RECADO AOS VISITANTES:

Olá! O blog está de férias, mas já estou trabalhando em novas postagens. O Sushi POP voltará a ser atualizado no dia 1 de agosto (terça), no período da tarde.

O que vem por aí:
- Ultraman Geed, Novo Lobo Solitário, resultado da convocação para trabalhos acadêmicos e mais!

Esteja aqui para conferir. Até breve!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Boletim 48: Exposição "Japão - O Reino dos Personagens"

Alguns personagens da década de 1970 que
se tornaram ícones da cultura pop japonesa
Exposição investiga influência do mundo pop na sociedade japonesa

Mazinger Z, de Go Nagai,
é desconhecido do
grande público
brasileiro, mas é
referência no Japão
A Fundação Japão está trazendo ao Brasil, em parceria com o Sesc SP, a exposição JAPAN: Kingdom of Characters (Japão: O Reino dos Personagens). Depois da boa repercussão da mostra Ukiyo-e Heroes, chega ao nosso país mais uma atividade ligada ao universo da cultura pop, em um projeto ainda mais ambicioso. Desta vez, vai relacionar a enorme produção japonesa com fatores sociais e culturais do país. E, de forma integrada, vai mostrar Hello Kitty, Kamen Rider, Ultraman, Pokémon e tantos outros como ícones pop que se integram à sociedade japonesa, buscando razões e explicações para diversos fenômenos de popularidade que se estenderam a vários outros países. 

A exposição acontece de 7 a 25 de junho de 2013, no Sesc Carmo, no centro de São Paulo - capital. Depois, em datas a serem anunciadas, irá para outras capitais brasileiras, como Curitiba, Recife, Manaus, Belém, Brasília e Rio de Janeiro. O evento no Sesc ainda vai abrigar a mostra integrada No reino dos tamagotchis, com bichinhos virtuais com os quais o público poderá interagir, além de oficinas, aulas abertas e contação de histórias. 

Confira abaixo trechos extraídos do material para imprensa que recebi, mais a programação do evento no final da postagem.

(Agradecimentos a Erico Marmiroli)

Do press release:

Reino dos Personagens
O que seriam personagens? Por que um certo personagem é criado e qual motivo o torna popular? Que tipo de sociedade eles representaram? Nesta exposição, personagens “populares” que qualquer japonês é capaz de reconhecer como o Ultraman, o Astro Boy, a Hello Kitty, o Pokémon (Pikachu), e mascotes (yurukyara) serão apresentados em forma de  painéis, vídeos e bonecos. Desta forma, constataremos a influência que esses personagens exerceram na sociedade japonesa e ao mesmo tempo, apresentaremos seu mundo de modo abrangente. 

A existência de produtos com esses personagens é ainda mais significativa. Juntamente com itens comuns como bichinhos de pelúcia e artigos de papelaria, esses produtos englobam uma enorme e variada gama de itens, desde acessórios de moda e artigos de uso diário a anúncios e serviços. 

Ao longo de cada período, a extensão e a variedade desses itens aumentaram de modo a abranger todas as facetas da vida dos japoneses. Outro aspecto importante é a mudança dos perfis de consumo: de crianças para adultos, de uso familiar para pessoal, de entretenimento para suprimento de necessidades psicológicas.”, afirma Hiroyuki Aihara, presidente da Character Research Institute Co. Ltd, no folder do evento. 

A exposição, que já passou por países como Itália, Taiwan, Hungria, França, Austrália, Espanha, Inglaterra, Malásia e Turquia, está dividida em quatro partes. Ela apresenta ambientes onde o visitante terá a oportunidade de recordar (ou conhecer) alguns personagens que emergiram ao longo de cada década. São todos ícones destacados até os dias de hoje, e apontam vias para compreender as mudanças na sociedade japonesa que eles proporcionaram e as possibilidades de design de produtos lançados a partir deles.

