RECADO AOS VISITANTES:

Olá! O blog ainda está de férias, mas já estou trabalhando em novas postagens. O Sushi POP voltará a ser atualizado no dia 1 de agosto (terça), no período da tarde.

O que vem por aí:
- Ultraman Geed, Novo Lobo Solitário, Katokutai, Pinóquio de Osamu Tezuka, Danger 3, resultado da convocação para trabalhos acadêmicos e mais!

Esteja aqui para conferir. Até breve!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Boas festas e que venha 2014!

Estamos chegando ao final de mais um ciclo e quero desejar a todos os leitores um feliz Natal e um 2014 com muita inspiração, prosperidade, saúde, tolerância, boas iniciativas e harmonia. 


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Ultraman Symphony - Temas das séries em versão sinfônica

Roupagem sofisticada para fãs de bom gosto
Trilhas sonoras são peças musicais criadas especificamente para acompanhar filmes, séries, programas, peças de teatro, animações, games, enfim, qualquer mídia cuja mensagem ou história narrada possa ser enriquecida com música. Sendo assim, elas não fariam muito sentido sem a obra para as quais foram compostas. Porém a história é repleta de exemplos de músicas tão boas que se tornam ícones culturais, que sobrevivem de forma independente. Os temas dos filmes Carruagens de Fogo, Rocky, Indiana Jones, Blade Runner, Star Wars e Superman são apenas alguns exemplos de trilhas sonoras do cinema de Hollywood que ganharam vida própria. 

No Japão, talvez a mais icônica e cultuada de todas as trilhas sonoras seja a da Patrulha Estelar. Depois dela, dá pra mencionar com destaque a do Ultraseven e, de uma forma geral, do conjunto do Universo Ultra. Já foram lançadas inúmeras versões dos temas dos Ultras, incluindo algumas em heavy metal, jazz, technopop e centenas de covers.

Em 2000, a Japan Philharmonic Symphony Orchestra lançou um sofisticado álbum com releituras instrumentais de vários temas de séries Ultra. 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Livro registra a História da pesquisa sobre quadrinhos no Brasil

Uma obra fundamental para
a preservação da memória
da pesquisa acadêmica sobre HQ
Não existe um meio de comunicação que precise tanto ser justificado como arte quanto as histórias em quadrinhos, ou HQs. É comum que se debatam obras, gêneros e estilos dentro de alguma forma de arte ou meio de comunicação. As pessoas podem discutir se determinado gênero musical é arte ou manifestação cultural, se determinado tipo de filme segue mais linhas de mercado ou visões autorais ou se tal tipo de instalação é arte ou não. No entanto, ninguém discute se música, cinema ou escultura são formas de arte. 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Lion Man - Fazendo justiça a um herói clássico

Lion Man, um personagem
subestimado de uma fase áurea
Durante a grande invasão de seriados tokusatsu no Brasil durante o início da década de 1990, impulsionados por Jaspion e Changeman, a TV Manchete ocupava boa parte de sua programação exibindo esse tipo de produção. Trazido ao Brasil pela distribuidora Top Tape ao mesmo tempo que Jiban e Jiraiya (séries do final dos anos 80), chegou um antigo seriado do início dos anos 70, o Lion Man. A história se passava no Japão feudal, em uma época meio imprecisa e contava as aventuras de um andarilho com o poder de se transformar em um homem-leão espadachim.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Memória do mangá no Brasil: Revista Venice, 1999

Créditos da capa
Desenho: Nagado
Cores: Rod Reis
Fundo: Sam Hart
Em setembro de 1999, a hoje extinta revista Venice mag, voltada a esportes radicais, moda, cultura, sexo e comportamento, colocou o assunto mangá como matéria de capa. 

sábado, 16 de novembro de 2013

Boletim 52: Ator Shunji Igarashi, de Ultraman Mebius, se aposenta aos 27 anos

Shunji Igarashi em cena de Ultra Galaxy
Legends, última grande participação
de Ultraman Mebius no Universo Ultra
No início de novembro, o jovem ator Shunji Igarashi anunciou seu afastamento do ramo artístico. Agradeceu o apoio dos fãs e disse que vai se ocupar de outros interesses, mas não explicou muita coisa, bem ao modo discreto da maioria das celebridades nipônicas. Nascido em 7 de agosto de 1986 em Nagano, no Japão, ele iniciou a vida artística como um dos classificados na final da audição do grupo de atores, cantores e dançarinos chamado D-BOYS, em 2004. 


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A blogosfera recomenda - Parte 2 (final)

Continua aqui a pesquisa feita entre blogueiros e redatores de sites sobre cultura pop japonesa, especialmente mangá, animê e tokusatsu. Mais dicas interessantes, fechando com chave de ouro uma postagem que só foi possível com a participação de autores de gostos e concepções muito diferentes. Obrigado novamente a todos os envolvidos. 

(Veja a parte 1 aqui.)

7) Sugestão do blog Naty in Wonderland 
Autora: Natália Maria (Naty)

Mangá: Lucky Star 

- Publicado em 2004 e concluído com 8 volumes, Lucky Star é uma obra que foi feita no formato de um yonkoma (mangá com 4 quadros) criado por Yoshimizu Kagami. O formato não é inédito ao publico, segue nos padrões de leitura de K-on! e Hetalia Axis Power (já publicados por aqui).

