segunda-feira, 3 de março de 2014

Sete mulheres da cultura pop japonesa

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, conheça sete personalidades femininas da música, do mangá e do tokusatsu que marcaram época. São artistas que passaram no teste do tempo e se tornaram referência em suas áreas de atuação. 

J-MUSIC
Primeiro, quatro cantoras que não apenas venderam milhões de álbuns, mas também tiveram influência massiva na moda, comportamento e se tornaram símbolos de mulheres fortes e donas de seu destino. 
Mais de 50 milhões de exemplares vendidos:
Ayumi Hamasaki é a mulher que mais vendeu
CDs no Japão até hoje.
AYUMI HAMASAKI

Comercialmente a mais bem-sucedida cantora do Japão, com mais de 50 milhões de CDs (entre singles e álbuns) vendidos desde sua estreia em 1998. Ayu (como é conhecida) nasceu em 2 de outubro de 1978 e também é atriz e compositora. 

Sua evolução artística foi intensa, e sua passagem de intérprete para uma compositora de suas próprias canções se deu sem prejuízo para as vendas de seus trabalhos, como já aconteceu com tantos astros pop antes e depois dela. Poker face, MOON, Startin, part of me, Glitter, Fated, Together when e muitos outros singles se tornaram populares.  

Seu som e imagem são bastante ocidentalizados e ela é uma referência pop em toda a Ásia.


"Heaven"

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Namie Amuro: Uma das divas do J-pop.
NAMIE AMURO

Ex-integrante de um grupo idol chamado Super Monkey´s, a pequena Namie Amuro se tornou uma diva do J-pop, graças ao megaprodutor Tetsuya Komuro. Acumulou vários hits de música eletrônica e enveredou pelo gênero rhythm and blues. Sua pele bronzeada, cortesia de sua terra natal, Okinawa, ajudou a criar um novo padrão de beleza em seu país nos anos 1990. 

Nascida em 20 de setembro de 1977, é até hoje uma das mais queridas artistas da música pop japonesa. Entre seus sucessos, hits como Can you celebrate?, Don´t you wanna cry, toi et moi (tema de Pokémon The Movie, 2000), You´re my sunshine e vários outros. Vendeu mais de 33 milhões de gravações somente em seu país. 

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Akina Nakamori: A garota ideal

AKINA NAKAMORI

Uma das cantoras mais famosas de seu país, foi uma das sensações do kayoukyoku, como era chamado o pop japonês nos anos 70 e 80. Nascida em 13 de julho de 1965, estreou em maio de 1982 e colecionou sucessos, além de ter lançado várias modas. Seus penteados eram copiados, suas roupas e trejeitos faziam a cabeça do público. Tornou-se atriz e emplacou participações em filmes e dramas de sucesso. 

Foi considerada o padrão de garota ideal pela mídia japonesa, aparentando ser simples e ao mesmo tempo moderna, acessível e descolada. Também mostrava um lado ousado e rebelde mas, em geral, era uma garota de apelo mais humano, ao contrário de sua "rival" Seiko Matsuda, que fazia mais o estilo boneca de porcelana a ser idolatrada. 

Com seu álbum Resonancia (2002), protagonizou uma das mais ousadas capas já editadas no Japão, onde aparece, balzaquiana e nua, envolta com vários homens igualmente nus. Entre seus grandes sucessos, há títulos como Shojo A, Second love, Southern wind, Mi amore e vários outros. Vendeu mais de 25 milhões de gravações. 

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Seiko Matsuda: Eterna idol
SEIKO MATSUDA

Rival direta de Akina perante a mídia, ajudou a formatar o padrão das pop idols dos anos 80, com seu jeito de menininha virginal, sonhadora e inacessível, imagem que conseguiu manter por muito tempo depois de ter sido mãe e passado dos 30 anos. Nasceu em 10 de março de 1962, é descendente da nobreza feudal e estreou como cantora aos 18 anos, em 1980. 

