segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Ultraman Great - Uma saga na Austrália

É hora de dar uma olhada em um seriado nipo-australiano que tentou dar uma nova cara à franquia Ultraman e restaurar os dias de glória da Tsuburaya Pro. 
Ultraman Great, que viveu suas aventuras
terrestres na Austrália, será lançado em Blu-ray no Japão.
Na década de 1980, a Tsuburaya Production, da franquia Ultraman, não estava em seus melhores momentos. Depois de períodos de grande efervescência nos anos 1960 e 70, sua "Era de Ouro", parecia que os dias de glória haviam ficado para trás. 

Para tentar uma volta triunfal, resolveram produzir uma animação, visto que seu último sucesso fora The Ultraman, série em animê estrelada pelo Ultraman Jonias em 1979. O então produtor Noboru Tsuburaya fechou parceria com o lendário estúdio americano Hanna-Barbera e o resultado dessa união gerou o longa Ultraman USA (1989), lançado nos EUA como Ultraman: The Adventure Begins, com três novos Ultras. Não foi o sucesso esperado, mas Noboru logo tentaria uma nova parceria internacional. 


Ultraman USA: Apesar de não ser o sucesso
esperado, a Tsuburaya não desistiu de
emplacar uma produção internacional.
Em 1990, 10 anos depois de sua última série de TV, Ultraman 80, Noboru Tsuburaya fechou parceria com um estúdio australiano, o South Australia Film Corporation, para uma produção inédita. Nascia Ultraman Towards The Future, conhecido no Japão como Ultraman Great ou apenas Ultraman GApesar do design bem tradicional, buscaram um aspecto diferente e o traje foi feito em elastano, ao invés da tradicional roupa de borracha. Com um dublê australiano de físico bem encorpado, parecia mesmo um novo tipo de Ultra para uma nova década. 


Great: A
fotografia foi
um ponto
forte da série.
Os poderes do herói também eram diferentes de seus antecessores, com diferentes tipos de manipulação de energia. Ele tinha inclusive um disparo de energia semelhante ao golpe Hadouken (visto nos games de Street Fighter), além de lâminas de energia que se projetavam de suas mãos. Os monstros também eram todos originais, com alguns muito interessantes. A fotografia, especialmente nas cenas de Marte no primeiro episódio, ajudaram a compor uma atmosfera diferenciada para a série. 

Na história, um vírus espacial emanado do monstro Goudes, dá origem a terríveis monstros gigantes na Terra. Após se fundir ao astronauta Jack Shindo em Marte, Great vem para a Terra, especificamente na Austrália, o país que mais sofre com o surgimento das criaturas colossais. 

Jack Shindo integra a elite de oficiais da UMA - Universal Multipurpose Agency, uma equipe que investiga e combate os monstros que ameaçam a civilização. Para dar lugar ao herói gigante, o agente segura o medalhão Ultra Pendant e se concentra, liberando a energia para a transformação. 

A produção australiana mostrou-se irregular, mas com bons momentos. As maquetes de cidade tinham um acabamento excelente, e a razão disso é que foram feitas para cinema, durante a produção de O Vingador do Futuro (Total Recall, de 1990), sucesso de Arnold Schwarzenegger. A produtora conseguiu comprar o material antes que fosse descartado e o resultado impressionou muita gente. A informação foi divulgada na época pela revista americana de terror e ficção científica Fangoria, que também conseguiu a proeza de descobrir o orçamento de cada episódio: 400 mil dólares, uma fábula em se tratando de seriado tokusatsu. Por serem normalmente de baixo orçamento em comparação com os seriados americanos, valores por episódio não são divulgados pelas produtoras, mas com Great a informação era um trunfo. 

