RECADO AOS VISITANTES:

Olá! O blog ainda está de férias, mas já estou trabalhando em novas postagens. O Sushi POP voltará a ser atualizado no dia 1 de agosto (terça), no período da tarde.

O que vem por aí:
- Ultraman Geed, Novo Lobo Solitário, Katokutai, Pinóquio de Osamu Tezuka, Danger 3, resultado da convocação para trabalhos acadêmicos e mais!

Esteja aqui para conferir. Até breve!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Jetman - 20 anos de um clássico Super Sentai

Jetman - Uma série cult
Seriados da franquia Super SentaiSuper Esquadrões – são claramente voltados ao público infantil. Basicamente, as tramas envolvem um império (espacial, extradimensional, futurista ou o que for) ou grupo maligno que pretende conquistar a Terra. Também podem querer acabar com ela tentando planos de destruição em massa ou com estratégias estúpidas, como transformar pessoas em abóboras. O foco das histórias está na ação e nos conflitos de personalidade, mas tudo muito ligeiro e recheado de ação e pirotecnias.

Tendo como principal objetivo serem vitrines de brinquedos colecionáveis, seriados Super Sentai raramente extrapolam o público infantil, atraindo a atenção de adolescentes ou mesmo adultos otaku. E aí, é importante fazer uma observação: quando eu falo de séries mais adultas, não tem nada a ver com violência ou malícia. Piadinhas maliciosas e violência sanguinolenta, comuns em muitas séries ditas infantis ou infanto juvenis japonesas não fazem uma produção ser adulta. 

Jetman, em ilustração do
diretor Keita Amemiya
É triste quando vejo um fã dizendo que sua série favorita é “adulta” só por mostrar violência. Não tem coisa mais imatura do que buscar legitimidade em exploração gratuita de sexo e violência. Séries mais maduras mostram relacionamentos mais críveis, mais profundos, visões de mundo mais complexas e construção de personagens e situações evitando soluções felizes e simplistas. Quando seus produtores conseguem isso, séries ditas infantis viram tema de discussão entre fãs por anos a fio. E entre uma história para um adolescente em busca de autoafirmação e uma história para adultos, há uma distância intransponível. Lobo Solitário, Vagabond e Sanctuary são obras adultas. Ultraseven e Metalder são obras infantis com elementos para cativar audiências mais velhas. Como Jetman, o tema desta postagem.

Choujin Sentai Jetman (ou Esquadrão dos Homens-Pássaro Jetman), foi produzido pela Toei Company e exibido no Japão há exatos 20 anos (fev/ 1991~fev/ 92). É uma série infantil, mas com qualidades e diferentes níveis de entendimento para agradar a um adulto que gosta desse tipo de programa. Em grande parte escrito por Toshiki Inoue e dirigido por Keita Amemiya, a série chamou minha atenção numa época em que eu garimpava coisas interessantes pra ver nas estantes de uma locadora da colônia japonesa que havia perto de casa, muito antes da internet. Os motivos foram vários, conforme explico a seguir. 

OS ELEMENTOS DIFERENCIADOS 
Logo no início, o público já era apresentado a algo diferente. Cinco jovens foram selecionados para receber uma super-energia para se transformarem nos novos defensores da Terra contra ameaças globais. A premissa inicial é um enorme clichê, obviamente. Mas o grupo Vyram ataca, três dos guerreiros são mortos logo de cara, uma das garotas é sequestrada e sofre lavagem cerebral. Sobra apenas o noivo dela, Ryu (Red Hawk), que consegue escapar e vai atrás de quem pode ter sido atingido pelos feixes de energia que escaparam da destruição da base. 


Ako, Ryu, Comandante Aya,
Raita, Kaori e Gai
Uma colegial meio desmiolada chamada Ako Hayasaka (Blue Swallow), o pacato fazendeiro Raita Ooishi (Yellow Owl), a meiga Kaori Rokumeikan (White Swan) e um ex-criminoso meio barra pesada chamado Gai Yuuki (Black Condor) são encontrados por Ryu e acabam unindo forças como o esquadrão Jetman. A química entre eles vai se desenvolvendo de modo interessante. Ryu passa a série tentando despertar as memórias de sua namorada Rie, convertida por Vyram na vilã MariaKaori se apaixona por Ryu, mas é disputada por Gai. O bad boy, por sua vez, sempre entra em atrito com Ryu, tem dificuldade em seguir ordens, mas compensa sua rebeldia com muita coragem, iniciativa e uma profunda nobreza. E transmitindo ao grupo tranquilidade e orientação sempre que preciso, a Comandante Aya Odagiri, a única além de Ryu a ter origem militar. 