Hadashi no kisetsu, Heart no earring, Tengoku no kiss, Marrakesh, Good for you e outras tantas canções ajudaram a projetar suas vendas de singles e álbuns na casa dos 29 milhões de cópias vendidas até hoje. Ao longo da carreira, tornou-se também compositora e produtora, sendo uma artista pop das mais respeitadas, referência de sua geração. 

Seiko Matsuda colecionou escândalos por conta de sua vida particular nada comportada, mas nunca se deixou abalar, ao contrário de outras que sumiram da mídia ou se suicidaram por não aguentar as pressões do mundo artístico japonês. Casou-se algumas vezes, nunca aceitando a condição de dona-de-casa, o destino de inúmeras artistas japonesas que encerraram a carreira após o casamento. 

Como Akina, tornou-se atriz e conseguiu trabalhar em várias produções em TV e cinema.

- Outras cantoras e bandas pop (com vocal feminino) de grande sucesso, em várias épocas: PeanutsMomoe Yamaguchi, CoCo, Wink, Princess Princess, Yumi Matsutoya, Noriko Sakai, Puffy AmiYumi, SPEED, Hikaru Utada, Misia, Dreams Come True, globe, Miyuki Nakajima, Mai Kuraki, My Little Lover, Miki Imai, Yui, SCANDAL, AKB48, Nogizaka 46, Momoiro Clover Z, Kyary Pamyu Pamyu...

MANGÁ / ANIMÊ
Lady Oscar: Dramas complexos com
um pano de fundo histórico


Ryoko Ikeda, a grande dama do mangá
RYOKO IKEDA

A mais importante autora de mangás femininos em seu país. O shojo mangá (quadrinhos para garotas) surgiu com Osamu Tezuka, mas foi com Ryoko Ikeda que o gênero ganhou mais força e identidade. 

Seus traços delicados, com figuras de olhos gigantescos e brilhantes, mais uma narrativa que evocava um clima de permanente sonho, ajudaram a formar a base estética do mangá para garotas. 

Seu maior sucesso é A Rosa de Versalhes (1972), ambientado na Revolução Francesa e um dos mais influentes mangás (femininos ou não) de todos os tempos. No Brasil, a versão animê saiu em vídeo nos anos 1990, com o título Lady Oscar. Seu traço foi copiado incontáveis vezes e sua obra é referência até hoje, com artistas influenciados direta ou indiretamente por seu trabalho. 

Nasceu em 18 de dezembro de 1947 e, desde 1995, tem uma carreira paralela como cantora de ópera. Elegância é uma palavra que define bem sua vida e obra. 


Rumiko Takahashi: Toque
de gênio em cada obra.
RUMIKO TAKAHASHI

A mais bem-sucedida autora de mangá de todos os tempos nasceu em 10 de outubro de 1957. Foi aluna de Kazuo Koike, o lendário roteirista de Lobo Solitário e Crying Freeman

Habilidosa em contar histórias sobre relacionamentos entre personagens complexos, Rumiko fez fama e fortuna no competitivo mundo dos mangás shonen (para garotos). Equilibra como poucos elementos de ação, humor, suspense e drama, ditando sempre o rumo de suas criações. 

Suas obras mais conhecidas são Ranma 1/2, Urusei Yatsura (cuja versão animê foi lançada no Brasil em vídeo nos anos 80 com o nome Turma do Barulho), Maison Ikkoku e Inu-Yasha. Todas essas também se tornaram animês de enorme sucesso. Outras obras que podem ser listadas são One-Pound Gospel, Rumic World e a série atual, Rin-ne, publicada na revista semanal Shonen Sunday (Ed. Shogakukan), o habitual lar de suas criações. 

Combinadas, as encadernações de suas obras já venderam mais de 150 milhões de cópias, somente no Japão, mas ela tem muitos fãs na Europa, EUA e Brasil. 


As heroínas de Rumiko Takahashi:
Personalidade, simpatia e atitude.
- Outras artistas do mangá de grande destaque em várias épocas: Kyoko Mizuki, Yumiko Igarashi, Suzue Miuchi, Chieko Hosokawa, Koi Ikeno, Akimi Yoshida, Aya Nakahara, CLAMP (estúdio), Yuu Watase, Naoko Takeuchi, Yoko Kamio, Ai Yazawa, Arina Tanimura, Keiko Suenobu...


