segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Sobre Akira, Power Rangers e a xenofobia americana

Akira: a caminho de Hollywood?
A Warner Bros, de tempos em tempos, anuncia (e depois desiste ou adia) que vai adaptar o clássico mangá/animê Akira para uma versão live-action com maioria de atores ocidentais. Sobre isso, fiquei sabendo de uma campanha virtual pelo Twitter pedindo que a Warner abandone a ideia. Não acredito que um movimento de fãs seja capaz de tal proeza perante um estúdio que mira seus investimentos milionários no grande público e não em um nicho. Mas resolvi refletir um pouco sobre essa ocidentalização de personagens e produções japonesas. 

A questão é polêmica e até o veterano ator George Takei (o Cap. Sulu de Star Trek) veio a público se manifestar, no ano passado, contra o plano de Warner de transformar a Neo Tokyo de Akira em Neo Manhattan e trocar todos os principais personagens da série para que não fossem mais japoneses, mas sim cidadãos estadunidenses. Ele, que começou carreira na década de 1960, sempre reclamou da dificuldade dos produtores de Hollywood em aceitar o biotipo oriental para papéis que não sejam estereotipados. Recentemente, Dragon Ball Evolution conseguiu irritar milhares de fãs do mangá e do animê original com sua versão extremamente diferente e ocidentalizada. 

A primeira geração de Power Rangers:
Americanizando uma instituição japonesa
Há muitos anos, fãs de tokusatsu conhecem bem esse "branqueamento" que vem dos EUA. Em 1993, Power Rangers veio como a versão adaptada de seriados Super Sentai. No Brasil, já haviam sido exibidos dessa linhagem as séries Changeman, Flashman, Maskman e Goggle V. Power Rangers nada mais era do que o seriado de Super Sentai chamado Zyuranger (de 1992) editado com atores americanos. Quando se transformavam ou apareciam monstros e robôs gigantes, as filmagens eram japonesas. A coisa deu certo e ano após ano, uma nova temporada de Power Rangers adapta a série Super Sentai do ano anterior. Atualmente, quase toda a filmagem é local, usam apenas o visual e, em alguns casos, tramas semelhantes para suas aventuras (e com notável evolução). O mesmo foi feito com outras séries, como em VR Troopers, que combinou as séries japonesas Metalder, Spielvan e Sheider, ou Kamen Rider - O Cavaleiro Dragão, que adaptou Kamen Rider Ryuki

O cartaz americano do primeiro Godzilla.
Além da chamada para o ator Raymond Burr,
o nome do diretor Terry Moore (que
filmou só as cenas de elenco americano)
está à frente de Ishiro Honda.
Porém, isso começou há muito tempo atrás, quando o primeiro filme de Gojira (1954) foi lançado nos EUA em 1956 como Godzilla - King of Monsters. O nome americano, realmente mais imponente aos nossos ouvidos ocidentais, deixava de lado a ideia original, que foi combinar as palavras "gorilla" e "kujira" (baleia, em japonês), dando origem a Gojira. Não apenas, isso, cenas foram editadas e enxertadas para incluir, como ator principal, o ator Raymond Burr (famoso pelo seriado Perry Mason), no papel de um repórter que persegue o monstro. 

Em uma cena marcante, após mostrar japoneses fugindo como ratos assustados do gigantesco dinossauro mutante, entra em cena o intrépido repórter, que não só fica estático enquantos os orientais fogem, como também encara o monstro como quem diz: "Eu não tenho medo de você." Na TV americana, Ultraman, SpectremanVingador do Espaço e Robô Gigante foram exibidos sem grandes alterações além de mudanças de nomes, em geral para soarem mais ocidentais. Como exemplo, o protagonista de Robô Gigante, o garoto Daisako Kusama, virou Johnny Sokko

Adaptação de nomes, aliás, sempre foi prática comum, desde os tempos de Astro Boy (Tetsuwan Atom) e Speed Racer (Maha Go Go Go). Falando em animês, inclusive, vale lembrar que poucos foram exibidos nos EUA sem cortes e edições de cenas violentas ou outras consideradas inadequadas (sem querer fugir muito do assunto, há um post sobre isso aqui). 


