RECADO AOS VISITANTES:

Olá! O blog ainda está de férias, mas já estou trabalhando em novas postagens. O Sushi POP voltará a ser atualizado no dia 1 de agosto (terça), no período da tarde.

O que vem por aí:
- Ultraman Geed, Novo Lobo Solitário, Katokutai, Pinóquio de Osamu Tezuka, Danger 3, resultado da convocação para trabalhos acadêmicos e mais!

Esteja aqui para conferir. Até breve!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Despedida do blog

Olá. As férias acabaram e a vida continua atribulada. Na verdade, está ficando mais corrida ainda. Tenho revisto as prioridades em minha vida e este blog chegou a um limite. Esta é, possivelmente, a última postagem por um bom tempo. Ou a última mesmo. Não foi uma decisão fácil.

Escrevo sobre cultura pop japonesa há mais de 20 anos. Comecei na revista SET, passando pela consagrada Herói, a Henshin, o portal Omelete e diversos sites e revistas. Fora a autoria ou coautoria de livros, apresentações, entrevistas, palestras e muitas atividades ligadas à divulgação e informação sobre cultura pop japonesa em todo tipo de mídia. 


Isso foi reconhecido até pelo governo japonês, pois em 2008 fui selecionado para integrar um arrojado projeto de intercâmbio cultural no Japão patrocinado pelo MOFA - Ministry of Foreign Affairs daquele país. E ainda sou palestrante à disposição de atividades culturais apoiadas por escritórios do Consulado do Japão ou qualquer evento que tenha interesse em que eu preste esse tipo de serviço. Mas mesmo que não participe mais de tais atividades, considero ter dado uma boa contribuição para a divulgação do mangá, animê, tokusatsu e J-music no Brasil. Continuo lidando com tudo isso e ainda quero publicar algumas coisas nessa área, mas não agora.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Explicando cultura pop japonesa para leigos

Um pequeno glossário de termos e definições da cultura pop japonesa.
O universo da cultura pop japonesa é vasto e cada
vez mais hermético para quem não é familiarizado.
Todo fã de cultura pop, em maior ou menor grau, já se pegou tendo que explicar (ou justificar) seus hobbies pra algum parente ou colega que tenta entender essas "coisas de doido" que fazem tanto sucesso e lotam eventos grandes que vez por outra aparecem na mídia causando espanto. 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Boletim 42: Versão Brasileira - Bastidores da dublagem

Obra essencial sobre a dublagem
no Brasil já está à venda
Nelson Machado, um dos mais destacados dubladores da TV brasileira, lançou um livro digital onde conta sobre sua trajetória, que se confunde com a história dessa profissão. Versão Brasileira é um livro digital, versão atualizada de um trabalho que chegou a ser impresso de forma independente alguns anos atrás. Com essa versão revista, atualizada e repleta de imagens, o leitor pode descobrir o rosto de dubladores cuja voz marcou seus filmes, desenhos e seriados favoritos, em um verdadeiro mergulho nos bastidores da dublagem.


Ator, diretor, locutor e dublador veterano, Nelson Machado é lembrado até hoje por ser a voz brasileira do Quico, personagem do seriado mexicano Chaves. Entre produções japonesas, foi o narrador da série Street Fighter II-V, e a voz original do Lion Man, tendo feito também vozes em episódios de inúmeras séries, filmes e animações. 


Com prefácio da também dubladora Tania Gaidarji (Street Fighter, Shurato, Fullmetal Alchemist), o livro conta sobre o que aconteceu com vários estúdios de dublagem, revela muitas informações de bastidores e mostra reflexões sobre o ofício. É um precioso registro histórico, temperado com o bom humor, opiniões fortes e raciocínio afiado do autor. Aliás, afiado como um bom machado. Recomendo. 


******************************
Adquira seu exemplar diretamente com o Nelson Machado
- O e-book custa R$ 15,00 e só pode ser adquirido pela internet, no blog do autor. O sistema, via PagSeguro, aceita cartão de crédito, boleto bancário ou bankline


Compre aqui

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Sobre pirataria, direitos autorais e a cultura pop japonesa

Uma das características da web é a facilidade de compartilhamento de informações e arquivos. Isso tem gerado muitos debates sobre propriedade intelectual e direitos autorais, tendo já acontecido até ações truculentas, como a que atingiu o site Megaupload e as recorrentes tentativas de políticos para aumentar o controle da web. Tudo isso obviamente interfere diretamente na forma como se consome e produz cultura pop.

Não irei aqui apresentar um estudo histórico ou jurídico sobre a questão. O objetivo deste ensaio é comentar como essa questão é tratada no Japão, relatar diversos fatos e levantar alguns pontos de interesse geral sobre direitos autorais, cultura livre e as ideias envolvidas. 

No Japão, até baixar um animê para
o computador pode dar cadeia.
Leis e vigilância severas
O Japão tem uma legislação autoral bastante rígida e os direitos autorais são levados muito a sério. Ao menos, é o que parece pelas informações que obtive por diversas fontes. 

No campo musical, a entidade JASRAC recolhe royalties de cada álbum e cada música comercializada para pagar os artistas afiliados. E além de compositores, arranjadores e intérpretes, cada músico que participou de determinada faixa - seja fazendo coro ou tocando um pandeiro ao fundo - tem uma cota a receber. Isso me foi explicado por um empresário que estava lançando discos com versões em português dos temas de Jaspion e Changeman, no final dos anos 1980. Perguntei na ocasião se não seria mais fácil lançar as gravações originais (duas fitas cassete oficiais em japonês até foram lançadas na época), já prontas, do que produzir novas faixas. Ele me explicou que era muito mais interessante licenciar as músicas pagando só os compositores. Os royalties eram menores e as chances de lucro, maiores. Tanto cuidado com a questão autoral é amparada por uma forte vigilância e leis bastante severas. Não apenas no campo musical, mas em todas as áreas de produção cultural, incluindo animês e seriados.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Boletim 41: Animê em propaganda olímpica



A pugilista Satsuki Ito, que virou
animê na campanha da Acer Japan
Começou a ser divulgada no Japão uma campanha sobre os Jogos Olímpicos da empresa de tecnologia Acer. A série de comerciais mostra as atletas patrocinadas pela companhia, e o slogan "Surprise Yourself ~ Continue a desafiar, surpreenda-se ao seu lado" evoca um clima de otimismo e superação.