TOKUSATSU


Naomi Morinaga:
Estrela de ação.
NAOMI MORINAGA

Primeira grande atriz de ação japonesa, nasceu em 12 de março de 1964 e fez fama na década de 1980. Em um terreno dominado por homens, Naomi chegou chutando traseiros com muito charme. Treinada pela academia do JAC - Japan Action Club, do lendário ator Sonny Chiba, teve papel fixo em apenas duas séries e formou uma legião de fãs. 

Seu papel mais famoso foi como a parceira Annie, do Policial do Espaço Sheider (1984). O astro da série, o falecido Hiroshi Tsuburaya, não sabia lutar e muitas lutas preliminares ficavam com Annie. Ela inclusive saia no braço com os invasores espaciais ao lado de Sheider transformado. Sempre lutava de minissaia, fato que rendia toneladas de cenas "fan service" aos marmanjos de plantão, que aguardavam os chutes e saltos acrobáticos da musa. 

Nunca houve, na história dos seriados tokusatsu, uma mulher que se destacasse tanto em cenas de ação. Muitas séries já usavam atrizes com treinamento em combate e outras conquistaram muito mais fãs com sua beleza e charme, mas a chegada de Naomi mostrou um salto qualitativo. Ela era a guerreira sem vocação para "mocinha em apuros", encarando quedas e muita pancadaria sem usar dublês e com coragem e velocidade. Como bônus, ela ainda era muito bonita e carismática. A popularidade da personagem rendeu até um mangá assinado pelo então ilustrador Keita Amemiya, que se tornaria depois um renomado diretor de cinema e TV. 

Depois de Sheider, Naomi interpretou a triste guerreira Helen no seriado Spielvan (1986), atuando junto com o consagrado Hiroshi Watari. Ela interpretou a irmã do herói, que era transformada contra sua vontade na vilã Herbaira e, posteriormente, se tornou a heroína Lady Helen. E ainda, teve pequena participação no filme Kamen Rider ZO (1993). Fora do tokusatsu, fez vários ensaios fotográficos nua e chegou a participar de um drama erótico, mas não virou atriz pornô, conforme boatos que se espalharam pela internet. Casou-se em 1998 e se afastou do mundo artístico.

Atualização (27/05/2014): Naomi Morinaga resolveu voltar para a frente das câmeras ao confirmar participação no filme para vídeo Sheider: Next Generation.

Sheider e Annie:
Lutando contra os
monstros espaciais.
- Outras atrizes famosas do tokusatsu (não necessariamente lutadoras): Hiroko Sakurai, Yuriko Hishimi, Rumi Sakakibara, Mitsuko Hoshi, Sayoko Hagiwara, Machiko Soga, Hiroko Nishimoto, Yoko Nakamura, Makoto Sumikawa, Mika Chiba, Kei Ishibashi, Tamao Sato, Mio Takaki, Takami Yoshimoto, Reiko Chiba, Risa Saito, Maria Yamada, Aiko Ito, Yui Koike, Mao Ichimichi... 


LEITURAS ADICIONAIS - Artistas

Esta postagem apresentou apenas sete mulheres que se destacaram no cenário da cultura pop japonesa, mas há muitas outras. Algumas, inclusive, já ganharam postagens aqui no Sushi POP. Confira:

Carmen Maki - A Rainha do Rock Japonês 

* Miki Matsubara - Estrela eterna

Rimi Natsukawa e Ryoko Moriyama (no post sobre a canção Nada Sousou)

Scandal - Garotas do Rock 

LEITURAS ADICIONAIS - Temas polêmicos


AKB48: Valorização
ou exploração da
figura feminina?
AKB48 - Elas são lindas, dançam, cantam e atuam. Já venderam mais de 30 milhões de CDs e estão por toda parte na mídia de seu país. Mas também representam uma imagem pré-fabricada de garotas idealizadas, sem direito a uma vida pessoal, controladas com mão de ferro para vender uma imagem virginal, frequentemente associada a um erotismo leve. 

