.Hoje uma série japonesa nunca poderia ousar assim sem ir para
as madrugadas.Recentemente por exemplo Little Witch Academia,um anime
claramente familiar passava no fim de noite ,simplesmente por não
ser um desenho de magical girls tão típico quanto Precure-acabou fazendo mais sucesso no ocidente graças ao Netflix.

Alexandre Nagado disse...

Fala, Anderson!

VR Troopers não era de todo ruim, mas não consegui acompanhar. E a classificação indicativa americana às vezes é rigorosa demais com algumas coisas. Mas reconheço que muitas séries japonesas que vimos normalmente aqui iriam para as madrugadas nos EUA, caso tivessem sido exibidas. BLACK, por exemplo, certamente iria.

Falou! Abraço!

Ricardo disse...

Texto agradabilíssimo de ser lido, proporcionou uma bela viagem no tempo imaginando sua experiência e me fazendo lembrar do primeiro contato com essas séries.

Só um porém: essa exibição não teria ocorrido em 90? Porque no começo de 91 Metalder já havia estreado e sido exibido completo na Bandeirantes (acho que até já tinha sido retirado da grade de programação).

Logo nos primeiros momentos de exibição do primeiro episódio de Metalder já ficou claro para mim que a série estava muito acima das outras duas produções que a Band vinha exibindo há algumas semanas (Goggle V e Machine Man).

Gostava muito do tom filosófico do início da série, em que Metalder ao mesmo tempo procurava pistas sobre sua origem e sua missão, bem como tentava entender qual era o seu lugar no mundo. Aprecio o conceito desse tipo de personagem, o “estranho”, o sujeito que vê as qualidades e defeitos da humanidade de fora, e que acaba fazendo o público refletir (nesse quesito coloco personagens como Spock, Data, Surfista Prateado, Kikaider...). O Império Neroz era um show a parte, até um tempo atrás sabia o discurso que ele fez no primeiro episódio de cor “Eu sou Deus, o ser todo-poderoso do Universo”.

Quanto às outras três séries a experiência foi um pouco diferente. Elas estrearam no final da tarde/início da noite (junto com uma nova leva de episódios de Cybercop). Como eu estudava nesse horário deixei gravando para ver a noite. Infelizmente nas primeiras semanas a Manchete exibia as três séries não só sem a abertura, mas sem a parte do episódio que vinha antes do título.
Isso tirou um pouco a empolgação, já que as aberturas e encerramentos das séries japonesas são sempre um espetáculo à parte. Depois de algum tempo a Manchete passou a colocar a abertura das séries, mas nunca o encerramento – só vim a conhecer o encerramento de Maskman no final dos anos 90, quando a série foi exibida como tapa-buraco. E de Spielvan e Black só quando entrei no mercado de trocas com outros colecionadores (lamento muito ter sido privado de ouvir “Ai no Soldier” e “Long Long Ago 20th Century” por mais de 10 anos).

Gosto das três séries. Black tem um clima tenso nos episódios iniciais. Gostava muito dos planos iniciais de Gorgon, que envolviam a infiltração na sociedade. Com o tempo a série perdeu esse aspecto, mas ganhou nas cenas de ação com o advento do Taurus, do Shadow Moon e as novas formas dos Sacerdotes.

Spielvan teve um começo fantástico, com potencial para ser o melhor metal hero escrito pelo Uehara. Mas a impressão que fica é que lá pelo meio da série o veterno escritor e os demais membros da produção perderam um pouco a mão. Alguns personagens foram descartados sem explicação (como o Daigoro e todo o núcleo da casa de invenção), vilões tiveram final insatisfatório (como a Lay), tivemos alguns roteiros genéricos... uma pena mesmo.

Já no caso de Maskman o que me chamou a atenção de cara foram as cenas de luta, muito bem coreografadas. Acho que a série pecou um pouco no que Changeman e Flashman tinham de sobra: vilões carismáticos. Ainda assim teve seus bons momentos.

Novamente parabenizo pelo texto.

Alexandre Nagado disse...

Fala, Sr. Ricardo!

Obrigado pelo apoio! Hum, confesso ter dúvidas sempre com relação às datas precisas dos acontecimentos. Como a tendência natural é esquecer cada vez mais os detalhes, fico de vez em quando registrando algumas memórias por aqui.

O roteirista Rodrigo de Goes estava lá também e ele tem a memória bem mais precisa que a minha. Mas, o que me lembro, é que foi no começo de 1991 mesmo. No final de 1990 estávamos trabalhando no gibi do Jaspion e realmente posso ter confundido a época.

