segunda-feira, 2 de maio de 2016

Ultraman Orb - O herói dos 50 anos das Séries Ultra

Ultraman Orb, o destaque Ultra de 2016.
2016 é um ano de comemorações para os fãs da franquia Ultraman. É o aniversário de 50 anos das Séries Ultra. Depois do filme para cinema do Ultraman X, exibido recentemente em cinemas no Japão, é a vez de uma nova série de TV, com um novo herói. 

Ultraman Orb é o mais novo defensor da Terra e sua saga irá se passar em mais um universo alternativo, sem ligação cronológica com as demais produções. No entanto, Orb será totalmente dependente das séries anteriores, pois o herói será mais um a usar poderes de outros personagens. 

Ultraman Ginga S podia usar golpes e raios dos seis Irmãos Ultra clássicos, mas Orb pode usar combinações de qualquer um dos Ultras que o antecedeu. Indo mais além, ele possui formas variantes que combinam dois Ultras de uma só vez.

Através dos chamados Ultra Fusion Cards, ele irá ganhar poderes combinados de dois Ultras, geralmente um da era clássica (1966 a 95) e outro da era moderna (que se iniciou com Ultraman Tiga em 1996).



O vídeo de apresentação oficial de Ultraman Orb.

Assim, a forma básica de Orb é a Spacium Zeppellion (que aparece grafado como "Zeperion" no vídeo oficial), que combina o primeiro Ultraman com o Ultraman Tiga. A forma Burnmite combina Ultraman Taro e Ultraman Mebius (versão Mebius Brave), enquanto a forma Hurricane Slash combina recursos de Ultraman Zero (versão Luna Corona Mode) e Ultraman Jack. Certamente, outras formas serão divulgadas ao longo da série. 



Gai Kurenai com o acessório de
transformação, o Orb Ring.
A identidade humana de Orb é Gai Kurenai, um andarilho que viverá muitas aventuras em suas viagens. Uma das inspirações para compor Gai foi Dan Moroboshi, o carismático alter ego de Ultraseven, além da imagem viril dos antigos personagens de Clint Eastwood

Outra inspiração para o personagem foi uma belíssima canção dos anos 1970 chamada "Dare ka ga kaze no naka de (れかが風の中で, que pode ser traduzida como "Alguém no vento"), de Tsunehiko Kamijo. A música foi tema do seriado Kogarashi Monjirou (1972), sobre um espadachim errante. Não será surpresa se essa canção ressurgir com uma versão moderna para a série de Orb. Com tudo isso, pode-se esperar um herói de aspecto mais maduro e clássico, bastante diferente dos recentes heróis da Tsuburaya Pro, de apelo mais adolescente. 

Aparentemente sem ligação com nenhum grupo de combate a monstros e invasores, Gai será interpretado por Hideo Ishiguro, um ator mais experiente e maduro do que os protagonistas das séries mais recentes. O astro tem 27 anos e é conhecido dos fãs de tokusatsu por ter interpretado o personagem Kai, da série do popular Kamen Rider Den-O (2007).

No roteiro da série, os nomes de Takao Nakano (de Ultraman Ginga S e Ultraman X), junto com Yuji Kobayashi (de Sailor Moon Crystal, Saint Seiya Omega e Mega Batalha na Galáxia Ultra). Na direção, Kiyotaka Taguchi (diretor principal em Ultraman X), Yuuichi Abe, Ryuichi Ichino e outros. 

A série anterior, Ultraman X, teve exibição simultânea através do portal Crunchyroll e totalizou pelo mundo cerca de 400 milhões de visualizações, o que dá uma média de mais de 18 milhões de visitas para cada um de seus 22 episódios. Mesmo com essa estratégia tendo repercutido muito bem, ainda não se sabe se a parceria com o Crunchyroll irá se repetir para Orb. Como o Crunchyroll tem divulgado informações sobre a nova produção, as chances são boas para que a estratégia de exibição simultânea se repita. 


