terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Yamato 2202 - A saga do Cometa Império na nova versão da Patrulha Estelar

A Patrulha Estelar, um dos mais importantes animês de todos os tempos, irá ganhar mais um remake de suas aventuras. Agora é a vez da batalha contra o Cometa Império, a maior de todas as ameaças cósmicas.
A mais dramática e intensa aventura da
Patrulha Estelar em uma nova e sofisticada versão

Um dos mais importantes animês de todos os tempos, o Yamato, conhecido no Brasil como Patrulha Estelar, vai ganhar mais uma aventura. Em 2012, a saga original foi refeita com o título Yamato 2199, conseguindo boa repercussão. Foram 7 filmes de média-metragem lançados em DVD/Blu-ray e exibidos em cinemas. 

Depois, em 2013, a saga foi dividida em 26 episódios para TV (mesmo formato da série original de 1974). E uma compilação geral foi distribuída em cinemas, também a exemplo do que aconteceu na primeira versão. E agora, a segunda saga vivida pela tripulação do Yamato também irá ganhar um remake, a estrear neste mês no Japão. É a saga do Cometa Império, que foi muito popular nos EUA e também no Brasil. 


Na trama, três anos depois de vencer o Império Gamiras (Gamilon, na versão ocidental) e retornar à Terra depois da longa viagem ao planeta Iskandar, a tripulação do Yamato se reune para prestar homenagens a seu falecido Capitão Okita (Cap. Avatar). Ao saber de uma nova ameaça espacial se aproximando, a equipe se prepara para a batalha de suas vidas. 

Avançando em direção ao sistema Solar, a gigantesca fortaleza Gatlantis, do Cometa Império, assume a forma de um ameaçador cometa. Do lado da Terra, uma nova frota espacial se posiciona para defender a humanidade, tendo à frente o Encouraçado Espacial Andromeda, com seu duplo Canhão de Ondas. 

A aventura original foi feita para cinema e foi responsável pelo primeiro e maior Anime Boom, a explosão de popularidade do animê que impulsionou a indústria nos anos 1970. Sucesso nos EUA, a série original feita a partir do longa chegou ao Brasil na extinta TV Manchete. Tendo tido várias reprises no início dos anos 1980, a saga do Cometa Império é certamente a mais lembrada pelo público brasileiro. 
O logo oficial japonês, mostrando também o nome internacional Star Blazers.
Uchuu Senkan Yamato 2202 (leia "Ni-Ni-Zero-Ni") - Ai no Senshi Tachi (宇宙戦艦ヤマト2202 愛の戦士たち, ou "Encouraçado Espacial Yamato 2202 - Guerreiros do Amor") será dividido em 7 capítulos, cada um tendo entre 50 e 60 minutos de duração. Originalmente, a história se passava dois anos depois da missão original, ou seja, em 2201. Por algum motivo, essa refilmagem se situa em 2202. O interessante é que o nome Star Blazers pode ser visto incorporado ao logo oficial japonês. Star Blazers é o título com o qual a série foi batizada nos EUA, o que indica que o estúdio já deve estar planejando também o lançamento para o público ocidental num futuro próximo.

Trailer oficial:


O novo Yamato 2202 será lançado em Blu-ray Disc e também em arquivo digital no Japão no próximo dia 25 de fevereiro. No mesmo dia, terá início uma curta temporada de exibição da aventura em 15 cinemas espalhados pelo Japão, durante duas semanas. Todos os episódios deverão ter esse tratamento, de exibição no cinema em paralelo ao lançamento para venda direta, uma estratégia que tem se mostrado bem interessante para o público e os estúdios. A primeira tiragem do Blu-ray irá incluir 20 minutos de extras, além dos 53 minutos da aventura. 
O Encouraçado Espacial Andromeda
O roteiro será de Fukui Harutoshi, com design dos personagens por Nobuteru Yuuki e direção geral de Nobuyoshi Habara. Na trilha sonora, Akira Miyagawa, filho de Hiroshi Miyagawa, o autor das músicas originais, várias das quais ganharam novos arranjos. A realização é do estúdio Xebec [Zí:bek], com produção executiva de Shoji Nishizaki, que é filho do produtor e idealizador da série original, Yoshinobu Nishizaki, já falecido

Desde o início da reformulação, vários conceitos novos têm sido trazidos para o Yamato, distanciando um pouco do trabalho do escritor e designer original, Leiji Matsumoto. O lendário autor de mangás saiu por brigas judiciais envolvendo os direitos da franquia, mas seu estilo de grandiosa ópera espacial permanece. Com tecnologia de ponta, a nova versão da célebre Patrulha Estelar segue encantando novas gerações, com total respeito e reverência ao passado. 

Site oficial: yamato2202.net 


::: E X T R A S :::


1) Especialmente para quem assistia a Patrulha Estelar na antiga TV Manchete, eis a abertura da série 2, com a saga do Cometa Império. A animação hoje parece envelhecida, datada, mas o roteiro e direção foram empolgantes, além da trilha sonora.



2) Vídeo promocional que reproduz, no início, uma célebre cena do desenho original, com o Dr. Sam relembrando seu velho capitão e sendo surpreendido com a visita dos jovens combatentes. O momento em que fazem continência em frente ao monumento do capitão é arrepiante. Depois, entram cenas de batalha, tendo como música de fundo a sentimental Yamato Ai o Komete (ヤマトより愛をこめて, ou "De Yamato, com amor"), de Kenji Sawada, sucesso na época da saga original.

6 comentários:

Usys 222 disse...