O atrativo é a utilização da linguagem do animê, cortesia do estúdio Production IG, que está com os preparativos finais para o lançamento do novo e aguardado longa da série Cyborg 009, intitulado 009 RE:CYBORG


O primeiro comercial apresenta a campanha e dá uma geral nas cinco atletas apoiadas pela Acer Japan. O segundo, mostrado logo abaixo, destaca a bela boxeadora Satsuki Ito no momento em que resolveu dar uma guinada em sua vida e entrou no mundo do pugilismo. De aparência delicada, tornou-se campeã universitária e representante do Japão nos Jogos Olímpicos de Londres, onde o boxe feminino fará parte das competições pela primeira vez.

A produção é muito boa e atmosfera dos vídeos é envolvente. Não se pode esperar menos do Production IG. O design dos personagens foi de Ryo Hirata, com direção de Junichi Fujisaku e coordenação geral do veterano Toshihiko Nishikubo (de Shurato).




- Veja mais no canal oficial da Acer Japan no YouTube

domingo, 17 de junho de 2012

Boletim 40: Novidades do Universo Ultra

Ultraman Retsuden - Série dedicada a
explorar o Universo Ultra ganha nova fase
A saga dos Ultras, mais antiga franquia de super-heróis japoneses, continua em atividade. Seu recente longa Ultraman Saga chegou em quarto lugar nas bilheterias de seu país em março passado (não um blockbuster, mas uma boa marca) e será lançado em DVD e Blu-ray lá em 21 de setembro. Fora isso, algumas novidades têm sido divulgadas. Eis um apanhado geral das mais significativas:

Novos bonecos de Zero e nova temporada de Ultraman Retsuden
Enquanto não é anunciado um novo filme para cinema, a Tsuburaya Pro continua apostando em Ultraman Zero, ampliando sua linha de brinquedos. Depois de ter tido contato com Ultraman Dyna e Ultraman Cosmos no filme Ultraman Saga, Zero adquiriu algumas características deles e agora pode mudar suas cores, assumindo novas combinações de poderes. Uma das formas, azulada, é a Luna Miracle Zero e outra, com predominância de vermelho, é a Strong Corona Zero. Os bonecos oficiais foram apresentados hoje, durante o International Tokyo Toy Show 2012. 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Rádio Sushi POP - Músicas japonesas on-line

Outro dia, graças ao blog Tatisatsu, descobri um site nacional chamado LognPlay, que permite criar uma rádio on-line personalizada. Meio de brincadeira, criei uma rádio virtual para este blog, com músicas que têm afinidade com o que posto aqui. Fui mexendo aos poucos, alguns minutos por dia e montei um acervo básico de canções japonesas que gosto. Tem J-pop mais clássico, anisongs "de raiz" e um rock básico e vibrante. Tem Scandal, Chage and Aska, JAM Project, Mr. Children, The Checkers, Rimi Natsukawa e alguns outros artistas interessantes de várias épocas e estilos. 


-->

Aconselho que dê uma ouvida e navegue pelas minhas sugestões. De repente, você descobre alguma canção ou artista que não conhecia. Algumas faixas já faziam parte do arquivo do Lognplay, outras eu baixei da internet e outras eu extraí de CDs originais que tenho. Espero que goste, comente e divulgue. 


sábado, 26 de maio de 2012

Boletim 39: Sobre a mudança editorial na JBC e o trabalho de um editor

Na última sexta-feira, dia 25, o mundo dos leitores de mangá agitou-se com o anúncio, por parte da editora JBC, da saída do editor e gerente de conteúdo Marcelo Del Greco. Após 10 anos à frente da linha de publicações de mangá da empresa, Del Greco foi substituído pelo tradutor e jornalista Cassius Medauar, ex-Conrad. Logo em seguida, constatei uma enxurrada de comemorações de fãs e blogueiros festejando sua saída, além do descontentamento de muitos com a linha editorial da JBC e a qualidade física de suas publicações.

O fã (de qualquer coisa) é passional e muito parcial. Não tem obrigação de conhecer os bastidores, reage ao que tem em mãos e tem todo o direito de reclamar e se manifestar como quiser, enquanto público consumidor. Mas percebi, em meio a muitos comentários espalhados pela web, algumas percepções equivocadas sobre o papel de um editor.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Boletim 38: Caixa comemorativa dos 25 anos de Street Fighter

A famosa franquia Street Fighter, que nasceu como game e gerou animações, quadrinhos, filmes live-action e uma infinidade de produtos, está completando 25 anos. Para comemorar, a CAPCOM, empresa desenvolvedora dos games e detentora dos direitos, anunciou o lançamento de uma caixa especial para colecionadores. 


Concebida para ser um verdadeiro sonho de consumo, irá incluir games, trilhas sonoras, o animê Street Fighter II Movie (versão EUA, com cortes e trilha sonora ocidentalizada), a série animada (a péssima série americana, não a clássica SF II-V), documentário, trilhas sonoras, artbook, estatueta de Ryu e um vasto conteúdo para justificar o preço salgado de 149,99 dólares. Para os fãs dos animês de Street Fighter, não vale a pena, mas os jogos e demais itens de colecionador podem compensar, caso alguém se interesse. 


O lançamento será em 18 de setembro de 2012, somente para o mercado estadunidense, por enquanto. Abaixo, confira o vídeo promocional da caixa:





Fonte: Anime News Network (Neste link, confira a lista completa de itens relacionados na caixa.)