As três formas iniciais de Ultraman Orb.
Ultraman Orb vai estrear no Japão pela TV Tokyo no dia 9 de julho, sendo exibido aos sábados às 9 da manhã, dentro do programa Shin Ultraman Retsuden. A nova empreitada foi anunciada para ter 25 episódios, se não houver imprevistos. 

Finalmente, a palavra "Orb" vem do latim "orbis", que significa "círculo" ou "centro". Com essa nova série, parece que a Tsuburaya pretende fechar um círculo, com um personagem capaz de homenagear os maiores heróis que fazem parte do importante legado do estúdio. 

6 comentários:

Bruno Seidel disse...

Opa! Mais um Ultra chegando! Já é a quarta série seguida em quatro anos. Será que teremos uma renovação anual como já ocorre há tempos com os Riders e os Sentais??

Uma coisa que eu não entendo da Tsuburaya é o "marketing" que eles fazem em cima do lançamento de um herói novo. 2016 é um ano emblemático para os Ultras por comemorar os 50 anos da franquia. O filme do Ultraman X parece que ficou com essa enorme responsabilidade. Mas, curiosamente, eles lançam um novo herói logo depois do filme pintar nas telonas. E mais estranho ainda: sem nenhuma daquelas aparições estratégicas que a Toei costuma fazer em especiais (quando o herói da série que está pra estrear faz uma ponta no filme da vez).

Pelo menos no filme "Ultraman Ginga S Movie Showdown! The 10 Ultra Warriors" não tivemos a aparição do X, que estrearia na TV semanas depois.

Ainda não sabemos quantos episódios Orb terá, mas suspeito que siga a linha de X, com 22 (lembrando que Ginga teve 11 e Ginga S mais 15). Também não sabemos se os universos de Orb e dos demais Ultras se cruzarão em determinado momento, mas acho que isso é quase certo. Esse lance de usar universos alternativos e unir os Ultras com esse pretexto já vem sendo bastante explorado desde o crossover entre Gaia, Dyna e Tiga.

E sobre a trilha sonora, torço para que tenhamos mais composições memoráveis do nível de Voyager e Project DMM, que nunca decepcionam.

Ale Nagado disse...

Fala, Bruno!

A Tsuburaya segue estratégias diferentes de divulgação em relação à Toei, e tem dado certo. Olha, quando eu vi seu comentário me dei conta de que havia esquecido de incluir o número de episódios, que é 25. Já incluí no post.

Abraço!

Usys 222 disse...

Boa essa compilação das informações do Orb! Com isso fica bem fácil de entender.

Interessante essa habilidade de misturar os poderes de dois Ultras. Fico pensando em como vai ser o Hurricane Slash. Será que ele vai ter um Ultra Bracelete e um Zero Bracelete em cada lado? Se bem que não tem nada parecido com isso na foto.

Eu conheço essa música! Mas a versão que ouvi foi aquela usada como tema de encerramento em Tenamonya Voyagers, que passou na Locomotion, cantada pelo Ichiro Mizuki.

Então pelo visto vai ser um herói itinerante. Pelo menos é o que dá a entender com a descrição e com o teor da música. Pensando bem, o Dan se apresentou pela primeira vez como um andarilho (aqui traduziram como "vagabundo"). Então pode ser algo assim mesmo.

É legal ter um Herói um pouco mais maduro desta vez. E eu vi que o Ishiguro tem um bom porte físico. Gostei do trabalho dele em Den-O e por isso boto fé. E também boto fé na equipe, que é quase a mesma do X, que foi ótimo!

Orb... Se isso significar que um círculo se fecha, então será que o próximo (se tiver) vai ser um Ultra com poderes próprios, sem depender dos anteriores? Bom, ainda nem começou o Orb, então talvez seja perigoso especular algo nesse sentido.

