terça-feira, 3 de abril de 2012

Boletim 31 - A História de Buda em Mangá


Com foco em filosofia oriental, a estreante Editora Satry lança no Brasil a obra A História de Buda em Mangá, de Hisashi Ohta.

Em suas páginas, é contada a história milenar do príncipe Sidarta Gautama, nascido na fronteira entre a Índia e o Nepal. Foi um jovem que, levado por suas preocupações existenciais, iniciou uma jornada de reflexão e descoberta espiritual. Assim, ele se tornou o fundador de uma das mais importantes religiões do mundo, com cerca de 400 milhões de adeptos em vários países, sendo quase meio milhão no Brasil.

O autor Hisashi Ohta nasceu em 1970 na província japonesa de Shimane e é graduado em biologia molecular, sendo também formado na Escola de Animação Yoyogi. Além da história de Buda, ele também assinou Introdução ao Budismo, pela editora Ichimannendo, representada no Brasil pela Ed. Satry.

Seu traço limpo e narrativa eficiente tornam seu trabalho agradável e uma leitura consistente. Usando o potencial comunicativo dos quadrinhos, ele registra um momento histórico e conduz o leitor a acompanhar a jornada interior do fundador do budismo. 

Informações técnicas
Título: A história de Buda em mangá
Editora: Satry  
Autor: Hisashi Ohta
Formato: 13,5 X 20,5 cm, com 243 páginas
Preço: R$ 21,00 

- Para uma relação das lojas onde encontrar, clique aqui

Confira baixo um preview da edição:

Open publication - Free publishing 

Umas palavrinhas...

Quem me conhece bem sabe que sou católico, com formação sólida e que já fui bastante engajado em atividades da Igreja. Porém, uma das religiões com as quais mais simpatizo é o budismo, por sua natureza serena e voltada à reflexão e ao autoconhecimento.

No templo da Agon Shu, uma ramificação do budismo instalada no Brasil, há um painel fotográfico em destaque mostrando um grande líder japonês da Agon Shu junto com o Papa João Paulo II, mostrando o grande respeito entre os líderes. Tenho um amigo padre que certa vez comentou ter amigos budistas e que tem enorme respeito pela filosofia budista. Teologicamente, as diferenças com o catolicismo são enormes, mas ambas culminam em ensinamentos de paciência, fé, perseverança, em olhar para o outro como um igual e em buscar sempre aprimoramento nas questões espirituais. Por isso e por serem pessoas pacientes e tolerantes, eu os respeito.

E esse respeito pelo budismo eu manifesto com esta postagem, indicando um belo e bem intencionado trabalho usando quadrinhos, essa ferramenta de comunicação que faz parte da minha vida. 


5 comentários:

McFly disse...

Legal! Já encomendei o meu na Saraiva!!

hamleprimeiro disse...

Oi Nagado,

O Budismo tem mesmo uma imagem positiva para o público em geral. Também não sou budista, mas é uma religião rica e fascinante pelos aspectos que você citou. E pode até existir, mas nunca ouvi falar de "radicais budistas" cometendo atos violentos em nome de Buda.
E, por favor, não interpretem mal o texto acima, sei que em geral a culpa pelos radicalismos não é da religião em si, mas da própria natureza humana.

Alexandre Nagado disse...

Olha, até existiu (existe) um grupo radical pretensamente budista, a seita AUM. Foram eles que praticaram os ataques terroristas no metrô de Tóquio em 1995. Mas eles misturavam budismo com um monte de outras coisas, resultando em algo que nada tinha a ver com budismo.

Alexandre Nagado disse...

Aliás, o blog Otakismo publicou um post relembrando esse caso da AUM. Recomendo:

http://otakismo.blogspot.com.br/2012/03/aum-shinrikyo-verdade-suprema-e-o.html

hamleprimeiro disse...

Havia me esquecido deste infame grupo que parece ser a tal exceção que confirma a regra neste caso.