Atualização:
Fanpage do Sesc Carmo (com fotos da exposição)


TOME NOTA:


Exposição JAPAN: Kingdom of Characters
7 a 25 de junho de 2013
segunda a sexta, das 9h às 19h30
sábados, das 10h às 16h
Onde: Área de Convivência e Auditório - Sesc Carmo

ENTRADA GRATUITA
Classificação: livre

Local
Sesc Carmo (Sé)
Rua do Carmo, 147 - Centro
São Paulo - SP 
(Próximo à Estação Sé do Metrô)
Tel: (11)  3111-7000

terça-feira, 28 de maio de 2013

Dicas da blogosfera - 5



1) Histórias sem fim - Uma coisa que se diz muito sobre os quadrinhos japoneses é que apresentam longas narrativas com começo, meio e fim. Porém, vale lembrar que isso é regra geral em um universo de milhares de séries. Não é uma regra absoluta e há exceções dos mais variados tipos e estilos. 

No mercado de mangás, existem histórias que não têm a menor previsão para terminar, que se mantêm por décadas a fio, incorporando-se à vida das pessoas que acompanham seus personagens. Esse é o tema de um texto bem interessante que descobri no Blog do Gusta, que apresenta de modo bem didático o tema. De quebra, dá uma geral em títulos como Golgo 13, Kochikame e vários outros. 


Desvende: Sobreviventes – Os mangás mais antigos            que continuam em publicação 







2) Linha de produção x trabalho autoral - Para atender os prazos de produção das populares revistas semanais e quinzenais, autores de mangá usam assistentes desde que a indústria de quadrinhos no Japão começou a ganhar força, na metade do século passado.  
Cenários foto-realistas, efeitos gráficos, linhas de ação, muita coisa é normalmente feita por equipes de assistentes. Mas até que ponto isso tira o peso autoral de um trabalho? Como isso ajuda ou atrapalha - na medida em que padroniza - um trabalho? 








Para lançar luzes sobre essa questão, o blog The Hooded Utilitarian publicou um artigo focado no trabalho de Mitsuru Adachi, um renomado autor de  quadrinhos especializado em esportes. Seu tema recorrente, o beisebol, é visto como uma metáfora para a própria indústria dos quadrinhos, em uma análise interessante. O artigo está em inglês e recomendo a leitura. 
Desvende: Baseball as a Metaphor for Certain Industrial Necessities 
3) O bom, o mau e Godzilla - Agora, mais uma dica de leitura pra quem tem um bom inglês (se não entende, corra atrás, pois é importantíssimo). É o blog do fã e pesquisador norte-americano August Ragone.

Em 1989, lembro de ter comprado numa loja de importados sua revista Markalite, na época a melhor publicação em inglês sobre tokusatsu. Essa é a especialidade dele, principalmente Godzilla, filmes de monstros gigantes e Ultraman
De animê, é focado em Yamato e robôs gigantes. O blog é cheio de conteúdo e, se você gosta dos temas citados, é diversão na certa. 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Grafipar e Fikom: Fragmentos da História dos quadrinhos brasileiros

Hoje vou abrir espaço para falar um pouco sobre a História dos quadrinhos no Brasil. Isso porque li e resenhei recentemente dois livros que representam um período das HQs nacionais onde se falava abertamente em mercado de trabalho. Atualmente, pra quem acompanha, o mercado é para pouquíssimos em termos de ganhos financeiros. A maioria esmagadora faz como hobby, como complemento, por idealismo ou teimosia mesmo. Mas já houve um tempo, nem tanto assim no passado, em que era mais viável um autor criar um personagem e tentar publicar nas bancas pra ganhar seu sustento. 

Para um importante registro histórico de uma era, que se não foi dourada, teve brilho e energia, a Editorial Kalaco, do velho amigo Franco de Rosa, lançou dois volumes importantíssimos. Um é uma coletânea de quadrinhos de um mestre pouco conhecido pelas atuais gerações e o outro, um dos mais importantes registros históricos sobre um rico período da HQ nacional. 


Fikom é um galante e poderoso super-herói que surge durante os sonhos do desajeitado e feioso Mukifa. Viajando por mundos incríveis e até eventualmente surgindo no mundo real, Fikom foi um trabalho marcante de Fernando Ikoma, durante sua rápida passagem pelo mundo das HQs,no final dos anos 1960 e começo dos 70. 