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Speed Racer - 45 anos

Speed Racer, talvez o mais importante
animê para o público ocidental.
Em todo o mundo, talvez o animê mais importante como ícone da cultura pop seja Speed Racer. Ele nasceu nos mangás em 1966 no roteiro e arte de Tatsuo Yoshida, um dos fundadores do estúdio Tatsunoko Pro, virou animê em 1967 (pela Tatsunoko, claro) e ganhou os EUA e o resto do mundo em 1968, quando seu título original Mach Go Go Go foi adaptado e virou Speed Racer. Dá pra comemorar o "aniversário" de Speed levando em conta três datas, mas escolhi contar o ano de produção do animê como sendo o mais importante, pois lá uma fórmula impecável de aventura televisiva foi desenvolvida. Foi muito além do mangá e mostrou que a animação japonesa podia ser um item de exportação milionário. Sou bastante crítico com relação a adaptações de nomes, mas é inegável que a força do nome Speed Racer foi decisiva pra aceitação no ocidente. Speed foi posterior ao Astro Boy (Tetsuwan Atom, de 1963) de Osamu Tezuka, mas conseguiu uma aceitação muito maior nos EUA por lidar com carros, uma verdadeira paixão americana. Dos EUA para o resto do mundo foi um pulo e o desenho formou gerações de fãs também no Brasil. 
Speed Racer foi um dos meus desenhos animados favoritos de infância e até hoje gosto muito de várias histórias. Quando assistia, não sabia que fora feito no Japão, de tantos nomes adaptados. Mas o sentimento pela série não é só nostalgia, o material tem muita qualidade e criatividade. E se a animação soa muito datada, vale observar como os ângulos de cena são arrojados até hoje. A trilha sonora, direção e variedade nas tramas davam uma dinâmica vibrante. Tudo aquilo, redesenhado e recriado ao estilo do Yamato 2199 poderia conquistar um novo público, que foge de produções antigas por causa do traço. 
O texto definitivo que escrevi sobre Speed Racer foi publicado em 2008, na revista impressa experimental que o portal Omelete lançou. Depois, a mesma matéria foi publicada no site, na seção "Lembra desse?". Lá tem o guia essencial sobre a série, seus personagens e as engenhocas do incrível Mach 5, o carro mais estiloso já criado. 
Na época da matéria, o mercado de HQ no Brasil havia visto somente uma compilação de histórias do mangá original. Isso em 2002 pela Editora Conrad. O mangá original de Speed Racer foi lançado de forma completa (dois volumes) somente em 2009, pela New Pop Editora
Como não tenho nada mais significativo a acrescentar, convido você a ler a matéria no Omelete. 
Depois, se quiser comentar, peço que o faça aqui no espaço desta postagem, ok?

E não deixe de curtir o tema original em japonês, em um belo clipe que achei no YouTube.




Você viu? Um Mach 5 em escala real, trazido ao Brasil pela Warner para promover o lançamento do filme, em 2008. Veja nota e foto no blog do Jornal do Carro do Estadão.



Você sabia? Na Argentina, Speed Racer foi batizado como Meteoro


Speed Racer no Video Show da Globo! 
Uma dica do antenadíssimo leitor DIOberto Souza: Em janeiro, o Video Show da TV Globo homenageou a série e convidou atores de seu elenco estelar para darem depoimentos. Vale uma conferida.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Boletim 37: Maison Ikkoku - Clássico de Rumiko Takahashi em jogo de azar

Kyoko e Godai, os protagonistas
de Maison Ikkoku
Uma antiga série de mangá e animê de Rumiko Takahashi (Inu-Yasha, Ranma 1/2), a comédia romântica Maison Ikkoku, irá ganhar uma nova produção. Mas não será mangá, animê, live-action, peça de teatro, livro ou video game. Será uma slot machine, aquele jogo caça-níqueis em que se pressiona um comando e a máquina começa a girar 3 fileiras de imagens e o jogador vence o prêmio se aparecerem 3 figuras iguais. Proibidas no Brasil por serem classificadas como jogos de azar, máquinas desse tipo são um passatempo popular entre o público adulto no Japão. A de Maison é chamada de Pachi-Slot, da empresa Heiwa e o lançamento foi anunciado para julho próximo.


Personagens de mangá e animê
em jogo para adultos. Outra
realidade de mercado.
Em Maison Ikkoku: Natsu-iro no kaze to (ou "Maison Ikkoku - Com o vento do verão", título do sexto volume do mangá) a cada combinação vencedora, ao invés de moedas ou um vale-prêmio, o jogador irá assistir mais cenas de animê, produzidas especialmente para o jogo. Altamente viciante, pelo que se pode imaginar, é mais uma prova de que, no Japão, quadrinhos e desenhos animados podem ser perfeitamente incorporados ao mundo do entretenimento adulto. Maison Ikkoku, inclusive, já foi tema de outras máquinas de jogo anteriormente. 

Esse jogo poderá atingir em cheio um público de senhores que acompanhou, nos anos 1980, as desventuras do romance atrapalhado de
Yusuke Godai e a gerente da pensão onde vive, a jovem (embora mais velha que ele) viúva Kyoko Otonashi. Vivendo com eles e entre eles, um impagável elenco de apoio fez com que a pensão Maison Ikkoku fosse um lugar divertido e rendesse grandes histórias. 


- Confira o vídeo promocional:





- Sobre Maison Ikkoku: Uma vez, escrevi uma lista dos meus 10 gibis favoritos e Maison Ikkoku encabeçou a relação. Listas são flutuantes, dependem do momento mas, se eu fosse atualizar minhas preferências, certamente Maison ainda estaria entre os 10 favoritos, talvez entre os 5 até. Foi uma das melhores comédias românticas que já li, talvez a melhor. Do animê, somente assisti uma compilação de episódios, bem fiel ao mangá. A trilha musical era  fabulosa, desde que se goste do J-pop dos anos 1980. 