Na equipe japonesa, o astro Masaki Kyomoto fez a voz do oficial Jack Shindo e cantou algumas canções originais para a versão japonesa. Um velho conhecido do público, Akiji Kobayashi (o Capitão Muramatsu da série do primeiro Ultraman) empresa sua voz ao Capitão Arthur Grant, enquanto o oficial Charles Morgan teve a voz do ator Shingo Yanagisawa, que vive atualmente o oficial Shibukawa em Ultraman Orb.
Great enfrenta o monstro Broades, em cena do primeiro episódio.
Todas as histórias foram criadas no Japão, com o roteiro final sendo escrito por Terry Larsen. A trilha sonora também é japonesa e chegou a sair um álbum orquestrado ao vivo de Great. O veterano diretor de efeitos especiais Koichi Takano foi até a Austrália para acompanhar as filmagens e dar sugestões, mas na verdade seu papel de supervisor/conselheiro não ficou bem claro. Parecia que a inclusão de seu nome foi mais para tranquilizar os fãs. 

A série foi lançada em fitas VHS à razão de um episódio por mês, entre 1990 e 91. Em TV, Great foi exibido nos EUA em 1992, atraindo algum interesse da mídia e público, que só conheciam o Ultraman original de 1966. É dessa época o logo que se tornaria um dos mais usados para Ultraman no ocidente. Somente em 1995 Great seria exibido na TV japonesa, mas consta que nunca foi exibido na Austrália, mesmo com a atriz principal, Gia Carides, tendo se tornado uma estrela em seu país.



Com uma repercussão razoável, Ultraman Great teve duas séries em quadrinhos. A primeira, por Kazuhiko Shimamoto, foi publicada na TV Magazine, revista infantil sobre animê e tokusatsu para crianças. E apesar da simplicidade das histórias, Shimamoto conseguiu grandes cenas de ação, com um impacto emocional muito superior ao da série de vídeos. Esse mangá teve 14 capítulos e foi depois compilado em volume único. 


Ultraman nos quadrinhos:
Para o público americano,
os Ultramen de 1966 e o de
1990 são o mesmo ser.
A outra série foi criada e publicada nos EUA, seguindo o conceito (válido apenas lá) de que o Ultraman da série Towards The Future era o Ultraman original, com uma nova forma. Foi um equívoco atrás do outro e essa HQ, publicada pela Harvey Comics, teve cinco edições e não deixou saudades. E além dos quadrinhos, um game para Super Nintendo chamou bastante a atenção do público na época.

Em 1993, uma nova parceria internacional foi feita, desta vez com o estúdio americano Major Havoc Entertainment, dando origem à série Ultraman Powered, lançada em vídeo no Japão, mas nunca lançada oficialmente nos EUA. Foi uma decepção grande e projetos similares foram abandonados de vez. 

Com o sucesso da nova geração de Ultras a partir de Ultraman Tiga (1996), a Tsuburaya meio que deixou de lado as tentativas de retomada anteriores, jogando Great no limbo. 

Em especiais comemorativos, Great sempre faz uma ponta junto com os demais Ultras, apenas para fãs hardcore. Esses vídeos, porém, nunca valem para efeito de cronologia. Mas em 2009, no longa Mega Batalha na Galáxia Ultra, Great aparece em meio ao exército de Ultras que é massacrado pelo maligno Ultraman BelialO outrora destaque da franquia dura alguns segundos contra o vilão, bem como outros que tiveram séries próprias. 


Ultraman Powered, Great e o trio USA prestes
a serem massacrados por Ultraman Belial.
Finalmente, incorporados à Irmandade Ultra.
Com o conceito de "multiverso" sendo bastante explorado nos últimos anos, ficou estabelecido que alguns Ultras de M-78 foram cumprir missão protegendo versões alternativas do planeta Terra em outras dimensões. É o que ficou subentendido no caso de Great e também de outros oriundos do planeta Ultra que não se encaixavam na cronologia clássica, como Ultraman USA, Powered, Neos ou Max

Incorporado à cronologia oficial depois de anos e ganhando status de cult, Great finalmente terá um lançamento decente para colecionadores. A série completa será lançada em Blu-ray Box no Japão em 27 de janeiro de 2017. Antes tarde do que nunca. Afinal, entre altos e baixos da extensa produção da Tsuburaya, Great foi uma boa tentativa de inovar no gênero e injetar novos ares. Manteve a franquia em evidência, o que foi importante para que a empresa continuasse até viver uma "Era de Prata" na segunda metade dos anos 1990. 