A história é bastante simples e divertida, e sua leitura se faz rapidamente, igual as tirinhas dos jornais.

Retratando a vida de quatro adolescentes estudantes de um colégio. As inúmeras referências a outros animes não são poucas, como Suzumiya Haruhi no Yuutsu (da qual uma das personagens é fã), Code Geass e outros.




Série de TV: Chrno Crusade 




- Foi o primeiro anime que tive a oportunidade de assistir no idioma original. A história conta sobre uma ordem, conhecido como Ordem de Magdala, que possui o objetivo de exorcizar demônios. O anime consegue mesclar o visual dos EUA dos anos 1920, com anjos e demônios, deixando espaço para uma parte despreocupante, com direitos a cenas engraçadas e descontraídas, além de um rico elenco. 

Por ser uma série curta, com apenas 24 episódios, conta com belas cenas de animação e uma excelente trilha sonora.


terça-feira, 5 de novembro de 2013

A blogosfera recomenda - Parte 1

Olá. Conforme prometido no post de convocação, eis aqui a lista de indicações de especialistas, redatores e blogueiros que lidam com mangá, animê e afins. É uma lista de recomendações baseada em gostos pessoais, em características que por algum motivo chamaram a atenção dos convidados e que valem uma conferida. A lista representa um pouco da imensa diversidade que existe no universo pop japonês. Lembrando que uma regra colocada era a de que o material deveria ser inédito por vias oficiais no Brasil. 

Uma diversidade de estilos, temáticas e abordagens tão grande e radical que mostra como é impossível rotular mangás e animês de serem "todos iguais". Há obras voltadas para adultos, outras de apelo universal e outras ainda focadas em nichos de mercado. Todas têm sua relevância e por isso foram citadas por gente que sabe do que está falando. Pode ser uma chance de conhecer coisas novas, de explorar novos universos. Para mim, alguns títulos eu sequer tinha ouvido falar e foi uma experiência enriquecedora abrir espaço para tantos gostos e opiniões diferentes, incluindo a recomendação de séries que eu dificilmente abordaria aqui. 

Desde já, meu fraterno agradecimento aos colegas que permitiram a existência desta postagem. Boa leitura e curta os vídeos. 


1) Sugestões Blog do Gusta
Autor: Gusta

Mangá: Hokuto no Ken / Fist of the North Star

- Publicado no Japão nos anos 80, Hokuto no Ken foi um dos mangás mais violentos da época, publicado na revista mais famosa de mangás do mundo: Shonen Jump. Boa parte de suas inspirações (como o pseudônimo do roteirista, Buronson, do ator Charles Bronson) vieram de filmes de ação dos anos 70 e 80, especialmente Mad Max, do qual os autores retiraram elementos para o cenário e até alguns personagens. 

Conta a história de Kenshiro, um homem que vaga por um mundo devastado por uma guerra nuclear ajudando as pessoas do seu jeito: explodindo o que vê pela frente com golpes ao melhor estilo Bruce Lee.



Série de TV: Ergo Proxy 



- Uma das séries mais interessantes que já assisti, Ergo Proxy combina elementos cyber e steampunk, além de diversas citações interessantes a grandes filósofos, matemáticos, cientistas e artistas famosos, para a criação de um universo único. A história é ambientada em um futuro no qual humanos e androides (AutoReivs) convivem em um ambiente extremamente rígido. 

O anime foi lançado em 2006, contando com 23 episódios de alta qualidade, principalmente para os padrões de efeitos especiais da época e com uma trilha sonora impecável, com a participação das bandas MONORAL e Radiohead.


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

"O olhar de alguém", animê de Makoto Shinkai

Aya, a protagonista
do curta
Um dos diretores japoneses de animê que mais tem ganho projeção nos últimos anos é Makoto Shinkai. Autor de obras de grande qualidade técnica e artística, como 5 cm per second e Kotonoha no niwa ("O Jardim das Palavras"), o diretor nascido em 9 de março de 1973 já foi chamado de "Novo Miyazaki", definição que ele próprio achou desproporcional. Na verdade, Shinkai está trilhando seu próprio caminho, mas tem em comum com Hayao Miyazaki a sensibilidade ao retratar dramas com um toque de genialidade e domínio absoluto da narrativa cinematográfica. 

domingo, 27 de outubro de 2013

Pesquisa na blogosfera

Blogueiros são formadores de opinião. Em maior ou menor grau, dependendo de sua base de leitores, todo blogueiro tem sua importância em uma área de atuação. Sem ser pautado pela mídia tradicional, o blogueiro independente escreve o que lhe der na telha. Geralmente antenados, acabam antecipando muita coisa interessante em suas áreas. 


Então, a ideia agora é a seguinte: Quero reunir num post (ou dois) opiniões de vários blogueiros ligados em cultura pop japonesa sobre qual título de mangá gostaria de ver publicado no Brasil e qual série gostaria de ver na TV, valendo animê, tokusatsu ou até j-drama (novela japonesa). 