Robô Gigante: Alteração nos créditos
fazia crer que era uma obra americana
ou co-produção com o Japão.
Outra peculiaridade das "adaptações culturais" de séries japonesas para o público americano era uma alteração "esperta" de créditos. Tradutores viravam roteiristas, supervisores de cortes de edição e adaptação viravam diretores e distribuidores viravam produtores. Assim, na maior tranquilidade. Inclusive, quando criança, eu acreditava que Robô Gigante era um seriado americano filmado no Japão, pois quase todos os nomes nos créditos eram de ocidentais. A prática diminuiu, mas ainda existe. 

Muito já se debateu sobre essa xenofobia estadunidense para com séries japonesas (estrangeiras), algo que aumentou após os Power Rangers e tem prosseguido a cada projeto anunciado. Eles colocam elencos ocidentais alegando que assim estão sendo mais "politicamente corretos", mas estão reproduzindo os padrões de seu povo, que é multiétnico. Também os programadores americanos não gostam de mostrar a Terra sendo salva por outros países que não os EUA. Ao invés de mostrar respeito e tolerância, eles apenas reforçam seu patriotismo e xenofobia adulterando ideias alheias. 

No entanto, antes de criticar os produtores ocidentais que perpetram esses desmandos ao mutilar obras japonesas, deve-se salientar que nada disso ocorre sem a autorização por escrito de empresários japoneses. Há casos em que os criadores nada podem fazer, como os roteiristas e diretores de Super Sentai (que pertencem à Toei Company), ou mesmo autores de mangá, pressionados por seus editores a aceitar esses negócios, que envolvem altas quantias. De qualquer forma, se no ocidente eles fazem essas adaptações distorcidas e equivocadas, é porque, lá no oriente, as pessoas que podiam vetar isso concordaram, desde que seu preço fosse pago. Um lado tem tanta culpa quanto o outro. É assim no mundo dos negócios, quer gostemos ou não. 


******************
(Agradecimento ao @PernambucoNERD, que me avisou sobre a campanha no Twitter.)

24 comentários:

Anônimo disse...

Tinha Masked Rider tbm!

Tati Santana disse...

O que comentar se tudo já foi dito? Mas, enfim, cabe-me ressaltar a sutileza inebriante de suas palavras (Alexandre) ao tratar de um tema (de certa forma) "polêmico" - gerador de discussões antológicas dentro e fora da "net".

Está mais do que perceptível essa aversão às produções norte-americanas que se congratulam pelas alterações realizadas nas produções japonesas, segundo consta tratam-se de uma releitura ocidentalizada dos temas abordados. Temas estes que se são adquiridos e adaptados é porque apresentam potenciais de lucro, precisando apenas acertar na abordagem ou direcionamento dado aos mesmos.

Contudo devemos ressaltar o fato que você levantou em sua conclusão, "antes de criticar os produtores ocidentais que perpetram esses desmandos ao mutilar obras japonesas, deve-se salientar que nada disso ocorre sem a autorização por escrito de empresários japoneses", ou seja, nada acontece sem o consentimento deles (infelizmente). O que podemos perceber neste caso é que o dinheiro prevalece! Ganância ou status?! Ou ambos? Eu, sinceramente, não sei... e tentei parar de entender.

Resta-me aproveitar as produções originais, e filtrar as raras e boas adaptações realizadas na visão ocidental.

Um forte abraço,

Tati

Alexandre Nagado disse...

Sim, e também tinha o Super Human Samurai, mas eu preferi não me alongar muito nos exemplos. Valeu.

Michele disse...

Eu tinha uma raiva danada na época de não poder assistir à versão original japonesa de "Power rangers" e tantos outros que vieram em seguida.... o engraçado é q eu nunca havia refletido sobre isso... a gente realmente esquece quem foi o responsável a autorizar isso tudo :/

Rafael Kaen disse...