Ficha técnica:

Ultraman Great (Japão) / Ultraman Towards The Future (EUA)
Lançamento (vídeo): 26/09/1990 (Japão)
Histórias originais: Sho Aikawa, Hidenori Miyazawa, Chiaki Konaka, Akinori Endo e Satoshi Suzuki
Roteiro: Terry Larsen
Trilha sonora: Shinsuke Kazato
Efeitos especiais: Paul Nichola
Consultor de efeitos especiais: Koichi Takano
Coordenador de elenco (dublagem japonesa): Masaki Kyomoto
Direção: Andrew Prouse
Produtor executivo: Noboru Tsuburaya
Realização: South Australia Film Corporation / Tsuburaya Pro

Elenco:
Jack Shindo: Dore Kraus
Jean Echo: Gia Carides
Cap. Arthur Grant: Ralph Cotterill
Charles Morgan: Lloyd Morris
Kim Shaomin: Grace Pah
Lloyd Wilder: Rick Adams
::: E X T R A S :::

1) Cenas de ação de Great, ao som do tema de abertura "Bokura no Great" ("Nosso Great"), cantado por Masaki Kyomoto.



2) Confira a matéria sobre o mangá de Great publicada no blog parceiro Casa do Boneco Mecânico - Anexo. Corre lá, que tem toneladas de informação, inclusive sobre a série de TV.
O eletrizante mangá de
Ultraman Great, por
Kazuhiko Shimamoto.
3) Ultraman Great foi o tema da primeira matéria que publiquei na carreira. Foi em 1992, época em que Great estava sendo lançado nos EUA. O texto, curto e ocupando apenas uma página, saiu na revista SET - Terror e Ficção (Ed. Azul), editada pelo Carlos Eduardo Miranda e com André Forastieri e Rogério de Campos na equipe de redação que me acolheu de braços abertos. Eu trabalharia para o Forasta e o Rogério não muito tempo depois, no consagrado projeto da revista Herói.


Ilustração da revista
Hobby Japan - Winter 1991.
A mesma imagem ilustrou matéria
da revista SET Terror e Ficção.

14 comentários:

Anônimo disse...

Olá Nagado!

Eu curto bastante estes "ultras estrangeiros"!
Uma coisa que faltou em sua matéria, que foi o meu primeiro contato com o personagem, foi o jogo Ultraman Towards The Future lançado para Super Famicom (Super Nes) em 1991 e que foi amplamente distribuído e pirateado (constando inclusive em cartuchos multijogos piratas do SNES).
Em 1990 havia sido lançado o jogo baseado no primeiro Ultra apenas no formato japonês (SFamicom) e usaram o mesmo molde de jogo para lançar do Towards, mas os gráficos, sons e jogabilidade ficaram melhores. Isso gerou uma confusão, pois muitas vezes consideram o mesmo jogo, sendo um a rom japonesa e outro a americana, só gente muito especializada sabe que são jogos distintos de séries distintas.
Moro no RS que até a segunda metade dos anos 90 era uma região isolada de informações da cultura pop oriental (na verdade a coisa só foi mudar mesmo depois dos anos 2000) e muita coisa fui ter contato através dos games e revistas sobre eles. Depois surgiu a Herói e começou a transformação. Aliás foi pela herói nº 4 que descobri o nome do protagonista do jogo! Sabia que era um ultra diferenciado devido aos outros jogos que saiam e por sorte deram as caras na minha cidade, como o jogo do Powered para 3DO que teve matéria especial em duas revistas importantes de games e consegui jogar uma cópia pirata na época (já copiavam disco do 3DO).
Eu sempre gostei do visual destes dois ultras, mais parrudos e sérios. Mas o que me ganhou foi o visual dos monstros e a fotografia, já que muitas cenas eram gravadas ao ar livre (coisa que deveria continuar como sendo regra até hoje).
Pena que a a produção é fraca! As coisas são meio 'vazias', e poucos roteiros interessantes. Isso sem falar das lutas em câmera lenta pq eles são gigantes, coisa que desanimou bastante.
Procurei pegar o máximo de imagens destes dois em cenas de combate, mas é incrível como o material é raro, e quando encontro a qualidade é baixa!
Depois de anos de caça consegui toda a coleção de monstros do Great lançada nos EUA pela Dreamworks (figuras maiores que a maioria japonesa) alguns da linha da japonesa da Bandai com visual claramente baseado nas artes conceituais, e quase toda a coleção de monstros do Powered da Bandai (ajudei a falar sobre estas coleções no http://ultrakaiju.blogspot.com.br/).
Com tantos kaijus sendo revividos, bem que podiam trazer um com visual bem bacana do Great e Powered para homenagear estes dois.
O contato com as séries mesmo eu consegui no final dos anos 90 atrás do antigo clube Ultra-World do Ricardo Matsukawa através VHS de gravações da TV japonesa.
O engraçado é que o material com áudio em Inglês extraído dos Laser Disc estão por aí fazem anos e só legendaram dois episódios do Powered! Quem sabe agora com os BD, algum clube de legenda resolva fazer o trabalho de traduzir e disponibilizar as legendas.
Ah! Uma figura conceito do Powered para a linha Ultra-Act chegou a ser exibida, mas nunca lançada. Great e Powered ainda não possuem figura super articuladas nos moldes da Ultra-act ou SH Figurearts.
Legal ter recordado este personagem em seu blog.
Abraço!