A edição reúne cinco aventuras do herói, que vale à pena conhecer.



Fikom – O Herói do Universo dos Sonhos

Autor: Fernando Ikoma
Direção e edição: Franco de Rosa
Editor associado: Marcio Baraldi

Formato: 16 x 23 cm, com 160 páginas
Lançamento: Editorial Kalaco e GRRR!..



Em Grafipar - A Editora que Saiu do Eixo, o roteirista Gian Danton traça a trajetória da editora curitibana que produziu enorme quantidade de HQs sobre ficção científica, fantasia, drama e humor sob a fachada de publicações eróticas. Isso na época em que o Brasil era governado pelo regime militar e havia muitas restrições quanto à liberdade de expressão.

Inclui 3 HQs completas, muitas fotos e reproduções de capas da época. Uma aula de História. 


Grafipar – A Editora que Saiu do Eixo

Autor: Gian Danton
Direção: Franco de Rosa
(Nota: Livro para adultos, desaconselhável para menores de 18 anos)

Formato: 16 x 23cm, com 168 páginas
Lançamento: Editorial Kalaco 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Boletim 47 - Exposição reúne obras de Osamu Tezuka e Shotaro Ishinomori

Tezuka (à esq.) e
Ishinomori: Mestres
O Museu de Arte de Tokyo vai inaugurar em breve a exposição Osamu Tezuka x Shotaro Ishinomori - O Poder do Mangá

Esses dois autores são, simplesmente, os mais importantes artistas da história dos quadrinhos no Japão. Tezuka codificou e formou a base do moderno mangá, com um senso de dinamismo narrativo e gráfico que se reflete até hoje. Também foi o pioneiro dos animês no formato seriado de TV, com seu Astro Boy em 1963. 

Ishonomori, que foi assistente de Tezuka no começo de carreira, trilhou seu próprio caminho com uma diversidade sem paralelos. Mestre do humor, drama e de obras de grande densidade, acabou sendo mais conhecido no mundo todo por ter criado Kamen Rider (com derivados sendo produzidos até hoje) e Goranger, que viria a ser o primeiro da longa franquia Super Sentai, além de muitos outros super-heróis de tokusatsu. 

Ambos faleceram com a mesma idade: 60 anos. Tezuka partiu deste mundo em 1988 e Ishinomori, em 1998. Ambos tiveram produções versáteis, de grande apelo popular e se permitiram também criações ousadas, arrojadas e com muita liberdade criativa. Reunir seus trabalhos em uma exposição conjunta é algo que faz justiça mais a Ishinomori, pois Tezuka é reverenciado no mundo todo como o "Deus do Mangá" e muito mais reconhecido. Mas seu discípulo e amigo não fez por menos e o brilho de sua obra rivaliza com o dele. Não é uma relação mestre e aluno, são dois astros de primeira grandeza. 

A exposição acontecerá de 29 de junho a 8 de setembro, e irá incluir ilustrações inéditas de encontros entre personagens, um trabalho desenvolvido por artistas da Mushi Pro e da Ishimori Pro. 

Confira a galeria de imagens da exposição.


Cyborg 009 e Astro Boy
Leia também: 

Osamu Tezuka e a animação experimental 

O primeiro personagem de Tezuka adaptado no ocidente 

TEZUKA DAY

- Homenagem aos super-heróis de Shotaro Ishinomori

KAMEN RIDER - 40 anos

- Shotaro Ishinomori - Além do humano (blog Maximum Cosmo) 

Agradecimentos a Felipe Onodera, que postou a notícia no Twitter.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

26º Tokyo International Film Festival


De 17 a 25 de outubro de 2013, acontece no Japão o 26º Tokyo International Film Festival, com o melhor da produção cinematográfica local. E esse é o tema de uma publicação, a Screen - Japan Suplement, que encontrei via Twitter e faço questão de compartilhar com os leitores. A revista, criada por ocasião do Festival de Cannes, está em inglês (e eu espero que você entenda o suficiente) e é repleta de informações e referências sobre o Festival de Tokyo e seus filmes participantes, com fichas técnicas e sinopses. Há também um ensaio sobre o momento atual do cinema japonês e interessantes artigos relacionados. 