As músicas que mencionou são muito bonitas. O encerramento do Black tocava em alguns episódios, mas o do Maskman só no clipe de encerramento mesmo. E olha, Maskman podia ter tido um final bacana como o Dairanger, que aí teria sido um clássico total. O Spielvan realmente deu uma caída brutal na fase final. Mas, como a ideia era resgatar as memórias das primeiras impressões, todas me deixaram com muita expectativa para acompanhar.

Valeu, apareça mais vezes.

Anônimo disse...

91 foi uma época muito magica, as series japonesas, os games de terceira geração... eu tb gostei muito desses tokus, e é dificil pra mim dizer qual foi o meu favorito. Com relação a Maskman, o que chamava a minha atenção era a trilha sonora muito bonita e melancólica, mas prá mim o melhor sentai já exibido no Brasil foi Flashman.

Antônio

Alexandre Nagado disse...

Olá, Antônio!

Flashman era bem legal também. Eu, sinceramente, achava o elenco muito fraco, inexpressivo. Mas a trama geral era boa e o arco de histórias da chegada dos Caçadores Espaciais e arco final são fenomenais, com grandes momentos.

Tem um post sobre Flashman aqui:
https://nagado.blogspot.com.br/2010/03/sobre-flashman-e-intensidade-dos-herois.html

Valeu! Abraço!

Bruno Seidel disse...

Que relato bacana, ein! Parabéns!! E que bom que você ainda se lembra de alguns detalhes desses primeiros contatos com esses verdadeiros clássicos! Não consigo nem imaginar a sensação de empolgação que você sentiu no dia em que foi apresentado a essas produções "INÉDITAS" que, na época, ainda eram recehadas de elementos inovadores e super modernos! Permita-me fazer algumas considerações sobre essas séries:

SPIELVAN

Vou bancar o chato aqui mas Spielvan é, talvez, o Metal Hero mais "esquecível" que eu vi passar na TV. Primeiro porque a comparação com Jaspion é inevitável (principalmente com a tentativa comercial de chamar o herói de "Jaspion 2") e, na minha opinião, Jaspion supera Spielva em absolutamente todos questios. Todos! E olha que a série, em teoria, tinha um potencial incrível e vários elementos que, isolados, poderiam torná-la imbatível (tinha o Hiroshi Watari, tinha uma heroína, tinha uma supervilã, tinha um bom argumento...). Mas, na prática e no contxto geral, acho a série é muito inferior aos demais Metal Heroes que marcaram uma geração aqui no Brasil. E o final nem merece comentários.

MASKMAN

Lembro que você chegou a dizer em mais de uma matéria publicada na Herói (e na Henshin, talvez) que Maskman era o melhor Super Sentai já exibido no Brasil. Eu juro que me esforcei pra entender isso aí, porque eu adorava demais Changeman e Flashman. E talvez eu ainda era moleque demais pra absorver o clima mais dramático e "adulto" de Maskman. Por isso, nunca concordei muito com essa predileção pelos Defensores da Luz (aliás, continuo preferindo Changeman e Flashman até hoje, hehehehehe). Mas sou obrigado a reconhecer que os temas de abertura e encerramento cantados pelo Kageyama, o character design e vilões memoráveis como Kiroz foram um show à parte.
PS.: ri alto aqui quando li seu parecer sobre o final do Takeo e da Miho!! HUAHUAHAUHAUHA!!!

METALDER

Nunca tive a oportunidade de "acompanhar" Metalder na TV porque não tinha o hábito de sintonizar na Bandeirantes (meu lugar era na Manchete mesmo), mas sempre achei o visual do herói um dos mais legais (continuo achando isso até hoje). E sempre que saía algo sobre a série na Herói ou em outras revistas do gênero eu dava uma antenção especial. Pensando bem, talvez não teria sido uma boa, na época de moleque, eu ter acompanhado a série. Talvez o clima dramático (o mais depressivo dos quatro citiados aqui) estragasse o charme que hoje, com um olhar mais crítico, eu percebo e admiro.

KAMEN RIDER BLACK

Das quatro séries citadas aqui, essa foi a que mais me marcou. Disparado! Com seu clima sombrio e macabro, essa série mexia demais comigo. Tinha reviravoltas e acontecimentos muito marcantes, como a aparição do Shadow Moon, os novos Gorgons, a morte do Black, a ressurreição... sem falar no final que eu precisei esperar DÉCADAS pra assistir (e sem spoilers, na época, cheguei a imaginar todos os finais possíveis para a trama). Até hoje não me conformo com a morte do Monstro Baleia e com aquele maldito Monstro Peixe-Espada, um dos personagens que eu mais odeio na vida!

