RECADO AOS VISITANTES:

Olá! O blog ainda está de férias, mas já estou trabalhando em novas postagens. O Sushi POP voltará a ser atualizado no dia 1 de agosto (terça), no período da tarde.

O que vem por aí:
- Ultraman Geed, Novo Lobo Solitário, Katokutai, Pinóquio de Osamu Tezuka, Danger 3, resultado da convocação para trabalhos acadêmicos e mais!

Esteja aqui para conferir. Até breve!

terça-feira, 9 de agosto de 2016

AnoHana - Ainda não sabemos o nome da flor que vimos naquele dia

Capa de anohana, com a arte de Mitsu Izumi.
Em uma pequena casa abandonada, no meio de uma floresta, um grupo de seis crianças se reúne para brincar e sonhar. Seu clubinho secreto se chama Super Peace Busters (ou "Chô-Heiwa Busters"), um nome que eles próprios não sabiam direito o que significava. Um forte laço de amizade une os pequenos Jinta Yadomi (apelidado "Jintan"), Meiko Honma (a "Menma"), Naruko Anjô (a "Anaru" - apelido que ela odeia, porque lembra a pronúncia japonesa para "anal"), Atsumu Matsuyuki (o "Yukiatsu"), Chiriko Tsurumi (a "Tsuruko") e Tetsudô Hisakawa (o "Poppo"), 

Mas a inocência da infância é destruída quando uma das crianças morre em um trágico acidente. Com a morte da frágil e alegre Menma, o grupo acaba se separando e suas vidas tomam rumos distintos. Com o passar dos anos, cada um se torna aparentemente uma pessoa muito diferente do que era. 


Jintan, o outrora animado líder do grupo, também perde a mãe e se torna um estudante cada vez mais relapso, indo parar em uma escola mal conceituada no colegial. A certa altura, desiste de frequentar a escola, até que um dia, Menma aparece em sua casa, cerca de 10 anos após sua morte. 

Ela parece ter crescido normalmente, mas ainda fala com jeito de criança. A menina aparece apenas para Jintan, que a princípio acredita estar delirando. Menma diz que voltou porque precisa realizar um desejo, mas se esqueceu do que se trata. Jintan sente um enorme remorso em relação a Menma, pois ele a magoou antes do acidente fatal e nunca teve chance de pedir desculpas. 

Menma: Uma última missão a cumprir.
Aos poucos, os outrora amigos vão se reunindo novamente para tentar desvendar o mistério do suposto retorno de Menma. Nem todos acreditam que Menma tenha voltado do além e há quem queira manipular a situação. O que vai sendo revelado é que não apenas Jintan, mas todos possuem sentimentos mal resolvidos de culpa com relação à Menma. 

Mais do que um desejo, Menma parece ter uma missão a cumprir antes de descansar em paz e sua interferência irá afetar profundamente os cinco jovens, confrontando cada um com sentimentos sufocados e mágoas suprimidas. 

O título AnoHana é a contração de Ano Hi Mita Hana no Namae wo Bokutachi wa Mada Shiranai (あの日見た花の名前を僕達はまだ知らない。), que é traduzido como "Ainda Não Sabemos o Nome da Flor Que Vimos Naquele Dia." 


A história surgiu originalmente na forma de contos ilustrados Da Vinci, da Ed. Media Factory, com texto da roteirista Mari Okada, foi um grande sucesso e depois foi compilada no formato light novel (romance ilustrado), em dois volumes. Uma versão em animê para TV com 11 capítulos foi produzida simultaneamente em 2011 pelo estúdio A-1 Pictures

O mangá somente viria em 2012, através de uma série publicada na revista Jump Square, da editora Shueisha. No mesmo ano, a empresa Guyzware lançaria um jogo para PlayStation Portable, no formato visual novel (jogo que segue uma história, com texto, música e imagens). Em 2013, a A-1 Pictures lançaria um longa em animê com direção de Tatsuyuki Nagai. Tendo boa repercussão em todas as mídias pelas quais passou, AnoHana finalmente ganhou versão live-action, na forma de um drama em longa-metragem para TV exibido em 2015. Esse filme está disponível oficialmente e legendado em português no portal Crunchyroll

A história de AnoHana é poderosa, falando sobre infância, amadurecimento, amizade, perda e redenção. Com personagens falíveis, inseguros e muito sentimento, a história dessas seis crianças fala diretamente ao coração do leitor, criando uma experiência de leitura rica e intensa. É impossível não se emocionar com o enredo e sua condução tecnicamente impecável. Mesmo que você, assim como Menma, já não pertença mais a este mundo.

anohana - Ainda não sabemos o nome da flor que vimos naquele dia
Roteiro e arte: Mitsu Izumi
História original: Cho-Heiwa Busters (Mari Okada)
Editora: JBC
Formato: 13,5 x 20,5 cm, com 216 páginas
Total de volumes: 3
Lançamento no Brasil: Julho de 2016
Preço: R$ 14,90
Distribuição: Mensal
- Classificação indicativa: Livre 
(Sugestão Sushi POP: Recomendável para maiores de 16 anos.)