Além dos lançamentos, há alguns clássicos listados, com diversos animês inclusos. A revista é também um guia com as distribuidoras cinematográficas japonesas e os títulos que elas estão promovendo atualmente. Para cinéfilos e apreciadores da cultura japonesa, um interessante panorama de produções para guardar como referência. 



quarta-feira, 15 de maio de 2013

Falando sobre a revista Herói

A revista Herói projetou meu nome como especialista em super-heróis e cultura pop japonesa na década de 1990. Na verdade, nunca me apresentei como especialista e nem acho que seja para tanto, pois conheço gente com muito mais conhecimento. Mas evidentemente dei minha contribuição ao assunto, com um grande número de matérias que, antes da internet, forneceram informações a toda uma geração de fãs. No auge, a revista Herói era publicada duas vezes por semana, com tiragem de centenas de milhares de exemplares por edição. 

Atualmente a Herói existe apenas como site e lá tem a seção "Os Caras da Herói", que apresenta entrevistas com pessoas que colaboraram com a publicação. 

Na minha entrevista, falo sobre como era a pesquisa antes do Google e da Wikipedia e comento sobre meu momento atual. Sempre com a sinceridade e franqueza que as pessoas que me conhecem sabem que podem esperar de mim. 

- Confira a entrevista aqui. 

terça-feira, 14 de maio de 2013

B-Club: A revista da Bandai que marcou época no Japão

B-Club, muito mais do que um catálogo de brinquedos
Bandai é o nome de uma das maiores fabricantes de brinquedos do mundo, criada no Japão em 1950. Gerenciada atualmente pela Namco Bandai Holdings Inc., a Bandai não somente licencia produtos das maiores franquias da cultura pop japonesa, como Gundam, Ultraman, Kamen Rider e Super Sentai, como também financia produções e interfere diretamente nos rumos das obras, com o intuito de gerar mais produtos (personagens). 


Entre os anos 1980 e 90, a Bandai publicou uma revista especializada que marcou época. Chamada B-Club, a revista era mensal, tinha 116 páginas (PB e cor), formato 21 x 29,5 cm e apresentava matérias, entrevistas e reportagens para divulgar seus brinquedos e kits para montar. Mas a revista era muito mais do que um catálogo de produtos colecionáveis. 
Hiroshi Miyauchi relembra
os tempos de
Kamen Rider V3. Ao seu lado
,
 o entrevistador e astro
Masaki Kyomoto,
trajando a mesma roupa que
usou em Kamen Rider Black.
(Ed. 72) 

A cada edição, a B-Club trazia guias de estreias da TV, vídeo e cinema, lançamentos de CDs, DVDs e games, mesmo de produções que ela não licenciava. E tinha matérias de capa interessantíssimas, com temas como "The Cockpit" (detalhando cabines de comando de naves e robôs famosos), "Pet and mascot" (sobre criaturas de estimação, no rastro da febre Pokémon), "Super bases" (com a localização e características de bases especiais vistas em seriados) e muito mais. Um ponto forte era que, nos temas de capa, a revista procurava sempre listar junto produções de animê e tokusatsu, além de games. Tudo junto, sem preconceitos.

E muitas seções interessantes abrilhantavam as páginas, com ideias editoriais criativas e bem realizadas.

