terça-feira, 15 de maio de 2012

Boletim 37: Maison Ikkoku - Clássico de Rumiko Takahashi em jogo de azar

Kyoko e Godai, os protagonistas
de Maison Ikkoku
Uma antiga série de mangá e animê de Rumiko Takahashi (Inu-Yasha, Ranma 1/2), a comédia romântica Maison Ikkoku, irá ganhar uma nova produção. Mas não será mangá, animê, live-action, peça de teatro, livro ou video game. Será uma slot machine, aquele jogo caça-níqueis em que se pressiona um comando e a máquina começa a girar 3 fileiras de imagens e o jogador vence o prêmio se aparecerem 3 figuras iguais. Proibidas no Brasil por serem classificadas como jogos de azar, máquinas desse tipo são um passatempo popular entre o público adulto no Japão. A de Maison é chamada de Pachi-Slot, da empresa Heiwa e o lançamento foi anunciado para julho próximo.


Personagens de mangá e animê
em jogo para adultos. Outra
realidade de mercado.
Em Maison Ikkoku: Natsu-iro no kaze to (ou "Maison Ikkoku - Com o vento do verão", título do sexto volume do mangá) a cada combinação vencedora, ao invés de moedas ou um vale-prêmio, o jogador irá assistir mais cenas de animê, produzidas especialmente para o jogo. Altamente viciante, pelo que se pode imaginar, é mais uma prova de que, no Japão, quadrinhos e desenhos animados podem ser perfeitamente incorporados ao mundo do entretenimento adulto. Maison Ikkoku, inclusive, já foi tema de outras máquinas de jogo anteriormente. 

Esse jogo poderá atingir em cheio um público de senhores que acompanhou, nos anos 1980, as desventuras do romance atrapalhado de
Yusuke Godai e a gerente da pensão onde vive, a jovem (embora mais velha que ele) viúva Kyoko Otonashi. Vivendo com eles e entre eles, um impagável elenco de apoio fez com que a pensão Maison Ikkoku fosse um lugar divertido e rendesse grandes histórias. 


- Confira o vídeo promocional:





- Sobre Maison Ikkoku: Uma vez, escrevi uma lista dos meus 10 gibis favoritos e Maison Ikkoku encabeçou a relação. Listas são flutuantes, dependem do momento mas, se eu fosse atualizar minhas preferências, certamente Maison ainda estaria entre os 10 favoritos, talvez entre os 5 até. Foi uma das melhores comédias românticas que já li, talvez a melhor. Do animê, somente assisti uma compilação de episódios, bem fiel ao mangá. A trilha musical era  fabulosa, desde que se goste do J-pop dos anos 1980. 


Quando ia para o lado dramático e altamente emocional, nada era forçado, numa lição de narrativa e construção de história que, para mim, foi o melhor trabalho de Rumiko Takahashi. Ou pelo menos, aquele com o qual eu mais senti envolvimento ao ler. Merecia uma edição em português, mesmo que a arte daquela época seja bem inferior ao nível que ela chegaria depois. 


- Veja meu post sobre Maison Ikkoku aqui.

3 comentários:

superd7br disse...

Tem uma pachislot do clássico anime de voleibol Attack No. 1 que é praticamente um remake da série com direito a visual modernizado das personagens!
(trailer): http://www.youtube.com/watch?v=QoIC4B1aG0M
vídeo de divulgação da máquina:
1ªparte:http://www.youtube.com/watch?v=Yta9kSJFXR0&feature=related
2ªparte:http://www.youtube.com/watch?v=BEMk6fOH0Wc&feature=relmfu

Alexandre Nagado disse...

Boa dica, superd7br, valeu!

Essa série Attack N. 1 é um clássico do shojo mangá e animê. Tanto que apareceu bem colocado na lista dos 50 heróis e heroínas favoritos dos japoneses:

http://nagado.blogspot.com.br/2012/04/boletim-33-publico-japones-elege-seus.html

Abraço!

superd7br disse...

Disponha, Nagado.
Conheci a série graças ao Youtube, onde assisti à versão italiana "Mimi i la nazionale di pallavolo" (Mimi e a seleção de vôlei). Hoje a série pode estar datada, cheia de cenas politicamente incorretas(sempre aparece alguém fumando, e bater em mulher é a coisa mais normal do mundo), mas é um retrato perfeito da era de ouro do voleibol japonês.