Quando ia para o lado dramático e altamente emocional, nada era forçado, numa lição de narrativa e construção de história que, para mim, foi o melhor trabalho de Rumiko Takahashi. Ou pelo menos, aquele com o qual eu mais senti envolvimento ao ler. Merecia uma edição em português, mesmo que a arte daquela época seja bem inferior ao nível que ela chegaria depois. 


- Veja meu post sobre Maison Ikkoku aqui.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Yamato 2199 - Os temas musicais

Eis aqui dois clipes com os temas de abertura e encerramento de Yamato 2199, o remake da Patrulha Estelar lançado recentemente no Japão para o mercado de DVD/Blu-ray, com rápidas exibições em circuito limitado de cinemas. O story-board da abertura foi idealizado por Hideaki Anno (de Evangelion), que estava envolvido no projeto, mas se desligou ainda na fase de planejamento. 


A canção-tema "Uchuu Senkan Yamato" ("Encouraçado Espacial Yamato") foi regravada pelo cantor original, Isao Sasaki. Ao invés de remasterizarem a gravação original (na verdade, uma segunda versão da música de abertura, bastante conhecida pelos fãs), preferiram regravar tudo, com um arranjo bastante fiel conduzido por Akira Miyagawa, filho do compositor original, Hiroshi Miyagawa. O resultado é primoroso.




O tema de encerramento é uma música inédita, intitulada "Hoshi ga eien o terashite iru" (ou "As estrelas são a luz da eternidade") e cantada com muita sensibilidade pela excelente Aira Yuuki. Uma canção que combina perfeitamente com o espírito da obra.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Documentário em DVD sobre o quadrinhista Rodolfo Zalla

Um dos maiores nomes da história dos quadrinhos no Brasil ganhou um documentário em DVD onde ele próprio conta sobre sua trajetória na nona arte. É Rodolfo Zalla, argentino que fez a vida e a carreira em nosso país, foi um dos maiores nomes do mercado nas décadas de 1960 e 70 e continua na ativa até hoje, aos 81 anos. As novas gerações pouco conhecem sobre seu trabalho, especializado em terror, mas bastante versátil. 


Sei que este blog é lido por quadrinhistas profissionais e amadores e também aspirantes a desenhista, fora pesquisadores e pessoas ligadas à área das HQs. A todos, recomendo fortemente esse trabalho, que permite conhecer a obra e o artista. E assistir o relato sobre como já foi o mercado de quadrinhos no Brasil. Um registro histórico. A direção é do cartunista Marcio Baraldi, grande batalhador das HQs em nosso país. 


Escrevi uma resenha mais detalhada no site GHQ - Garagem Hermética Quadrinhos
Confira aqui

Ao Mestre Com Carinho – Rodolfo Zalla
Roteiro, direção e produção: Marcio Baraldi
Duração: 72 min.

- Saiba mais sobre a carreira de Rodolfo Zalla em sua página na Wikipedia.

- Compre o DVD na loja virtual da Comix.


ATUALIZAÇÃO (11/05): Confira entrevista de Marcio Baraldi aqui.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O Menino Biônico - Um clássico de Osamu Tezuka

Jet Marte, o Menino Biônico
Uma versão alternativa criada pelo
próprio Osamu Tezuka sobre seu
clássico Astro Boy.
Mélki
No início da década de 1980, poucos animês eram exibidos no Brasil. Depois de uma onda na década de 1970, pouca coisa restava. Dividindo espaço na programação com Candy Candy e Sawamu - O Demolidor, a TV Record  era o palco das aventuras de um pequeno garoto cibernético chamado Jet Marte. O nome da série era O Menino Biônico, uma relativamente pouco conhecida criação de Osamu Tezuka, o pai do moderno  mangá e pioneiro dos seriados de animê para a televisão.

Com todo um senso de encantamento, drama e aventura infanto-juvenil típico dos anos 70 (época em que foi produzida), Jetter Mars foi uma aventura extremamente interessante exibida numa época em que os animês não gozavam da popularidade de hoje.



 O pequeno herói


Construído em 2015 (um futuro distante na época em que o desenho foi produzido) ele foi criado por um severo cientista chamado Prof. Yama (Yamanoue, no original). Defensor de seu país, o Japão, Jet Marte é um garoto-robô capaz de voar, dotado de grande força, resistência, coragem e um espírito curioso e emotivo. Sua melhor amiga é Milly, uma andróide com um profundo senso de justiça que lhe ensina muito sobre os valores sociais e humanos. Agindo também como um conselheiro, temos o criador de Milly, o professor Kawashita, que auxilia na educação do poderoso e ingênuo herói. Kawashita é um feroz antagonista do militarismo de Yama e os dois vivem às farpas, principalmente no tocante à educação de Marte.

Atendendo aos pedidos de seu pai, Marte enfrenta de criminosos comuns a supervilões que ameaçam a segurança do país. Mesmo com sua força descomunal, ele é incentivado a frequentar a escola normalmente, o que gera muitas situações divertidas, graças à sua extrema ingenuidade e impulsividade combinadas com seu poder.


A vida do pequeno guerreiro, porém, sofre uma reviravolta com a morte de Yama em um acidente, quando o veículo em que viajava é soterrado em um terremoto. Para ocupar seu lugar, surge um ainda mais severo e por vezes insensível diretor no instituto de ciências onde Marte vive. Antes de morrer, porém, o Professor Yama deixara pronto um irmãozinho para Marte: o travesso bebê-robô Mélki (Melch), que só sabe dizer "bakaruti" (sem tradução). Forte e obviamente desastrado, Mélki é uma atração à parte, engatinhando e causando estragos por onde passa.
Marte, Milly, Prof. Kawashita e Prof. Yama.
Máquinas com sentimentos
 
O seriado misturava ternura e humor com um tipo de drama e violência impensáveis para uma produção ocidental.

