quinta-feira, 25 de agosto de 2016

AJIN: Demi-Human

Capa destacando um Fantasma Negro,
poderosa criatura controlada pelos ajin.
Kei Nagai é um estudante colegial sem grandes preocupações na vida, que se prepara para o vestibular de medicina. Desde criança, porém, tem visões de uma criatura fantasmagórica que aparece para ele de tempos em tempos. Na escola, Kei aprende sobre os seres chamados de "ajin", que são pessoas supostamente imortais, capazes de se reconstituir totalmente após qualquer ferimento fatal. 

Segundo registros oficiais -  incompletos e pouco confiáveis - foram identificados quarenta e seis ajin pelo mundo desde o primeiro caso, descoberto 17 anos antes, na África. Destes 46, dois são japoneses e o paradeiro de todos é desconhecido do público. 


Kei Nagai
Um dia, Kei descobre ser um ajin da pior - e única - maneira possível: voltando dolorosamente de uma morte acidental horrenda. Sua ressurreição atrai todo tipo de olhar para si, pois especula-se que um ajin seja muito valioso para qualquer governo, qualquer nação. Além de seu poder de regeneração sobrenatural, os ajin também são possuidores de um grito capaz de paralisar as pessoas próximas. 

Tomado de medo e incertezas, Kei se vê numa fuga desesperada pelo país, sendo ajudado pelo velho amigo de infância Kaito. Eles foram os melhores amigos um do outro, até que a mãe de Kei ordenou que ele não brincasse mais com Kaito, aparentemente por achá-lo má companhia. Logo a história de Kei se espalha e não tarda para que agentes do governo apareçam em seu encalço, liderados pelo inescrupuloso Yuu Tosaki. A seu lado, a agente Izumi Shimomura, que é muito mais perigosa do que aparenta. 

Normalmente sem representar ameaça aos humanos normais, existem os ajins anômalos, que podem controlar poderosos seres fantasmagóricos que os acompanham, os chamados "Fantasmas Negros". Kei logo descobre o tipo de ajin que é, e muita coisa fica mais clara para ele. Sentindo cada vez menos empatia pelas pessoas, Kei vai se tornando cada vez mais frio e calculista. Ou talvez fosse mais correto dizer que sua própria natureza é que vai se revelando, na medida em que o mundo da escola e da vida normal vai ficando para trás. 
Kei e seu amigo Kaito: Em nome de uma antiga amizade,
correndo para sobreviver a uma caçada sangrenta.
E além de tudo isso, há os poderosos Tanaka e Satou, dois ajins que fogem do governo e vão atrás de Eriko Nagai, a irmã doente de Kei, como forma de chegar até o rapaz. Mas eles não foram os únicos a ter essa ideia e o choque de forças é inevitável. 

Ajin (亜人, literalmente "semi-humano") é o nome de um grande sucesso recente do mangá, que foi lançado pelo selo Planet Mangá, da Panini ComicsO volume um dá crédito de argumento (roteiro) a Tsuina Miura, mas a partir do segundo volume, o desenhista Gamon Sakurai assume também o texto. O motivo da saída de Miura não foi divulgado, mas talvez envolva divergências criativas ou comerciais. 


A saga é publicada no Japão na revista good! Afternoon, da Ed. Kodansha, e é voltada ao público seinen (jovens adultos do sexo masculino). O título apresenta cerca de 25 séries, distribuídas em 800 páginas mensais. A good! Afternoon é considerada "revista-irmã" da Afternoon, mais antiga e voltada à mesma demografia, com cerca de mil páginas mensais.

Com o sucesso do mangá, Ajin seguiu o caminho de ganhar versão em animê, pisando firme no mercado e ganhando rápida projeção. 
Kei e seu Fantasma Negro na versão animê.
Em novembro de 2015, ganhou seu primeiro longa em animê para cinema, intitulado Ajin: Shôdô ("Impulso"). Entre janeiro e abril deste ano, teve uma série de TV em animê com 13 capítulos que faz parte do acervo do portal Netflix. Na sequência, foi lançada uma animação direto para o mercado de DVD/Blu-ray. Simultaneamente a esse especial, veio o segundo longa para cinema, o Ajin: Shôtotsu ("Colisão")

Um terceiro longa será lançado nos cinemas japoneses no próximo dia 23 de setembro, com o título Ajin: Shôgeki ("Impacto"). Em seguida, um novo especial em animê para venda deverá chegar às lojas em outubro deste ano. Uma segunda temporada da série de TV também já está confirmada, a estrear em outubro. 