O grupo foi tema de um post controverso e bastante crítico ao esquema exploratório ao qual a banda se submete em troca de fama e fortuna. 

- Leia aqui

Perseguição e idolatria no mundo otaku - Sobre o lado negro do culto às celebridades no Japão, algo que atinge muito mais as mulheres do que os homens. Outro artigo polêmico. 

- Confira aqui. 

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Faltou gente importante a destacar? Claro que faltou! Manifeste-se e deixe suas homenagens na área de comentários. 

Para todas as leitoras, um Feliz Dia Internacional da Mulher!

21 comentários:

Usys 222 disse...

Excelente matéria! Uma boa ideia para o Dia Internacional da Mulher citando todas essas artistas memoráveis.

Uma pessoa que eu homenagearia seria a grande Mitsuko Horie, a imperatriz das anisongs. A voz dela marcou muito a minha infância e até hoje ela mostra que está em forma, como em sua atuação na segunda temporada de Akibaranger.

Outra seria Hiromi Iwasaki, cantora com uma voz maravilhosa que interpreta músicas de forma que tocam fundo no meu coração. E também tem sua irmã, Yoshimi, interprete do tema de Touch, não tão famosa quanto Hiromi, mas igualmente talentosa.

Ale Nagado disse...

Fala, Mr. Usys!

Eu fiquei tentado a incluir a Mitsuko Horie, mas achei que já havia cantoras demais na listagem. Em termos de vendas, infelizmente não há comparação. Mitsuko Horie, por mais que seja uma cantora fantástica, não tem o mesmo peso comercial e comportamental que as 4 que listei. Então, acabou ficando de fora, mesmo sendo uma das minhas cantoras favoritas.

Boa lembrança essa da Hiromi Iwasaki, tenho uma coletânea dela. E não sabia que ela era irmã da cantora de Touch. Valeu pela informação.

Abraço!

Natália Maria disse...

Olá!!

Post interessante este. Das mulheres que você destacou, conheço um pouco de Ayumi Hamasaki. Namie Amuro só conheço uma música (vide one piece).

Sempre desejei e ainda desejo que Rosa de Versalhes seja publicado por aqui. Parece ser uma boa obra. Me apaixonei lendo matérias escritas pela Valéria Fernandes (Shoujo Café). xD

Gostei da sua homenagem, embora ainda seja cedo para tal (hoje ainda é dia 04)

Até mais

Ale Nagado disse...

Fala, Naty. Li somente um capítulo da Rosa de Versalhes, em inglês. É uma obra referencial do mangá shojo.

Ah, não é tão cedo assim pra homenagens. Afinal, muitos se referem a março como o "Mês das Mulheres".

Abração!
PS: Gostei da sua resenha sobre o "Vidas ao vento". Dá detalhes interessantes sobre o lado histórico da trama, sem entregar spoilers.

Bruno Seidel disse...

Justíssima homenagem!

Com relação à Naomi Morinaga, lembro de um episódio do Kamen Rider Kuuga em que um personagem se refere a ela como sendo uma péssima atriz. Confesso que achei bem estranho uma série da própria Toei se referindo dessa forma a uma atriz que abrilhantou tanto o gênero nos anos 1980.

Ale Nagado disse...

Fala, Bruno!

Não sabia dessa citação pejorativa que foi feita. Tem mais jeito de "vingança" de algum produtor ou roteirista ressentido. Na verdade, isso dá uma pista de que ela pode não ter encerrado a carreira de modo amigável. A verdade, como em muitos casos como o dela, pode nunca vir à tona.

Quando eu estava pensando na pauta da matéria, escolhi Naomi Morinaga pela imagem de força que ela projetava. Não era apenas mais uma atriz bonita e estava um nível acima de outras atrizes lutadoras japonesas. E pelo que vi, ela poderia ter tentando carreira em Hong Kong, onde há enorme mercado para filmes de ação.