Note que eu não quero saber o que teria potencial para o mercado brasileiro. Apesar de estar recorrendo a pessoas antenadas, quero indicações pessoais. Títulos que essas pessoas gostam de verdade, que gostariam de ver sendo veiculados oficialmente no Brasil para serem acessíveis a mais pessoas. Coisas novas ou antigas, que podem despertar a atenção do público e, quem sabe, de editores, empresários de TV ou licenciamento. 


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

doa - Rock e velocidade

Daiki, Ohta e Akihito - doa
Em 2004, a produtora Tsuburaya quis renovar sua franquia Ultraman, apresentando o que seria um novo marco zero para o herói. Veio o filme ULTRAMAN (lançado em DVD no Brasil como Ultraman The Next) e sua sequência, a série de TV Ultraman Nexus. Com mais violência, complexidade e melhor nível de produção que o convencional, acabou decepcionando do ponto de vista comercial. Isso levou a uma retomada de conceito e, mais tarde, até a cronologia original foi retomada. Mas Nexus é uma série cult, considerada um êxito criativo e é um ponto de referência pra muita gente. Pra embalar toda essa proposta diferenciada, o estúdio convidou uma banda alternativa de rock com um som vigoroso e autoral, o doa
Ultraman Nexus:
aventuras
arrojadas ao
som do doa

Surgido em 2004, o conjunto é composto por dois experientes músicos de estúdio que se uniram a um piloto de corridas com muito talento para o rock. O nome vem da junção das letras dos nomes dos membros, a saber: Daiki Yoshimoto (voz), Shinichiro Ohta (guitarra, violão e voz), e Akihito Tokunaga (baixo e voz). A sigla é oficialmente grafada como "doa", tudo em letras minúsculas. No Japão, é comum nomes artísticos usarem caracteres ocidentais priorizando a estética. Por isso, há artistas que grafam tudo em maiúsculas e outros, tudo em minúsculas, como é o caso do doa. Existe uma banda canadense de punk rock chamada D.O.A. e isso confunde um pouco na hora de buscar vídeos do grupo, pois o público em geral não se atenta muito à grafia correta. 


No doa, não há um baterista oficial, o que não é problema para o trio, cujos instrumentistas estão acostumados ao trabalho freelancer tanto de estúdio quanto de palco, tocando com pessoas diferentes a todo momento. A identidade do doa consiste principalmente na combinação dos três na criação das músicas e em sua harmonia vocal. E juntos, guitarra e baixo (e um eventual violão) têm um peso que muitas bandas mais numerosas não conseguem.


sábado, 19 de outubro de 2013

O Judoca - Um clássico animê de artes marciais

Depois que seu pai foi morto ao enfrentar um misterioso lutador caolho, Sanshiro Kurenai jura vingança e parte pelo mundo atrás do assassino. 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Boletim 51 - Cantor ASKA vive pior momento de sua vida pública

Veterano do pop japonês vive um verdadeiro Inferno astral

Não tem sido um bom ano para o cantor e compositor ASKA, da famosa dupla CHAGE and ASKA. Depois de um hiato de quase 6 anos dedicados às suas carreiras solo, os dois músicos se preparavam para voltar em grande estilo e iniciar as comemorações pelos 35 anos de carreira.  Eles começaram a cantar juntos na faculdade em 1978, lançaram o primeiro single em 1979 e, em 1991, quebraram recordes de venda em seu pais com 3 milhões de cópias vendidas de "Say yes". 
ASKA:
Momento difícil

Em junho, o show de reencontro foi adiado por problemas de saúde. Aska, que está com 55 anos, teve um ataque cerebral isquêmico, algo semelhante a um AVC que não deixa sequelas, mas que pode preceder um ataque perigoso. Ainda em período de recuperação, foi surpreendido pelos noticiários de seu país, que divulgaram que ele estava sendo chantageado por um traficante de drogas que supostamente fornecia a ele cocaína e ameaçava divulgar um vídeo onde ele aparecia se drogando. Ele confirmou que estava sendo chantageado, mas negou ser usuário de drogas. 

Na semana passada, um repórter do jornal Shukan Bunshun que ele havia contactado para, informalmente, dar sua versão da história, divulgou mais informações. Entre as supostas revelações, a forma como ele conseguia drogas e indícios da participação de pessoas da indústria musical japonesa. A divulgação das supostas revelações, feita à revelia do cantor e negada por ele, caiu como uma bomba. 


terça-feira, 8 de outubro de 2013

Dicas da blogosfera - 10

Action figures da série
Puella Magi Madoka Magica
Action Figure de Ryuranger,
o líder do Super Sentai
de 1993, Dairanger
1) Bonecos e figuras de ação (action figures)

O mercado de brinquedos no Japão é vasto e a especialização em nichos cria produtos para fãs e colecionadores mais velhos e exigentes. O resultado são bonecos e figuras articuladas que enchem os olhos de qualquer um. O blog indicado agora é totalmente voltado ao universo das chamadas action figures, apresentando sofisticados produtos trazidos do Japão, mostrando desde a embalagem até as possibilidades, tudo com fotos exclusivas do autor, o misterioso Usys 222, que posta de algum ponto do planeta. 

Para entusiastas de tokusatsu tem, entre muitas raridades, um incrível Metalder e vários itens da coleção Ultra Act, como o popular Ultraman Dyna. 