Quando soube fiquei bem empolgado, uma vez que é uma das séries que me marcaram quando era menor. E justo a fase que eu vi nessa época, a do Cometa Império. Mas agora fico um pouco desconcertado.

É porque nos créditos não aparece o nome de Leiji Matsumoto, e Yoshinobu Nishizaki aparece sozinho como "Criador Original". Considerando que a produção executiva é do filho de Nishizaki, creio que isso seja compreensível. E me deixa triste saber que ainda existem esses conflitos. Pelo menos não terminou como Candy Candy, em que nem é possível ter uma versão em DVD/Blu-Ray, como você me contou nos comentários de uma matéria anterior.

Interessante que o Blue Noah, "sucessor" de Yamato feito por Nishizaki sem a participação de Matsumoto não fez muito sucesso. Assim, aparentemente o responsável pelo sucesso de Yamato era Matsumoto, mas isso é mera suposição. Pena que não pude ver Blue Noah para tirar alguma conclusão.

E eu me lembro dessa cena com o Dr. Sado/Sam em frente à estátua do Cap. Okita/Avatar e todos fazendo a continência. Me marcou bastante e é mesmo muito bonita. Outro ponto a se notar é que muitos cantores famosos da época participaram da trilha sonora. Não só o Kenji Sawada, como também Hiromi Iwasaki, uma de minhas cantoras favoritas. Isso mostra o poder da obra.

Alexandre Nagado disse...

Fala, Usys!

Olha, parece que a briga entre Nishizaki e Matsumoto foi feia e acabou nos tribunais. O triste é que, trabalhando juntos, criaram um clássico eterno. E agora, só um leva o mérito. E não adianta, o "DNA" de Leiji Matsumoto permeia a obra. Num primeiro momento, quando parecia que Matsumoto havia vencido a briga judicial, ele produziu o Great Yamato, que não agradou e hoje foi banido da indústria, depois que o lado de Nishizaki saiu vencedor no final. O que é sabido é que Matsumoto entrou para dar forma ao projeto, mas a ideia inicial foi de Nishizaki. O resto são detalhes que somente os dois poderiam dizer, mas como um já é falecido, talvez nunca se saiba a totalidade do que aconteceu nos bastidores.

O Blue Noah eu lembro de ter visto em alguma revista na época do lançamento e fiquei muito intrigado com as similaridades com o Yamato. Um dia tentarei ver alguma coisa.

Musicalmente, o Yamato é um colosso. Hiroshi Miyagawa já era um grande nome da música, por ter sido compositor e produtor da dupla Peanuts, então ele já era do mainstream musical. Isso certamente contribuiu para atrair astros famosos ao título.

Abraço!

Rogério disse...

Olá Nagado,

Yamato é um dos pilares da minha formação como Nerd. É tão bom ver que esta nova versão está fazendo sucesso. Melhor ainda que seja uma produção de alta qualidade.
É um remake que sem dúvida honra o original.

Alexandre Nagado disse...

E aí, Rogério!

Quando estreou na TV Manchete em rede nacional, a saga do Cometa Império chamou pouco minha atenção. Achava meio parado e no início eu gostava mais do Pirata do Espaço. Aos poucos, fui ficando fascinado pela história. Minha cabeça explodiu mesmo quando fui surpreendido pela série III, vinda sem adaptação nos EUA, com música em japonês.

Depois, olhando em perspectiva, a história do Cometa Império é mais intensa, poderosa. A animação era bem mais datada em relação à série III. Ver agora aquela história sendo recontada com tecnologia atual deve ser bacana. Esse estou ansioso pra ver.

E uma observação: o tema do Cometa Império fica lado a lado com o tema do Império de Star Wars. E é mais empolgante, sem dúvida alguma. Essa música grudou no meu ouvido por causa da sequência em que o Cometa incendeia a Lua. Foram minutos de destruição insana ao som daquela música. Arrepiante. Não é só nostalgia, não. É porque é MUITO bom!

Grande abraço!

Bruno Seidel disse...

Nunca cheguei a assistir ao anime quando passou no Brasil (não cheguei a tempo), mas li algumas matérias que foram publicadas na revista Herói. Lembro que ficava imaginando como seriam as cenas descritas na revista.
Outra coisa que eu gosto muito em Yamato é a trilha sonora original, cantada pelo Isao Sasaki (se boboear ainda sei cantá-la decór, hehehehee). Arrisco a dizer que é uma das animesongs mais importantes e cultuadas de todos os tempos.

Sobre essa nova versão: gostei demais do traço e do acabamento em geral. Incrível como esses remakes que andam surgindo vêm conseguindo manter a essência das obras originais e com uma qualidade de produção de encher os olhos! O mesmo vale para essa nova versão do Cyborg 009 que pintou faz pouco tempo no Netflix.

Alexandre Nagado disse...

Fala, Mr. Bruno!

Aquelas matérias que fiz na Herói eu posso dizer que escrevi com o coração. O Yamato é meu animê favorito de todos os tempos. Ainda não separei um tempo pra ver as produções recentes, e me chama a atenção a fidelidade ao trabalho original. O que sempre traz a discussão sobre a retirada do nome de Leiji Matsumoto dos créditos na divulgação, mas eu espero que em algum ponto o nome dele seja mencionado. É uma lástima que isso tenha acontecido.

E a trilha sonora do Yamato como um todo elevou os temas (canções + BGM) de animês ao status de arte. A trilha de Hiroshi Miyagawa ganhou incontáveis versões e é a mais icônica de todas. E o tema do Cometa Império é uma obra de arte arrepiante. O nome de Miyagawa merecia estar ao lado do de John Williams no panorama mundial.

Abraço!