RECADO AOS VISITANTES:

Olá! O blog está de férias, mas já estou trabalhando em novas postagens. O Sushi POP voltará a ser atualizado no dia 1 de agosto (terça), no período da tarde.

O que vem por aí:
- Ultraman Geed, Novo Lobo Solitário, resultado da convocação para trabalhos acadêmicos e mais!

Esteja aqui para conferir. Até breve!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Street Fighter - O Documentário Oficial



A famosa franquia de games Street Fighter está completando 25 anos. Como parte das comemorações, a Capcom distribuiu no último dia 30 de agosto um documentário oficial em inglês intitulado "I am Street Fighter". É focado no universo dos jogos e mostra fãs e jogadores de SF, em uma abordagem dinâmica e divertida. O vídeo está na íntegra e espero que você goste, ainda mais se jogava SF nos anos 1990.



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Minha relação com Street Fighter:
Fui roteirista da versão brasileira oficial em quadrinhos entre 1994 e 96. Os tempos em que eu escrevia essas HQs ficaram para trás, mas ainda gosto dos personagens. Na revista Herói, na Henshin e em alguns outros veículos, escrevi diversas matérias sobre o título, chegando inclusive a editar três revistas oficiais de matérias pela editora Escala

Criei grande afeição pela série série SF II-V, pelo longa animado e gosto muito de algumas canções relacionadas, mas não sou jogador de games. Na época dos quadrinhos, até jogava um pouco, mas isso nunca foi meu forte. 

Curiosidades sobre Street Fighter:

Os lutadores que conquistaram o mundo,
alguns com nomes trocados
STREET FIGHTER E A CIRANDA DOS NOMES
- Criado em 1991 pela empresa Capcom, o game Street Fighter II apresenta algumas histórias interessantes sobre os nomes de alguns dos seus vilões. Na versão original japonesa, o grande chefe era Vega, o toureiro era Balrog e o boxeador era M. Bison. Entretanto, não foi com essa relação entre nomes e personagens que eles ficaram conhecidos no ocidente, tudo por conta da chegada do game aos Estados Unidos. 


Como o personagem M. Bison (leia "M. Baisson", nada de "Mister Bizon") havia sido criado tendo como modelo o então campeão mundial de boxe Mike Tyson, os executivos da Capcom ficaram com medo de serem processados pelos agentes do campeão por uso indevido de sua imagem. A solução, para aliviar as coisas, foi misturar alguns nomes. E foi assim que Vega virou M. Bison, Balrog virou Vega e M. Bison virou Balrog. Que confusão... 

Mais tarde, o rebatizado chefe M. Bison ficou conhecido apenas como Bison. Outro vilão que teve o nome mudado nos Estados Unidos foi Akuma. Seu nome original: Gouki, o mesmo de um conhecido demônio da mitologia japonesa, não era considerado pela Capcom.

STREET FIGHTER II-V: CHEGADA VELOZ
- Quando um animê passa no Japão, às vezes demora um bom tempo (às vezes, anos) para que seja exibido em outros países. Séries muito extensas são vendidas por lotes, e séries mais curtas, com menos de 50 capítulos, são compradas em pacotes fechados após seu final.

Contrariando essa regra, em 1995, Street Fighter II-V se tornou o animê que mais rápido foi exibido em outro país, no caso o Brasil. (Lembrando que falamos de uma época anterior ao uso massivo da internet.)
Os heróis centrais de SF II-V, em capa do CD
japonês com a trilha sonora da série

A série, de apenas 29 episódios, ainda estava sendo veiculada no Japão quando seu primeiro episódio foi visto nas manhãs de domingo no SBT, no ano de 1995. Acontece que o contrato de Silvio Santos com a Capcom (detentora da marca) era referente à exibição da série animada Street Fighter Game, criada nos EUA. Como a tal produção (animada porcamente no Japão) estava atrasada e a data de estréia estava próxima, restou à Capcom do Brasil oferecer ao SBT como tapa-buraco a série SF II-V. 

