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O que vem por aí:
- Ultraman Geed, Novo Lobo Solitário, resultado da convocação para trabalhos acadêmicos e mais!

Esteja aqui para conferir. Até breve!

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Slam Dunk

Do autor de Vagabond, volta às bancas um aclamado mangá sobre basquete. 
Um jovem encrenqueiro resolve encarar a
trilha do basquete para conquistar sua grande paixão.
Hanamichi Sakuragi é um adolescente grandalhão e briguento que anda com uma turma de arruaceiros na escola. Iniciando seus estudos no colegial junto com sua gangue, Sakuragi vê sua vida virar pelo avesso quando conhece a linda e delicada Haruko Akagi, outra estudante caloura do ensino médio. Ela adora basquete e, para impressioná-la, Sakuragi diz que é atleta, mas não tem a menor noção das regras ou movimentos do jogo.

De pavio curto, impulsivo e com um talento nato pra arranjar confusão, o rapaz se mete nas encrencas mais absurdas. Em uma delas, acaba brigando com Kaede Rukawa, jovem astro do basquete que, a despeito do jeitão frio, arrasta suspiros femininos por onde passa. E é por Kaede que o coração de Haruko bate mais forte, o que desperta a rivalidade em Sakuragi. A partir de então, o apaixonado bad boy vai enfrentar o maior desafio de sua vida ao entrar para o clube da basquete do Colégio Shôhoku e pleitear uma vaga no time. E o capitão do time, um certo Akagi, não irá dar moleza para o novato. 

Sakuragi e parte do time do Colégio Shôhoku:
O basquete ganha contornos heróicos em
uma dramática narrativa em mangá.
Criado na tradição dos sports manga, Slum Dunk é uma história de superação e perseverança, mas temperada com muito humor escrachado. Tem partes sérias, mais sentimentais, mas o tom geral é de humor, ao menos no início da longa saga de Hanamichi Sakuragi e seus amigos. 

Slam Dunk foi um trabalho de enorme sucesso do excelente Takehiko Inoue, do aclamado mangá Vagabond. O título vem de um termo do basquete que dá nome a uma "enterrada" na cesta, vista como uma jogada perfeita e que exige grande habilidade. 


Capa da Switch, que publicou
o epílogo da saga, em 2005.
O desenho de Inoue ainda não estava em seu melhor momento (como em Vagabond), mas ainda assim, mostra grande domínio de expressões, narrativa e composição de cena. além de uma grande dinâmica nas cenas de ação. 

O ritmo do humor, cheio de metalinguagem, também ajuda o andamento da história, valorizando os coadjuvantes. Uma cena em que os amigos menos reconhecidos de Sakuragi são descritos como "etc." é, sem dúvida, bem engraçada. Mas a saga de superação de Sakuragi e seus amigos do time da Shôhoku irá ganhar contornos mais dramáticos conforme o tempo for avançando, com rivalidades entre times e jogadores aflorando e gerando partidas emocionantes. 

O mangá foi publicado na revista semanal Shonen Jump (Ed. Shueisha) entre outubro de 1990 e junho de 1996, totalizando depois 31 volumes encadernados. A série ajudou a consolidar uma década de ouro para a Shonen Jump, que também brilhava com Dragon Ball, Video Girl Ai, Yu Yu Hakusho e Samurai X na mesma época. 

A série toda já vendeu mais de 120 milhões de cópias somente no Japão e foi reconhecida como grande incentivadora à prática do basquete no país. 


O sucesso é tão duradouro que, em 2004, ele desenhou um "epílogo" para a saga, diretamente em 23 lousas da extinta Misaki High School, em Kanagawa. Em fevereiro de 2005, o curioso trabalho foi publicado na revista de variedades Switch da editora Switch Publishing. Coisa de gênio. 
Takehiko Inoue trabalhando na história "Epilogue", desenhada
diretamente em lousas, com giz. O trabalho ficou em
exposição e depois foi fotografado para ser publicado na íntegra.
Slam Dunk já foi publicado no Brasil pela Ed. Conrad entre 2005 e 2008 seguindo a compilação original. A versão atualmente publicada pela Planet Manga é baseada na encadernação kanzenban (algo como "edição completa" ou "ed. definitiva"), que teve alguns extras em relação ao original, além de uma divisão de capítulos diferente, que totalizou 24 volumes. 