Excelente post, muitos reclamam mas esquecem que são os japoneses quem autorizam isso, não gosto dessas edições que fazem pra parecer que foi criado nos estados unidos ou canada!
Gosto de Power rangers, mas prefiro Super sentai!

sandra monte disse...

Desculpa aí Nagado...

Cerca de 99% do que você mencionou NÃO é xenofobia. É adaptação para a aceitação interna.

Como você mesmo citou, se os japoneses autorizam, então são estes que não se dão o respeito.

Xenofobia é o que muitos mangás fazem em relação aos coreanos.

Os americanos? Não... eles são estão fazendo o que sabem fazer bem: proteger seu mercado. E, com a autorização dos japoneses...

Sandra Monte
www.papodebudega.com

Alexandre Nagado disse...

Mas Sandra, essa "aceitação interna" não seria causada também pela xenofobia?

Minha convicção é que há um fundo de xenofobia sim. Se um povo só aceita o que é maquiado pra parecer local, você acha que esse povo está pensando em reserva de mercado ou que não se sente confortável com o que vem de fora? Isso não tem um nome?

E também não estou defendendo japoneses, não. Já vi muitos casos de tratamento desrespeitoso (pra dizer o mínimo) que autores de mangá dedicaram a coreanos e outros povos asiáticos.

Pra mim, é um grande erro achar que é só reserva de mercado, sem conotação política.

Respeito sua opinião (e agradeço por manifestar aqui), mas tenho convicção do que escrevi e mantenho.

Bruno Seidel disse...

Querendo ou não, odiando ou não, os produtores (ambos: japoneses e americanos) acabam tirando proveito (e muito) dessa situação. O que o Haim Saban deve ter lucrado com as primeiras temporadas de Power Rangers não tá no mapa: um custo baixíssimo de produção, direitos adquiridos da Toei e milhões de dólares arrecadados. A Toei (e a Bandai, claro) também levaram uma boa grana com essa brincadeira. O mesmo vale para demais adaptações. Concordo com o Nagado sobre esse aspecto "xenofóbico" porque acredito friamente nessa visão "política" e de "aceitação interna" imposta pelo Tio Sam. Julgar isso como algo errado e inescrupuloso já é outra coisa. E sobre a reflexão levantada pela Tati, no que diz respeito à ganância ou status, eu prefiro enxergar meramente como business mesmo. Devemos lembrar que as pessoas que administram as produções são os produtores, empresários e administradores. São adultos, pagam contas, precisam de dinheiro, vivem em países respectivamente capitalistas. Se eles estão ganhando dinheiro com isso (ambos), há consumidores em ambos os países e o negócio é rentável, por que eles dariam ouvidos a fãs platônicos como nós?

Yuri disse...

Eu não diria Xenofobia, eu diria racismo. Isso acontece não somente com os orientais, mas com os árabes , com os índios... Assista Bad Boys 2, e tente ver quantas nacionalidades diferentes têm os vilões, cada um mais brutal que o outro. Enfim... preconceito (ou o incômodo com o que é considerado "de fora") é a regra, não a exceção.
E... sim, "adaptar ao mercado", ou "proteger o mercado interno", significaria justamente limar aquilo que seria muito "estrangeiro" (portanto, incômodo) para o público.
Um dos poucos que chuta essas regras para as cucuias é o Clint Eastwood, que depois de velho virou o fodão de hollywood, fazendo filmes fantásticos como "Cartas de Iwo Jima".

hamleprimeiro disse...

Discussões sobre "imperialismo cultural" à parte, tentar adaptar um produto estrangeiro ao gosto local não chega a ser novidade nem no Brasil. Vocês se lembram como a dublagem antigamente alterava ao máximo o texto para usar referências locais? Lembro que na dublagem clássica do Manda-Chuva, aquela com a voz do Lima Duarte, os nome da cidade, a moeda e os nomes dos personagens eram todos "abrasileirados". Claro, é um trabalho muito charmoso e competente (ainda mais com a qualidade do ator envolvido), mas hoje me incomoda um pouco ouvir estas adaptações.