Muito melhor produzida que a série que substituiu, foi um presente e tanto para o público brasileiro, que nunca havia assistido a uma produção japonesa tão rapidamente na TV. Infelizmente, assim que ficou pronta, a capenga série SF Game também passou no Brasil. Em tempo: o "V" do título japonês não é o número 5 em algarismo romano, e sim uma referência às palavras "Victory" (vitória, o objetivo maior dos lutadores), "Voyage" (uma alusão às viagens pelo mundo de Ken e Ryu) e "teleVision" (Porque era uma série de TV, oras...).

Extraído e-book Cultura Pop Japonesa - Histórias e Curiosidades (2011).
Baixe aqui sua cópia gratuita.

Postagens relacionadas a Street Fighter no Sushi POP:

HQ - Street Fighter - O Demônio Caolho (c/ Dan Hibiki e Sagat)
(Aventura completa, para leitura on-line.)

Caixa comemorativa dos 25 anos
Painel da expo "Ukiyo-e Heroes", que uniu
a cultura pop e a arte tradicional japonesa
 Ukiyo-e Heroes

"Something There(tema do filme live-action com Van Damme e Raul Julia, por Chage and Aska)

"Cry(tema de encerramento original de SF II-V, por Aska)

4 comentários:

Bruno Seidel disse...

Que legal! Não cheguei a assitir todo o documentário ainda, só algumas partes. Na minha opinião, Street Fighter é o maior game de luta de todos os tempos, sem nenhum rival à altura. Sou um fã declarado da série e, principalmente, de seus personagens. E olha que eu nem sou tão gamemaníaco assim. Gostava mesmo era de assistir ao anime (Street Fighter II - V), ao longa metragem animado e ler os gibis que saiam na banca. Comprava todo tipo de revista que tivesse alguma matéria sobre SF. Eu me identificava demais com aqueles personagens, que possuiam peculiaridades muito fortes e marcantes. Uma pena que, com o passar do tempo, os dezesseis/dezessete personagens principais (de SF2) tenham perdido sua relevância devido ao acrécimo de vários outros lutadores que surgiram a partir de SF3 e 4. Confesso que, atualmente, nem sei dizer quem nessa nova safra.

Ale Nagado disse...

Fala, Bruno. Somos dois. Eu também não sei identificar esse monte de novos personagens que foram sendo acrescentados. Meu conhecimento ia só até o SF Zero. Além do SF II Movie e da série SF II-V, tinha o especial para vídeo SF Alpha, que é bem legal. Aliás, esse animê do Alpha tem o Kane Kosugi (Ultraman Powered, Kakuranger, Godzilla Final Wars) dublando o Ryu. Ele, que no começo de carreira não falava japonês (por isso tinha poucas falas em Kakuranger) aprendeu tão bem que até dublador virou.

Voltando ao SF, realmente tem uma galeria de personagens ótimos. Como roteirista, era fantástico poder criar situações com eles, o potencial era enorme.

Abraço!

Anônimo disse...

SFV era um desenho bem legal, mas era quase que totalmente descarecterizado em relaão a SF II. Na época fora dito que o Anime serviu de inspiração pra śérie Zero (Alpha) dos arcades. Quanto ao SFGame embora fosse bem inverior ao V, pelo menos tinha uma fidelidade muito maior na caracterização dos personagens e tinha um epsódio em que rolava um crossover com Final Fight

Ale Nagado disse...

SF II-V foi praticamente a versão de SF de um mundo paralelo, mas alguns, como o Guile e Fei Long, foram bastante fieis. Algumas caracterizações ficaram excelentes, então eu prefiro muito mais esse animê do que o SF Game, que foi feito dentro do espírito do filme do Van Damme, com toques de Comandos em Ação (GI Joe). Mas vi pouco da série, então perdi esse crossover que mencionou.

Abraço!!