RECADO AOS VISITANTES:

Olá! O blog ainda está de férias, mas já estou trabalhando em novas postagens. O Sushi POP voltará a ser atualizado no dia 1 de agosto (terça), no período da tarde.

O que vem por aí:
- Ultraman Geed, Novo Lobo Solitário, Katokutai, Pinóquio de Osamu Tezuka, Danger 3, resultado da convocação para trabalhos acadêmicos e mais!

Esteja aqui para conferir. Até breve!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Recado aos leitores

Olá. Tenho um recado e não é lá muito legal com relação a este blog. O meu tempo no mundo real, com suas atribulações e deveres, me obrigou a tomar uma decisão. Por um tempo indeterminado, o Sushi POP vai dar uma hibernada. Há um ou dois tópicos que eu gostaria de fazer antes de dar um tempo, mas talvez não seja possível. 
Pra quem gosta do leque de assuntos sobre os quais escrevo aqui no blog, ainda postarei dicas e links no Twitter, na medida do possível. 


Sempre Sonhando (JAM Project)
Encerrando (espero que temporariamente) as postagens do Sushi POP, quero deixar uma canção bem legal do
JAM Project. Sempre Sonhando (assim, com título em português mesmo) é uma música de 2008 escrita por Hironobu Kageyama junto com o brasileiro Ricardo Cruz, membro honorário da banda e presente em vários shows e gravações. O Ricardo é meu amigo de longa data e, entre 2002 e 2003, cantávamos juntos em karaokês e até fizemos shows em eventos. Focado em música, muito talentoso e esforçado, ele chegou longe, dividindo palco com cantores de quem sempre foi grande admirador. 

A música é uma ode à esperança e ao sonho, escrita por alguém que sempre batalhou por seus objetivos e que estava pronto quando a grande chance da vida bateu à sua porta. Com esse vídeo eu encerro, por enquanto, as postagens deste blog. Até breve. 




segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Prêmio Angelo Agostini e o Dia do Quadrinho Nacional


Desenho: Nestablo Ramos
Cores: Juliano Oliveira
No final de semana, saiu o resultado da votação do Prêmio Angelo Agostini. Por estar mais ligada aos assuntos deste blog, não posso deixar de destacar a premiação da revista de mangá nacional Ação Magazine, que marca forte presença no contexto dos quadrinhos nacionais. E o desenhista eleito, Maurílio DNA, é um dos autores presentes na Ação, com a série Tunado.


Meus cumprimentos aos premiados. 

Segue abaixo o press release que recebi:
                        
28º Ângelo Agostini e o Dia do Quadrinho Nacional

A Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC-ESP) e o Instituto Cervantes de São Paulo, com o apoio da Comix Book Shop, da Inarco Internacional e do Coletivo Quarto Mundo, promovem a entrega do 28º Premio Ângelo Agostini aos melhores do quadrinho nacional do ano de 2011.

Ângelo Agostini foi quem criou a primeira história em quadrinhos, em seqüência e com um personagem fixo, no Brasil, que começou a ser publicada em 30 de janeiro de 1869. O nome dessa HQ era As Aventuras de Nhô Quim ou Impressões de Uma Viagem à Corte, que duraria nove capítulos pelo traço de Agostini.

Existem interpretações e registros anteriores ao dia 30 de janeiro de 1869 (até HQ's do próprio Agostini, veiculadas no pasquim Diabo Coxo, em 1865), mas o personagem Nhô Quim é muito significativo para a arte desenhada no Brasil, assim como Ângelo Agostini. Além de seu papel destacado como republicano, anti-clerical e abolicionista, Agostini delimitou fronteiras, criou estilo, influenciou e tornou a caricatura, a sátira política e os quadrinhos parte de nossa nascente imprensa. Agostini, foi, inclusive, um dos fundadores da mais importante revista infantil brasileira, a popular O Tico Tico.

O evento foi criado em 1984, como O DIA DO QUADRINHO NACIONAL, para marcar a publicação do primeiro capítulo de “Nhô Quim” e homenagear os melhores artistas do ano anterior e destacar os mestres do quadrinho nacional.

Através da votação (que recolheu 480 votos de todo o Brasil) realizada entre profissionais da área, amadores, estudiosos e aficionados pelos quadrinhos nacionais, foram eleitos:

Ação Magazine: Mangá
nacional foi o melhor
lançamento de 2011
Melhor DesenhistaMaurílio DNA
Melhor RoteiristaDaniel Esteves
Melhor Cartunista Gustavo Duarte
Melhor LançamentoAção Magazine (Lancaster Editorial)
Melhor Lançamento IndependenteLove Hurts (Murilo Martins)
Melhor Fanzine – Miséria (Coletivo Miséria)
Troféu Jayme CortezFIQ (Festival Internacional de Quadrinhos)
Mestres do Quadrinho Nacional: Bira Dantas, Fernando Gonsales, Lourenço Mutarelli e Moacir Torres

Programação:

O evento também é um momento de encontro entre grandes artistas, jovens talentos e fãs da arte desenhada e tem a programação a seguir:

- 14h00 Abertura do espaço da Comix Book Shop e do Coletivo Quarto Mundo
- 14h00 Lançamento das revistas Calafrio 53 e 54 com autógrafos de Rodolfo Zalla
- 14h00 Lançamento do documentário “Ao Mestre com Carinho” de Márcio Baraldi
- 14h30 Debate: “A Nova Lei Brasileira dos Quadrinhos na Opinião dos Profissionais” com os artistas Jal, Márcio Baraldi e Spacca e o editor Guilherme Kroll (Balão Editorial), mediação do jornalista e editor do blog Papo de Quadrinho, Jota Silvestre
- 16h00 Entrega dos Prêmios Ângelo Agostini aos melhores do quadrinho nacional do ano de 2011

Durante todo o evento:

- Criação de uma HQ coletiva (os presentes serão convidados a desenhar uma seqüência de uma HQ, com tema escolhido no início dos trabalhos).
- Exposição de tela a óleo do artista WilliamMR tendo como inspiração Ângelo Agostini
- Presença dos autores da revista “Picles”


Serviço:

A festa será realizada no dia 04 de fevereiro de 2012, sábado, a partir da 14h30, no Espaço Cultural Instituto Cervantes, Avenida Paulista, 2439 (próximo ao Metrô Paulista) - São Paulo/ SP. Maiores informações pelo telefone: (11) 3987-9609.
A entrada é franca e todos estão convidados!

Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC-ESP)

sábado, 14 de janeiro de 2012

Boletim 21: A nova versão da última aventura da Patrulha Estelar original




Antes da estreia do remake da Patrulha Estelar, o público japonês poderá conferir a versão "Director´s Cut" do último longa-metragem da cronologia original. Lançado em 2009, o animê Yamato Rebirth trouxe remanscentes da tripulação original do Yamato numa época 17 anos depois do longa Yamato Final, de 1983. Pra quem não sabe, esse longa se passou após os eventos da série III, sobre a destruição do Sol, série exibida na antiga TV Manchete



Com cerca de 30 minutos de novas imagens, esse longa também terá trilha sonora modificada, novos diálogos e diferenças marcantes com a versão exibida originalmente nos cinemas. O trabalho foi feito baseado nas anotações e declarações do coautor, produtor e diretor Yoshinobu Nishizaki, que faleceu em 2010. 


A versão do diretor será exibida em somente dois cinemas (Tóquio e Osaka) entre 28 de janeiro e 3 de fevereiro, como parte da campanha promocional das cópias em DVD e Blu-ray, a serem lançadas pela Bandai em 23 de março.


Site oficial: yamatocrew.jp/crew/

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Boletim 20 - Surge novo trailer de Ultraman Saga

Saiu mais um trailer para o vindouro filme Ultraman Saga, a ser lançado no Japão em 24 de março. Três Ultras de diferentes dimensões - Zero, Cosmos e Dyna - irão se reunir e terão a ajuda dos lendários Irmãos Ultra do passado. Mas o destaque maior vai mesmo para as garotas da onipresente banda de pop idols AKB48, o chamariz para o grande público. A produção parece tecnicamente inferior aos dois filmes anteriores, mas só depois de assistido o filme será possível chegar a uma conclusão. Enquanto isso, curta o trailer antes que a Tsuburaya Pro bloqueie o vídeo para o Brasil, coisa que costuma fazer. Quando a canção tema for anunciada, mais para o final do mês, deve ser divulgado o trailer final. Vamos aguardar.



Reveja o que já foi publicado sobre Ultraman Saga no Sushi POP:
Boletim 8, 10, 13, 14, 15 e extra.



(Fonte: JEFusion)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Takeshi Tsuruno: Humor, rock e Ultraman

O versátil Takeshi Tsuruno como
Shin Asuka, o Ultraman Dyna
Em qualquer tipo de história, é comum o chamado “comic relief” (ou “alívio cômico”), aquele personagem cuja maior função na história é fazer o público relaxar e rir um pouco, o que funciona bem em histórias dramáticas, de aventura, ação, romance ou mesmo suspense. Na série de TV Ultraman Dyna, de 1997, o alívio cômico era o próprio herói principal. Shin Asuka, o jovem piloto que se transforma no herói espacial, é dado a atitudes e caretas de boboca, especialmente no começo da série, mais leve que o restante. Cortesia do ator Takeshi Tsuruno, nascido em 26 de maio de 1975, um verdadeiro showman da mídia japonesa, que tem mudado sua imagem de comediante para cantor do primeiro escalão.
Mesmo tendo participado de alguns doramas (ou J-drama, as novelas japonesas), o astro teve sua imagem marcada mais como comediante do que como ator dramático ou de ação fora do nicho de fãs de Ultraman. Em grande parte, por conta de sua participação, durante anos, do programa de variedades Quiz! Hexagon II, da TV Fuji. Um dos muitos programas de auditório da TV japonesa, o show de variedades e gincana de perguntas e respostas, Hexagon se popularizou por apresentar muito humor em seus quadros, sendo Takeshi Tsuruno um dos principais comediantes. Com a popularidade do programa, participou de dois grupos vocais com outros integrantes do elenco regular, o Shuchishin e o Aladdin. Shuchishin ("vergonha", em japonês) era um nome formado pelo apelido de seus três integrantes, Shu, Chi e Shin. Tsuruno era o "Shu" nesse trio vocal cheio de coreografias estilo boys band, apesar dos integrantes não serem exatamente garotos. Como Shuchishin, Tsuruno lançou 3 singles de sucesso, tendo um deles conquistado o primeiro lugar e dois o segundo no ranking da Oricon (entidade que mede vendagens no Japão). E como Aladdin, alcançou mais um segundo lugar. Em 2009, sem abandonar totalmente seus parceiros de Hexagon, lançou-se em carreira solo, tendo já quatro álbuns. Como músico, já havia lançado em 2003 um álbum pelo selo Roadrunner Japan, com a banda Taiyou no Shodou, mas só decolou mesmo depois de sua fama no Hexagon. 