Em um antológico episódio, uma garota-robô espiã chamada Agnes aproxima-se de Marte a pedido de seu diabólico mestre. Ela, no entanto, apaixona-se pelo herói e trai seu criador, sendo destruída por ele. A cena da morte é de causar pesadelos: para libertar Marte, que estava cativo, ela caminha em chamas rumo ao controle que o libertaria. Morre puxando a alavanca que salva o herói. Tudo em câmera lenta e com um canto gregoriano ao fundo. No final do episódio, Marte olha para o céu, vê o rosto da menina e grita seu nome. Quando lidava com o tema da mortalidade, o desenho se apresentava muito poético, solene e sentimental, bem ao modo japonês.

Em outra aventura, Marte conhece o agente ciborgue Jam Bond, que o hostiliza quando ambos agem em conjunto. Tudo porque Bond, um humano com partes mecânicas, considerava-se superior a um robô como Marte. Quando foi duramente ferido em ação e sua parte humana foi destruída, o antigo ciborgue tornou-se 100% máquina e aprendeu uma dura lição de humildade.

Mesmo com pouca participação criativa de Osamu Tezuka, a obra seguia linhas de roteiro bastante fiéis ao conjunto de obra do autor, com um profundo respeito pela vida e muita valorização da solidariedade e humanismo.

Curiosidades
* Jet Marte é baseado na mais famosa criação de Tezuka, o Astro Boy (Tetsuwan Atom), seriado em animê de aventura pioneiro no Japão, que foi (e é) sucesso em vários países. Quando o Menino Biônico passou no Brasil, o Astro Boy ainda não havia sido exibido oficialmente aqui, o que fez muita gente que conhecia o personagem original confundir os dois.

* O título brasileiro foi provavelmente uma tentativa de capitalizar o sucesso das séries O Homem de Seis Milhões de Dólares e A Mulher Biônica, com seus heróis dotados de membros artificiais ou biônicos. Mas Marte era um robô, um conceito diferente.

* Co-produção do estúdio de Tezuka, o Mushi Pro, com a Toei Animation, a série do Menino Biônico não alcançou grande sucesso em seu país de origem. Mesmo assim, foi exibida também na Espanha, Itália e Chile, além do Brasil.

* O diretor-geral, Lin Taro (ou Rintaro, como é também conhecido) tornou-se um dos mais respeitados do Japão, com destaque para seu trabalho em Galaxy Express, de Leiji Matsumoto. Em 2000, Lin Taro uniu-se a Katsuhiro Otomo (de Akira) para levar às telas um antigo mangá de Tezuka, o drama futurista Metrópolis.

*
Mesmo sem merchandising oficial lançado no Brasil, Marte apareceu em embalagens de uma pipoquinha doce bastante popular anos depois da série ter sido exibida por aqui.

* O próprio Osamu Tezuka é retratado como coadjuvante em dois episódios.

Ficha técnica


Título original: Jetter Mars
Estréia no Japão: 03/02/1977 (TV Fuji)
Número de episódios: 27
Criação: Osamu Tezuka
Roteiro: Masaki Tsuji, Yoshitaki Suzuki e outros
Trilha sonora: Nobuyoshi Koshibe
Direção: Masami Hata, Susumu Kurokawa e outros
Direção geral: Lin Taro
Realização: Toei Animation e Mushi Productions
Emissora no Brasil: TV Record 


(Esta postagem eu escrevi originalmente para o portal Omelete em 2004, mas foi devidamente revisada e ampliada para publicação aqui no Sushi POP.)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Sobre o fenômeno AKB48 e sua presença na cultura pop japonesa

Conhecer a cultura pop japonesa atual passa por conhecer um pouco um fenômeno que invadiu a mídia de seu país. Confira:


A maior banda pop do mundo, segundo
o Guiness Book of Records
O AKB48 nasceu em Tóquio, no bairro de Akihabara (a "Meca" dos otaku), e é um grupo de música pop (J-pop, para o ocidente) criado em 2005 pelo produtor e letrista Yasushi Akimoto. Bastante respeitado nos meios musicais, ele já compôs até para a lendária Misora Hibari, musa da canção tradicional enka. Em seu ambicioso projeto pop, reuniu 48 cantoras-dançarinas (na verdade são mais, pois há sempre as "iniciantes" em treinamento), que têm se tornado presença constante na mídia japonesa. Aos poucos, suas músicas dançantes foram aparecendo nas paradas, quebrando recordes de vendagem e as meninas foram se tornando estrelas, fazendo da marca AKB48 sinônimo de sucesso e vasto merchandising. Basicamente um coral feminino sem grande potência ou técnica vocal, elas se fazem notar pelo visual e coreografias. 


"Kaze wa fuiteiru" (ou "O vento está soprando"),
grande sucesso do grupo em 2011. Uma boa canção.


O AKB48, análises musicais à parte, representa o ápice do pensamento marqueteiro na indústria pop japonesa. Entrou até para o Guiness Book of Records, como o conjunto musical pop com o maior número de integrantes. Se o público japonês tradicionalmente gosta de idols, por quê não juntar 48 delas em um só grupo? 

Aqui, vale registrar que o conceito de idol no Japão não é exatamente a tradução para "ídolo", vai além disso. Uma idol geralmente é uma atriz-modelo-cantora-dançarina (e algumas vezes também dubladora) que tem a imagem trabalhada para parecer uma eterna virgem sonhadora e etérea a causar suspiros nos pobres mortais. Seus fãs as cultuam como musas inalcançáveis, intocadas. Não por acaso, há uma enorme base de fãs que não é adolescente, mas sim formada por adultos solitários e obsessivos que se encaixam, de forma pejorativa, no estereótipo otaku (no sentido original do termo). Uma idol não tem direito a uma vida social ou opiniões sobre qualquer tema polêmico, sendo presa a contratos rígidos que ditam cada passo e cuidam de sua imagem. É o preço da fama e fortuna em tenra idade. 

