domingo, 30 de janeiro de 2011

DIA DO QUADRINHO NACIONAL 2011

Hoje é o Dia do Quadrinho Nacional. A falta de tempo me impediu de criar algo específico para a data, mas separei algumas postagens pertinentes ao tema. Se ainda não viu, confira: 


Dia do Quadrinho Nacional (post de 2010):
http://nagado.blogspot.com/2010/01/dia-do-quadrinho-nacional.html 


Rumos do mangá nacional:
http://nagado.blogspot.com/2010/07/rumos-do-manga-nacional.html 


Divulgando HQ para não-iniciados:
http://nagado.blogspot.com/2010/08/divulgando-hq-para-nao-iniciados.html 

Eu apoio por um planeta mais limpo

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

THUNDERCATS - A MÚSICA DOS HERÓIS

Nova versão dos Thundercats a caminho.
Os Thundercats, os famosos heróis felinos da infância de muita gente, foram destaque nesta semana em sites de cultura pop com a divulgação do novo visual dos personagens, criado para a nova produção, a estrear nos EUA via Cartoon Network ainda em 2011. 

Criação do estúdio americano Rankin/ Bass, a série original teve 130 episódios entre 1985 e 1989. A animação ficou por conta da Pacific Animation Corporation, um grupo de estúdios japoneses, o que deu aos Thundercats uma agilidade visual típica dos animês. Com enredos simples e personagens cativantes, os homens-felinos marcaram uma geração e estava na hora de uma nova versão. A Warner Bros, detentora da marca, está investindo nos personagens e vamos ouvir falar muito deles ainda. 

Além das aventuras bacanas, outra coisa que fazia a garotada pirar era a música-tema da série. No YouTube, pode-se encontrar uma turbinada versão feita pela dupla The Rembrandts, a mesma que ficou famosa com a canção “I´ll be there for you”, o tema da série Friends. A composição do tema (e de toda a trilha) foi de Bernie Hoffer, que bolou a melodia quando ainda era criança. Os músicos de estúdio que participaram da gravação original não são creditados. Thundercats Theme é uma música empolgante para uma série idem. Trilha sonora made in USA mas com puro pique de animesong e por isso ganhou espaço aqui no blog. 

Então, pra entrar no clima, duas preciosidades musicais.



Thundercats Theme, com The Rembrandts



O compositor original, Bernie Hoffer.


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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

NARUTO - Um estudo acadêmico sobre a sexualidade em mangás e animês

Estudos acadêmicos sobre quadrinhos, mangá e cultura pop têm se tornado cada vez mais comuns no Brasil. Frequentemente, pessoas pedem ajuda ou alguma informação específica, pois conheceram meu trabalho nas revistas Herói e Henshin, no site Omelete ou viram meu livro, o Almanaque da Cultura Pop Japonesa. Geralmente, a maioria consegue as respostas e nem agradece. Outros agradecem, ficam de mostrar o trabalho pronto e adeus. Poucos cumprem o prometido, como a Vivian Miwa Matsushita, de São Paulo (capital), que até mandou uma encadernação de seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Nessa categoria, está o Felipe Lima, lá de Fortaleza (CE), que acabou de ter aprovado seu TCC de jornalismo, o qual eu apoiei fornecendo algumas informações.

O tema do TCC é complexo: “Análise das mensagens de sexualidade no animê Naruto”, um estudo sobre como mensagens de teor sexual aparecem em mangás e animês, com foco maior no grande sucesso mundial que é Naruto. Confesso que não me interesso pela série, criação do quadrinhista Masashi Kishimoto que é sucesso mundial, tanto como mangá quanto em animê. Não faço parte do público-alvo e não consegui sentir empatia pela história. Li os primeiros volumes, emprestados de um amigo, e reconheço que é tecnicamente bem feito e possui grandes méritos na estrutura e concepção, mas não tem elementos que me atraiam. E tem adolescentes histéricos, coisa que não suporto nem na vida real, nem na ficção. Coisas de velho... 

O trabalho do Felipe pode ser lido e analisado por qualquer um, pois ele disponibilizou para download no 4shared. Ainda preciso ler com calma, visto que não acompanhei o processo de elaboração e redação do trabalho, somente passei algumas informações e não posso validar todos os dados apresentados e nem dizer que concordo ou discordo do material. Mas sei que ele fez um trabalho com todo o esforço e dedicação possíveis e o tema pode interessar a outros pesquisadores. Por isso, disponibilizo o link aqui no Sushi POP.

Se o assunto lhe interessa, leia, tire suas conclusões e comente aqui, pois tenho certeza que o Felipe ficará contente e aparecerá pra trocar uma ideia com quem se dispuser a tal. 


Clique aqui para baixar o trabalho completo (formato PDF)

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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Kamen Rider - 40 anos!

Kamen Riders: 40 anos de ação.
2011 é um ano festivo para o mercado de super-heróis no Japão. Além dos 45 anos de Ultraman, que comentei na postagem anterior, há os 40 anos de seu maior concorrente, o Kamen Rider. Atualmente em exibição no Japão, a série Kamen Rider OOO (leia “Oozu”) mostra mais um herói da linhagem lutando contra ameaças à humanidade.