Ryuunoshin disse...

Para mim a cada compra de direitos, os americanos mostram ao mundo o quando incompetentes são, abomino todas as adaptações do americanos e tudo no que eles metem a mão, conseguem estragar tudo, já faz um bom tempo que me desvinculei da mídia brasileira, onde somos obrigados a "comer" tudo que nos é jogado por americanos, conseguem até fazer uma coisa ou outro boa, mas quando se trata de coisas que não são de autoria total deles peço licença e me retiro, o jeito de agir dos mesmos me incomoda a forma como pensam e como se desenrola o que fazem também.
Sim a culpa são dos empresários mas não dos JAPONESES como muitos vem dizendo, é duro ter que ver os nossos heróis sendo adaptados, mas infelizmente quem manda são os donos das empresas, o Nagano-san mencionou os roteiristas, eu acredito que muitos deles se negariam a vender suas histórias com 100% de carta branca aos americanos se dependesse exclusivamente deles a venda destes direitos, então por este motivo eu defendo ainda os japoneses, mas é como a última frase do post diz, negócios são negócios.
Mas Power Bosta continua sendo uma das coisas mais rídiculas do mundo, isto nunca mudurá.
Posso ser radical demais, mas é ridículo mesmo, e a única solução que vejo é não ver estas adaptações, quem tem o melhor na mão não precisa correr atrás do lixo mesmo que seja apenas para conhecer ou experimentar.

JJ Marreiro disse...

Akira é uma obra respeitada e cultuada e uma adaptação deveria levar em conta as características de ambientação e de personagens. É muito estranho para um fã ver seu personagem favorito mudar de etnia como se isso não alterasse nada no contexto plástico da obra. É uma pena que o verdadeiro respeito seja apenas uma hipocrisia por trás de interesses políticos e financeiros mascarados com a bandeira do "politicamente correto".

Alexandre Nagado disse...

Hamlet, bem lembrado esse lance do Manda Chuva. Mas olha, pra produções mais infantis eu acho mais aceitável (e muitas vezes necessário) mudar nomes, adaptar mesmo. Pra material infanto juvenil, já acho mais desnecessário.

WESLEY CHAVES disse...

e como dizem, a mola do mundo e o dinheiro, os projetos são feitos atraves da margem de lucro que os envolvidos vão conseguir, respeito pelas obras só com os fãs

Bruno Seidel disse...

Outro caso lendário na história da adaptação brasileira é no Chaves, no episódio duplo em que os personagens vão passar as férias em Acapulco (México). Acontece que, na versão "abrazileirada", ora os personagens estão em Acapulco, ora estão no GUARUJÁ (SP)!! E a dublagem está assim até hoje: ambígua.

Alexandre Nagado disse...

Falando em Chaves (o seriado), isso parece mais brincadeira de dubladores que passou batido do que uma manobra orquestrada em escritórios de marketing.

Mestre Ryu Kanzuki disse...

Mais um ótimo trabalho, Nagado-san. É interessante como você descreveu esse assunto polêmico expondo os problemas de uma maneira mais clara. Enquanto os fãs de animê & mangá põem culpa nos Americanos, na verdade tudo é uma questão de negócios. Falando em Godzila, me lembro daquela péssima adaptação Hollywoodiaa querendo ser um Jurassic Park (o visual do Godzila era muito parecido com o T.Rex de Spielberg e sem contar que ele não tinha os poderes do monstro original).

Quase tudo que os Americanos põem a mão estragam. Um dos poucos que provávelmente sobrevivem é A Estrada da Perdição, filme de Sam Mendes, que se não me engano foi inspirado num mangá. E foi um um filme muito bom.

JO disse...