Em todas as produções, a realização é do estúdio de animação Polygon Pictures Inc., que contribuiu com trabalhos como o longa Ghost In The Shell 2: Innocence (2004), o game Street Fighter V (2016) e as séries de TV Star Wars: Clone Wars (2008), Transformers Prime (2010), Transformers: Robots in Disguise (desde 2012) e Knights of Sidonia (2014)
Empresa em ascensão, a Polygon foi recentemente anunciada como a realizadora da versão animê de Godzilla, a ser lançada em 2017. A produção terá roteiro do cultuado Gen Urobuchi, de Madoka Magica (2011), Psycho-Pass (2012) e Kamen Rider Gaim (2013), entre outros. 

Ajin é uma história com poucas e vagas definições entre "mocinhos" e "vilões", prendendo a atenção do leitor com situações intensas, personagens fortes e um ritmo de ação cinematográfico. E tudo isso somente tem o impacto necessário graças à arte de Gamon Sakurai, que é um ilustrador muito habilidoso antes de ser um exímio contador de histórias gráficas. 

AJIN: Demi-Human
Roteiro: Tsuina Miura (apenas no volume 1)
Arte: Gamon Sakurai
Editora: Panini Comics/ Planet Manga
Formato: 13,7 x 20 cm, com 232 páginas
Total de volumes: 8 (Ainda em andamento no Japão)
Lançamento no Brasil: Julho de 2016
Preço: R$ 17,90
Distribuição: Bimestral
- Classificação indicativa: 16 anos

EXTRA: Abertura da série de TV
- A canção-tema é "Yoru wa nemureru kai?" (【夜は眠れるかい?】ou "Você consegue dormir de noite?"), do grupo Flumpool. 





2 comentários:

Bruno Seidel disse...

Eu assisti aos 13 episódios da 1ª temporada do anime que o Netflix disponibilizou esse ano. Aliás, é um anime produzido pelo próprio Netflix, certo? Isso só comprova o poder dos animes não só na cultura oriental, como na ocidental também. Para a poderosa Netflix estar "produzindo" animações baseadas em mangás de sucesso com equipe de produção genuinamente japonesa, é porque a coisa é séria.

E quanto ao enredo de Ajin, eu achei a premissa muito interessante! Esse lance de (alguns) personagens morrendo e "ressuscitando" quase que instantaneamente permite roteiros e cenas de ação incríveis. Tanto é que um dos personagens mais interessantes do mangá (se não o mais legal de todos) é o Satou, que sabe dominar como ninguém a "técnica" de um Ajin: ele chega a se suicidar durante os combates como forma de superar seus oponentes. Não por acaso, Satou é um temível e poderoso vilão, daqueles que tornam a trama ainda mais interessante.

Confesso que os demais personagens, como o próprio Kei Nagai, não chegaram a me cativar tanto. Achei um protagonista bem "sem sal", pra falar a verdade. E um detalhe curioso: assim como Yusuke Urameshi (de Yu Yu Hakusho) e Takeru Tenkuuji (o Kamen Rider Ghost), Kei começa a série "morrendo" e, em todos esses casos, a estória se desenvolve a partir da morte do protagonista.

A primeira temporada de Ajin terminou com vários pontos sem nó, várias explicações pendentes e com muitos mistérios a ser revelados. Curioso pra ver como essa saga vai se desenrolar!

Ale Nagado disse...

Fala, Mr. Bruno!

Os portais de streaming realmente abriram um novo leque de possibilidades. Com Netflix e Crunchyroll (e mais recentemente, o Amazon), muita gente consegue assistir material oficial sem ficar dependendo da TV ou de fansubbers (sempre combatidos pelos estúdios japoneses).

E o Polygon é um estúdio que faz tanto material cult quanto coisas bem populares, sempre mantendo um padrão gráfico bacana, adaptado a cada público. Ajin é um mangá bastante instigante e me parece que o Polygon conseguiu transpor o clima dos quadrinhos para a animação. Preciso tirar um tempo pra ver os animês, cujo visual me agradaram bastante.

Valeu! Abraço!