RECADO AOS VISITANTES:

Olá! O blog está de férias, mas já estou trabalhando em novas postagens. O Sushi POP voltará a ser atualizado no dia 1 de agosto (terça), no período da tarde.

O que vem por aí:
- Ultraman Geed, Novo Lobo Solitário, resultado da convocação para trabalhos acadêmicos e mais!

Esteja aqui para conferir. Até breve!

terça-feira, 25 de abril de 2017

Mangá: SHERLOCK - Um Estudo em Rosa

A série de TV inglesa que trouxe o detetive Sherlock Holmes para o século XXI ganha versão em mangá.
Sherlock Holmes, um clássico da
literatura inglesa, ganha mangá
baseado na aclamada série de TV da BBC.
Na Londres contemporânea, o pacato e angustiado Dr. John Watson, um médico veterano de guerra, precisa dar um rumo à sua vida. Passando por dificuldades financeiras, aceita a sugestão de um amigo para dividir um apartamento com outra pessoa. Mas não é qualquer um que seu amigo indica. Sherlock Holmes, o novo colega de Watson, é um detetive que faz trabalhos de consultor free-lancer para a polícia londrina. 

Mestre da observação apurada e da dedução certeira, Sherlock consegue mapear as pessoas que encontra atentando para detalhes de roupa, gestos e coisas que passariam despercebidas por pessoas comuns. Aliás, "comum" é uma palavra que não se encaixa em Sherlock. Genial, eloquente, egomaníaco, excêntrico e até infantil, o detetive vibra quando tem um desafio - um crime - para resolver. Sua total insensibilidade perante uma vítima fatal quase o coloca no rol dos psicopatas. O que ele próprio refuta, se definindo como um "sociopata funcional".

Ele começa a investigar um caso que intriga a polícia e a opinião pública. Uma sequência de suicídios misteriosos chama a atenção de Sherlock para um possível assassino serial à solta. Sem ligações entre si e em lugares que não frequentavam, pessoas se matam ingerindo veneno. Chamado pela polícia para ajudar, Sherlock irá entrar no caso de cabeça, arrastando junto o perplexo Dr. Watson, transformado em ajudante. 

Na busca por peças que desvendem esse mistério sinistro, o próprio Sherlock se verá em posição de se tornar mais um possível suicida.

Dr. Watson:
Um veterano
de guerra em
busca de um
sentido para
sua vida.
Com um ritmo ágil de leitura, o mangá foi adaptado diretamente a partir do primeiro episódio da série de TV que virou sensação em vários países em tempos recentes. Sherlock estreou em 2010 e consiste em 4 temporadas com 3 capítulos de 90 minutos cada. Considerando que séries de TV têm 30 ou 60 minutos por episódio, é como se cada um fosse um filme completo. 

Estrelada por Benedict Cumberbatch (Sherlock) e Martin Freeman  (Watson), a série, produzida pela BBC, foi aclamada e premiada. A criação do projeto foi de Steven Moffat Mark Gatiss (de Dr. Who), que assinaram também diversos episódios, incluindo o que foi adaptado em mangá. 

Além dos 12 episódios da série, há um curta-metragem de Natal lançado em 2013 e um episódio especial, ambientado na época Vitoriana, que foi exibido em 2016. O quarto e mais recente lote de três episódios foi exibido em janeiro deste ano. 

Criação original de Sir Arthur Conan Doyle, Sherlock Holmes apareceu em quatro romances e 56 contos no total. O título "Um Estudo em Rosa" remete ao primeiro romance do detetive, intitulado "Um Estudo em Vermelho", publicado em 1887. 

É uma das maiores figuras da cultura pop ocidental, tendo sido adaptado, homenageado ou parodiado em cinema, TV, teatro, quadrinhos, jogos e animações. A série da BBC que serviu de base ao presente mangá é uma das mais bem-sucedidas adaptações do personagem. Sherlock também lançou ao estrelato o ator Benedict Cumberbatch, que atualmente vive o feiticeiro Dr. Estranho, no universo cinematográfico da Marvel Comics

O famoso detetive não é estranho à cultura pop japonesa. No animê Meitantei Holmes (Detetive Holmes, 1984), uma versão canina do herói resolve crimes que intrigam a polícia. Já no mangá Meitantei Conan (1994), Holmes é a grande inspiração para a solução de intrincados casos policiais, lembrando que "Conan" é o nome do meio do criador do icônico detetive. Com enorme sucesso em mais de 90 volumes, Conan virou animê em 96, com 850 episódios, além de versões em live-action, sendo a primeira de 2006. 

Sobre SHERLOCK, a presente versão mangá começou a ser publicada em 2012 na revista Young Ace, da editora Kadokawa. O roteiro segue fielmente os scripts originais de Moffat e Gatiss, com arte detalhista de Jay. (assim mesmo, com ponto depois do "y"), que segue uma linha realista. Os rostos foram estilizados a partir das fisionomias dos atores (como em caricaturas), com um resultado excelente. A narrativa, cinematográfica como todo bom mangá, confere um excelente ritmo ao texto, tornando a leitura bastante fluida. Aqui, ponto também para a tradução de Lídia Ivasa.

Dr. Watson e Sherlock: Uma amizade improvável.
O mangá adapta episódios selecionados da série em arcos narrativos de 6 partes, compilados em edições fechadas. 