Em 2011, cantou o rap "Pokémon Ierukana? BW", segundo encerramento da série Pokémon Best Wishes, com uma entonação cômica. Mas engana-se quem pensa que sua música está atrelada ao humor. Multi-instrumentista e cantor de grande voz, foi um dos destaques do show Ultraman Family Concert, realizado em Tóquio no final de 2011, ao lado de Isao Sasaki, Tatsuya Maeda e do grupo Voyager. Astro bastante popular e com público fiel, não decepcionou seus fãs ao aceitar participar do filme Ultraman Saga, a ser lançado em março no Japão. Seja atuando em papéis heroicos, cômicos, seja cantando com sua voz imponente, Takeshi Tsuruno é hoje um dos grandes nomes do cenário artístico de seu país. 
SELEÇÃO MUSICAL

Pegasus Fantasy: Tsuruno canta com muita energia sua versão cover do tema original dos Cavaleiros do Zodíaco, que registrou no álbum Tsuruno Uta, de 2009. Num tom mais grave e imponente, é uma das melhores versões da famosa canção do grupo Make-Up




Kimi dake wo mamoritai - Aqui, Tsuruno canta o tema de encerramento de Ultraman Dyna, originalmente gravada por Fumiaki Nakajima. A versão de Tsuruno apareceu no álbum Tsuruno Oto (2009). Alguns Ultras aparecem pra dar uma força, mas nem precisava. 



Nakanaide - Segundo single de Tsuruno com o Shuchishin em 2008, ficou em segundo lugar na Oricon. Aqui, uma versão solo de Tsuruno em 2011.

Site oficial: www.tsurunoweb.com 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Sobre Akira, Power Rangers e a xenofobia americana

Akira: a caminho de Hollywood?
A Warner Bros, de tempos em tempos, anuncia (e depois desiste ou adia) que vai adaptar o clássico mangá/animê Akira para uma versão live-action com maioria de atores ocidentais. Sobre isso, fiquei sabendo de uma campanha virtual pelo Twitter pedindo que a Warner abandone a ideia. Não acredito que um movimento de fãs seja capaz de tal proeza perante um estúdio que mira seus investimentos milionários no grande público e não em um nicho. Mas resolvi refletir um pouco sobre essa ocidentalização de personagens e produções japonesas. 

A questão é polêmica e até o veterano ator George Takei (o Cap. Sulu de Star Trek) veio a público se manifestar, no ano passado, contra o plano de Warner de transformar a Neo Tokyo de Akira em Neo Manhattan e trocar todos os principais personagens da série para que não fossem mais japoneses, mas sim cidadãos estadunidenses. Ele, que começou carreira na década de 1960, sempre reclamou da dificuldade dos produtores de Hollywood em aceitar o biotipo oriental para papéis que não sejam estereotipados. Recentemente, Dragon Ball Evolution conseguiu irritar milhares de fãs do mangá e do animê original com sua versão extremamente diferente e ocidentalizada. 

A primeira geração de Power Rangers:
Americanizando uma instituição japonesa
Há muitos anos, fãs de tokusatsu conhecem bem esse "branqueamento" que vem dos EUA. Em 1993, Power Rangers veio como a versão adaptada de seriados Super Sentai. No Brasil, já haviam sido exibidos dessa linhagem as séries Changeman, Flashman, Maskman e Goggle V. Power Rangers nada mais era do que o seriado de Super Sentai chamado Zyuranger (de 1992) editado com atores americanos. Quando se transformavam ou apareciam monstros e robôs gigantes, as filmagens eram japonesas. A coisa deu certo e ano após ano, uma nova temporada de Power Rangers adapta a série Super Sentai do ano anterior. Atualmente, quase toda a filmagem é local, usam apenas o visual e, em alguns casos, tramas semelhantes para suas aventuras (e com notável evolução). O mesmo foi feito com outras séries, como em VR Troopers, que combinou as séries japonesas Metalder, Spielvan e Sheider, ou Kamen Rider - O Cavaleiro Dragão, que adaptou Kamen Rider Ryuki

O cartaz americano do primeiro Godzilla.
Além da chamada para o ator Raymond Burr,
o nome do diretor Terry Moore (que
filmou só as cenas de elenco americano)
está à frente de Ishiro Honda.
Porém, isso começou há muito tempo atrás, quando o primeiro filme de Gojira (1954) foi lançado nos EUA em 1956 como Godzilla - King of Monsters. O nome americano, realmente mais imponente aos nossos ouvidos ocidentais, deixava de lado a ideia original, que foi combinar as palavras "gorilla" e "kujira" (baleia, em japonês), dando origem a Gojira. Não apenas, isso, cenas foram editadas e enxertadas para incluir, como ator principal, o ator Raymond Burr (famoso pelo seriado Perry Mason), no papel de um repórter que persegue o monstro. 