Não se trata de uma loja, é blog de colecionador mesmo, que compartilha com os leitores seu acervo particular. O texto é muito bom, repleto de informações sobre as séries, as descrições são preciosas e o blog tem umas brincadeiras puro fan service pra descontrair. Serve pra conhecer e ter uma ideia bem clara de como são esses produtos. 
E babar muito, é claro. :-P

Desvende: Casa do Boneco Mecânico

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Cosplayer como Yuna, do
game Final Fantasy X
2) Vivenciando um personagem 

Cosplay é a arte de se transformar em um personagem através de uma fantasia, gestos e postura. É uma febre mundial, parte integrante da cultura pop moderna. Cosplayers são presença obrigatória em eventos de mangá e animê e até de quadrinhos em geral, sempre atraindo muitos olhares. A dica agora é de um Tumblr voltado ao tema, o Cosplay Blog.

O nível das fotos e das produções mostradas é profissional e, em termos de fidelidade à obra original, dá um banho em muitos grandes estúdios que já fizeram adaptações desastrosas ao caracterizar de modo equivocado personagens oriundos de jogos, HQs ou animações. 

As galerias existentes apresentam numerosos personagens ocidentais de HQ e filmes. E, claro, não podiam faltar muitos personagens japoneses de games, mangás e animês conhecidos. 

Finalmente, vale ressaltar que o Cosplay Blog é um site internacional que aceita colaborações de qualquer parte. Bastar enviar as imagens pelo formulário e aguardar avaliação e publicação. 

Desvende: Cosplay Blog


Cosplayer caracterizada como
Rosette, da série de mangá e
animê Chrno Crusade

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Tetsuo Kinjô, o escritor de Ultraseven

Ultraseven: O mais aclamado trabalho
do roteirista Tetsuo Kinjô.
King Joe foi um dos
mais fortes inimigos
de Ultraseven. O
nome do robô
surgiu como
uma brincadeira

com o sobrenome
do roteirista.
Na criativa e efervescente década de 1960, a Tsuburaya Production era um grande núcleo de talentos. Sob o comando do lendário diretor Eiji Tsuburaya, diversos profissionais foram organizados para criar séries que se tornaram ícones da ficção científica e dos efeitos especiais, como Ultra Q (1966), Ultraman (1966~67) e Ultraseven (1967~68). Nelas foram lançadas as bases para o tokusatsu (produção com efeitos especiais) feito para TV, com fórmulas usadas até hoje. 

Além da equipe de produção e atores, grande parte do mérito deve ser creditada, com justiça, aos roteiristas, esses profissionais normalmente afastados dos holofotes e com pouco reconhecimento mesmo entre os fãs. 


Em uma equipe de escritores que se tornariam profissionais renomados, como Shozo Uehara, Mamoru Sasaki e Shinichi Ichikawa, havia um que já era aclamado por seus pares como um talento incontestável: Tetsuo Kinjô (ou Kinjyo). 


Nascido em Okinawa em 5 de julho de 1938, o roteirista Tetsuo Kinjô trabalhou nos primórdios do estúdio, tendo escrito, sozinho ou em parceria com outro autor, roteiros para Ultra Q (12 eps.) e Ultraman (14 eps.), chegando ao seu auge criativo com Ultraseven (14 eps.). Também teve uma pequena participação em Booska, o monstrinho, série feita simultaneamente a Ultraman. 


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Kamen Rider e os falsos cartazes - A incrível arte de Yoshihito Sugahara

O Kamen Rider original: tudo a ver
com a atmosfera dos filmes B
No Japão, existe uma luxuosa revista para adultos fãs de tokusatsu, ficção científica e fantasia. É a Uchusen - The Magazine of Sci-Fi Images, da editora Asahi Sonorama. Entre 2003 e 2004, suas edições traziam, no final, uma página colecionável com uma magnífica arte realista do designer e ilustrador Yoshihito Sugahara para deixar fãs do primeiro Kamen Rider empolgados. 

O chamado Sugahara Fake Project simulava a aparência de antigos cartazes de cinema, tentando recriar a atmosfera dos clássicos filmes B para "anunciar" episódios da série de TV, exibida entre 1971 e 73. O resultado era de encher os olhos e fazia um tributo a um seriado que realmente tinha suas similaridades com os filmes B de terror e ficção científica: muita criatividade, ousadia e uma produção bem tosca, mesmo para a época. 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Dicas da blogosfera - 9

Olá. Eis aqui mais uma parte do guia de referência sobre artigos e blogs que acredito serem interessantes para os leitores do Sushi POP. 

1) Estreias da temporada - Tradicionalmente, o mês de outubro (outono no Japão) é temporada de estreias de animês na TV japonesa. O blog Gyabbo!, do coletivo Genkidama fez uma grande listagem de títulos, com trailers e informações básicas, como estúdio, mídia original, diretor principal e número estimado de episódios. Um guia obrigatório para quem gosta de estar antenado com as mais novas produções japonesas. Tem séries pra todos os gostos. 





Mergulhe: Guia completo das séries de animê - Outono de 2013 
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2) Games, animês, quadrinhos, séries... - Capitaneado pelo trollador (como ele mesmo de apresenta) Raphael Soma, o nbm2 (Nothing But Malice and Misery) fala de games, quadrinhos, animês, tokusatsu e o que mais pintar. A linguagem do blog revela que o autor não tem muitas papas na língua, o que quer dizer que ele é casca grossa quando acha que deve ou quando o assunto permite. 