Controladas por seus produtores, trabalham intensamente, pois lá a superexposição é regra e o sucesso de uma idol é passageiro. 

terça-feira, 1 de maio de 2012

Boletim 36: AKB0048 - Idols no espaço


No último dia 29, estreou no Japão o animê AKB0048, série do maior fenômeno pop deste século, a banda AKB48. A história se passa no futuro, em uma colônia da Terra para onde parte da humanidade migrou após o colapso do meio ambiente. Lá, em meio a uma guerra que se desenrola, a música é proibida por ser mera distração na visão de um governo autoritário. Então, um grupo de estudantes que sonha em brilhar no palco se inspira no espírito vibrante das lendárias AKB48 do passado, a fim de proteger as pessoas e reviver a música e o direito de sonhar. Bobinho, mas executado com maestria, pelo que se vê no vídeo promocional abaixo.



Vídeo promocional da série AKB0048.

Nos bastidores, está Shoji Kawamori, famoso pela série Macross, que tinha como premissa a ideia descabida - mas executada com um real senso de encantamento - de que uma canção de amor poderia parar uma guerra. O sucesso da personagem central  Lynn Minmei (dublada pela cantora Mari Iijima) consolidou o casamento do florescente J-pop nos anos 1980 com o animê. Três décadas depois de ajudar a criar a primeira pop idol dos animês, Kawamori tem a missão de dar requinte e credibilidade a mais um produto a ostentar a marca AKB48. É dele a direção, criação do enredo original e também o design mecânico. Sua presença, além de conferir qualidade artística, ainda atrai uma base de fãs que vai se somar aos fãs das meninas. Mais ou menos como os empresários já fizeram antes ao colocar algumas integrantes para coestrelar o recente filme Ultraman Saga



Os temas de abertura e encerramento são do grupo No Name, uma das várias subdivisões do AKB48. A produção é do estúdio Satelight e a série está prevista para durar 27 episódios. Com essa empreitada, o megagrupo pré-fabricado finca pé no mundo dos animês, e o faz trazendo como escudeiro um diretor renomado. Mesmo para quem não tem paciência para garotinhas assim (reais ou desenhadas), o título acaba despertando alguma curiosidade. 


Aguarde, para amanhã, um post contando um pouco sobre a invasão AKB48 na cultura pop japonesa. Mas já aviso que será um olhar crítico e de mercado, não de exaltação dessas cantoras.


Site oficial: akb0048.jp


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Boletim 35 - Kamen Rider vs Super Sentai: A música do filme

O filme Super Hero Taisen - Kamen Rider vs Super Sentai estreou no último dia 21 de abril e no primeiro final de semana ficou em primeiro lugar nas bilheterias japonesas, arrecadando mais de 5 milhões de dólares logo de cara. Uma ótima marca no mercado japonês. 

E hoje, 25 de abril, foi a vez do lançamento do single com a música tema do filme, a canção Jounetsu ~ We are brothers, do coletivo Hero Music All Stars, organizado pela gravadora AVEX. A música seguiu o espírito de confraternização do longa e reuniu um time enorme de cantores conhecidos entre fãs de anime songs. "Jounetsu" significa "entusiasmo", "paixão", itens que não podem faltar quando o assunto é cantar uma música sobre super-heróis.



A lista reuniu as Kamen Rider GIRLS com Shiina Yoshiharu, Aya Kamiki w/ TAKUYA, RIDER CHIPS, m.c.A-T, Rica Matsumoto e o Project R, que por si só já inclui Hideaki Takatori, NoB, Tsuyoshi Matsubara, Psychic Lover, Takafumi Iwasaki, Sister MAYO, Takayoshi Tanimoto, Hideaki Takahashi, Mayumi Gojou, Saki Oshitani, Hiroaki Kagoshima, Kenichiro Oshi e ZETKI. Entre talentos evidentes e umas forçadas de barra, ficou realmente uma gravação interessante.

A composição foi de Shoko Fujibayashi (letra) e AYANO (melodia), com arranjo escrito por RIDER CHIPS, Junichi “IGAO” Igarashi e Kotaro Nakagawa. Confira:


(Tenha paciência e espere carregar o anúncio obrigatório
antes do clipe. É chato, eu sei...)


Fontes: JEFusion, JAM Freaks 


Atualização em 01/05/2012:
- Confira a letra traduzida da canção aqui. (J-Lyrics)



sexta-feira, 20 de abril de 2012

Boletim 34 - Nova expo de Yoshitaka Amano

Aquarela de Yoshitaka Amano, produzida em
sua recente visita ao Brasil
Quem perdeu a recente visita do renomado ilustrador japonês Yoshitaka Amano poderá ainda conferir uma nova temporada da exposição com suas artes, incluindo quatro peças inéditas, feitas no Brasil. A mostra irá incluir pinturas em aquarela, litogravuras e será exibido um trailer da animação Deva Zan. Confira as informações:


Exposição Yoshitaka Amano in Brazil
Data: de 10 a 30 de maio de 2012
Segunda a sexta, das 10h às 18h
Sábados, das 10h às 15h



Local: JOH MABE Espaço Arte e Cultura 
Av. Brigadeiro Luiz Antônio, 4225
Jardim Paulistano – São Paulo
Tel: (11) 3885-7140
Emailjmabeart@mabe.com.br

Entrada gratuita


Realização:
Fundação Japão em São Paulo

JOH MABE Espaço Arte e Cultura



Sites
www.fjsp.org.br
gameworld.com.br/expo/
johmabeart.com.br/site/

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Desvendando o Mangá Nacional


Cada vez mais obras teóricas sobre quadrinhos vêm sendo lançadas no Brasil nos últimos anos, abordando os mais diversos segmentos da chamada nona arte. Do pioneiro livro Shazam! (Ed. Perspectiva, 1970) de Álvaro de Moya até hoje, dezenas de obras já foram publicadas.

domingo, 15 de abril de 2012

Vídeo: Masakazu Katsura em ação!