Vini

Ale Nagado disse...

Olá, caro Vini. Muito obrigado por seu depoimento bacana e pelas informações que trouxe. Eu realmente esqueci de comentar o game. Sendo assim, tentarei ao menos incluir uma citação quando possível.

Espero que curta outras postagens deste blog. Até mais.

Abraço

Usys 222 disse...

Ultraman Great! Parte da grande aventura de Noboru Tsuburaya para tentar vender as séries Ultra fora do Japão.

Até tinha me esquecido dessa de reaproveitamento das maquetes de O Vingador do Futuro. Ainda bem que conseguiram garantir isso, senão ia custar muito mais. E pelo as cifras envolvidas já eram bem grandes.

Conhecia o Great só dos quadrinhos e nunca tinha visto a série de fato. Por isso achava que o mangá era totalmente fiel, mas estava enganado. Achei bem melhor. E é a primeira vez que vejo a versão da compilação. Essa página mostrada na matéria é um pouco diferente da que foi publicada na revista que eu tenho. Os dois primeiros quadrinhos são iguais, mas a parte de baixo foi modificada. O conteúdo é o mesmo, só que esse tem uma arte mais caprichada.


E tinha mesmo na época um jogo para Super Nintendo. Era baseado no jogo do primeiro Ultraman. Naquela época era comum trocarem só a aparência dos personagens, mantendo os padrões de movimento e ataques ao adaptar jogos japoneses para o ocidente. Mas no caso do Ultraman Towards the Future optaram por modificar tudo e fazer diferente do jogo do primeiro Ultraman. Mesmo porque Shilagi/Shilaree/Kilazee com os mesmos padrões do Zetton ia ficar bem esquisito.

Uma boa matéria, bem elucidativa, com detalhes que não pude cobrir. Excelente trabalho!

Ale Nagado disse...

Fala, Mr. Usys!!

Sobre Noboru Tsuburaya, nunca tive grande apreço por ele, sempre me pareceu alguém preocupado apenas com os negócios. Seu falecido irmão, Hajime, é quem tinha o dom artístico herdado do pai, Eiji. Mas Noboru tem o mérito de ter trabalhado muito a parte musical dos Ultras, com coletâneas e versões que renderam bem numa época de dificuldades.

E agora que tocou no caso do mangá, realmente, algumas partes foram refeitas. Eu tenho a Terebi Magazine com o primeiro e o último capítulo e dá pra ver mesmo essa página que citou por estar diferente. Isso indica que Kazuhiko Shimamoto, além de talentosíssimo, é perfeccionista.