A versatilidade é grande, o que leva alguém como eu, mesmo não jogando games, a sempre parar pra dar uma conferida. Foi lá que eu descobri, por exemplo, sobre a Saga da Rainha Regina, uma pequena pérola dos quadrinhos Disney que havia passado batido para mim. 

Mergulhe: Nobumami
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Ukiyo-e de Kiyoshi Kobayakawa
(aprox. 1933), uma das
muitas apresentadas no
Japan Kaleidoscop
3) Caleidoscópio nipônico - Pra encerrar, indico o blog de Marion Laurinat, uma tradutora e escritora alemã que é entusiasta da cultura japonesa. Ela já viveu no Japão e é uma pesquisadora graduada em estudos sobre o país. 

Em seu blog, escrito em inglês, a autora aborda arte tradicional japonesa, destacando belas gravuras ukiyo-e, além de literatura e História. Bom para sair um pouco da área da cultura pop e entrar em campos mais tradicionais, algo importante para se entender o contexto cultural, social e histórico que evoluiu até o entretenimento em escala industrial que conquistou o mundo. 

Mergulhe: Japan Kaleidoscop


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Boletim 50: Capcom comemora 30 anos e ganha enciclopédia de personagens


A empresa Capcom, que tem feito bastante alarde com os 25 anos de sua franquia Street Fighter, também está comemorando seu aniversário. 

São 30 anos da marca por trás de alguns dos mais icônicos games já criados, que se espalharam pela cultura pop mundial através de filmes, animações, brinquedos e marcaram posição em várias mídias, atingindo diversas faixas etárias. 

Os lutadores do já citado Street Fighter, além de personagens de Megaman, Darkstalkers, Devil May CryPhoenix Wright - Ace Attorney, entre outros, foram catalogados em uma enciclopédia de 200 páginas com capa dura. O trabalho, que reúne fichas e biografias de mais de 200 personagens, foi editado nos EUA pela Brady Games. É o tipo de livro que poderia tranquilamente ganhar versão em português. Por enquanto, só através de importadoras ou sites estrangeiros que aceitam compras do Brasil, como o Play-Asia.

- Compre aqui o livro 30th Anniversary Capcom - Character Encyclopedia

Vídeo: 30 anos de Capcom - Uma retrospectiva visual

O título diz tudo. Um vídeo bacana que mostra a evolução dos gráficos e da tecnologia, sendo interessante mesmo para quem não é jogador. 



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Dicas da blogosfera - 8

Cena de "Kaze Tachinu", o último
filme de Hayao Miyazaki
1) Um gênio se despede dos cinemas - Hayao Miyazaki, o renomado desenhista e diretor de animês, anunciou sua aposentadoria recentemente. A notícia repercutiu no mundo inteiro e bateu forte no coração de pessoas que aprenderam a admirar esse grande mestre, que já conta com 72 anos de idade. Ainda que ele vá produzir curtas enquanto viver, sua decisão de não mais dedicar tempo e esforço a um longa-metragem teve impacto imediato no mercado japonês. 

Miyazaki tem (ou melhor, tinha) um temor: o de deixar inacabado algum longa-metragem, que no caso dele demora alguns anos para se concluir, visto que ele ainda desenha muito do que se vê na tela. Já em 1993, numa entrevista para a publicação estadunidense Animerica, ele dizia que já pensava em se aposentar. Mas naquela época, o tom foi bem humorado, pois ele dizia que era melhor ele mesmo planejar a aposentadoria antes que alguém sugerisse a ele que era melhor parar. Enfim, o momento chegou e vale refletir sobre isso. Dentre todos os textos que li comentando o assunto, separei um do excelente blog XIL, parte do coletivo Genkidama.

Entenda: A aposentadoria de Hayao Miyazaki 
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"Ooidetekooi"


2) Um autor de ficção científica japonesa - A partir da leitura de contos do escritor Shinnichi Hoshi, o pesquisador Eduardo MPA, do blog Nihon Go!, analisa os trabalhos e a visão de mundo apresentada por Hoshi. 

O curta mostrado acima, inspirado em conto desse autor, é uma indicação da postagem, que também compara a visão do escritor com famosas obras ocidentais. Vale uma conferida para quem gosta de FC, seja em qual mídia for. 

Entenda: A FC japonesa e os contrastes entre a obra de Shinnichi Hoshi e a visão ocidental

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Seleção musical - Três grandes vozes femininas

Três musas de estilos diferentes que têm em comum seus vocais cheios de personalidade e técnica. Confira performances de Misaki Fujiwara (Acacia Orchesta), Rimi Natsukawa e Chisa (Girl Next Door):

Separei algumas canções que gosto muito, com alguns comentários. São todas com cantoras em plena atividade, que merecem ser mais valorizadas e divulgadas. Espero que goste.



"Stage" - Acacia Orchesta
Eis uma canção cheia de energia da banda Acacia Orchesta, uma das melhores do cenário mais alternativo e descolado da música japonesa. A voz intensa da carismática Misaki Fujiwara combina perfeitamente com a bateria pulsante de Keisuke Kitagawa, o baixo furioso de Masaru Sano (visto aqui com um Hofner igual ao de Paul McCartney) e o piano frenético de Hirofumi Nishimura. Uma banda excepcional, só digo isso.