Aliás, esse post aí me fez perceber uma coisa interessante. O elemento em comum entre essas quatro séries é o climão dramático e melancólico, com protagonistas normalmente amargurados e/ou traumatizados (Jiban poderia entrar nesse balaio também). E, analisando bem, nenhuma delas talvez figure meu "Top 10". Acho que isso me fez perceber que eu tenho uma preferência por obras mais otimistas e alegres. Mesmo o Black, que foi uma das que mais me marcou e continua sendo uma das séries que mais recordo com carinho, perde em preferência para o RX, que varreu todos esses elementos mais pesados. Muita gente não entende quando eu digo que prefiro o RX, mas a verdade é que a incluão de elementos como o Império Crisis, o Robô Rider, o Bio Rider, o Joe Kasumi e até a sequência de episódios finais (com direito aos Riders anteriores) deu um clima muito mais divertido e do qual me recordo com muito mais alegria.

Alexandre Nagado disse...

E aí, Bruno!!

Sabe, o Spielvan foi uma enorme decepção, porque a série é bem irregular e teve mudanças "do nada". E incomodava ver que a Lady Helen meio que sobrava na série. Ela, como Herbaira, era muito mais poderosa e interessante como personagem. Maskman eu achava que tinha uma estrutura de produção mais cuidada e um bom elenco de lutadores.

Flashman me incomodava a falta de talento para interpretação do elenco. Sim, pode ser algo meio subjetivo, mas achava eles péssimos. Os vilões eram bem melhores. Mas realmente, o arco da chegada dos Caçadores e o arco final são espetaculares. Flashman teve um final MUITO melhor que Maskman. Que, como eu disse, decepcionou um pouco. Aquele Red Mask pode ter sido um bom líder, mas como Takeo não era um panaca, era um bunda-mole mesmo.

Valeu! Abração!

Adelmo Veloso disse...

Mestre Nagado!

Que matéria incrível! Infelizmente não cheguei a ver Metalder (mas assisti a VR Troooers) nem Maskman, mas lembro bem de Spielvan (o famoso Jaspion 2, apesar de ter sido precursor do Jaspion), e o tão querido. Kamen Rider Black. Assim como foi dito, sem internet eu não fazia ideia de que tinha tantos outros Riders nem que o Spielvan não era continuação do Jaspion, mas vibrava com cada explosão, cada golpe com efeitos especiais incríveis, sem contar os efeitos práticos que ao meu ver eram perfeitos!

Sou da geração que pegou as reprises incontáveis de Jaspion, Jiraya e Jiban da Manchete, sem contar Flashman, Changeman, Lion Man e outros da mesma época. Mal sabia eu que esse tipo de seriado me prenderia à cultura oriental de uma maneira tremenda! Isso tudo, atrelado aos Cavaleiros do Zodíaco, foi responsável por me manter assistindo, lendo e acompanhando tudo o que é possível sobre essa cultura pop Oriental!

Vi também suas matérias sobre as histórias e revistinhas dos tokusatsu e Street Fighter - imagino o trabalho que tenha dado, mas acredito que a empolgação e orgulho por ter participado disso tudo é impagável! Parabéns por ter me feito voltar alguns anos no tempo! Até a próxima!

job Marques disse...

Se não o fiz queria parabeniza ló ! Tenho 46 anos e boa parte dos meus conhecimentos pós Ultramen Jack se devem aos seus textos na Revista Herói. Possivelmente vc não tem dimensão de quando descortinou assuntos que de outra maneira seriam impossíveis de terem alcançando um público tão amplo e havido .não não havia internet, portanto fora amigos alguém que trouxesse um material, qualquer que fosse. Não havia como saber absolutamente nada. Hj temos acesso e abundância de conteúdo.mas inegavelmente vc será sempre a nossa referência e farol neste segmento.

Alexandre Nagado disse...

Oi, Adelmo!

Obrigado pela força! Essa geração foi realmente especial. Eu trabalhei muito com coisas que eu gostava e vejo como isso foi importante.

Grande abraço!

Alexandre Nagado disse...

Olá, Job Marques!

Puxa, temos a mesma idade. Fico agradecido por suas palavras e espero continuar sendo uma referência a assuntos sobre cultura pop japonesa.

Valeu! Abraços!

Edmar Filho disse...