O primeiro Kamen Rider.
Personagem de Shotaro Ishinomori, autor de Cyborg 009 e muitos outros personagens, Kamen Rider nasceu como um projeto feito para concorrer diretamente com os heróis gigantes de então. Um ciborgue criado pela organização maligna Shocker, o motoqueiro Takeshi Hongo se volta contra seus criadores e luta pela própria sobrevivência e pela salvação do mundo. Sem raios ou poderes exagerados, usava socos e chutes contra monstros de tamanho humano. A fórmula agradou em cheio, bem como o carisma do ator Hiroshi Fujioka.

Em 1971, concorreu diretamente com O Regresso de Ultraman e Spectreman, levando em geral a melhor em termos de repercussão e audiência. De tamanho humano e com histórias cheias de drama – a começar pela origem do herói – o Kamen Rider estabeleceu novos parâmetros de ação no tokusatsu e fez escola. Sua série teve 98 episódios e ganhou derivadas, como o Kamen Rider V3, X, Stronger, Super-1 e outros. 


No Brasil, Kamen Rider Black (de 1987, lançado equivocademente aqui como "Blackman") e sua continuação Kamen Rider Black RX (88) embalaram a “geração Manchete” que se formou na esteira do sucesso de Jaspion e Changeman, que se destacaram na extinta Rede Manchete no final dos anos 1980.
Kamen Rider Black e Black RX: Duas fases
distintas de um mesmo personagem.
Grande sucesso no Japão, RX decretou também o fim de uma era dos Riders na TV. Ishinomori acompanhou a produção de uma série de especiais. Em 1992, o sombrio Shin Kamen Rider era um filme de ficção científica e terror para adultos feito direto para home video e não agradou. Em 1993 e 94, foram produzidos médias-metragens de cinema para o Hero Festival do estúdio Toei Company, Kamen Rider ZO (leia "Zettou") e Kamen Rider J, que mantiveram a chama acesa. 


A morte de Ishinomori em 1998, aos 60 anos, fez parecer que era o fim dos guerreiros motorizados, mas a Toei resolveu investir na marca e renová-la para uma nova geração. Em janeiro de 2000, estreou Kamen Rider Kuuga, que trouxe uma ambientação diferente, misturando investigação de sobrenatural em um clima sombrio e cheio de ação. Era o início da era dos Heisei Riders, de acordo com o costume japonês de designar eras de acordo com o reinado do imperador. A era Heisei na verdade começou em 1989, mas o espírito da nova era só foi considerado mesmo a partir de Kuuga. Daí, começaram a vir novas séries repletas de Kamen Riders em sequência, além de especiais de cinema.

Sem compromisso com os conceitos originais e em alguns casos usando só o nome Kamen Rider como gancho de marketing, a franquia renasceu e ganhou novos adeptos. Desde Kuuga, as séries Rider vão sendo produzidas uma após a outra, sem descanso e com vários filmes para cinema. Ainda assim, o Rider original foi refilmado para cinema com novo elenco em 2005. Kamen Rider The First atualizou o herói e seu sucessor direto (o segundo Rider, que dividiu com ele a série original de 1971) e ainda teve a sequência Kamen Rider The Next, com a origem recontada do Kamen Rider V3.
A renovação dos Heisei Riders: Sem
compromisso com o trabalho de Ishinomori.
Em 2009, Kamen Rider Decade nasceu para homenagear os 10 anos dos Heisei Riders. Numa trama envolvendo viagens dimensionais, o herói – capaz de emular forma e poderes dos seus antecessores – se encontra com versões alternativas (e vividas por outros atores) dos Heisei Kamen Riders. O sucesso da empreitada e a pressão dos fãs fez com que a trama fosse alterada no decorrer da produção e o herói visitasse mundos dos Showa Riders (os Riders da era imperial anterior, até 1988). Para isso, o veterano Tetsuo Kurata (Black e RX) voltou a viver seu papel mais famoso em dois episódios antológicos de Decade.

No longa Kamen Rider Decade - All Rider vs Dai Shocker, novos e antigos heróis se enfrentaram em grande batalhas para salvar as múltiplas Terras paralelas. Foi um sucesso de bilheteria, arrecadando mais de 20 milhões de dólares em 2010.

O sucesso da franquia atraiu a Saban Entertainment, responsável por adaptar outra franquia de sucesso para o ocidente, os grupos Super Sentai, na forma de Power Rangers. As duas tentativas, Masked Rider (adaptação de K. R. Black RX) e Kamen Rider – O Cavaleiro Dragão (K. R. Ryuuki) não vingaram. No Japão, porém, eles reinam absolutos e a badalação em torno deles está ofuscando até o aniversário da franquia Ultra.

