sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Turma da Tribo: Um gibi brasileiro em estilo europeu

HQ brasileira com sabor europeu
A linguagem das histórias em quadrinhos não representa apenas uma fonte de entretenimento, mas uma ilimitada ferramenta educacional e de comunicação. Isso tem sido reconhecido cada vez mais nos últimos anos, conforme vão aparecendo iniciativas governamentais para fomentar a produção nacional. Em Macapá/AP, um edital de literatura chamado Simãozinho Sonhador, da Secretaria de Estado da Cultura, selecionou um trabalho que deu origem a um gibi educativo. 

O projeto vencedor foi Turma da Tribo, uma produção de Gian Danton (roteiro) e Ricardo Manhães (arte).

Ambientado na floresta amazônica, o enredo mostra as valentes crianças de uma tribo indígena tentando proteger a mata das garras de um serralheiro inescrupuloso e seus ajudantes. Eles já derrubaram muitas árvores e estão decididos a derrubar ainda mais para aumentar seus lucros. Poti, Apoema, Toró e Baquara terão que usar toda a sua esperteza para tentar vencer os invasores de suas terras. Para ajudá-los na missão, uma figura do folclore nacional terá importância fundamental. 


O tema totalmente regional ganha um toque europeu com o traço no elegante estilo franco-belga, cortesia de Ricardo Manhães, um brasileiro que publica álbuns na França e Bélgica há 14 anos. A arte é expressiva, com acabamento impecável. A narrativa ágil e texto preciso conduzem a uma leitura rápida e agradável, porém dando a sensação de ter acabado muito rápido. No final, um pequeno "making of" mostra as etapas de produção de Turma da Tribo. 

Os personagens poderiam render no futuro um álbum, o que seria algo muito bem-vindo, dada a qualidade do material apresentado nessa edição especial. 

O título foi lançado em Macapá no dia 1 de fevereiro, como parte das comemorações locais pelo Dia do Quadrinho Nacional. Sem dúvida, um belo exemplo de HQ produzida no Brasil com padrão de qualidade internacional. 


Página à lápis de Ricardo
Manhães: Arte refinada
Serviço:
Turma da Tribo 
Formato: 14,5 x 21cm com 28 páginas. 
Preço: R$ 5,00 (frete incluso)

Para adquirir seu exemplar, entre em contato com Leonardo Melo:

E-mail: venomelo@yahoo.com.br 
Facebook:  www.facebook.com/leonardo.melo.100?fref=ts

Biografias: (press release)

Gian Danton (pseudônimo do professor universitário Ivan Carlo Andrade de Oliveira) é roteirista de quadrinhos desde 1989, já tendo trabalhado para diversas editoras e revistas, entre elas a MAD. Durante anos foi o roteirista de Joe Bennett, com o qual criou a cultuada HQ Família Titã. Seu trabalho mais conhecido na área foi o texto da graphic novel em duas partes Manticore, ganhadora dos prêmios Ângelo Agostini, HQ Mix e Nova. 

Foi um dos selecionados para o álbum MSP+50 em homenagem aos 50 anos de carreira de Maurício de Sousa, para o qual produziu uma versão vintage do Astronauta, com desenhos de JJ Marreiro. Seu livro Grafipar, a Editora que Saiu do Eixo (Ed. Kalaco), foi indicado este ano para o prêmio HQ Mix na categoria melhor livro teórico. 
Blog: www.ivancarlo.blogspot.com.br 


Ricardo manhães é ilustrador e autor de história em quadrinhos. Trabalhando há mais de 14 anos para o mercado europeu de HQ, conta com participações em coleções importantes do mercado Francês e Belga como “Les Guides en BD” e “Les Foot Furieux”, e também várias publicações traduzidas para o Holandês. Todos os álbuns publicados, seja solo ou em participações, somam mais de 160.000 exemplares vendidos na Europa. 

Em 2010, foi convidado a fazer sua versão da Turma da Mônica, em estilo Franco-Belga de humor, para o álbum MSP+50 em homenagem aos 50 anos de carreira de Mauricio de Sousa.
Blog: www.ricardomanhaes.blogspot.com

Veja também:
Uma entrevista com os autores, no blog Laboratório Espacial.

6 comentários:

Alexandre Silva disse...

Parabéns pela bela matéria, Ale! Este é um bom exemplo de HQ nacional de qualidade, feita fora do eixo Rio-São Paulo!! Temos muitos bons trabalhos por esse Brasil afora! Parabéns aos autores!!

Ale Nagado disse...

Fala, xará!

Realmente, não faltam grandes talentos neste nosso país. Infelizmente, não há um mercado de trabalho local que absorva esses talentos, permitindo que eles tirem seu sustento da produção de HQs. No caso do Ricardo Manhães, ele encontrou seu caminho no mercado europeu. É triste que um talento como o dele seja mais reconhecido (até financeiramente falando) em outros países.

Abraços!!

Natália Maria disse...

HQ nacionais!! Ando curtindo bastante isso, assim como os autores de livros brasileiros.

É realmente triste que o trabalho de muitos desses artistas não são reconhecidos e acabam muitas vezes no esquecimento.

O preço camarada me chamou a atenção.

Falando em hq nacional, você leu o texto do Valente?

Até breve

Ale Nagado disse...

Oi, Naty!

Bom, pode me contar como um dos que caiu no esquecimento. Já tive minha boa cota de produção anos atrás, mas não deu mais.

Ah, li sim o texto sobre o Valente. O material parece adorável. Uma hora, vou querer ler.

Abraço!

Natália Maria disse...

Sério? Já li sobre você desenhar. Tem algum material ainda?

Ale Nagado disse...

Olha, neste link abaixo tem meu último trabalho de HQ autoral comercializado. Saiu em 2003 e tempos depois coloquei pra leitura on-line: (Espero que goste...)

Dani - Pequenos gestos
http://nagado-portfolio.blogspot.com.br/2012/01/dani-pequenos-gestos.html

Ah, e o desenho do cabeçalho do Sushi POP é de minha autoria.

Abraço!