Em uma cena marcante, após mostrar japoneses fugindo como ratos assustados do gigantesco dinossauro mutante, entra em cena o intrépido repórter, que não só fica estático enquantos os orientais fogem, como também encara o monstro como quem diz: "Eu não tenho medo de você." Na TV americana, Ultraman, SpectremanVingador do Espaço e Robô Gigante foram exibidos sem grandes alterações além de mudanças de nomes, em geral para soarem mais ocidentais. Como exemplo, o protagonista de Robô Gigante, o garoto Daisako Kusama, virou Johnny Sokko

Adaptação de nomes, aliás, sempre foi prática comum, desde os tempos de Astro Boy (Tetsuwan Atom) e Speed Racer (Maha Go Go Go). Falando em animês, inclusive, vale lembrar que poucos foram exibidos nos EUA sem cortes e edições de cenas violentas ou outras consideradas inadequadas (sem querer fugir muito do assunto, há um post sobre isso aqui). 


Robô Gigante: Alteração nos créditos
fazia crer que era uma obra americana
ou co-produção com o Japão.
Outra peculiaridade das "adaptações culturais" de séries japonesas para o público americano era uma alteração "esperta" de créditos. Tradutores viravam roteiristas, supervisores de cortes de edição e adaptação viravam diretores e distribuidores viravam produtores. Assim, na maior tranquilidade. Inclusive, quando criança, eu acreditava que Robô Gigante era um seriado americano filmado no Japão, pois quase todos os nomes nos créditos eram de ocidentais. A prática diminuiu, mas ainda existe. 

Muito já se debateu sobre essa xenofobia estadunidense para com séries japonesas (estrangeiras), algo que aumentou após os Power Rangers e tem prosseguido a cada projeto anunciado. Eles colocam elencos ocidentais alegando que assim estão sendo mais "politicamente corretos", mas estão reproduzindo os padrões de seu povo, que é multiétnico. Também os programadores americanos não gostam de mostrar a Terra sendo salva por outros países que não os EUA. Ao invés de mostrar respeito e tolerância, eles apenas reforçam seu patriotismo e xenofobia adulterando ideias alheias. 

No entanto, antes de criticar os produtores ocidentais que perpetram esses desmandos ao mutilar obras japonesas, deve-se salientar que nada disso ocorre sem a autorização por escrito de empresários japoneses. Há casos em que os criadores nada podem fazer, como os roteiristas e diretores de Super Sentai (que pertencem à Toei Company), ou mesmo autores de mangá, pressionados por seus editores a aceitar esses negócios, que envolvem altas quantias. De qualquer forma, se no ocidente eles fazem essas adaptações distorcidas e equivocadas, é porque, lá no oriente, as pessoas que podiam vetar isso concordaram, desde que seu preço fosse pago. Um lado tem tanta culpa quanto o outro. É assim no mundo dos negócios, quer gostemos ou não. 


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(Agradecimento ao @PernambucoNERD, que me avisou sobre a campanha no Twitter.)

sábado, 7 de janeiro de 2012

Sobre a relevância do tokusatsu e seu lugar na cultura pop japonesa

Godzilla - Começo impactante que
foi sendo diluído com o passar dos anos.
Tokusatsu (leia “tokussatsu”) é a abreviação de "tokushuu kouka satsuei" - filmagem de efeitos especiais. Ou “defeitos especiais”, se a imagem que vem à sua mente é a de um monstro de borracha colocando abaixo uma Tóquio feita de maquetes de papelão e massa, tudo muito falso. Pra quem não sabe, a qualidade técnica evoluiu muito, ainda mais no cinema, mas não é sobre isso que falarei abaixo, e nem tampouco sobre a história dessa forma de entretenimento.

Hoje em dia, quando se fala em cultura pop japonesa (termo tão na moda), a maioria das pessoas se refere à combinação mangá, animê, games, cosplay, J-Drama (ou "dorama" para os aficionados) e J-Music (basicamente, J-pop, J-Rock e Animesongs). O tokusatsu tem ficado de fora da definição, mas ele sempre foi parte essencial da indústria pop japonesa. Nos últimos anos, o tokusatsu tem perdido esse espaço porque é, com poucas exceções, associado a programas infantis e cujo público formador de opinião (e que não seja meramente saudosista) é cada vez menor.