Capa do volume 2
Extra 1: Clipe da versão em animê para cinema.


映画『劇場版 あの日見た花の名前を僕達はまだ知ら... por JermeyBuck

Extra 2: Trailer da versão live-action. Assista ao filme completo, com legendas, aqui

【公式】9_21月よる9時「あの日見た花の名前を僕達はまだ知らない。」本邦初公開... por CrisAnime

- Nota do autor: Já havia ouvido falar muito de AnoHana, mas só recentemente li o mangá. Há vários momentos que dão vontade de chorar, e eu não sou de ficar derretido à toa. Talvez seja minha empatia com crianças. Histórias tristes com crianças mexem demais comigo. Os trailers mostrados aqui já são bastante emotivos. Sem dúvida, um dos melhores lançamentos do ano. E só de escrever essa resenha, já dá um nó na garganta. Não me emociono assim desde "O Outro Cão que Guarda as Estrelas". 

4 comentários:

Usys 222 disse...

Esse é mais um que eu quis ler antes de comentar. Foi difícil conseguir um exemplar do primeiro volume, mas felizmente encontrei um que era o último em uma banca.

AnoHana é realmente muito bem construído. O que me chamou a atenção é que os emaranhados afetivos são bem retratados, sendo que cada membro do grupo nutria sentimentos secretos por outro, seja amor, ciume ou um misto dos dois. A maneira como cada personagem mudou depois do incidente e da dissolução do grupo me traz uma dor no peito.

A personalidade alegre e inocente de Menma é cativante. Dava para ver que era ela quem mantinha o grupo integrado. Até dá para imaginar qual é o seu verdadeiro desejo. Se for o que estou pensando, é algo simples, mas não vai ser nada fácil pois isso implica em solucionar vários conflitos mal resolvidos entre eles.

Uma boa indicação mais uma vez. Até tinha ouvido falar do desenho animado, mas na época estava acompanhando várias séries ao mesmo tempo e por isso não pude ver, pois a "safra" de 2011 foi muito boa. Talvez seja bom dar uma olhadela.

Ale Nagado disse...

Fala, Usys!

Esse mangá me deu um nó na garganta quando li. Eu esperava uma história emotiva e tocante pela fama do título, mas fui pego despreparado. Não é um dramalhão, no sentido de algo exagerado. É um drama daqueles bem sentidos, doídos para quem tem sensibilidade. Vasculhando vídeos, acabei de deparando com um spoiler daqueles, mas não faz mal. Saber para onde vai não tira o prazer da leitura. A condução narrativa é muito boa, e é cheia de referências pop.

Estou me preparando para ver a versão live-action, mas só o trailer já mexeu comigo. Sou extremamente sensível ao sofrimento infantil, em parte por ser pai e enxergar a criança com profundidade. Preciso deixar um exemplar de Dr. Slump do lado pra ler assim que terminar o Anohana, senão fico deprê. rs

Obrigado pela participação sempre pertinente!
Abraço!

Sashz disse...

Não sabia da versão live-action、 excelente por sinal!! Quase chorei só de ver o trailer、 então estou me preparando para derramar muitas lágrimas com o live-action、 que comecei a assistir nesse momento。
Assisti ao anime あの日見た花の名前を僕達はまだ知らない、 mas não ao filme 劇場版 あの日見た花の名前を僕達はまだ知らない、 só para não passar por tudo de novo rsrs. Mas fiquei curioso para ver o resultado dessa versão com pessoas de carne e osso e、 só de ver o comecinho、 já sei que gostei。
Também fiquei muito interessado em ler o mangá、 outra obra de arte。
Obrigado por compartilhar!!

Ale Nagado disse...

Olá, Sashz.

Olha, também estou me preparando pra ver o live-action. Essa história é muito emocionante e, bem encenada, dá um belo filme. Achei muito legal ter disponível e de modo oficial o anohana, tanto em mangá quanto em live-action.

Estamos vivendo um momento bem interessante para os fãs de produções japonesas, com uma diversidade inimaginável 20 anos atrás.

Obrigado pela participação. Apareça mais vezes. o/

Abraço!