Dos Ultras feitos fora do Japão, o que mais gosto é o Great, apesar de não achar uma grande série. Mas é bem superior ao Ultraman Powered, que dificilmente terá postagem aqui. Mas como gosto do ator Kane Kosugi, talvez ainda faça algo relacionado.

Valeu por sempre participar aqui.
Abraço!!

Aniki disse...

Taí uma série que nunca me chamou muita atenção, embora tenha assistido ela inteiramente anos atrás, com o áudio em inglês. Acabou sendo a típica série que você assiste e pouco lembra dela. Com Powered foi a mesma coisa.

Foi uma iniciativa válida da Tsuburaya, mas talvez tenha faltado algo que não sei explicar. Aquele tempero que te puxa para acompanhar e ficar atento a todos os detalhes(como Ultraman Orb tem feito atualmente). Pelo seu texto e o do Usys, o mangá do Great tem o 'tchan' que faltou no seriado.

Aliás, seria o tipo de série que o SBT exibiria facilmente por aqui,já que o sr. Abravanel sempre colocou produções de baixo orçamento em sua programação(só lembrarmos do filme Capitão Justiça, com o protagonista brilhantemente dublado pelo falecido Marcelo Gastaldi, o bloco TV Aventura com as séries oitentistas do Superboy e do Zorro e o intragável Jovens Guerreiros Tatuados de Beverly Hills), mas talvez o Silvio Santos não tenha se interessado neste caso.

Abraços.

Ale Nagado disse...

Fala, Aniki!

Eu criei uma expectativa enorme em torno do Great, que eu conheci em uma revista. Nesse ponto, os monstros e a fotografia, fora o senso de realismo das maquetes, deram uma impressão fortemente positiva. Que ruiu quando eu assisti. Ainda assim, posso dizer que curti o trabalho, apesar de faltar emoção. O mangá, mesmo infantil e superficial, tem uma carga de adrenalina que não existe em momento algum no seriado. Olhando em perspectiva, vejo muitas coisas legais que foram mal exploradas ou mal desenvolvidas.

Nestes tempos de streaming, bem que algum portal poderia disponibilizar a série inteira, mas com o lançamento do Blu-ray, acho que pode demorar até a Tsuburaya liberar a série.

Abraço!!

Anônimo disse...

Olá!

Em termos de roteiro o Great é superior! Também por trazer personagens novos.
O Powered pra mim só ganha pelo visual caprichado tanto do herói como dos monstros. Alguns efeitos de raios também ficaram melhores e só.
O jogo do Powered do 3DO esta sempre na lista de jogos em destaque do console e tem um visual muito legal (FreeDo é um emulador que permite rodar a iso do jogo).
Quanto aos jogos para Super Famicom (Super NES), o grande problema que ocorreu foi que tanto na caixa do jogo como no label do cartucho só colocaram Ultraman, a parte Towards The Future só aparece na tela inicial com o jogo executando. O Próprio personagem é chamado só Ultraman. Os monstros estão identificados com seus nomes ocidentais, Kilazee, Bogun, etc. Interessante que tive a impressão que na produção original da série em inglês, nos diálogos chamavam o monstro final de Shirarie igual o japonês?!?
O jogo do primeiro Ultraman tem o nome em japonês na cor dourada, mas a arte da capa e label também é um desenho.
Segue links de imagens para comparação:

Capa do primeiro Ultraman para sfc:
http://www.videogameden.com/sfc/cover/ult.jpg

Capa do Ultraman Great (TTF) para snes:
http://snesaday.com/wp-content/uploads/2014/05/ultraman_towards_the_future_us_box_art-1024x748.jpg

Comparação de estágio na cidade à noite:
Ultraman original:
http://www.videogameden.com/sfc/snap/ult02.gif

Ultraman Great:
http://www.thepixelempire.net/uploads/1/2/1/1/12119064/6584170_orig.jpg

