terça-feira, 29 de agosto de 2017

Super Robot Taisen V - A Guerra dos Super Robôs!

Poderosos robôs e máquinas de diferentes franquias lutam em um jogo que se tornou cult!
Capa da versão do jogo com legendas em inglês.
A série de jogos Super Robot Taisen (スーパーロボット大戦), ou "Super Robot Wars", tem uma legião de fãs no Japão por reunir robôs de diferentes séries e universos em batalhas empolgantes. Normalmente em representações estilo SD (Super Deformed), robôs icônicos como Mazinger Z ou os mechas da linha Gundam, participam de um jogo de estratégia que agitou o público quando foi lançado, 26 anos atrás. 

A série logo ganhou mais títulos e a evolução tecnológica foi deixando tudo mais interessante para o público. Tudo isso com direito a vozes gravadas por dubladores famosos e canções originais por artistas consagrados. Vários títulos já foram lançados e a franquia já está bem estabelecida no concorrido e milionário mercado de games


O primeiro jogo. Um começo tímido para
uma série que ficaria gigantesca.
Desenvolvida inicialmente pela Banpresto, atualmente uma divisão da gigante Bandai Namco Entertainment, a "Guerra dos Super Robôs" estreou como jogo para Game Boy em abril de 1991. De lá para cá, foram diversas versões, em diferentes plataformas, incluindo Nintendo 64, Wii, PlayStation, Nintendo 3DS, Sega Dreamcast, XBox 360 e outras. 

O enorme sucesso fez a marca conquistar espaço no mercado musical (com suas trilhas originais) e até invadir o mercado de animês, com produções derivadas. Por lidar com diferentes franquias, o licenciamento internacional sempre foi complicado, e os poucos jogos lançados fora do Japão utilizavam somente personagens originais da Banpresto.


E não somente super robôs podem fazer parte da série. 


O monstro Godzilla, ícone dos filmes tokusatsu, já apareceu no jogo Super Robot Taisen X-Ω (Cross-Omega), exclusivo para smartphones, que foi lançado em 2015. Nesse mesmo jogo, disponível para Android iOS, heróis de Zyuranger (da primeira temporada de Power Rangers), Idolmaster, Sakura Wars e até o personagem cômico Crayon Shin-Chan (pilotando seu próprio robô), foram utilizados. Cross-Omega mostrou que não há limites para o licenciamento e as possibilidades são infinitas. 

A ordem em SRW é diversão, sem se levar muito a sério e sem compromisso com qualquer tipo de cronologia. 
Super Robot Taisen Z, de 2008.
Em 2005, o jogo deu origem a uma minissérie para vídeo em 3 partes intitulada Super Robot Wars: Original Generation - The Animation. A produção foi do estúdio Brains Base, com direção de Jun Kawagome. Gerou um mangá de 8 volumes e até uma série em áudio no formato CD Drama, com 6 episódios divididos em 6 CDs. 

Em seguida, houve a série de TV Super Robot Wars Original Generation: Divine Wars, com 25 episódios e um especial para DVD, lançados em 2006. Finalmente, em 2010, veio outra série de TV, a Super Robot Wars Original Generation: The Inspector, com 26 episódios. 


Esses animês seguem vagamente as histórias dos jogos, mas utilizam somente personagens e robôs criados originalmente para o Super Robot Wars - Original Generation (2002), não utilizando o maior atrativo da franquia, que é o crossover de diferentes universos ficcionais. 
A primeira versão em animê, com
personagens originais. O sucesso
impulsionou outras produções.

Seria realmente complicadíssimo cruzar os universos de Evangelion, Gundam e Mazinger, por exemplo. Isso poderia até deixar fãs radicais de todos os lados enraivecidos, fora a complicada operação de licenciar tantos personagens e agradar a todos os detentores das marcas originais, aproveitando a todos igualmente. Os jogos acabam sendo vistos como um universo compartilhado à parte e é assim que tem sido amplamente aceito pelos fãs. 

Com sua boa repercussão, as produções acabaram ganhando diferentes adaptações em mangá, expandindo ainda mais o universo próprio da franquia. Ambas as séries estão no catálogo internacional do portal Crunchyroll, mas não estão disponíveis para o Brasil, infelizmente.

Em 2016, a Bandai iniciou a comemoração dos 25 anos da série, com o anuncio de seu mais grandioso lançamento: Super Robot Taisen V, desenvolvido pelo B.B. Studio


Os robôs de guerra da franquia Gundam
estão entre os mais populares da cultura pop japonesa.
Desta vez, além dos mechas de batalha das consagradas linhagens Gundam, Mazinger e Evangelion (entre outros), até o Encouraçado Espacial Yamato, icônica nave da Patrulha Estelar, foi incluído. Pra qualquer fã dessa lendária série, deve ser emocionante acionar os canhões da nave em uma batalha espacial. Obviamente, o Yamato não é um robô, e sim uma espaçonave, mas isso já não causa estranheza. 