Olá Nagado! Andei meio sumido, mas volta e meio dou uma lida nas matérias do seu blog! :D

Não sabia que você chegou a trabalhar diretamente com a Alien International e a Tikara Filmes, nem que essas duas distribuidoras tinham uma relação tão estreita. Isso me fez até pensar porque certas produções como Fly. Rayearth e Dragon Ball foram parar em uma e os tokusatsus citados no texto foram parar na outra (se der para considerar a Tikara Filmes como a mesma Everest Vídeo com o nome mudado, porque já soube que o Toshi vendeu a Everest a um amigo e fundou a Tikara por querer continuar trabalhando com parte dos mesmos conteúdos na época). Houve alguma tentativa de licenciar algum tokusatsu por parte da Alien International que você chegou a ter um acesso prévio? Tudo que eu sei dessa distribuidora é que ela pertencia a um tal de Magrão, que já trabalhou (ou ainda trabalho) como diretor em alguns programas do SBT e que vendeu os três animes que eu citei para mesma emissora, mas fora isso mais nada.

Bem, sobre os tokusatsus comentados, admito que o único que me recordo de ter assistido em algum momento foi MASKMAN, e isso na reprise que a série ganhou em 99 (Sou de 1992) e minhas lembranças são um tanto quanto vagas. Só o que lembro é de tê-la assistido no fim de tarde de um fim de semana (não sei se sábado ou domingo) na casa de meus avós, das eyecatchs da série e de um episódio onde duas pessoas se perdiam em uma espécie de túnel dirigindo um carro enquanto o Blue Mask estava preso naquela sala preta esfumaçada comum dos seriados da Toei com um monstro convidando-o a entrar em um caixão, algo até meio sombrio hehehe.

Se puder inclusive refrescar essa minha memória identificando qual foi esse episódio (que acho que foi o primeiro que assisti) eu inclusive agradeço. :)

Alexandre Nagado disse...

Fala, Edmar!

Na Alien, meu contato era com o sr. Takeo. Não me lembro se ele tinha sócio, mas foi esse Takeo quem me indicou para o Studio Velpa, onde fiz teste e fui aceito para escrever os quadrinhos baseados nas séries tokusatsu.

Desses episódios que me descreveu, esse do túnel foi um dos mais chatos, em minha opinião. O do Blue Mask eu também me lembro vagamente. De Maskman, me recordo de ter vários episódios bem legais, mas obviamente muitas cenas ficam perdidas na memória.

Obrigado pela participação! Abraço!

Adelmo Veloso disse...

Mestre Nagado! Só passando para me corrigir quanto ao Spielvan, que realmente passou após o Jaspion! Voada arretada que dei! Abraço.

Usys 222 disse...

Essa foi uma época com vários lançamentos de séries Tokusatsu no Brasil. Em uma época em que o termo nem era muito conhecido e chamávamos apenas de "live action". Imagino a empolgação de poder ter acesso a tanto material. E ajudou muito ver sem ter conhecimento prévio para ter uma opinião isenta sobre cada série.

Via um ou outro capítulo esporadicamente em locadoras especializadas e por isso fiquei bem contente ao ver tantos lançamentos no Brasil. Tenho boas lembranças de todos eles.

Mas o Metalder foi o que mais me chamou a atenção. Ele era diferente dos outros e apesar do visual simples, sóbrio do herói, que não tinha armas ou itens de reforço (a não ser os veículos), a história era bem complexa e o clima era pesado. Dava gosto ver os exércitos de Neroz, com personagens marcantes, cada um com sua motivação para lutar. Agora pensando bem, era quase algo como nas séries Ultra, em que o grande astro era o oponente (não necessariamente "vilão"). Tanto que essa foi uma das poucas séries em que comercializaram figuras caprichadas dos inimigos, com direito a veículos e até a uma base secreta para eles. Eu ficava mais empolgado com a história de cada um dos antagonistas ao invés da do herói e até chegava a torcer por alguns deles. Acho que de todas essas séries, "Metalder" era a que eu mais fazia questão de ver.

Gostava bastante de conversar sobre os projetos das sua histórias em quadrinhos, que inclusive remendavam alguns finais que ficaram ruins, e ficava empolgado, até querendo ver como ficava e lamentava que algumas ideias não tivessem sido usadas.

Stefano Barbosa disse...

Nagado, tô reassistindo BK Rider. è um clássico... pena que o roteiro peca 1 pouco. O confronto de Black contra Shadow etc.
Me lembro até que você escreveu artigo criticando o tokusatsu...
é um, gênero que curto... mas precisa sempre de roteiristas de 1ª linha

Alexandre Nagado disse...

Fala, Usys!

Para quem viveu aquela época, era um sonho ter tantas séries passando ao mesmo tempo.

E essa parte final do seu comentário me deu uma ideia. Talvez eu escreva um post relatando do que se tratavam as histórias que nunca foram publicadas. Escrevi algumas que não chegaram a ser desenhadas e acho que vou tentar puxar algumas de memória. Só não sei se alguém vai querer ler, mas vamos ver o que sai. Uma lembrança vai puxando outra. Que coisa de velho, ah ah. :-P

Valeu! Abraço!!