O tokusatsu não precisa ser sinônimo de programa infantil, apesar de ser na esmagadora maioria das vezes, numa proporção muito maior que o animê. Ressaltando que eu não acho que uma produção violenta automaticamente se torna “adulta” ou mesmo “juvenil”. Um produto mais adulto, do meu ponto de vista, tem mais a ver com uma visão de mundo mais elaborada e tratamento mais realista dos perfis psicológicos dos personagens. 


Ultras e Kamen Riders, duas das
maiores franquias do tokusatsu.
O excesso de variações sobre os
mesmos heróis tirou
credibilidade fora dos nichos
de fãs na medida
em que aumentavam os
catálogos de brinquedos.
Destacando que algumas produções japonesas anteriores já usaram efeitos especiais experimentais, o tokusatsu como o conhecemos nasceu em 1954 com o primeiro Godzilla e era um filme-catástrofe. Foi feito para assustar, provocar reflexões sobre o perigo nuclear e deixar a plateia boquiaberta com cenas espetaculares mesmo em um filme de baixo orçamento. Cortesia do diretor Ishiro Honda e do lendário técnico e diretor de efeitos especiais Eiji Tsuburaya, que criaria a primeira empresa especializada em efeitos, a Tsuburaya Pro. Além de prestar serviços sob demanda para produtoras, o estúdio desenvolveria os Ultras, a mais antiga franquia de super-heróis japoneses. Pra se ter uma ideia de sua qualidade na época, Eiji Tsuburaya fez filmes sobre a Segunda Guerra Mundial usando um trabalho de maquetes de navios e aviões e sobreposição de imagens tão sofisticado a ponto de enganar militares americanos das forças de ocupação. Ao descobrirem as películas, muitos acharam que estavam vendo cenas reais de documentários, e não imagens de efeitos especiais. Com o tempo, ele introduziu efeitos mais baratos - e muitos altamente eficientes - em produções televisivas, sendo considerado uma lenda em seu país. 

Com a ida do gênero para a TV (onde encontrou seu veículo ideal) e com o passar dos anos, tokusatsu virou praticamente sinônimo de vitrine de merchandising e divulgação de brinquedos. As fábricas de brinquedos, aliás, foram assumindo as rédeas do controle criativo, ditando rumos e obrigando o uso de cada vez mais veículos, robôs e sub-transformações ou formas alternativas de personagens. A história foi ficando em segundo plano em relação aos apetrechos colecionáveis que são mostrados.


Particularmente, e sem correr o risco de ser saudosista demais, gosto de recordar aquelas cenas e episódios de seriados que surpreenderam, que foram além das expectativas e forneceram elementos para serem lembrados por muito tempo. Os filmes e séries que marcaram época se destacaram por seu roteiro, direção e desenvolvimento de personagens. Independente desses personagens darem origem a bonequinhos ou não.


Gokaiger à frente do exército Super Sentai:
Com poucas exceções, a frequência
e megalomania dos crossovers privilegia o
"fan service" em detrimento da história e do
desenvolvimento de personagens.
No Brasil, as comunidades dos autoproclamados "tokufãs" (um neologismo que acho horroroso, mas que pegou) são, em sua maior parte, fã-clubes de Kamen Rider e Super Sentai, os maiores hits e também as linhagens que estão sempre atuais, sempre sendo renovadas ano após ano. Amontoados de clichês regurgitados com rostos novos, feitos com alguma competência e em linha de montagem. 

Guardando as devidas proporções, seria como alguém se dizer fã de música e só gostar do que lidera as paradas de sucesso ou do que está em evidência. Fãs de Ultraman geralmente são um grupo à parte. Comparando com música, são como fãs de Beatles

Tokusatsu não é um gênero. Ele é, como animê ou mangá, uma mídia, um veículo para contar histórias. Ou melhor, é uma ferramenta para ajudar a contar histórias de ficção e fantasia. Histórias que não existiriam sem esses efeitos especiais. Sejam mais artesanais ou sofisticados, os efeitos especiais têm que funcionar pela história e contribuir para sua atmosfera. Não sou entusiasta de tokusatsu em si (pois isso seria, ao pé da letra, gostar só do lado técnico dos filmes), e sim de boas histórias e boas aventuras. Se tem monstro, se tem golpe especial, império maligno, se tem pose de transformação, nada disso é mais importante do que uma história bem desenvolvida. Quando o tokusatsu serve ao propósito de contar histórias interessantes, alcança seu verdadeiro e original potencial. Os efeitos hoje são menos artesanais e mais digitais, mas o objetivo não mudou, que é se integrar ao enredo.

Na verdade, a garotada que só curte Rider, Sentai, alguns Metal Heroes (como Jaspion e Gavan) e até alguns Ultras, não é fã de tokusatsu, e sim fã de super-heróis em live-action, só não sabe como se definir. Uma definição que acho pertinente para esses personagens é "tokusatsu heroes". Ainda sobre isso, uma confusão muito comum é confundir tokusatsu com live-action. Live-action vem de "ação ao vivo", termo para diferenciar produções com atores de animações. Um drama, uma novela ou um filme comum são produções live-action desde que usem atores. Todo tokusatsu também é, obviamente um live-action. Mas nem todo live-action usa tokusatsu e as palavras não são sinônimas.