Mesmo molde de jogo (Ultraseven também é assim), mas com tudo melhorado!
Ainda na curiosidade sobre o contato inicial com o personagem pelo jogo.
Eu o encontrei em uma locadora no início de 93 e aluguei (primeira vez locando um SNES) achando que era o mesmo ultraman que eu havia assistido quando bem criança, só que nenhum monstro me lembrava direito, o que eu recordava ter visto na TV, tirando Zebokon (Gazebo) que eu desconfiava ter visto. Sabia da existência de diversos personagens graças a um daqueles álbuns de figurinhas piratas que tu preenchia uma certa parte e ganhava um brinde vagabundo em um armazém (tenho este álbum chamado Space Cop com imagem do winspector na capa e figurinhas de ultras, winspector, um desenho q não lembro e do sentai Fiveman). Porém as figurinhas dos ultras foram extraídas de livros dos anos 80 e não tinha nada parecido com os personagens do jogo do Great.
Com o tempo lendo revistas de games que descobri da existência do jogo anterior do primeiro ultraman, mas isso foi bem depois, já jogando Powered no 3DO e com a revista Herói já quase saindo do forno.
Eu acompanho seu trabalho há muito tempo, só não participo muito.
Já fiz colaborações com antigos clubes e alguns sites, mas nada de grande relevância.
O Usys tem um blog que eu conheci através seu que eu me divirto e me dá inveja do acervo dele. Curto as fotos que tiram onda das figuras.
Agora resta saber se alguém faz as legendas em português destas séries.
Uma que não sei como ainda não legendaram toda é The Ultraman (Jonias) que é um anime bem legal pra sua época de produção.
Com tantos fãs de anime legendando por aí...
Continue com o bom trabalho nos trazendo informações e opiniões da cultura pop.
Abraço!

Vini

Ale Nagado disse...

Olá, Vini!

Então, é leitor das antigas! Muito obrigado por acompanhar meu trabalho e por comentar neste blog. E seus comentários têm vindo com várias informações complementares, então só tenho a agradecer.

Esse álbum que mencionou eu não vi, mas tive similares em várias épocas. Misturavam personagens de todo lado e você tentava completar páginas que davam direito a brindes que eram impossíveis de conseguir. Era muita picaretagem, mas era divertido também, ah ah.

E Great era melhor mesmo. Tanto Great quanto Powered tinham histórias criadas no Japão, mas em Great houve mais liberdade. Por isso ficou melhor. E falando no Jonias, o animê teve muita influência do Yamato no character e no mecha design. Quando garoto eu achava que The Ultraman era trabalho do mesmo desenhista da Patrulha Estelar, só depois que soube que não tinha nada a ver.

Obrigado pela força e espero que eu continue ainda por um tempo postando coisas interessantes sobre a cultura pop do Japão.

Abraço!

Bruno Seidel disse...

Quando eu descobri que existiam Ultras produzidos fora do Japão (graças às revistas de cultura pop da época), fiquei bem curioso. Mas, na época, era muito difícil ter acesso a essas séries, que eram uma tremenda raridade. O meu contato mais próximo com Ultras como Great e Powered era, basicamente, com as músicas de abertura. Gosto muito de ambas!

O Aniki falou algo que eu nunca cheguei a imaginar e que realmente faz muito sentido: Ultraman Great cairia como uma luva no SBT noventista! HuAhuAhUAhUAhUAhA!!! Hoje consigo imaginar perfeitamente a série na grade de programação da emissora do Sílvio, em meio àquele festival de trashisse que era a TV nos Anos 1990.

A verdade é que, sejamos francos, Ultraman tem muitas dificuldades de vingar fora do Japão. Seja através de produções adjacentes (como Great, Powered ou U.S.A.) ou mesmo as originais japonesas. No Brasil, Ultraman Tiga chegou a ser exibido na Record em horários bem privilegiados até, mas comeu poeira com o sucesso avassalador de Pokemon. Hoje temos algumas produções do gênero sendo exibidas via Netflix e Cruchyroll, mas nada perto de ser uma febre popular.

