segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Magi - O labirinto da magia

Aladim, sua flauta mágica e seu
tapete voador: aventuras no
mundo das Mil e Uma Noites
Ambientada em um mundo exótico com reinos misteriosos, desertos, oásis e criaturas sobrenaturais, Magi - O Labirinto da Magia é o mais recente mangá lançado pela Editora JBCInspirado nos cenários da famosa coleção de histórias e contos intitulada As Mil e Uma Noites, o mangá narra as aventuras de Aladim, um jovem andarilho em busca dos tesouros e segredos das Dungeons, que são torres misteriosas que surgiram do nada e nas quais milhares de homens desapareceram para sempre. 




O valente e ingênuo Aladim carrega consigo uma flauta mágica, de onde sai um Djinn, um gigante místico chamado Ugo. Da pequena flauta sai quase todo o corpo do gigante, ou somente seus braços, mas sua cabeça permanece dentro do instrumento musical. Como a flauta é pequena, fica parecendo um gigante sem cabeça. Suas aparições deixam as pessoas estarrecidas e ele faz de tudo para que seu amigo Aladim não seja ferido. Porém, Ugo é tão tímido com mulheres que é capaz de travar se uma encostar nele. Além de Ugo, Aladim ainda possui um turbante que se transforma num tapete voador. 

Aladim em "modo heróico"
Aladim é um personagem com muitas abordagens em uma única história, parecendo ser várias pessoas numa só. Normalmente, age como um pré-adolescente curioso e inocente. Outras vezes, se comporta como uma criança de 5 anos e é desenhado como tal. Nessa forma mais infantil e fofinha, tem fixação por seios e adora enfiar o rosto em um par bem macio. Mas longe de ser uma tara, o que parece é que ele tem saudade de ser amamentado. Em outros momentos, age como um adolescente intrépido e auto-confiante, sendo inclusive desenhado com proporção diferente. Em mangás infanto-juvenis, é comum esse tipo de deformação no desenho de acordo com a situação ou estado de espírito do personagem, com propósitos humorísticos. Mas em Magi, isso foge um pouco do controle narrativo. Aladim foi concebido para ser, na maior parte das vezes, fofo e meigo, mas isso só vai agradar mesmo a quem se encanta com personagens assim. 

Um outro herói da série, em contrapartida, é extremamente bem definido. Ali Babá, que entra na segunda HQ, é um jovem que sonha com fama e fortuna, vendo nas Dungeons um objetivo a ser conquistado e em Aladin um imprescindível aliado. Ele é ambicioso, dissimulado e malandro (ao menos pensa ser), mas também tem bom coração e em certo momento joga tudo para o alto quando vê uma criança em risco de morte. Aliás, a sequência de salvamento da tal criança é espetacular e mostra a excelente narrativa visual da roteirista e desenhista, a talentosa Shinobu Ohtaka
Edição da Shonen Sunday
com Magi em destaque

Autora ainda jovem, Shinobu Ohtaka estreou profissionalmente aos 21 anos em 2004, com a série Sumomo mo Momo mo ~Chijō Saikyō no Yome. Magi, que foi iniciada em 2009 é somente sua segunda série, um dos grandes destaques atuais da revista semanal Shonen Sunday, da editora Shogakukan. A Sunday é uma forte rival da Shonen Jump e já publicou sucessos como Inu-Yasha, Ranma 1/2, Detetive Conan, Patlabor, Kamen Rider Black, Kikaider, Mai - A garota sensitiva e tantos outros títulos famosos.

Publicando numa das maiores revistas de seu país, Shinobu Ohtaka se mostra totalmente à vontade, dividindo espaço com grandes mestres, como Rumiko Takahashi, outra autora que se destacou com quadrinhos voltados ao público masculino. Com muito senso de humor, Shinobu se dirige aos leitores com divertidas mensagens e ainda apresenta, já no volume 1, um interessante making of de Magi em 4 páginas de HQ. 



Aladim na versão animê
O sucesso gerou um mangá spin-off roteirizado pela autora chamado Sinbad no bouken (Aventuras de Sinbad). A versão animê estreou no Japão em outubro de 2012, com produção da A-1 Pictures. Em outubro de 2013, teve início a segunda temporada (finalizada em março deste ano), sendo que ambas as temporadas tiveram 25 episódios cada. Sinbad também ganhou alguns especiais em animê, lançados diretamente em DVD/ Blu-ray. 

Magi já foi compilado em 22 volumes no Japão e continua sendo produzido semanalmente. O sucesso é mais do que merecido. Shinobu Ohtaka sabe criar situações divertidas, entende bem o público adolescente masculino (o público-alvo da Sunday) e tem ótima narrativa, além de um desenho competente. A fórmula de sucesso, conforme atesta o público japonês, é mais do que acertada.

Magi – O Labirinto da Magia, está à venda em bancas, livrarias e lojas especializadas, no formato 13,5 x 20,5 cm, com aproximadamente 200 páginas em preto-e-branco e impressão colorida nas capas internas.
Preço: R$ 12,90. Distribuição setorizada e periodicidade mensal. 
O volume dois começa a chegar às bancas em 28 de agosto.

4 comentários:

Renato Urameshi disse...

MAGI merece o sucesso que está fazendo aqui no Brasil, Japão e pelo mundo. Quando comprei Magi fiquei com o pé atrás se a história iria agradar do jeito que me falaram, mas logo que li as primeiras páginas percebi que iria ser uma leitura digna de séries "fandons" como Naruto, Bleach e Yu Yu Hakushô.

Ale Nagado disse...

Olá, Renato.

Então, desses mangás que mencionou, não acompanho nenhum. Em geral, não gosto de mangás shonen de ação. Quando peguei um exemplar de Magi, resolvi dar uma chance, esperando uma leitura descompromissada.

O primeiro capítulo, confesso, não me agradou. O segundo achei empolgante e os restantes bem divertidos. Vou ler o número 2 também, certamente.

Abraços!

Natália Maria disse...

Olá!!

Já ouvi diversos comentários positivos à cerca de Magi e eu não queria me interessar pela série. Já compro demais. Mas, daí, eu leio esse post e fico tentada a comprar.
O que eu faço?

Pelo jeito, o volume 2 deve estar chegando em breve nas bancas. Ou seja, eu ainda tenho um tempo para pensar. rsrsrsrs

A história parece ser ótima, mais um ponto para meu crescente interesse a obra.

Até mais

Ale Nagado disse...

Oi, Naty.

Então, eu geralmente não curto muito mangás shonen de ação. Personagens histéricos acabam me irritando. Mas Magi é um pouco diferente. Mesmo eu não tendo gostado do personagem principal, o Aladim, gostei muito do Ali Babá e o gigante Ugo é impagável. As aparições dele são rápidas e muito legais.

E como eu disse, a narrativa visual é muito boa.

Abraço!