Valeu, grande abraço!

Rogério disse...

Ótima postagem Nagado.

Sempre ouvi que a sociedade japonesa, apesar do notável desenvolvimento educacional, é marcado por um machismo profundo(como muitas outras).

Pergunto-me se a existência destas estrelas POPs e personagens femininas fortes contribuiu para mudar esta situação.

JJ Marreiro disse...

Meu comentário vai ser um pouquinho off topic - embora o texto seja fabuloso como de costume :) Mas passei pra dizer que estou ouvindo bastante J-pop :) E por culpa sua, Nagado :) hehehe. Esse som é muito bacana!!!

Achei muito bacanas as dicas que vc tem postado aqui sobre trilhas, aberturas de series, animesongs, J-Pop em geral... O K-Pop é uma espécie de primo próximo do J-Pop, ou estou viajando? Poderia explorar um pouco o K-pop futuramente - com direito a dicas? :) hehehe Obrigadão!

Ale Nagado disse...

Fala, JJ!

O K-pop realmente pegou carona no J-pop, mas está tendo mais êxito na difusão mundial. O excesso de preocupação com direitos autorais no Japão barra muita coisa de ser conhecida no exterior. No Japão, é comum partirem pedidos o tempo todo para que o YouTube retire vídeos enviados por fãs. Isso, fora um monte de medidas protecionistas, acabam dando espaço ao K-pop, que tem estratégias de marketing mais agressivas e antenadas.

Quando se fala em K-pop, o público já associa a música eletrônica dançante feita por boys bands ou girls bands montadas em escritórios de gravadoras. Eu particularmente, acho a maioria intragável para o meu gosto. Eu prefiro o J-pop mais melódico, das antigas e que bebe na fonte do britpop. E o K-pop também possui bons artistas que fazem pop de qualidade seguindo linhas mais melódicas, valorizando a canção. Sou bem ignorante em música coreana, mas já coisas interessantes fora do que tem ficado mais conhecido no ocidente.

E aguarde, que sempre que possível postarei dicas de J-music aqui no Sushi POP.

Abração!

Ale Nagado disse...

Rogério, não creio que as estrelas pop ou personagens femininas fortes tenham melhorado algo em relação à percepção da mulher no Japão. Tem um lado de liberação sexual que avançou muito nos últimos anos, mas é tudo muito velado. Além disso, as mulheres continuam ganhando menos que homens e ainda existe muito a se avançar. Hoje muitas mulheres japonesas não almejam mais o casamento ou ter filhos e isso tem causado preocupantes quedas no índice de natalidade do país.

A situação é complexa, mas quero crer que seria pior sem a presença na mídia de mulheres de personalidade e força. Porém, febres midiáticas como AKB48 e similares apenas reforçam a ideia da mulher como objeto sexual. Lembra do caso da cantora do AKB que raspou careca (ou a fizeram fazer isso) como punição por ter saído com um rapaz? Com o rapaz, claro, nada aconteceu, mas e menina foi humilhada em público por ter "traído" seus fãs, muitos deles senhores de meia idade com fetiche por menininhas doces e virginais.

É por isso que, na postagem, eu selecionei mulheres que sempre mostraram personalidade. Delas, Naomi Morinaga teve o típico fim de carreira de muitas estrelas: casam e saem da área artística. Mas a imagem que ela projetou durante sua curta carreira foi um marco importante.

Abração!

Victor Izidorio disse...

Esse post pode ser o pontapé inicial para que muitas pessoas possam conhecer ainda mais esse enorme universo a ser descoberto, que é o da música japonesa, de riquíssima e fascinante história.

Seja qual for a época... 60, 70, 80, 90, 00 ou 10.... A cada década uma viagem diferente, que renderiam um livro daqueles.

Fernando Oliveira disse...

Megumi Hayashibara

Ale Nagado disse...

Bem lembrado, Fernando. Megumi Hayashibara é uma das mais importantes dubladoras que já apareceu no Japão, tendo também uma respeitável carreira musical. Fosse maior a lista, ela poderia ter entrado também.