Super Robot Taisen V é um jogo de estratégia para um jogador (como a maioria dos outros) e recebeu classificação indicativa para 16 anos. Foi criado para rodar em PlayStation IV e PS Vita, com uma versão com opção de legenda em inglês e está disponível para venda mundial em diversas importadoras. 

Trailer: Super Robot Wars V


A canção-tema de Super Robots Taisen V é "The Exceeder", outra grande criação do JAM Project, grupo liderado pelo astro das anime songsHironobu Kageyama. O grupo já fez temas para outras produções da série e o single ficou na posição 61 na parada de sucessos semanal da Oricon. Não foi exatamente um sucesso, mas atingiu seu público-alvo. O tema de encerramento, "New Blue" também é do JAM Project e foi lançado como canção complementar do mesmo single. Mas a trilha completa é enorme e reúne 35 músicas extraídas das produções originais de onde vieram todos os personagens do jogo. 

O lançamento de SRW V foi em fevereiro de 2017 e marcou o encerramento das comemorações dos 25 anos da série, iniciadas no ano anterior. 

Com a atual tecnologia de games, o que antes ficava na imaginação e nas conversas dos fãs ganha vida, com imagens e sons de grande impacto. Mesmo não sendo o foco de interesse deste blog, um jogo desse tipo e com essa amplitude certamente merece um registro atento. 
Yamato: Invadindo a Guerra dos Robôs.
Máquinas e personagens extraídos das seguintes produções (SRW V):

Mobile Suit Gundam ZZ
Mobile Suit Gundam: Char’s Counterattack
Mobile Suit Gundam: Hathaway’s Flash
Mobile Suit Crossbone Gundam
Mobile Suit Crossbone Gundam: Skull Heart
Mobile Suit Crossbone Gundam: Steel Seven
Mobile Suit Gundam SEED Destiny
Mobile Suit Gundam 00: A Wakening of the Trailblazer
Mobile Suit Gundam UC
Zanbot 3: Robô clássico da Sunrise.
Criação de Yoshiyuki Tomino, o mesmo de Gundam.
The Brave Express Might Gain
Martian Successor Nadesico: The Motion Picture – Prince of Darkness
Getter Robo Armageddon
Mazinger Edition Z: The Impact!
Shin Mazinger ZERO vs. Great General of Darkness
Space Battleship Yamato 2199
Cross Ange: Rondo of Angel and Dragon

Fullmetal Panic!
Fullmetal Panic? Fumoffu
Fullmetal Panic! The Second Raid
Fullmetal Panic! (Original Novel Version)

Evangelion: 1.0 You Are (Not) Alone
Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance
Evangelion: 3.0 You Can (Not) Redo


::: E X T R A :::

Tema de abertura de Super Robots Taisen V
"The Exceeder" - JAM Project (2017) ~ Versão curta



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10 comentários:

Stefano Barbosa disse...

Achei estranho o Yamato no guerra de mechas

Alexandre Nagado disse...

Fala, Stefano!

Também achei. Mas... eu não ligo! Ah ah!
Deve ser o máximo comandar o Yamato!

Abraço!

Usys 222 disse...

Ah, Super Robot Wars! Uma das minhas séries de jogos favoritas! Foi graças a ela que redescobri Mazinger Z e Getter Robo! Esse foi o responsável por trazer a tona dois grandes movimentos: a revivência e os cross overs.

O grande atrativo do jogo na minha opinião é a de ver outras possibilidades para as histórias. Um exemplo seria evitar uma tragédia ao impedir que determinada personagem morra. Outra é contar o que acontece depois que o desenho acaba. Até completa alguns que foram cancelados e/ou tiveram um final abrupto, sem conclusão, como Baldios, Dancouga ou Zeorymer. Tanto que há quem diga que a verdadeira história de Dancouga está nas séries Super Robot Wars.

E é claro, a interação entre personagens de obras diferentes. Hideaki Anno vibrou ao ver o Bright Noa de Gundam dar um soco em Shinji Ikari para que o menino reagisse e lutasse, como ele fez com o Amuro. E em muitos jogos da série os elementos de cada universo são bem misturados, de forma que pareçam ser coesos desde o começo.

Os chamados personagens originais são bem atraentes. Alguns deles chegam a ter até mais popularidade que os dos desenhos de robôs. Eu mesmo adorei Original Generations e, antes deles, Masou Kishin - The Lord of Elemental. Esse tinha até um piloto brasileiro, o Ricardo Silveira, que era um super cara, bem simpático e estranhamente tinha um "jeitinho brasileiro" mesmo.