A versão live-action da Patrulha Estelar: Apesar
do uso ostensivo de efeitos especiais, a
aventura foi definida como um SFX movie
para não fazer ninguém pensar
que veria os personagens dando piruetas
e gritando nomes de golpes. 
Mas todo esse papo que descrevi aqui e seus problemas têm origem no Japão. O que vemos entre os fãs daqui é apenas um reflexo ainda mais distorcido do que ocorre lá. Com poucas e honrosas exceções, tokusatsu é mesmo sinônimo de programa infantil que é vitrine de brinquedos. Lições de moral, de coragem (e etc, etc...) são hoje em dia mera desculpa pra dourar a pílula, sem falar que isso só é relevante se assumirmos que o veículo (no caso, o tokusatsu) é somente voltado para crianças e jovens em fase de formação de personalidade.

O "gênero" ficou tão estigmatizado que produções sofisticadas carregadas de efeitos especiais (como o live-action da Patrulha Estelar) são chamadas de SFX (Special Effects) Movies, um termo internacional e mais respeitado do que tokusatsu. 

O tokusatsu começou mais abrangente e universal, mas hoje, fora esporádicas produções para jovens adultos como GARO (do renomado diretor Keita Amemiya), pouca coisa se faz para merecer nota fora do nicho de tokufãs. Mas esses são meros consumidores. Cabe aos produtores, roteiristas e diretores recuperar o espaço perdido para que o tokusatsu seja sempre lembrado - e respeitado - como um dos pilares da cultura pop japonesa. 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Boletim 19 - Patrulha Estelar 2199

A nova versão da Patrulha Estelar aos poucos vai tendo mais informações divulgadas. A história irá recontar a saga original, na qual a equipe parte para o planeta Scandar a fim de conseguir um instrumento para limpar a radiação das bombas dos invasores do Império Gamiras (Gamilon). 
No elenco de dubladores, teremos Daisuke Ono como Susumu Kodai (Derek Wildstar, na versão ocidentalizada exibida no Brasil), Houko Kuwashima como Yuki Mori (Lola), Kenichi Suzumura como Daisuke Shima (Marc Ventury) e Takayuki Sano como o sábio capitão, Juzo Okita (Cap. Avatar).

Ryosuke Hikawa
é o roteirista principal, Nobuteru Yuuki assina o novo design dos personagens e Makoto Kobayashi o design mecânico nesta série que tem direção geral do famoso designer Yutaka Izubuchi. Conforme já anunciado, Space Battleship Yamato 2199 terá seus dois primeiros episódios exibidos em 10 salas de cinema, como parte da campanha de lançamento, no dia 7 de abril. 



E no próximo dia 18 de fevereiro, o estúdio Enagio, que está produzindo a série, fará uma apresentação no espaço do Yomiuri Hall, em Tóquio, com membros do elenco e equipe de produção. O evento servirá para divulgar mais informações e celebrar a nova versão do animê mais cultuado de todos os tempos. Estão programadas apresentações artísticas (provavelmente com a apresentação do novo tema de abertura) e a exibição de um Yamato virtual, que não se sabe ainda como será. 
O caça Cosmo Zero prestes a partir, na
arte conceitual de Junichiro Tamamori.



Particularmente, acho triste saber que o mangaká Leiji Matsumoto (coautor da série original) ficou de fora, depois de anos de brigas por direitos autorais com o produtor Yoshinobu Nishizaki (entenda melhor o caso aqui). O produtor venceu a disputa, mas morreu em um acidente antes de ver sequer a estreia da versão live-action, no final de 2010. Quem está no comando agora é seu filho adotivo, Shoji Nishizaki.
Quanto à trilha sonora, espero que mantenham o trabalho incomparável de Hiroshi Miyagawa, apenas atualizando os arranjos. Muito da magia do Yamato original se deve à trilha sonora, sem sombra de dúvida.
Enquanto não temos mais novidades, curta algumas artes conceituais de Junichiro Tamamori (como a que ilustra este texto), acessando a galeria do site oficial aqui.
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OUTROS ASSUNTOS:
Um Changeman de volta à ação! A série dos piratas Gokaiger está entrando na reta final e um dos próximos episódios terá uma participação bastante festejada. Gokaiger tem brindado os fãs de Super Sentai com aparições de atores de todas as séries anteriores. Changeman também terá sua vez, com a participação de Kazuoki Takahashi, reprisando seu papel como o mulherengo Sho Hayate, o Change Griphon.
Novo mangá de Samurai XO cultuado Rurouni Kenshin terá uma HQ inédita em comemoração pelos 15 anos da série. O autor, Nobuhiro Watsuki, fará uma história fechada, recontando uma passagem da série original, para a edição de maio da revista Jump Square. E o aguardado filme live-action sai em 25 de agosto de 2012.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Sobre a nova lei do quadrinho nacional