Ale Nagado disse...

Grande Usys!

Que informação legal você trouxe. Então, essa canção (que é linda demais!) já foi usada num animê, e com o Ichirou Mizuki cantando, que sensacional. Vou procurar essa versão.

E ainda torço para que a canção ganhe uma versão atual para ser usada na trilha do Orb. Aliás, quando a canção tema for divulgada, tentarei mostrar aqui.

Abraço!

Ricardo disse...

A impressão que me passa é que a Tsuburaya nunca se recuperou completamente do fracasso do Ultra N Project. Tanto Ultraman - The Next quanto Ultraman Nexus indicavam que a produtora tinha interesse de levar os guerreiros de M-78 a um novo rumo.

Mas os baixos índices do Nexus levaram a Tsuburaya a procurar um porto seguro: o passado. Primeiro com Ultraman Max, que foi uma guinada de 90%, trazendo novas leituras e origens para monstros clássicos. Mebius terminou o serviço, não só resgatando os monstros mas também antigos Ultras, tentando unificar uma cronologia que, convenhamos, sempre foi confusa.

Mebius proporcionou grandes momentos para os fãs, e parece ter estabelecido o rumo. Os filmes para cinema dele e do Ultraman Zero, as séries Ultra Galaxy bebiam da mesma fonte de Mebius.

Em 2013 tivemos uma nova evolução. Provavelmente motivada pelo êxito comercial de Kamen Rider Decade e de Gokaiger, a Tsuburaya investiu no filão de "coisificar" seus antigos heróis e vilões. Ao invés de Rider Cards ou Ranger Keys, fomos apresentados às infames Spark Dolls em Ultraman Ginga.

Compreendo claramente a necessidade comercial de tal jogada (sei bem que o objetivo primário dessas séries é a venda de produtos), embora ache o conceito das Spark Dolls ridículo. Ultraman Ginga era simpática, embora tenha sido provavelmente uma das produções mais paupérrimas da Tsuburaya - havia praticamente um único cenário, o da escola.

Ultraman Ginga S (que estou acompanhando atualmente) e Ultraman X (com seus Cyber Cards) seguem a mesma toada, embora aparentemente com valores de produção mais generosos.

Esse longo preâmbulo é para dizer que estou dividido quanto a Ultraman Orb. Gostei de ter um protagonista mais velho, e estou curioso para saber como será o elenco de apoio. Mas tenho o pé atrás com essas formas baseadas em antigos Ultras. Espero que ao menos os monstros sejam criaturas inéditas, e não apenas novas versões de antigos oponentes.

Ale Nagado disse...

Olá, Ricardo. Compartilho um pouco de sua visão. Também achei péssimo o lance das Spark Dolls, apenas merchandising.

Realmente, o Ultra N Project foi uma das maiores decepções da Tsuburaya. Não sou entusiasta do Nexus, pois vi poucos episódios. Mas os que vi achei muito bons e conseguiram manter a essência inalterada até o final. O interessante é que resgataram o Noah no filme do Zero de 2010 e depois o Nexus apareceu nos últimos filmes para cinema e também na série do X. Ou seja, O Ultra N Project não foi um fiasco, foi um êxito criativo com muitas homenagens posteriores.

Sobre o Orb, a minha expectativa é boa. Gostei do X e acho que estava na hora de sair daquele esquema de herói adolescente com alma de criança. É legal, mas vai ser ótimo ver um herói à moda antiga, como parece que vai ser a identidade humana do Orb.

Fico um pouco com o pé atrás quando tem muitas transformações radicalmente diferentes, mas quero ver a coisa toda no contexto, em movimento.

A única decepção é que eu gostaria que houvesse neste ano um grande filme para cinema com uma ameaça digna de um filme comemorativo da franquia. Ou um show musical com os temas mais marcantes de todas as épocas. Quem sabe ainda não rola algo assim no segundo semestre.

Abraço!