Um dos meus desenhistas de mangá favoritos é Masakazu Katsura, de séries como Video Girl Ai, Shadow Lady, I"s, Wingman e muitas outras obras. Sempre achei interessante ver um desenhista em ação. Mesmo em vídeo, é sempre inspirador para quem desenha poder presenciar momentos assim, ainda mais sendo um autor renomado como Katsura. Aos 49 anos, ele mostra porque é um dos mais habilidosos ilustradores de sua geração.








Fonte: Crunchyroll
Site oficial do autor: http://k2r.main.jp/

E se você ficou curioso em ver como é a tal adaptação de Zetman, confira o trailer dessa animação para jovens adultos, que estreou no Japão no começo de abril, com produção da TMS Entertainment.



quarta-feira, 11 de abril de 2012

Boletim 33: Público japonês elege seus maiores heróis e heroínas

Luffy e Goku: Os maiorais entre os heróis
Uma recente pesquisa sobre quem são os 50 maiores heróis e heroínas de animê e tokusatsu mobilizou a TV Fuji, que dedicou um especial sobre o assunto no último dia 5 de abril. 


O Top 50 foi anunciado como sendo a escolha de 130 milhões de pessoaso número aproximado da população japonesa. Exageros à parte, foi feita uma amostragem com 14 mil pessoas, de diferentes faixas etárias e ambos os sexos, exceto crianças (provavelmente pelo pouco conhecimento para opinar). O resultado principal aparece nas listagens abaixo, em ordem decrescente:


Joe Yabuki, de Ashita no Joe: Um
personagem que marcou época.
Top 50 - Heróis
50. Golgo 13
49. Bem (Yōkai Ningen Bem)
48. Spiderman (*)
47. Joe Shimamura ~ 009 (Cyborg 009)
46. Kaede Rukawa (Slam Dunk)
45. Harlock (Uchuu Kaizoku Captain Harlock)
44. Akaranger (Himitsu Sentai Goranger)
43. Kamen Rider Black
42. Akakage (Kamen no Ninja Akakage)
41. Shinnosuke Nohara (Crayon Shin-chan)
40. Gan-chan (Yatterman)
39. Koji Kabuto (Mazinger Z)
38. Kamen Rider V3
37. Goemon Ishikawa (Lupin III)
36. Kira Yamato (Mobile Suit Gundam Seed)
35. Retsu Ichijōji (Space Sheriff Gavan)
34. Ken the Eagle (Science Ninja Team Gatchaman)
33. Edward Elric (Fullmetal Alchemist)
32. Gekkō Kamen
31. Ultraman Tarō
30. Kamen Rider Kabuto
29. Conan (Future Boy Conan)
28. Kamen Rider Kuuga
27. Kinnikuman
26. Daisuke Jigen (Lupin III)
25. Tetsurō Hoshino (Galaxy Express 999)
24. Kenshin Himura (Rurouni Kenshin)
23. Tuxedo Kamen (Sailor Moon)
22. Kamen Rider Den-O
21. Akira Fudō (Devilman)
20. Shinji Ikari (Neon Genesis Evangelion)
19. Hanamichi Sakuragi (Slam Dunk)
18. Anpanman (Soreike! Anpanman)
17. Naoto Date (Tiger Mask)
16. Ryō Saeba (City Hunter)
15. Amuro Ray (Mobile Suit Gundam)
14. Susumu Kodai (Space Battleship Yamato - Patrulha Estelar)
13. Tatsuya Uesugi (Touch)
12. Char Aznable (Mobile Suit Gundam)
11. Kenshirō (Fist of the North Star)
10. Joe Yabuki (Ashita no Joe)
09. Hoshi Hyūma (Kyojin no Hoshi)
08. Atom (Tetsuwan Atom/ Astro Boy)
07. Ultraman
06. Conan Edogawa (Detective Conan)
05. Ultraseven
04. Kamen Rider 1 (Kamen Rider)
03. Lupin III
01. Son Goku (Dragon Ball)
01. Monkey D. Luffy (One Piece)

(*) Esse Spiderman citado é referente ao seriado tokusatsu produzido pela Toei Company em 1978. O seriado, de grande sucesso, somente utilizou o visual e poderes do herói da Marvel Comics (devidamente licenciado), colocando-o num contexto novo, ao estilo dos heróis que lutam contra monstros.