Turma da Mônica Jovem (Panini):
O maior sucesso em bancas
é nacional. Mas uma
andorinha (no caso, o Estúdio
MSP) não faz verão.
O final do ano passado viu esquentar um debate entre pessoas ligadas aos quadrinhos no Brasil sobre um projeto de lei para a área. Esse projeto, se aprovado, visa impor gradualmente às editoras que publicam quadrinhos uma cota mínima de trabalhos nacionais entre suas publicações. A discussão dividiu a área.
Eu me coloco contrário às cotas, mas sei muito bem que o mercado está péssimo, nem de longe esse mar de flores que alguns contam e outros acreditam. Mas encontro, entre os de mesma opinião, justificativas com as quais discordo totalmente.
Tem gente da área que insiste em dizer que o mercado está ótimo porque tivemos centenas de lançamentos nacionais em 2011. Sim, mas não foram poucos os trabalhos em que os autores tiveram que bancar a impressão do próprio bolso e mal puderam arcar com os custos. Fora álbuns luxuosos, caros, que venderam pouco (mesmo repercutindo bem entre aficionados) e deram pouco dinheiro a seus autores. Debatendo com jornalistas da área via Twitter, bati forte na tecla de que o mercado de publicações está bom (teoricamente, pois não acredito em sobrevida a médio e longo prazo sem retorno financeiro), mas não o mercado de trabalho
Elogio não paga conta e muita gente que diz que o mercado está bom não vive dele e tem a visão do leitor privilegiado com acesso a quase tudo que sai. O que eu sei é que o mercado não está bom como atividade profissional para a maioria que faz HQ e defendo que uma forma boa do governo ajudar (e o governo sempre interfere, afinal pagamos impostos direta e indiretamente) é através de incentivos fiscais, conforme declarei. 
Bakuman (Ed. JBC): Um mangá
sobre o sonho de fazer fama e
fortuna com quadrinhos. A
trama se passa no
Japão, um país com real
mercado de trabalho na área. 
Vi em alguns sites e blogs argumentos xenófobos e partidários ao lado de discursos de gente que acha que o universo se resume a seu umbigo, gente que já vê com naturalidade que HQ não dá dinheiro (ops, alguém lembrou do Mauricio de Sousa?), gente que acha que vender dois mil exemplares e ganhar 500 reais por um trabalho que tomou um ano de produção é sucesso (desde que a pessoa tenha ganho resenhas elogiosas e algum prêmio) e muita, mas muita falta de senso de realidade. Não basta "sentar a bunda na prancheta e trabalhar duro ao invés de choramingar", argumento fácil de quem olha de longe a situação e não enxerga as enormes barreiras a serem enfrentadas para que um trabalho chegue ao leitor e gere renda. Ou é frase de quadrinhistas que fazem HQ por amor à arte, sem grandes preocupações financeiras atreladas. E que fique claro: Eu não tenho nada contra quem faz HQ por idealismo. Vira e mexe, fico esboçando algo que gostaria de fazer, sem me preocupar se dará retorno ou não. Mas eu não confundo algo assim com uma situação de mercado. 
Também li muita coisa sem respaldo nenhum, como gente dizendo que HQ em banca morreu. Mas os mangás não vendem em banca? E a Turma da Mônica? A discussão é interminável e uma das maravilhas da internet, que é a democracia e liberdade de opinião, coloca num mesmo patamar opiniões embasadas e ponderadas ao lado de outras nem tanto, especialmente na área de comentários dos leitores (nos quais vários profissionais se envolveram profundamente).
No site Papo de Quadrinho, o jornalista Jota Silvestre reuniu vários depoimentos de gente da área sobre o assunto, dividindo entre os favoráveis às cotas, os contrários e aqueles que defendem “em termos”. Veja aqui: 

(Além da descrição do projeto de lei, tem as opiniões de gente da área, como JAL, Spacca, José Aguiar, Franco de Rosa, Daniel Esteves, Laudo Ferreira, Marcio Baraldi, Bira Dantas, Gabriel Bá, Mario Cau, JJ Marreiro e muitos outros, além deste que vos escreve.)
Eis aqui o meu depoimento publicado no Papo de Quadrinho:
Sou contra todo tipo de cota por não aceitar medidas arbitrárias em detrimento de qualidade e livre escolha. Mas também por uma questão prática. Você até pode obrigar uma editora a publicar autores nacionais, mas não pode obrigar o leitor a comprar. É o gibi mensal, de banca (e não álbum de livraria), o que realmente faz mercado de trabalho. Para produzir mensalmente, tem que ganhar dignamente pra isso, porque publicar de graça (ou por royalties esparsos e tímidos) não faz um bom mercado de trabalho. Mas a ideia de cotas tem uma intenção boa, que é a de criar condições para que quadrinhistas vivam de sua arte dignamente, como qualquer categoria profissional deveria poder almejar.

Temos muitos álbuns nacionais sendo editados, mas isso só seria sinal de mercado bom se os autores estivessem ganhando valores justos. Profusão de títulos só é sinal de mercado bom para editores, críticos de HQ e para quadrinhistas que tiram seu sustento de outras fontes, fazendo seus quadrinhos por amor à arte e satisfação pessoal, sem maiores preocupações com retorno financeiro. Ou seja, o mercado de publicações está bom, mas o de trabalho com HQs, não. 

