quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Kill La Kill

Ryuko Matoi e seu
uniforme Senketsu:
Batalhas alucinantes,
violência e muito humor.
Em uma realidade caótica onde as escolas são instituições militarizadas que lutam entre si, uma garota busca vingança. Seu nome é Ryuko Matoi e o pai dela foi assassinado em circunstâncias misteriosas. 

Sua única pista é uma a metade de uma tesoura gigante, que ela usa como se fosse uma espada. Nas escolas, regidas por tiranos sanguinários, existem os que usam uniformes chamados de "goku", que conferem grande força e poder a quem os utiliza, existindo diferentes graduações e níveis de poder indicados por símbolos de estrela. Mas nenhum uniforme é tão formidável quando o "kamui", uniforme sobrenatural usado por Ryuko. 

Na verdade, seria correto dizer que é o uniforme que usa a garota, pois ele grudou em seu corpo ao ser encontrado. O kamui, criado pelo pai de Ryuko, suga o sangue da garota para conseguir poder e por isso é chamado de Senketsu (ou "sangue fresco"). Porém, o que realmente chama a atenção de todos é que essa roupa consciente deixa Ryuko seminua, como se fosse uma roupa de show erótico ou, falando em termos de cultura pop japonesa, um fanservice ao extremo. 


Favelas em morros, uma realidade
no caótico Japão de Kill La Kill
Em sua busca por vingança, Ryuko logo entra em rota de colisão com a perigosa Satsuki Kiryuin, a presidente do Conselho Estudantil. Ela também salva a menina Mako e acaba sendo acolhida por sua aloprada família, que vive em uma das muitas favelas da cidade. 

Em um Japão distópico muito parecido com a cidade do Rio de Janeiro, há uma clara separação entre regiões de ricos e de pobres, com favelas construídas em morros, com uma ambientação bem abrasileirada.

Kill La Kill foi originalmente uma série de animê com 24 episódios exibidos no Japão entre outubro de 2013 e março de 2014. Em setembro do mesmo ano, saiu ainda um OVA (Original Video Animation), com uma aventura que deu continuidade à série. Foi uma produção do Studio Trigger, com roteiro de Kazuki Nakashima e direção de Hiroyuki Sawano. Destacou-se também o vigoroso e expressivo trabalho do animador Toshio Ishizaki, conhecido como SUSHIO, com sua arte de figuras dinâmicas e angulações arrojadas. Com suas deformações e ritmo frenético e cheio de humor, faz lembrar de clássicos animadores americanos, como Tex Avery e Chuck Jones. Com muita criatividade, a equipe do Trigger produziu uma obra onde o talento supria as limitações orçamentárias, como acontecia com os clássicos animês do passado.
Ryuko no traço visto no animê de Kill La Kill
O mangá saiu simultaneamente ao animê, tendo sido um projeto bem planejado. Essa versão em quadrinhos foi assinada por Ryo Ishizaki, que teve o desafio de passar toda a dinâmica da TV para os quadrinhos. Kill La Kill teve seu mangá publicado pela Editora Kadokawa na revista mensal Shonen Ace e rendeu 3 volumes compilados. O mangá tem sua identidade própria, mas preserva todo o humor, situações bizarras e batalhas em ritmo frenético que tanto marcaram o animê. 

Aqui no Brasil, foi lançado pela Ink Comics, uma divisão da Editora JBC voltada a trabalhos inovadores, experimentais ou alternativos, não necessariamente vindos do Japão. Se está procurando uma série curta, despretensiosa e divertida, fica a recomendação. 

Kill La Kill
Roteiro e arte: Ryo Ishizaki
Criação: Studio Trigger e Kazuki Nakashima
Supervisão: Kazuki Nakashima

Editora: Ink Comics
Formato: 12 cm x 18 cm, com cerca de 180 páginas por edição
Total: 3 volumes
Lançamento: Julho de 2015 (Distribuição setorizada)
Preço de capa: R$ 13,90
Classificação indicativa: Para maiores de 16 anos.

4 comentários:

Bruno Seidel disse...

Gostei do visual e do traço! À primeira vista, até parece uma obra infanto juvenil mas, pelo que li na resenha, o tema é um pouco mais adulto e sofisticado.

Interessante essa versão "Rio de Janeiro" de Tokyo. Hehehehehehe!

Ale Nagado disse...

Kill La Kill não pode passar batido, pois é um material muito interessante. Ele retoma uma vocação cartunesca do mangá, com muita dinâmica. Lembra coisas do Monkey Punch, mas com um traço moderno. E eu não sou ligado nesses mangás movidos a fan service, mas Kill La Kill realmente é interessante.

Abraço!

Raphael disse...

Acho que vale lembrar que o anime está disponível no Netflix para quem quiser checar!

Ale Nagado disse...

Excelente dica, obrigado!