Mr. Hero foi uma seção assinada pelo ator, músico e empresário Masaki Kyomoto, onde ele entrevistava atores marcantes de seriados tokusatsu. Ryuukou Tsuushin ("Comunicação da moda") mostrava a cada edição desenhos e comentários sobre figurinos utilizados em seriados tokusatsu. O título fazia alusão a uma revista de moda bastante conceituada que existia naquela época. A seção Ultraman in The Real, mostrava montagens reunindo maquetes, fotos e computação gráfica para recriar momentos icônicos das produções Ultra. Multi Media Madonna EXpress era a seção voltada às dubladoras, tratadas lá como verdadeiras princesas. A revista era uma fonte inesgotável de informação e diversão, mantida por uma equipe de profissionais-fãs a serviço da Bandai. A B-Club também publicou alguns mangás, inclusive a continuação da série de TV Jetman, compilada posteriormente em um volume único. 
Comentários sobre as roupas das
vilãs de tokusatsu dos anos 1980.
Conhece todas? (Ed. 86)


Depois da edição 148 (março de 1998), a revista foi reformulada e passou a se chamar B-Magazine. A mudança deu uma guinada para o público otaku mais velho e hardcore, incluindo doses de "moe", gênero com garotinhas angelicais de apelo erotizado, um fetiche dentro do nicho. Passou a existir também uma seção de comentários sobre animês eróticos (hentai), coexistindo com entrevistas leves com atores e dubladoras. A mistura fez a revista perder essência e público, sendo cancelada pouco tempo depois.


A B-Club deixou saudades e, numa era anterior à internet, foi uma das grandes fontes de pesquisa deste que vos escreve, especialmente durante o trabalho na revista Herói


A 4a capa da B-Club era quase sempre
dedicada à gigantesca linha de kits
dos robôs Gundam. (Ed. 138)

quinta-feira, 9 de maio de 2013

5 anos de blog e o "Top 10"

Hoje, 9 de maio de 2013, faz 5 anos que publiquei a primeira postagem deste blog. Eu nem ia chamar a atenção para isso, pois já tive outros blogs em outras plataformas (iG, UOL, etc...) e eu já escrevo sobre cultura pop japonesa faz tempo, desde 1993, data de minha primeira matéria lá na revista SET Terror e Ficção. Depois, tive a honra de participar dos dois maiores projetos de divulgação de cultura pop do Brasil: a revista Herói e o portal Omelete, fora passagens pela Henshin, pela editoria do site da Made in Japan/ Ed. JBC e muitos outros trabalhos. Porém, aqui é um espaço onde eu decido o que entra ou não (para o bem e para o mal), sem um editor e sem me prender a pautas estabelecidas. 


Escrevo quando posso e o que me chama a atenção. Isso dá liberdade para procurar assuntos interessantes, temas fora do que as pessoas estão mais comentando ou procurando. Sem competição e sem querer criar um sucesso e colecionar seguidores, posso tentar oferecer algo diferente, alternativo. Ou chamar a atenção sobre alguma coisa que passou batido no passado, comentar algo interessante ou simplesmente divagar sobre assuntos que gosto. Não tenho mais trabalhado profissionalmente com cultura pop japonesa, mas enquanto tiver alguma coisa que chame a minha atenção dentro do tema e eu tenha vontade de compartilhar com os leitores que passam por aqui, manterei o Sushi POP ativo. Escrever é uma das coisas que mais gosto de fazer e acaba sendo um hobby para mim. Enquanto puder, continuarei postando algumas coisas. 

Para você que lê, divulga e comenta, meu muito obrigado. Para os novos leitores, espero que façam uma boa navegação e descubram muitos assuntos interessantes. 

Abaixo, links para os 10 posts mais lidos nestes 5 anos. Se não viu algum deles ou se quer aproveitar e reler, boa leitura. 

Postagens mais populares (2008~2013)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Novos talentos da J-Music: Ray Yamada e fox capture plan

Ray Yamada, nova cantora pop
O Japão possui o segundo maior mercado fonográfico do mundo, perdendo apenas para os EUA. É um universo musical vasto, cujo mainstream busca imitar padrões e estilos de sucesso no ocidente. As bandas e artistas jovens de música dançante predominam, com muitas jogadas de marketing e astros de sucesso efêmero. É também um sistema em que os empresários da maioria dos ídolos teen controlam até a vida pessoal de seus artistas com mão de ferro. 

Ainda assim, os últimos anos têm registrado grandes vendas de artistas veteranos, com foco em harmonia, melodia e conteúdo. E novos artistas, mais interessados em boa música do que em enriquecer rapidamente sempre aparecem, felizmente. 