Outro jogo que segue o mesmo raciocínio é Super Hero Sakusen (ou Super Hero Operation), com personagens de Tokusatsu, mas com Gundam junto. E mais tarde fizeram o Super Tokusatsu Taisen. Pena que não fizeram tanto sucesso.

Foi bom ter feito essa matéria para trazer a tona esse jogo. Eu estranhei no começo, quando um amigo me apresentou, mas depois acabei viciando e ele teve muita influência em minha vida. Só que acabei parando com o tempo e também com os jogos mesmo. Mesmo assim tenho boas lembranças.

Bruno Seidel disse...

Olá, Nagado!

Que legal ver esse tipo de post por aqui. Nunca cheguei a jogar nenhum game da franquia SRW, mas esse mega-crossover de robôs sempre me chamou a atenção e, apesar de já ter pesquisado informações a respeito pela internet, tive dificuldades para obter detalhes traduzidos sobre o que mais me interessava.

Eu considero os games uma mídia para se contar uma história e, não diferente de mangás, animes, live actions, livros ou teatro, também também merece ser analisado como tal. Talvez não tenhamos uma história tão bem elaborada como nessas outras mídias citadas, já que o objetivo principal é manter os players "interagindo" ao invés de "absorvendo" conteúdo. Pelo menos na maior parte do tempo. Algumas produtoras de games mais refinados, inclusive, contratam aclamados roteiristas que dedicam semanas à construção de um bom enredo e a criação de personagens icônicos capazes de "ganhar vida própria" e até se emanciparem para outras mídias.

No caso de SRW, essa fusão de robôs de diferentes universos é o que mais chama a minha atenção e é também o que eu mais gostaria de ver sendo explicado. Mas pelo que li aqui no post, não há muito espaço para essas explicações. E o fato de ter achado tão pouca informação disponível em português/inglês pela internet se explica com esse lance do jogo ter restrições de licença para fora do Japão. Tudo perfeitamente compreensível, dado o fato de serem personagens de franquias consagradíssimas. Imagino que exista um competente departamento jurídico por trás disso.

Outra coisa que eu ia gostar demais de ver em SRW são mais robôs de Super Sentai e talvez até de outras franquias do Tokusatsu. Já pensou que legal seria um jogo reunindo Daileon, Change Robo, Flash King, Titan Jr, Great Five, Jet Ikaros, Deus Jiray, Jean Bolt, Jean Nine, Leopardon... só na mente dos fãs mesmo, né? huehueheuheuheue

Abraços!

Alexandre Nagado disse...

Fala, Mr. Usys!

Eu soube do Super Hero Taisen por causa do JAM Project. Só depois fui ver no YouTube como eram os jogos. Essa ideia de "universo compartilhado" é isso mesmo: fazer parecer que são um único universo coeso e que sempre foi assim. Esse recurso foi usado pelas editoras Marvel e DC quando fizeram o crossover X-Men e Novos Titãs. Já em Liga da Justiça vs Vingadores, exploraram o conceito de universos paralelos.

Esses jogos com heróis de tokusatsu, estranhamente, não fizeram o mesmo sucesso. Ainda acho que essa fórmula dos robôs pode funcionar com tokusatsu e acho que é questão de tempo até algum estúdio acertar a mão.

Valeu! Grande abraço!!

Alexandre Nagado disse...

E aí, Bruno!!

Como o Usys já comentou, existem jogos desse tipo voltados a tokusatsu, mas nunca emplacaram de verdade.

A ideia de unir robôs de tokusatsu seria muito legal, poderiam fazer um "Super Robot Wars - Tokusatsu Chapter" ou algo assim. E depois juntar tudo.

Falando de modo mais abrangente, se fizessem uma nova versão de "Super Hero Sakusen", mas caprichando nas histórias e gráficos, poderia fazer mais sucesso. Imagine se pegassem uma seleção de Ultras, Riders, Sentais e Metal Heroes para funcionar em um jogo de estratégia. Acho que ainda veremos algo assim, e feito com a sofisticação que merece.

E realmente, eu não sou ligado em games, mas a importância de SRW já se estende à cultura pop japonesa de modo amplo. Fiquei com receio de escrever bobagem por não jogar, mas pesquisei de forma criteriosa, dando ênfase na relevância do jogo.

Até mais! Abração!

Stefano Barbosa disse...

Estranhei a ausência de Macross, Orguss, Grendizer.....

Alexandre Nagado disse...

Macross apareceu em SRT Alpha. Orguss e Grendizer apareceram no SRT Z.

Stefano Barbosa disse...

Voltes V versão Android !
https://www.youtube.com/watch?v=NLkWp89rtlA

Alexandre Nagado disse...

Boa dica, Stefano! Valeu!