Um dos atrativos desta versão é que as capas foram desenhadas já com um estilo próximo ao usado em Vagabond, mais atualizado. A edição atual só difere de um kanzenban legítimo por não ter uma produção gráfica luxuosa, o que poderia ser uma temeridade frente ao momento econômico do país.
A série animada, um dos grandes sucessos da Toei nos anos 1990.
A série em animê foi produzida pela Toei Animation entre 1993 e 96, atingindo a excelente marca de 101 episódios. Durante esse tempo, Slam Dunk também teve quatro especiais de média-metragem para cinema, sempre com produção da Toei

Com um mangá na revista de maior sucesso do país, uma série em animação com grande repercussão e até músicas aparecendo em paradas de sucessos, Slam Dunk marcou época no Japão. Durante seu reinado na mídia, um país sem tradição no basquete descobriu e valorizou o esporte, graças à paixão de um grande contador de histórias em quadrinhos. 

SLAM DUNK
Roteiro e arte: Takehiko Inoue
Editora: Panini Comics/ Planet Manga
Formato: 13,7 x 20 cm, com 240 páginas
Total de volumes: 24
Lançamento no Brasil: Outubro de 2016
Preço: R$ 17,90
Periodicidade: Bimestral

- Classificação indicativa: 14 anos


Atenção, colecionadores:
Todas as capas da versão que está sendo publicada
atualmente no Brasil pela Panini/Planet Manga.
E X T R A :

- O primeiro tema de abertura da série: "Kimi ga suki da tô sakebitai" (君が好きだと叫びたい, ou "Eu quero gritar que gosto de você"), pelo grupo BAAD, sucesso dos anos 1990.

A canção, que foi usada até o capítulo 61, chegou à posição 16 do ranking semanal de singles da Oricon. Vários astros dos temas de animê já regravaram a música, como Takayuki Miyauchi, Mamoru Miyano e Masaaki Endo (JAM Project). Abaixo, o vídeo da abertura conforme mostrado originalmente na TV. 


4 comentários:

Usys 222 disse...

Os anos 1990 tiveram uma enxurrada de animês e mangás e esse foi um daqueles que acabei deixando passar, apesar do enorme sucesso que fez. Mesmo porque o gênero não me atraía muito.

Pelo visto, no começo se trata do bom e velho "(bad)boy meets girl", mas que vai se tornando uma história de esportes mesmo, com superação e treinos. Já mencionei, mas é bem diferente mesmo de Vagabond. Inoue é um dos poucos que conseguem se desvencilhar do passado para criar novas obras.

Fiquei impressionado com essa de desenhar uma história completa na lousa. Quem imaginaria algo assim? Quem apagou deve ter ficado com a mão tremendo antes de fazer isso. E depois também.

Alexandre Nagado disse...

Fala, Mr. Usys!

Eu também nunca havia dado muita atenção a Slam Dunk por não me interessar por basquete. Nos anos 90, cheguei a comprar alguns cards da série animada por achar o traço bacana e querer ter alguma referência, mas só.

Apenas agora, com a republicação da Panini, é que eu parei pra ler o mangá. E que obra bacana que é! Só que eu acho que vou acabar gostando mais da fase inicial, mais focada em cotidiano, do que quando começarem as competições e a ação mais dramática, assim como foi com Yu Yu Hakusho.

De qualquer forma, é um grande trabalho e é muito bom ver tendo esse tratamento pela Panini.

Abraço!

Bruno Seidel disse...

Nunca cheguei a acompanhar Slam Dunk. Aliás, a única produção japonesa com temática esportiva que eu acompanhei até hoje foi Captain Tsubasa (Super Campeões). E olha que eu até curto basquete.

Meu único envolvimento com Slam Dunk é graças ao tema "Kimi ga suki da tô sakebitai", que eu já ouvi incontáveis vezes. Adoro essa música!

Alexandre Nagado disse...

Fala, Bruno!!

Também não conhecia a música de abertura, mas achei bem legal e representativa do som da época. Agora preciso ouvir outras versões dela.

Abraço!