Quatro volumes de SHERLOCK já foram publicados no Japão, sendo o mais recente de março de 2017. Apesar de "Um Estudo em Rosa" ser apenas o volume 1, a Panini/Planet Manga está vendendo como edição única. O que não deixa de ser verdade, pois a história é fechada, apesar de deixar pontas soltas para as continuações. Pode ter sido uma opção comercial decorrente do atual momento econômico do país. Assim, outros volumes podem ou não ser lançados, dependendo da resposta de vendas e sem comprometer a editora, já que cada compilação (ou tankobon) traz um caso fechado.

Sherlock - Um Estudo em Rosa é um mangá que pode ser lido tranquilamente por quem não tenha visto a série. Apesar que, obviamente, quem viu terá muito mais a analisar e aproveitar. Com esse mangá de grande qualidade artística, o mais famoso detetive do mundo se apresenta a uma nova geração de leitores que poderão se empolgar a cada dedução, a cada solução encontrada por sua mentre brilhante. 

SHERLOCK - Um Estudo em Rosa

Criação original: Sir Arthur Conan Doyle 

Criação da série e roteiro original: Steven Moffat e Mark Gatiss
Adaptação e arte: Jay.
Editora: Panini Comics / Planet Manga


Formato: 13,7 x 20 cm, com 216 páginas
Edição única
Lançamento no Brasil: Fevereiro de 2017
Preço: R$ 18,90
Classificação indicativa: 16 anos (sugestão)

6 comentários:

Stefano Barbosa disse...

Amazing !! God save the Manga !

Alexandre Nagado disse...

Yeah! And anime and all that japanese stuff we love, too!

Anônimo disse...

Melhor ainda se lançassem de Doctor Who e Young Drácula,mas um não
é muito famoso no Japão e outro só foi popular no reino unido.
E pessoalmente Death Note sempre me pareceu ter uma versão moderna
do confonto Sherlock(L) x Moriarthy (Light).

Alexandre Nagado disse...

Olá, Anônimo.

Bem observada essa semelhança entre Sherlock e Death Note.

Achei muito curioso que uma série inglesa tenha sido adaptada em mangá. Não sei quão popular a série foi no Japão, mas o mangá talvez tenha sido feito já pensando no grande público internacional, tanto de mangá quanto de SHERLOCK.

Valeu pela participação!
Abraço!

(Invente um pseudônimo, pois há outros Anônimos.)

Bruno Seidel disse...

Nossa! Mas a fidelidade do traço está impecável!! Os ilustradores conseguiram reproduzir com uma fidelidade incrível os personagens interpretados por Benedict Cumberbatch e Martin Freeman.

Eu assisti a todos episódios série britânica da BBC (todos os episódios estão disponíveis no Netflix, pra quem tiver interesse e acesso) recentemente. Gostei demais e recomendo para quem curte histórias fechadas que prendem o espectador do início ao fim. Pena que os episódios são tão longos e, como dito aqui, chegam a ter a duração de um longa metragem. Nesse caso, eu preferia que fossem divididos em episódios "duplos" de 45 minutos cada. Inclusive, quando eu assistia, nem sempre conseguia ver o episódio inteiro duma vez só. Por vezes chegava a pausar e continuava assistindo no dia seguinte.

A observação feita comparando Sherlock a Death Note é mesmo curiosa. Por várias vezes essa semehança entre o detetive L e o Sherlock me vieram à mente. Imagino que a narrativa do mangá siga uma estrutura semelhante.

Nunca tive a oportunidade de ler os livros escritos por Sir Arthur Conan Doyle e, por isso, não sei dizer se a série seguiu à risca a concepção original do enredo e dos personagens, mas pelo pouco que já me informei a respeito, muita coisa bate. Logo, acredito que essa versão em mangá preserve bastante da obra escrita, pois é muito mais fácil traduzir um romance para quadrinhos do que para o formato audiovisual, onde muita coisa inevitavelmente se perde.

Fiquei bem curioso pra ver esse mangá (o preço me pareceu um pouco salgado, mas o fato de ser uma edição "compilada" justifica). E preciso repetir: essas ilustrações ficaram mesmo impecáveis!

Elementar, meu caro Nagado!

Alexandre Nagado disse...

Fala, Bruno!

Também achei muito bom o traço. É difícil fazer caricaturas com essa leveza e o trabalho ficou muito bom. Mas eu li uma resenha brasileira que dizia que SHERLOCK parecia comics, exceto pelo fato de ser em preto-e-branco. Quem escreveu isso não conhece muito de narrativa. O timing, a distribuição de quadros, o uso de onomatopéias (até a onomatopéia para "silêncio"), tudo segue a escola mais clássica do mangá. E mesmo os desenhos, a despeito de estilizar rostos de atores ocidentais, tem todo o traçado e acabamento típicos de mangá, dentro da diversidade que o estilo permite.

O que achei fascinante é que pegaram uma matéria-prima totalmente europeia e ainda assim ficou um perfeito mangá. Isso é domínio de uma narrativa inerente a um estilo e vai muito além do superficial.

Mas voltando ao SHERLOCK, ainda preciso ver a série, parece muito legal mesmo.

Valeu! Abraço!