Site oficial: acacia-o.com

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Street Fighter - O Documentário Oficial



A famosa franquia de games Street Fighter está completando 25 anos. Como parte das comemorações, a Capcom distribuiu no último dia 30 de agosto um documentário oficial em inglês intitulado "I am Street Fighter". É focado no universo dos jogos e mostra fãs e jogadores de SF, em uma abordagem dinâmica e divertida. O vídeo está na íntegra e espero que você goste, ainda mais se jogava SF nos anos 1990.


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Eiji Tsuburaya - O mestre do tokusatsu

Eiji Tsuburaya, o grande pioneiro
dos efeitos especiais no Japão
Com seu nome associado a ícones mundiais como Godzilla e Ultraman, Eiji Tsuburaya é um dos nomes mais importantes da cultura pop japonesa

Nascido em 7 de julho de 1901, na região de Fukushima, Japão, o pioneiro dos efeitos especiais japoneses tem seu nome ligado a Godzilla e Ultraman, dois símbolos do tokusatsu, termo que define os efeitos especiais no Japão. 

Chamado pelos aficionados de Tokusatsu no Kami-samá (ou “Deus dos Efeitos Especiais”), ele é um dos grandes responsáveis pelo aparecimento de uma indústria de filmes e seriados de ficção e fantasia no Japão e da associação do tokusatsu a monstros e heróis super-poderosos. Sem ele, a TV e o cinema no Japão não teriam sido os mesmos.

Da infância cheia de sonhos ao sucesso profissional

Órfão desde pequeno, Tsuburaya foi uma criança que cresceu fascinada por aviação e modelismo. Ainda no colegial, desenvolveu interesse por fotografia e, aos 18 anos, começou a trabalhar como assistente de filmagem na 
Nippon Katsudou Shashin Kabushiki-kaisha, de Kyoto, depois conhecida como Nikkatsu

Na primeira metade da década de 1920, trabalhou nos estúdios Shochiku, Ogasawara Productions e Kinegasa Film Union. E de auxiliar de filmagens, uma espécie de "faz-tudo", passou a ser cameraman em tempo integral. Inovador, criativo e curioso, Tsuburaya começou a sugerir melhorias nos processos de filmagem e edição de imagens nos filmes onde trabalhava, tentando repetir ou aperfeiçoar inovações que ele acompanhava no cinema norte-americano. Era particularmente fascinado por King Kong, o clássico de 1933. 



segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Desenhando Quadrinhos - Um livro essencial

Desenhando Quadrinhos:
Obra essencial para entender
o que faz uma boa HQ.
Uma dica de leitura obrigatória para estudantes, professores e profissionais dos quadrinhos

Depois de sacudir a comunidade quadrinística mundial com o criativo e esclarecedor Desvendando os Quadrinhos (de 1993), o autor Scott McCloud se especializou em fazer quadrinhos sobre os quadrinhos. Ainda é a melhor obra para se entender processo narrativo e semiótica nas HQs.

Seu livro seguinte, Reinventando os Quadrinhos (2000), complementava o anterior e abria espaço para uma série de especulações e palpites pessoais sobre os rumos da nona arte num mundo cada vez mais digital. Entre erros e acertos sobre os rumos dos webcomics, McCloud mostrou que, acima de tudo, entende a linguagem da arte sequencial como poucos. E eis que, depois de tanta teoria, ele resolveu que era a hora de ensinar como é que se faz uma boa HQ. 


Parece pretensioso, mas ele cumpre a tarefa com uma clareza desconcertante em Desenhando Quadrinhos, lançado pela M.Books em 2007 e reeditado em 2012. A empresa já havia editado as obras anteriores de McCloud no Brasil em 1995 e 2005, respectivamente.

Sem querer impor fórmulas ou modelos prontos para serem apenas copiados, McCloud estimula o leitor-aluno a pensar nas possibilidades inerentes ao uso combinado das palavras e das imagens. Dando espaço para o desenvolvimento do aluno na arte realista, estilizada ou mesmo no estilo mangá, o livro aborda a criação de personagens, cenários, roteiros e narrativa, culminando na arte-final e até letreiramento. Inconformado com as limitações do papel, McCloud criou complementos no “Capítulo 5 ½” em seu site oficial, ainda sem versão em português. 

Aos fãs de mangá, McCloud dedica especial atenção, demonstrando ser um grande entusiasta dos quadrinhos japoneses. Ele exemplifica como a narrativa de mangás de ação (especialmente os shonen - para meninos) jogam o leitor dentro da ação. Em contrapartida, o mangá shojo (para meninas), ao usar narrativa e recursos gráficos para enfatizar aspectos emocionais, jogaria a leitora dentro da cabeça dos personagens. 
Trecho do capítulo sobre mangá,
onde o autor demonstra muita
familiaridade com o assunto.

Mesmo sem ser um grande ilustrador, ele demonstra na prática lições valiosas sobre profundidade visual, diversidade de tipos e expressividade nos desenhos. Tudo com muita abrangência, ponderação e bom humor, características que tornam a obra uma leitura divertida e informativa ao mesmo tempo. 
A importância de um
bom cenário. Mais
didático, impossível.