A agitação em torno da marca não se restringe a filmes e seriados. Em uma parceria com a gravadora Avex Trax, a Toei Company, TV Asahi e a Ishimori Pro montaram uma estonteante girls band chamada Kamen Rider Girls. Com cada uma das cinco beldades representando um Rider da era Heisei (a saber: Kiva, Den-O, Ryuuki, OOO e Blade), o grupo chega com seu J-pop dançante homenageando os famosos personagens e atraindo mais atenção da mídia local.
As Kamen Rider Girls: J-Pop pré-fabricado
para atrair marmanjos.
Para o dia primeiro de abril (aniversário de estréia do herói na TV), está anunciado um grandioso filme para cinema, intitulado OOO – Den-O – All Rider: Let´s Go Kamen Riders, focado no primeiro Kamen Rider (também chamado Kamen Rider Ichi-Gô), Kamen Rider Den-O e Kamen Rider OOO. Diversas participações de atores originais são aguardadas, para esse filme que promete agitar as bilheterias, marcando também os 60 anos da Toei Company.

Muito longe da essência original, a marca Kamen Rider se tornou uma grande mina de ouro e vive um período de grande efervescência. Ao menos, tem servido para manter em evidência o nome do autor, que possui um impressionante currículo de grandes criações, sendo reverenciado como o Rei do Mangá. Inclusive por ter criado, nos quadrinhos, um certo motoqueiro mascarado que vem socando monstros há 40 anos.

Curta o teaser trailer de Let´s Go Kamen Riders

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

ULTRAMAN - 45 ANOS



Neste ano, a saga da Família Ultra completa 45 anos de criação. No final de 2010, estreou no Japão o filme Ultraman Zero The Movie, que iniciou as comemorações pelo aniversário da mais longa série de super-heróis japoneses de tokusatsu.

Apesar da caprichada produção, o filme ficou apenas em décimo lugar nas bilheterias na primeira semana. Não vou discutir ou analisar isso, pois ainda não vi o filme e devo esperar pacientemente pelo seu lançamento em DVD. Mas chama a atenção que, apesar de Ultraman ser conhecido em todo o Japão e apesar das novas produções terem uma produção caprichada e ação de alto impacto, as novas gerações não têm se empolgado com seus filmes mais recentes. Tem havido muita renovação nos conceitos, formatos e valores de produção e talvez aí esteja o problema. Todas as recentes tentativas de se renovar a franquia resultaram em um retorno às origens, pelo baixo interesse do público quando as mudanças estruturais são muito grandes. 


A fase atual se passa no futuro, tem muitas influências de Star Wars e incorporou o conceito de universos paralelos para reunir diferentes linhagens de personagens, algo tirado diretamente dos quadrinhos da DC Comics. As referências ao passado continuam e o Universo Ultra tem ficado cada vez mais complexo e elaborado (e um tanto confuso às vezes). Em termos de ação e efeitos especiais, a evolução tem sido absurda, o que faz espantar ainda mais o relativamente baixo interesse que os filmes têm tido em seu país, apesar de Ultraman ainda ser um ícone pop forte e consagrado.


Talvez uma parte enorme do público japonês atual queira mesmo ver monstros emborrachados lutando em meio a maquetes de predios, nada que exija um grau maior de elaboração.


Independente disso, já foi anunciado pela Tsuburaya Pro um novo filme da saga, a ser lançado no final deste ano. Vamos ver se eles continuam o processo de renovação da marca ou se, novamente, irão retornar às origens.

Por enquanto, curta o clipe da música “Minna dai suki Ultraman” (“Todo mundo gosta do Ultraman”), do grupo Voyager. É o vídeo promocional oficial das comemorações dos 45 anos das séries Ultra. 


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Se você é um iniciante no assunto, indico um texto meu publicado no site Omelete sobre os Ultras. A matéria é de 2005, logo está bem desatualizada, mas serve como um ponto de partida para você se localizar. Depois, procure mais textos sobre o assunto aqui mesmo no blog.



Ultraman – Gigante pop

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

FELIZ 2011!

Olá. Primeiro, desejo a você um feliz 2011 e que este seja um bom ano para todos nós, ou ao menos melhor do que foi 2010. 

Aos poucos, estou retomando postagens no Twitter e neste blog.

Há duas linhas editoriais que norteiam o Sushi POP. Um é o foco na cultura pop japonesa, com ênfase em aspectos pouco trabalhados fora dos nichos específicos, que são o tokusatsu e a J-Music (no meu caso, especialmente J-pop e anime songs). O outro foco está na divulgação de meus trabalhos e atividades profissionais, mostrando desenhos, HQs e divulgando eventuais atividades públicas. Devo manter isso para 2011, mas não sei ainda se irei postar regularmente por falta de tempo. 

A audiência tem sido razoável, com centenas de leitores que retornam mais de uma vez por semana. O número de comentários é pequeno, mas há alguns que preferem mandar e-mail pra mim ao invés de postar no blog, estabelecendo uma comunicação mais direta e pessoal. 

De qualquer forma, tentarei manter o blog na medida do possível. Amanhã, uma nova postagem sobre um dos meus temas favoritos. Aliás, ultra-favoritos. ;-)

Até mais.