Ao invés de cotas, proponho uma luta por incentivos fiscais para ajudar a parte gráfica e de distribuição. Isso poderia tornar os quadrinhos mais acessíveis (tiragens maiores e preços de capa menores) e minimizar riscos para as editoras, além de permitir melhor remuneração aos profissionais.  Aos que acham o fim do mundo apelar ao governo por incentivos fiscais, devo lembrar que o governo sempre interfere, na forma de impostos e taxas. Uma interferência positiva e que permitisse ampliar um mercado de trabalho não seria má ideia.

Lutar na frente tributária pode ser mais difícil, mas potencialmente mais benéfico a uma área cuja existência como atividade profissional é controversa até entre seus conhecedores.

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De qualquer forma, o debate sobre o assunto é saudável ao mercado. Sou um dos que bate há muito tempo no assunto remuneração justa e que HQ deve ser vista e respeitada como atividade profissional, com tudo que isso acarreta. Aos poucos, tenho visto muitas ideias que sempre defendi ganharem apoiadores. Curiosamente, em ambos os lados da questão. O debate prossegue. 

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Reflexões sobre mangá e animê, por grandes mestres

Frases de grandes nomes do mangá e do animê, pra inspirar e fazer pensar

Olá. Antes de mais nada, feliz Ano-novo! :-)
Estou retomando agora as postagens do Blog Sushi POP. E vamos começar de modo inspirador, com pequenos trechos de uma publicação que faz parte do meu acervo pessoal de pesquisas.

Em 1997, saiu nos EUA pela Cadence Books o livro Anime Interviews, uma coletânea de entrevistas com autores de mangá e animê consagrados que foram publicadas na revista Animerica entre 1992 e 97. Em suas páginas, preciosas declarações de respeitados profissionais.

É interessantíssimo até hoje para saber como pensam grandes artistas das indústrias de mangá e animê.


Selecionei e traduzi algumas frases que achei muito legais e que podem servir para ideias e discussões entre entusiastas, pesquisadores, profissionais e fãs.

Leia, reflita e, se quiser, comente. 
“Mangá é uma mídia visual. Então as pessoas podem pensar que a arte é o aspecto mais importante. Mas na verdade, a história é muito mais importante. Uma série de belas imagens não faz um mangá.”Buichi Terasawa, autor de mangás (Space Adventure Cobra, Midnight Eye Goku, Karasu Tengu Kabuto)

“Fazer parecer ao leitor como se (uma história) pudesse ter acontecido na vida real é provavelmente a melhor situação pela qual um autor de mangá poderia esperar.” –
 Ryoichi Ikegamidesenhista de mangás (Crying Freeman, Mai – A Garota Sensitiva, Sanctuary)
“Um artista basicamente desenha mangá para comunicar uma ideia para outros. A ideia não será comunicada se o trabalho é compreensível somente para seu criador... Eu acho que o sentido do mangá é se fazer entender por tantas pessoas quanto for possível.”Kosuke Fujishima, autor de mangás (Oh My Goddess!, Taiho Shichau zo)


A principal criação de Kosuke Fujishima,
um autor cujo traço e narrativa
evoluíram muito ao longo dos anos.
"Acho que a função da animação é melhor atingida quando um trabalho tem um sabor diferente do mangá original, mesmo que esse mangá e o animê dividam o mesmo universo." - Kosuke Fujishima


"Do meu ponto de vista como o criador original, o fato de que eu não posso controlar todo esse universo é algumas vezes muito frustrante." - Yoshiyuki Tomino, diretor de animês (Gundam, Ideon, Dunbine, Xabungle, L-Gaim) [Nota: Tomino criou o conceito básico de Gundam e dirigiu vários clássicos da saga, mas os créditos oficiais de autoria são para Hajime Yatate, pseudônimo do estúdio Sunrise, detentor dos direitos e rumos da franquia.]
“Meu sonho de infância definitivo é dirigir um filme live-action. Algumas vezes eu acho que só estou fazendo mangá porque eu não posso fazer filmes.”Yukito Kishiro, autor de mangás (Gunm)
“Eu nunca confio no que dizem as pessoas da indústria... Se eles soubessem sobre o quê estão falando, os negócios cinematográficos (no Japão) não estariam em declínio como estão.”Hayao Miyazaki, diretor de animês, proprietário do Studio Ghibli (A Viagem de Chihiro, Ponyo, Meu Vizinho Totoro)
Entreter um grupo de pessoas não é melhor ou pior do que entreter uma única pessoa e fazer desse indivíduo alguém feliz.” Hayao Miyazaki 
 “Eu acho que mangá é sobre sentimentos, sobre ter medo, felicidade ou tristeza. A respeito disso, eu acho que somos todos iguais.” – Rumiko Takahashi, autora de mangás (Ranma ½, Inu-Yasha, Urusei Yatsura, Maison Ikkoku)