terça-feira, 29 de abril de 2014

Dica musical: O jazz do Three Primary Colors

Tooru, Emi e Satoshi - Three Primary Colors
Uma banda estreante cheia de personalidade, direto de Tóquio

Dentre os gêneros musicais que gosto, o jazz talvez seja o que eu menos conheça com profundidade, sou um apreciador ocasional. Tenho uns CDs básicos de artistas como Nat King ColeHerbie Hancock, além de algumas coletâneas. Também gosto muito do Vince Guaraldi Trio (da trilha sonora do Snoopy) e alguns outros. E, não faz muito tempo, descobri que o Japão tem um vasto cenário musical voltado ao jazz, com grande destaque para a música instrumental. 



Aqui no Sushi POP, já indiquei alguns artistas bacanas, como o pessoal do Acacia Orchesta, fox capture plan e o projeto Platina Jazz, que faz versões de anime songs com arranjos em estilo jazz. 

A indicação agora é da banda estreante Three Primary Colors, que lançou em 12 de abril de 2014 seu primeiro álbum, intitulado Three Primary Sounds. Do pouco que vi, é material extremamente sofisticado, com muita energia e uma musicalidade encantadora. 

A banda é formada por Tooru Yamashita (guitarra), Emi Murata (teclados) e Satoshi Koguma (bateria). Como a maior parte dos artistas de jazz japoneses, seu objetivo não é o estrelato, nem entrar no mundo das celebridades da mídia. O lance desses músicos talentosos é, simplesmente, fazer boa música. 

"the rumio" (ao vivo na casa noturna Shibuya PLUG, em Tóquio)


"just call my name" (Official trailer)




Site oficial: www.threeprimarycolors.com

8 comentários:

JJ Marreiro disse...

DEsculpa o Off topic, Nagado, mas precisava postar aqui ... imagino que vc já tenha visto isso: http://leituraoriental.blogspot.com.br/2014/04/6-criticos-brasileiros-no-mundo-otaku.html

Ale Nagado disse...

Fala, JJ! Off topic aceito.

Eu vi a lista, sim. Inclusive divulguei no meu Twitter. O primeiro lugar da Sonia Luyten é mais do que merecido.

Abração!

Rogério disse...

Boa noite Nagado,

Nossa, eles são muito bons.
Obrigado pela dica.

Adoro ver como o Jazz se tornou uma "linguagem internacional" sendo bem tocado em várias partes do mundo. Fazendo uma analogia com os quadrinhos: terá o Mangá também já se tornado uma "linguagem gráfica internacional" bem utilizada mundo a fora?

Haverá grandes artistas de Mangá fora do Japão assim como há grandes jazzistas em várias partes do Mundo?

Mudando de assunto: agora lembrei, acho que a primeira vez que ouvi falar da Sonya Luyten foi no programa Paulista 900 da TV Gazeta. Alguém aí se recorda? Era uma grande curiosidade uma pesquisadora séria estudando mangá, ou melhor quadrinhos, acho que quase ninguém usava este termo na época. Talvez ela até tenha contribuído para a divulgação.

Ale Nagado disse...

Rogério, tudo bem?
Interessante a comparação. O mangá tem seguido o caminho do jazz em termos de ganhar o mundo, mas ainda tem muito a percorrer até que a quantidade gere qualidade compatível com o que se faz na fonte. Tem também a questão regional, de dar um passo além da emulação até se atingir identidade própria. Não que isso seja necessário. O jazz instrumental japonês em geral não tem elementos regionais e nem por isso deixa de ser bom.

E sobre o off-topic, realmente a Sonia Luyten foi a grande pioneira na divulgação do mangá no Brasil.

Abraços!

Bruno Seidel disse...

Mais uma vez estou positivamente surpreso com a qualidade sonora do jazz japonês. Incrível como esse tipo de som é agradável e refinado. Da outra vez, acabei curtindo demais a banda fox capture plan e até cheguei a me interessar por outras músicas do trio.
Dentro do cenário de animes, acho que uma das versões jazz mais famosas é a música "Tank!" (Cowboy Bebop) da banda Seatbelts, certo?
Já em Kamen Rider W, tivemos a abertura com uma pegada de jazz da cantora Aya Kamiki.
Me parece que esse estilo musical mais "charmoso" combina bem com animes e séries que tem como temática histórias de detetive, espionagem e um certo ar ocidental.

Ale Nagado disse...

Bruno, você mencionou jazz em trilhas de animê e tokusatsu e lembrei do Metalder. No BGM, há uma faixa (M-14, se não me engano) que é puro jazz. Acho que esse tipo de música combina com séries de ar sofisticado.

Abraço!

Rogério disse...

Boa noite Nagado,

Você já leu RONIN de Frank Miller?(no tempo em que ele era genial).
Há quem diga que é umas das melhores "apropriações" ou adaptações que as HQs ocidentais fizeram do estilo do mangá. Na época Miller estava deslumbrado por Lobo Solitário. Com razão.
É uma obra muito rica e de muita força ainda que um tanto hermética.
E como o cara desenhava nos anos 80. Pergunto-me o que houve.

Ale Nagado disse...

Rogério e leitores em geral: vamos nos ater ao tema da postagem.

Daqui pra frente vou evitar autorizar comentários off-topic, ok?

Mas vamos lá: o Frank Miller ficou velho, no sentido mais pejorativo possível. Ele "cresceu" e, na minha opinião, perdeu a mão.

Abraço!