Abraço!

Kauê disse...

A rivalidade Nakamori vs. Matsuda pode ser escrita sem parênteses. A Matsuda, dizem, roubou o homem da Nakamori e esta seria a justificativa da tentativa de suicídio que acabou com a carreira dela, Akina, na época.

Musicalmente, eu prefiro a Akina.

Ale Nagado disse...

É verdade. a rivalidade midiática acabou vazando pra vida real. Não sei se eu devia ter abordado o caso, pois a ideia era mostrar as carreiras. Mas como a carreira da Akina quase foi interrompida por isso, acho que devia mesmo ter incluído.

Gosto das duas. Acho que o repertório da Seiko Matsuda tem mais músicas do meu agrado (e sempre achei ela bem mais bonita também). Mas é bastante claro pra mim que Akina é uma cantora tecnicamente superior.

Abraço!

Rafhael Victor disse...

Ótima matéria, como sempre, Nagado.

Ale Nagado disse...

Valeu, Raphael. Espero ainda fazer muitas como esta.
Abraço!

Rodrigo Gonçalves disse...

Ótima matéria, porém você poderia ter incluido a Miyuki Nakajima nesta lista... De todas as cantoras de j-pop é a que menos eu vejo ser comentada... Será que é por conta do seu tom de voz peculiar?
Será que dentre os fãs de música japonesa só eu que gosto dela?
Gostaria de saber a sua opinião sobre essa musa do j-pop tão negligenciada.

Um abraço.

Ale Nagado disse...

Oi, Rodrigo. Se prestar atenção, na lista de cantoras que são citadas no final do tópico sobre música, há o nome da Miyuki Nakajima, sem dúvida uma grande artista. Porém, tive que restringir bastante as que teriam uma mini-biografia na matéria, com apenas os nomes mais lembrados como as maiores estrelas pop do Japão.

Mas conheço pouco a obra dela, apenas alguns vídeos.

Abraço!

Anônimo disse...

Olá!
Nagado, é o Marcos.
A matéria de fato é muito boa.
Conheço a música japonesa há pouco tempo (faz uns quatro anos). A primeira cantora que comecei a acompanhar foi Meisa Kuroki. Fiquei sabendo que ela tinha descendência brasileira e comecei a buscar conteúdos. Primeiro os filmes, depois as músicas.
Graças a ela, descobri Anna Tsuchiya (a minha cantora japonesa predileta, pois prefiro rock), Beni Arashiro, Angela Aki, Olivia Lufkin, Aya Kamiki, a rapper Ai e a famosa Namie Amuro.
Quanto ao tokusatsu, sem dúvida a grande musa foi Naomi Morinaga (e por falar nela, não querendo ser chato, mas por um erro de digitação o sobrenome ficou "Moringa" em uma das fotos), mas Yuriko Hishimi também fez bastante sucesso e se tornou uma das musas "problemáticas" entrando em conflito com a Tsuburaya na época em que sua personagem, Anne, já havia estourado.
Aqui no Brasil, Yoko Nakamura (Yellow Flash) fez bastante sucesso pela sua beleza e talento. Confesso que a moça era a minha atriz favorita na época.
Grande homenagem às mulheres que auxiliam o Japão a ser um país tão forte na cultura pop.
Parabéns pelo post!

Alexandre Nagado disse...

Oi, Marcos. Obrigado pelo toque, arrumei a legenda (que passou batido por meio mundo, que coisa) e até incluí o nome da Yoko Nakamura na lista. Realmente, ele merece estar lá.

E a Meisa Kuroki tem um avô nissei brasileiro, mas não sei se ela conhece nosso idioma. Ela foi a estrela do live-action da Patrulha Estelar (Space Battleship Yamato) e, quando adolescente, cantou na banda BB Waves que fez um tema de encerramento para o Ultraman Gaia. A menina deixou sua marca em duas das maiores franquias da cultura pop japonesa.

Valeu! Abraço!