Todo ano, dezenas de novos talentos são lançados ao mercado. Muitos não passam do primeiro trabalho. Alguns sobrevivem por poucos anos. Poucos chegam aos 10 anos de carreira e dá pra contar nos dedos aqueles que se mantêm em atividade por mais de 20 ou 30 anos. O mercado japonês tem espaço para diversos gêneros musicais e vários artistas que, mesmo sem  frequentar a alta roda, conseguem se manter na ativa constantemente por conta de um público de nicho fiel. 

Garimpando na internet, descobri uma cantora e uma banda da nova geração do cenário musical japonês que resolvi divulgar aqui. Não sei se vão vingar, se farão sucesso e continuarão na área pelos anos seguintes. Será uma pena se isso não acontecer. Não parecem o tipo de aposta fácil para o grande público, mas eu espero que eles consigam se estabelecer e viver de sua arte. Não há satisfação maior para um artista do que isso.
Ray Yamada
Mori no waltz ("Valsa da floresta") / Ray Yamada


Eis uma garota que tem voz e carisma aliados a um charme exótico. Ray Yamada canta jazz, pop, blues, gospel e, acredito, o que pintar pela frente. Seu álbum de estreia, Cosmopolitan (do selo MS Entertainment), saiu no dia 27 de março de 2013 e inclui uma cover de "Smooth operator" (de Sade), clássico dos anos 1980.

Site oficial: www.msrecord.co.jp/mse/ray
- Na aba "contents", dá pra ouvir trechos das canções de Cosmopolitan

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fox capture plan e seu jazz sofisticado
Shoudou no ryushi ("Partícula de impulso") / fox capture plan


Formado por Ryo Kishimoto (piano), Hidehiro Kawai (baixo) e Tsukasa Inoue (bateria), o fox capture plan (com letras minúsculas mesmo) faz um jazz instrumental vigoroso, empolgante. Seu álbum de estreia, trinity (do selo Playwright) sai no dia 15 de maio, mas eles já tocaram em um prestigiado evento japonês chamado Tower Jazz Free Live 2012, o que indica que eles já possuem certo prestígio nos bastidores. Até porque não são tão garotos, todos estão na faixa dos 30 anos e mostram ser músicos já bem experientes. Boa sorte para eles!

Site oficial: foxcaptureplan.net

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Boletim 46: As Leis Místicas, animê aclamado e premiado, ganha exibição na rede Cinemark


Longa em animê da organização
religiosa Happy Science chegou a ser
pré-selecionado para o Oscar.
Texto adaptado do press release:

O animê As Leis Místicas (The Mystic Laws), que foi um dos pré-selecionados para indicação ao Oscar de Melhor Animação de Longa Metragem de 2013, ganha exibições especiais em São Paulo e Rio de Janeiro, em salas da rede Cinemark. (datas no final da postagem)

Dirigido por Isamu Imakake (de Neon Genesis Evangelion), As Leis Místicas foi um filme criado por profissionais que trabalharam em sucessos mundiais como Naruto e Yu-Gi-Oh.

Em 2013, apenas dois desenhos animados japoneses ficaram entre os 21 selecionados que concorreram à categoria de Melhor Animação. Além de As Leis Místicas, o outro concorrente foi From Up on Poppy Hill (Kokurikozaka kara), uma produção do Studio Ghibli. Mesmo não tendo sido finalista, o fato de ter sido selecionado indica o bom nível técnico da produção. O longa ainda recebeu o Prêmio Especial do Júri no 46º Festival Internacional de Cinema de Houston, nos Estados Unidos. Futuramente, deverá ser lançado em DVD (cópias dubladas e legendadas) pela IRH Press do Brasil. 


AS LEIS MISTICAS - TRAILER ©2012 IRH Press. All Rights Reserved.
- from JO TAKAHASHI on Vimeo.