Alexandre Nagado disse...

Olá, Stefano!

Olha, o BLACK tem vários clássicos, com alguns roteiros ótimos. Mas é bem irregular mesmo. Os dois episódios com o agente Ryosuke Suda (Taki) são bem legais, o episódio duplo com o nascimento do Shadow Moon, os quatro primeiros... O arco final é muito legal também, aproveite.

Abraço!

Stefano Barbosa disse...

Imaginem a dificuldade que era pro atores fazerem coreografia com braços e pernas pra invocar transformação e poder.
na época tentei imitar esses gestos.... hehehehe

Stefano Barbosa disse...

Assisti o final de BKR. Pena que o protagonista acabou solitário!

Alexandre Nagado disse...

Stefano, o final do Black é realmente melancólico, mas é muito bonito. A saga do Issamu Minami continuou em Kamen Rider BLACK RX, que tem um tom mais otimista e alegre. Ainda assim, com alguns momentos sombrios e tristes. Recomendo que assista, pois é uma boa série, apesar de ter muitos altos e baixos.

Falou! Abraço!!

Anônimo disse...

Fala, Nagado!

Esse seu post é altamente convidativo para cada um dos leitores fazer uma pequena resenha sobre cada uma delas. Então deixo aqui as minhas também:

Maskman: Eu tenho poucas lembranças da infância, principalmente na hora da formação do Robô, curtia muito. Mas da história nada. Mas a historia do Red Mask se assemelha bastante com o drama do Red Hawk de Jetman pelo visto. Fora que, Maskman tem um dos melhores visuais da franquia até hoje, completamente atemporal.

KR Black: plot de primeira mas de execução bem falha. A maioria dos episódios são de uma chatice sem fim, enchimento puro. O que salva é o inicio e o arco final que estão entre os melhores da franquia até hoje.

Spielvan: Concordo que é um dos visuais mais bonito dos Metal Heroes, superando Jaspion (que já é visualmente bom). Na infância não era um dos meus favoritos, não achava tão legal. Mas percebo que todos aqueles que já viram na totalidade, metem o pau sobre o fim da série, que eu nunca vi.

Metalder: Dele não lembro de nada na Bandeirantes. Vi pela primeira vez nos Troopers e foi quando o meu irmão mais velho falou da primeira vez sobre o original. O personagem americano apanhava muito que me dava raiva. Como as imagens foram retiradas do original, eu entendo o porque dizer que ele apanhar muito. Mas não sei se leva mais surra que o Jiban...

Abraços!

Alexandre Nagado disse...

Oi, sr. Anônimo.

A ideia era essa mesma: inspirar mais depoimentos como o seu. É interessante e divertido ler sobre esses diferentes momentos e percepções de cada um ao ter contato com esses personagens.

Gostei do seu depoimento, valeu mesmo.

Abraço!

Anderson Alexandre disse...

Grande Nagado, como vai? Como sempre um texto ótimo e prazeroso de ler. Lembro com grande alegria e saudades dessa época: Estava eu não ligado na estreia de Maskman / Black e Spielvan. Maskman na minha opinião é uma série com um tom mais adulto, diferente das anteriores uma pegada diferente, gosto muito do visual, acho alguns episódios bem interessantes, confesso que o final é triste ver que Takeru lutou tanto pra ficar sozinho. Black sem dúvida minha série favorita, roteiros bem elaborados um puta clímax do início ao fim, lembro com carinho de uma matéria sua, anos mais tardes pra revista herói, na qual mostrava imagens do último episódio e uma explicação do que de fato havia ocorrido, imediatamente fui atrás de vc....rs!!!!! Na época vc gravou de sua fita Matriz o último episódio do Black, tenho Essa fita até hoje, guardo com grande carinho. Spielvan tenho impressão que a série vai bem até o episódio 10, depois parece que muda radicalmente tudo, fica muito sem pegada. Pra finalizar metalder infelizmente na época vi pouco de relance na Band, adoro a série e acredito que junto de Black seja uma das melhores ja produzidas.

Alexandre Nagado disse...

Olá, Anderson!

Puxa, e eu não guardei nenhum VHS mais... Devem ter sobrado algumas na casa dos meus pais, mas nestes tempos digitais as velhas fitas viraram peça de museu, ah ah.

De todas as séries comentadas, acho que Metalder se manteve a mais consistente, do começo ao fim. Mas todos me causaram uma primeira impressão ótima. Foi uma época boa da Toei.

Valeu! Abraço!!