Concordo contigo, Nagado, que há xenofobia sim - e a tal faz parte da "aceitação de mercado interna", nem tem como negar isso. Mas como citado, há os dois lados da moeda e as "vítimas" não são tão vítimas assim, haja visto o poder certeiro do capitalismo($$$). Sobre a adaptação de Akira - espero sinceramente que nem saia essa versão hollywoodiana. Aliás, a pré-produção estão tão "enrolada" quanto a tentativa também de levar um OldBoy americanizado às telonas.

hamleprimeiro@gmail.com disse...

Boa noite Nagado,

Pra falar a verdade hoje em dia qualquer adaptação radical me incomoda, mesmo em produções para crianças. Por exemplo, apesar de respeitar muito a dublagem brasileira, esta invasão de filmes dublados nas salas de cinema me incomoda muito. Se eu puder evitar, não pago para ver um filme dublado no cinema, mesmo um supostamente infantil. Quanto o Robin Williams deu aquele show como o gênio em Aladdin e os filmes animados da Disney passaram a ter cópias legendadas por aqui, eu comemorei. Hoje isso se inverteu, os títulos dublados estão tomando conta das salas de cinema.
Desculpe, acho que saí do tópico.
Enfim, se chamarem o Christopher Nolan para dirigir Akira serei o primeiro na fila do cinema.

Takeshi Ishii disse...

Quando os gigantes estúdios americanos se interessam em adaptar obras japonesas ou de qualquer outro país, estão primeiramente desrespeitando seu próprio pessoal: criadores, roteiristas, etc.

É mais fácil comprar ideias do que criar, mesmo que seja "criar copiando": O próprio Gojira japonês nasceu inspirado nos monstros dos filmes hollywodianos. Eles não tinham grana pra fazer stop motion e outras coisas arrojadas que só Hollywood dispunha, então criaram o suitmation.

A xenofobia midiática estadunidense é fato. Eles não negam isso ao dizerem que não "haverá aceitação interna". Não se arriscam a lançar heróis nipônicos na tv. Mas não pensam duas vezes antes de fazerem adaptações como Dragon Ball Evolution, nem que isso custe-lhes o fracasso de milhões em bilheterias.

superd7br disse...

É um tema polêmico, até porque há casos em que a adaptação é necessária.
Por exemplo, ninguém perdoa o que a 4Kids fez com One Piece para deixá-la mais infantil. Mas por outro lado, o anime que deu origem a Voltron (Golion) era hiperviolento e dramático. Se a World Events Productions não tivesse misturado Golion com Dairugger XV, tornando-as um universo só, Voltron não teria se tornado uma marca tão rentável como é hoje.

Alexandre Nagado disse...

O caso do Voltron é semelhante ao do Robotech, que são séries diferentes combinadas em uma só. Não acho isso muito legal do ponto de vista criativo e não sei se sucesso comercial legitima tais decisões.

Porém, foi uma jogada que deu certo mesmo, meio tacada de gênio, por mais que artisticamente eu discorde de tais projetos.

Mas sobre a violência, acho que o problema é adequação horária e conhecimento de público-alvo. Mas a questão é bem complexa, sim. Fico feliz que vários tenham entrado para enriquecer o debate.

Abraços!

Robinson Oliveira disse...

Muito bom Nagado, vc foi direto no ponto principal que relaciona altos valores financeiros. A muito tempo("início da década de '90) atrás criticava bastante os norte-americanos pelas retalhações nos tokusatsu's porém o MAIOR culpado são os próprios empresários japoneses, por ter apenas uma visão micro-regional(Nippon) e não uma Macro(Planeta Terra!!!). Para nós resta apenas compreender e esperar que os cérebros pensantes possam valorizar um pouquinho os fãs internacionais do Tokusatsu.

Mauricio disse...

Para o Mestre Ryu Kanzuki: A Estrada da Perdição, que virou filme, não é manga , mas uma graphic novel americana de autoria de Max Allan Collins.