Já no final do livro, as diversas possibilidades de se trabalhar com quadrinhos são analisadas com uma visão clara, realista e honesta. Mas convém destacar que McCloud se refere ao mercado estadunidense, e que a realidade do mercado de trabalho para HQ no Brasil está anos-luz atrás. Em outra parte, o autor explica detalhadamente as características, prós e contras de vários materiais de desenho. Nem todos os materiais são acessíveis da mesma forma aqui e existem outras opções e nomenclaturas em nosso mercado. Mas não é nada que uma visita a algumas boas lojas não resolva.

Em Desenhando Quadrinhos, as notas explicativas que já estavam grandes em Reinventando os Quadrinhos aumentaram tanto de tamanho que se transformaram em capítulos de texto, com diversas informações complementares. O recurso talvez trunque um pouco a fluência da leitura mas, sem dúvida, isso acrescentou mais nuances e enriqueceu o conteúdo da obra. 

Mais do que nunca, McCloud não quer apenas divertir o leitor, e sim dar a melhor aula que poderia e há longas divagações teóricas, onde nunca se diz nada à toa. Como ele mesmo cita no livro, é preciso deixar que as palavras também cumpram sua função. Com numerosos exemplos e exercícios práticos, nunca um livro foi tão abrangente em sua proposta de ensinar como fazer histórias em quadrinhos. 

Desenhando Quadrinhos tem 264 páginas, formato 17 x 25 cm e já está à venda em livrarias e lojas especializadas.

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(Texto adaptado e ampliado a partir uma resenha escrita por mim para o site Bigorna.net, atualmente inativo.)

domingo, 18 de agosto de 2013

A Bossa Nova e o Japão

Música brasileira com sotaque japonês em uma seleção musical imperdível

Lisa Ono, brasileira que
construiu sólida carreira no
Japão divulgando

a Bossa Nova
Bossa Nova é o movimento musical surgido no Rio de Janeiro no final da década de 1950, tendo à frente nomes como João Gilberto, Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Meio samba, meio jazz, ganhou prestígio com suas melodias, arranjos e harmonias que unem simplicidade e sofisticação. 

Desde o início, foi ganhando fama no mundo inteiro. O apelo popular universal é tão grande que a segunda canção mais regravada de todos os tempos é um clássico do movimento:  "Garota de Ipanema" (Tom e Vinícius, 1963), sendo que a primeira (por enquanto) é "Yesterday" (1965), dos Beatles.

No Japão, muitos artistas se identificaram de imediato com o estilo e passaram a fazer versões de músicas brasileiras, além de  criar repertório próprio seguindo os padrões estéticos da Bossa Nova. Indo além, grandes nomes da música japonesa já gravaram covers de sucessos da Bossa Nova ou incorporaram os refinados arranjos de violão e piano em suas gravações. 


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Financiamento coletivo de quadrinhos - Uma alternativa de mercado

A volta dos Combo Rangers, via
crowdfunding: personagens conhecidos,
autor consagrado e
editora veterana (a JBC).
Com tudo isso, chamaram os fãs
para financiar o projeto e

conseguiram sucesso.
O mercado de quadrinhos no Brasil, como já disse muitas vezes, é bastante restrito do ponto de vista profissional. Existe sim um campo interessante para publicações alternativas, independentes, auto-publicação e séries on-line. Mas como atividade em que o artista vive das HQs que produz, é um mercado extremamente reduzido. O que não impede que os criativos busquem sempre alternativas para viabilizar seus projetos. Um movimento que tem crescido em tempos recentes é o do crowdfunding, ou financiamento coletivo. 

Através de cotas de valores diferenciados, qualquer um pode doar dinheiro para algum projeto (geralmente da área cultural), sendo recompensado proporcionalmente com brindes e presente variados. Com o apoio de sites como o Catarse.me ou o Kickstarter.com, vários escritores, jornalistas, músicos, atores e quadrinhistas já viabilizaram seus projetos autorais sem ter que recorrer a empresas. 

sábado, 27 de julho de 2013

Dicas da blogosfera - 7

1) Poesia em animação - Direto do versátil blog Naty in Wonderland, uma resenha do habitual frequentador do Sushi POP, o Rogério Prado (vulgo "hamlet primeiro") sobre uma pequena obra de arte em animê. Trata-se do novo trabalho do diretor Makoto Shinkai, conhecido por seus trabalhos com imagens de grande beleza e clima contemplativo, capaz de contar histórias singelas sobre gente comum. Uma obra adulta, no sentido mais maduro do termo. 

Informe-se: O Jardim das Palavras e o Poeta do Cotidiano

2) Brinquedo é coisa séria. Ainda mais no Japão - Em junho, aconteceu no Japão o Tokyo Toy Show, evento grandioso voltado ao mercado de brinquedos e miniaturas. O blog do serviço de streaming de animês em inglês Crunchyroll publicou um relato fotográfico sobre a mostra, que reuniu diversos lançamentos da temporada atual, incluindo Ultraman, Pretty Cure, Kamen Rider e outros títulos. Apenas uma pequena demonstração sobre a milionária indústria japonesa de brinquedos que, é bom frisar, não é só voltada para crianças. 