A história


Em algum ponto da década de 2020 (referida como "202X"), um golpe de estado desestabiliza a Ásia e nasce um Império que se torna uma superpotência econômica e militar. O Império Godom está sob o comando de um imperador de origem militar, Tathagata Killer. E a antiga superpotência, os Estados Unidos, está enfraquecida e não tem mais o poder dentro das Nações Unidas.
Sho, o salvador da humanidade


Godom fortalece o seu poderio militar graças a uma tecnologia misteriosa que a bela Leika Chan comercializa. O que ninguém sabe é que sua tecnologia misteriosa vem de outro planeta, onde a ciência está mil anos à frente.


Sho Shishimaru, um membro da associação internacional Asas de Hermes, tem poderes proféticos, e sabe que o Império Godom tem a intenção de expandir o seu território na direção de Nantai e também ocupar o Japão.

Os militares do Império Godom atacam Sho, mas um misterioso grupo de monges indianos o salva. Os monges descobrem um documento sagrado em um local antigo na Índia, onde preveem o renascimento de Buda. Segundo eles, Sho representa o próprio Buda. Escondendo-se nas montanhas, Sho tem uma série de experiências espirituais. Certo dia, um OVNI aparece e leva-o até a Leika Chan no Império Godom.


Na raiz dessa crise mundial militar e política encontra-se uma luta entre Deus e o Demônio. E acima de tudo isso, a Terra está em perigo de ser invadido por outros seres alienígenas. O futuro da humanidade está em jogo na luta épica que se segue, mas no meio dela, aprendemos sobre as leis místicas que regem o mundo em que vivemos.



Ficha técnica:

Título: As Leis Místicas
Nome original: Shinpi no Hou
Título internacional: The Mystic Laws
País: Japão, 2012
Duração: 119 minutos
Classificação: Livre
Versão brasileira: Helicon Laboratorio Cinematográfico

Produção:
Criação e produção original: Ryuho Okawa
Roteiro: Equipe de roteirização "The Mystical Laws "
Trilha sonora: Yuichi Mizusawa
Direção: Isamu Imakake
Produção geral: Zuisho Motochikawa, Koji Matsumoto

Leika Chan
Crédito das imagens: IRH Press


- Curiosidade: A obra foi criada e produzida por Ryuho Okawa, líder do movimento espiritual Happy Science e que se autointitula o próprio Buda vivo. A história certamente está carregada de propaganda ideológica da organização e faz uma grande mistura de elementos mitológicos, místicos e esotéricos, criando um cenário atraente para aficionados em cultura pop. 

Não tenho informações maiores sobre esse movimento, não vou emitir opiniões sem conhecer o assunto, e por isso quando puder assistirei sem preconceitos, esperando ver uma boa aventura. Para ver com olhos críticos e atentos. (Alexandre Nagado)


Serviço:

CINEMARK METRÔ SANTA CRUZ (SP)
Endereço: Rua Domingos de Morais, 2.564 - Shopping Santa Cruz - 3º Piso - Vila Mariana, São Paulo/ SP
Telefone: (11) 3471-8070

Dias e horários:
  • 09/05 (quinta) - 21h00
  • 11/05 (sábado) - 14h00
  • 13/05 (segunda) - 21h00
  • 14/05 (terça) -14h00
  • 16/05 (quinta) - 16h00
CINEMARK BOTAFOGO (RJ)
Endereço: Praia de Botafogo, 400 - Botafogo, Rio de Janeiro/ RJ
Tel. (21) 2237-9481

Dias e horários:
  • 09/05 (quinta) - 21h00
  • 11/05 (sábado) - 14h00
Preços: 
R$ 16,00 (preço normal) e R$ 8,00 (meia entrada), de segunda a quinta
R$ 22,00 (preço normal) e R$ 11,00 (meia entrada), aos sábados

Ingressos antecipados: www.ingresso.com.br 
(Nota: As exibições serão somente da versão dublada em português.)

Agradecimentos: Kaminari Comunicação (assessoria de imprensa)

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Leia também: Uma das religiões predominantes no Japão ao lado do xintoísmo, o budismo já foi usado diversas vezes na cultura pop. Uma versão contando a história de Buda em mangá foi lançada no Brasil em 2012. Confira aqui


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