Minami Asakura, de Touch: Sem
superpoderes, mas esbanjando
carisma há décadas.
Top 50 - Heroínas
50. Kaoru (City Hunter)
49. NANA Osaki (NANA)
48. Kiki (Kiki's Delivery Service)
47. Kyōko Otonashi (Maison Ikkoku)
46. Dokin-chan (Soreike! Anpanman)
45. Francoise Arnoul ~ 003 (Cyborg 009)
44. Akane Tendō (Ranma ½)
43. Snow White (Shirayuki Hime no Densetsu)
42. Lum (Urusei Yatsura)
41. Anne Shirley (Anne of Green Gables)
40. Saki Asamiya (Sukeban Deka)
39. Maya Kitajima (Glass Mask)
38. Megu Kanzaki (Majokko Megu-chan)
37. Sara Crewe (A Little Princess Sara)
36. Bijinder (Kikaider-01)
35. Uran (Tetsuwan Atom/ Astro Boy)
34. Megumi Noda (Nodame Cantabile)
33. Doronjo (Yatterman)
32. Clarisse de Cagliostro (Lupin III: The Castle of Cagliostro)
31. Akiko Hoshi (Kyojin no Hoshi)
30. Benio Hanamura (Haikara-san ga Tōru/ Smart-san)
29. Hitomi Kisugi (Cat's Eye)
28. Reika Ryūzaki (Ace o Nerae!)
27. Yuria (Fist of the North Star)
26. Momoranger (Himitsu Sentai Goranger)
25. Yui Hirasawa (K-ON!)
24. Haruhi Suzumiya (The Melancholy of Haruhi Suzumiya)
23. Bulma (Dragon Ball)
22. Sohryu Asuka Langley (Neon Genesis Evangelion)
21. Sayla Mass (Mobile Suit Gundam)
20. Arale (Dr. Slump)
19. Hiromi Oka (Ace o Nerae!)
18. Ran Mōri (Detective Conan)
17. Nausicaä (Kaze no Tani no Nausicaä)
16. Sapphire (Ribbon no Kishi)
15. Yuki Mori (Space Battleship Yamato - Patrulha Estelar)
14. Momoko Sakura (Chibi Maruko-chan)
13. Kozue Ayuhara (Attack No. 1)
12. Honey Kisaragi (Cutie Honey)
11. Atsuko (Himitsu no Akko-chan)
10. Oscar François de Jarjayes (Rose of Versailles ~ Lady Oscar)
09. Anne Yuri (Ultraseven)
08. Rei Ayanami (Neon Genesis Evangelion)
07. Sally Yumeno (Mahōtsukai Sally)
06. Usagi Tsukino (Sailor Moon)
05. Nami (One Piece)
04. Heidi (Alps no Shōjo Heidi)
03. Maetel (Galaxy Express 999)
02. Fujiko Mine (Lupin III)
01. Minami Asakura (Touch)
TOP 5 HERÓIS E HEROÍNAS NOVOS:
01. Miyuki Hoshizora (Smile Precure!)
02. Toriko (Toriko)
03. Nozomu Taiga ~ Ultraman Zero (Ultraman Saga)
04. Asemu Asuno (Mobile Suit Gundam AGE)

05. Madoka Kaname (Puella Magi Madoka Magica) OS FAVORITOS POR FAIXA ETÁRIA:
A pesquisa também apontou os mais queridos por faixa etária. Primeiro aparecem os 3 masculinos e depois as personagens femininas.


Sailor Moon: Ainda a preferida
para muita gente que
cresceu vendo a série
original, há 20 anos.
Os favoritos entre adolescentes:
01. Monkey D. Luffy (One Piece)
02. Conan Edogawa (Detective Conan)
03. Kamen Rider Den-O (Kamen Rider Den-O)


01. Nami (One Piece)
02. Ran Mōri (Detective Conan)
03. Yui Hirasawa (K-ON!)


Eleitores de 20 a 29 anos:
01. Son Goku (Dragon Ball)
02. Monkey D. Luffy (One Piece)
03. Tuxedo Kamen (Sailor Moon)


01. Usagi Tsukino (Sailor Moon)
02. Minami Asakura (Touch)
03. Nami (One Piece)


De 30 a 39 anos:
01. Son Goku (Dragon Ball)
02. Monkey D. Luffy (One Piece)
03. Char Aznable (Mobile Suit Gundam)


01. Minami Asakura (Touch)
02. Nausicaä (Nausicaä of the Valley of the Wind)
03. Fujiko Mine (Lupin III)


De 40 a 49 anos:
01. Lupin III
02. Kamen Rider 1 (Kamen Rider)
03. Ultraseven


01. Maetel (Galaxy Express 999)
02. Fujiko Mine (Lupin III)
03. Honey Kisaragi (Cutie Honey)


De 50 a 59 anos:
01. Ultraseven
02. Hoshi Hyūma (Kyojin no Hoshi)
03. Ultraman


01. Sally Hoshino (Mahōtsukai Sally)
02. Fujiko Mine (Lupin III)
03. Anne Yuri (Ultra Seven)

60 anos ou mais:
01. Atom (Mighty Atom/Astro Boy)
02. Hoshi Hyūma (Kyojin no Hoshi)
03. Joe Yabuki (Ashita no Joe)


01. Heidi (Alps no Shōjo no Heidi)
02. Maetel (Galaxy Express 999)
03. Fujiko Mine (Lupin III)

Pai e filho consagrados: Seven é
o favorito entre os cinquentões
e seu filho Zero é
destaque entre os heróis
mais recentes.


Análise dos resultados:
É interessante ver certos personagens antigos, líderes entre o público mais velho, que também aparecem muito bem cotados na listagem geral, que abrange todas as idades. É o caso dos clássicos Ultraman, Ultraseven e Kamen Rider


Cyborg 009 e o casal Susumu Kodai e Yuki Mori (Yamato) foram votados com base em versões antigas. Com a estreia de seus remakes, obviamente podem conquistar uma nova faixa etária e melhorar seu posicionamento em pesquisas futuras. Essas votações são extremamente influenciadas pelo momento, obviamente. O que torna digno de nota que a heroína mais lembrada tenha sido Minami Asakura, de Touch, uma já antiga comédia romântica sobre esportistas criada a partir de mangá de Mitsuru Adachi. One Piece é o maior sucesso editorial em seu país e isso impulsiona o animê, claro. Mas ver o herói da vez, Luffy empatado com Goku, astro de uma série relativamente antiga, dá ideia da dimensão da popularidade que Dragon Ball Z ainda possui. Ambas as séries em mangá nasceram das páginas da Shonen Jump.


E falando em Jump, alguém notou a ausência de Naruto? Teria relação com o fato de Naruto pertencer à TV Tokyo, concorrente da TV Fuji? Aliás, tanto One Piece quanto DBZ são séries da TV Fuji. Caso semelhante com os Cavaleiros do Zodíaco, exibidos originalmente na TV Asahi. Muitos dos personagens listados na pesquisa nunca foram exibidos pela Fuji, mas é no mínimo estranho que uma pesquisa que se proponha tão abrangente tenha ignorado Naruto e outros fortes concorrentes que não apareceram nem entre os 50. Enfim, lista é pra discutir mesmo, nunca vai agradar a todos, mas sem dúvida essa pesquisa dá dicas interessantes sobre o comportamento e os gostos de boa parcela do público japonês. Vale o registro.