Informe-se: Tokyo Toy Show 2013 – Japanese Toys are Serious Business 


3) Mapa do tesouro - Para quem lê em inglês, indico um site voltado aos lançamentos do bairro de Akihabara (localizado em Tóquio), a meca da cultura otaku e da tecnologia. Lá aparecem dicas de novos produtos eletrônicos, avaliações e até ofertas de emprego para quem mora no Japão. Veja coisas incríveis que vão demorar muito pra chegar por aqui, exceto para quem for direto na fonte. 

Informe-se: Akihabara News
Extra: Ficou curioso com a imagem da garota com um exoesqueleto? 
Confira a matéria aqui. 

terça-feira, 9 de julho de 2013

When you wish upon a star - Um tema clássico da Disney, por Chage and Aska



When you wish upon a star ("Quando você pede a uma estrela") é o tema do clássico desenho animado Pinóquio (de 1940), produzido pela Disney. Ao longo dos anos, a música foi regravada diversas vezes, e por artistas tão diferentes quanto Glenn Miller (músico e arranjador da era das big bands americanas) e Gene Simmons, o vocalista e baixista do KISS. Conheci primeiro a versão em português, a qual eu tinha em disco de vinil compacto, pela antiga Coleção Disquinho, nos anos 1970. É uma das canções mais poéticas e lindamente inocentes que já ouvi.

Minha versão favorita é da dupla Chage and Aska, gravada em inglês (bem pronunciado, inclusive) com um arranjo bastante erudito e solene lançado em 1993, junto com o single do sucesso You Are Free


Percebe-se claramente as interpretações diferentes. Aska canta primeiro, Chage vem em seguida e depois unem as vozes em  harmonia. Recomendo que ouça com atenção, pois é material de alto nível.


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Notícia sobre Chage and Aska: Atualmente, Aska está se recuperando de um ataque cerebral isquêmico sofrido em junho passado. O problema é semelhante a um derrame (AVC), mas sem sequelas. Como pode anteceder um AVC real, ele cancelou a agenda de shows que marcariam o retorno da dupla após alguns anos dedicados às suas carreiras-solo e se retirou para repouso e tratamento. Espero que se recupere logo e que eles possam retomar a famosa parceria. 

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Nota do autor: Este blog está novamente em período de hibernação, mas ainda tentarei postar algumas coisas no Twitter. Estou vivendo um período bastante corrido por conta de grandes desafios em minha vida. Tem a ver com sacrifícios em busca de algo melhor. A canção que escolhi reflete aquela esperança que nunca podemos abandonar e aquela criança dentro de nós que nunca deve ser esquecida. 

Cuide-se e até breve.

"If your heart is in your dream, no request is too extreme. When you wish upon a star, your dreams come true."  

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Nos bastidores do tokusatsu no Brasil

Ao longo de minha carreira, trabalhei com muitos elementos da cultura pop japonesa (mas não somente isso, claro), notadamente com tokusatsu, os filmes e seriados com efeitos especiais japoneses. Minha primeira matéria publicada na imprensa foi sobre Ultraman (isso em 1992, lá na revista SET Terror e Ficção). Depois, na metade da década de 1990, veio a revista Herói com dezenas de matérias sobre o tema, além de algumas sobre mangá e animê. Ainda escrevi sobre tokusatsu para a revista Henshin, o portal Omelete e outros veículos de mídia. Antes disso, escrevi roteiros de quadrinhos para a editora Abril com personagens licenciados. Fiz Flashman, Changeman e Maskman (1990/91) para a Abril e Sharivan, Goggle V  e Machine Man para a EBAL (1991). Essa fase com HQs de tokusatsu, inclusive, ainda vai valer uma postagem sobre bastidores. Mas o que citei agora é material amplamente conhecido e divulgado na época e é por eles que meu nome ainda hoje é associado a tokusatsu entre os fãs do gênero. Mas além dos trabalhos famosos, muita coisa ficou perdida no tempo. 

Então, resolvi fazer um resgate de algumas dessas empreitadas, mesmo sem imagens adequadas para cada item citado. Como a fonte de referência é basicamente a minha memória, peço desculpas por eventuais informações vagas e imprecisas. E quem tiver imagens dessa época e quiser compartilhar, é só postar link nos comentários. Agora, direto ao nosso "túnel do tempo". 


Serviço com Winspector
ficou na mira da Justiça
Disque - Winspector: Meses depois do lançamento de Winspector no Brasil, em 1994, a Tikara Filmes lançou um serviço no qual a pessoa ligava e ouvia uma mensagem dos personagens principais. Os próprios dubladores gravaram textos curtos que escrevi para as gravações. Os primeiros roteiros apenas apresentavam os personagens. Depois, pequenas aventuras eram narradas. 

O formato não me agradava muito e, como eu estava atarefado com outras atividades, acabei fazendo só os primeiros. 

Com o tempo, esse tipo de serviço entrou na mira do Governo. Por mais que houvesse os avisos de "peça ao seus pais para ligar", na prática muito garoto ligava direto sem avisar e depois vinha aquela conta telefônica enorme para pagar. Quem entrasse na justiça, conseguia que a taxa do serviço fosse anulada. O projeto não durou muito e estive presente só no começo, mas foi uma experiência profissional interessante.