Talvez isso se deva ao fato do herói ser "muito japonês" mesmo. Ultraman é a cara do Japão: herói gigante, monstros gigantes, maquetes, explosões, figurinos emborrachados, patrulhas uniformizadas, histórias com começo-meio-e-fim... Difícil implantar isso numa outra cultura que não está acostumada e nem "preparada" para acompanhar produções do tipo.

Mas esse é só o meu ponto de vista.

Anônimo disse...

Valeu Nagado!

Leitor antigo mesmo! Hehehe
Tenho um gibi muito bom com uma história do Kamen Rider Black assinada por ti. O gibi traz vários toksusatsu numa só edição! Agora não lembro se é a história do Rider 9eu acho que é), mas tem teu nome em uma delas.
Seria interessante Great e Powered na Tv, ainda mais no SBT. Aí imagino a Glasslite trazendo parte da coleção da Dreamworks pra cá!
Uma curiosidade sobre o Ultraman Jonias que já falei alguma vez em algum lugar. Assim como nos anos 80 saíram figuras do Ultraman Eighty na Gasslite, a empresa Gulliver lançou a linha Super Naves Espaciais nos anos 80 e na linha Space Raiders nos anos 90, com os aviões da equipe SDG do Ultraman Jonias.
Os brinquedos não são exatamente como os principais oficiais lançados no Japão na época da série, mas tem cara de serem moldes de uma versão popy mais simples.
Claro que não tem referência alguma ao seriado em nenhuma das coleções aqui.
Segue imagens:
Os jatos no anime (não consegui imagem melhor no momento):
http://vignette3.wikia.nocookie.net/ultra/images/e/eb/Sdg_mecha_2.jpg/revision/latest?cb=20131126092944

A coleção Super Naves Espaciais hoje considerada um clássico colecionável:
http://1.bp.blogspot.com/_TKYHAWG1jDg/SZtahON7WFI/AAAAAAAABFM/HNn6jHSEvP0/s1600-h/naves33.jpg

Eu tive esta caixa da Gulliver, hoje tenho só uma destas naves dos anos 80 e uma da Space Raiders.
Abraço!

vini

Ale Nagado disse...

Fala, Vini.

Esse gibi que comentou deve ser o "Almanaque Heróis da TV, não é?" Mas a história do Kamen Rider que tem lá não é minha, foi o Marcelo Cassaro quem escreveu. Nessa edição, eu fiz o roteiro da HQ do Changeman. O plot foi em conjunto com o Rodrigo de Goes e o texto final foi meu. E no Jaspion 8, a HQ de Changeman teve plot meu e do Rodrigo, sendo que ele fez o texto final, mas só saiu o nome dele.

Eu tive essas naves, mas na época nem imaginava de onde eram. Incrível! E me lembro de brinquedos oficiais do Ultraman que a Glasslite lançou. A maioria tinha imagens do Ultraman 80 e UGM nas embalagens. Ou seja, nem o produto oficial tinha muito controle.

Bons registros. Obrigado!

Abraço!

DIOberto disse...

Olá Nagado!
Tudo bem contigo?

Virá a São Paulo amanhã, dia 05/11?
Não?
Que pena... Mas divulga ai para a galera:
Encontro Utraman 50 anos
https://www.facebook.com/events/618140405010457/

Abraço e td de bom,
DIO

Ale Nagado disse...

Olá, caro DIOberto!

Infelizmente não estarei em São Paulo. Anda complicado pra mim conseguir viajar...

Espero que o evento seja bacana.

Abraço!

Ale Nagado disse...

DIOberto, faltou comentar uma coisa depois que eu vi a divulgação.

Nessa mesma biblioteca, em 1991, eu organizei junto com alguns amigos o evento de 25 anos do Ultraman. Foi num sábado chuvoso, Dia de Finados, e mais de 100 pessoas compareceram. Eu queria MUITO estar nesse evento de 50 anos, mas paciência. Depois, se puder, conte como foi.

Abraço!!