Ao final, Red Hawk não consegue salvar Rie, que morre nos braços do vilão Grey. Vencer a organização Vyram ganhou um gosto amargo no clímax da saga, mas não tanto quanto o que aconteceria depois das batalhas. Sabe aquelas mortes gratuitas e trágicas que acontecem na vida real? Pois é, teve isso em Jetman. No último capítulo, depois do inimigo vencido, Ryu e Kaori se casam. A caminho da igreja, Gai é esfaqueado na rua por um bandido. Cambaleante, chega até a praça em frente à igreja, onde conversa rapidamente com Ryu, ocultando o ferimento. Depois, sem ter seu estado notado pelos demais, ele finalmente tomba. O herói mais carismático da série morre depois da missão cumprida, quando tudo caminhava para um final  típico de novela, com uma cena de casamento, deixando o público atordoado. 


Black Condor: O grande
herói da série
AUDIÊNCIA E REPERCUSSÃO
Jetman teve boa audiência, com 7,1% em média, mas não está entre as maiores do gênero. Porém, foram as qualidades da série que lhe deram grande sobrevida, sendo lembrada até hoje com entusiasmo. Não se trata apenas de quebrar clichês gratuitamente. Os episódios mostram as motivações dos personagens como pessoas reais, com suas dúvidas e fraquezas e há muitas passagens marcantes, com as tramas individuais avançando com grande desenvoltura. Na época, a constatação de que havia um público otaku mais velho acompanhando permitiu a criação de alguns produtos diferenciados. 

Três livros para público adulto foram lançados pelo selo Tokuma Quest Bunko (da editora Shogakukan), onde se permitiu até explorar a sexualidade dos personagens e ir a fundo nos relacionamentos. Os romances foram escritos por Toshiki Inoue, com capas ilustradas por Keita Amemiya. A canção tema da série vendeu mais de meio milhão de cópias e é um dos maiores hits da carreira do cantor Hironobu Kageyama até hoje. O design foi inspirado no antigo animê Gatchaman, grande sucesso da Tatsunoko Production. A criação geral foi coletiva, assinada como Saburo Yatsude (o pseudônimo da Toei Company) e o grande diferencial foi mesmo o trabalho do roteirista Toshiki Inoue, autor de 29 dos 51 episódios. Depois, em 1996, na extinta revista B-Club, houve um mangá de Akiko Fujii que deu continuidade às aventuras de Jetman, introduzindo um novo herói, o Green Eagle, para o lugar do falecido Black Condor. O mangá com a aventura derradeira de Jetman foi compilado em um único volume (tankobon) e é um caso isolado no gênero Super Sentai. 

O roteirista Toshiki Inoue, atualmente com 52 anos, já assinou roteiros para Ranma ½, Hakaider, Death Note e muitos outros. Estava afastado do gênero Super Sentai, mas escreveu o episódio 28 da atual série Gokaiger (exibido no Japão em 4 de setembro) atraído pela oportunidade de trabalhar novamente com Toshihide Wakamatsu. O ator, por sua vez, trocou ideias com Inoue sobre como Black Condor iria aparecer, deixando claro ser contra ressuscitar o personagem. Com isso em mente, Inoue achou o tom certo para fazer Black Condor aparecer.   


Gai Yuuki, em antológica participação
em Gokaiger (2011)
ETERNAMENTE JETMAN 
Gokaiger, em exibição atualmente no Japão, conta a história de um grupo de piratas espaciais que vêm para a Terra em busca de um grande tesouro e encontram o planeta sendo atacado pelo Império Zangyak. Com o desaparecimento de todos os Super Sentai após uma grande guerra, os Gokaiger herdam seu legado e defendem a Terra. Com as Ranger Keys, eles podem se transformar em qualquer herói de equipes anteriores. Para invocar o poder supremo de Jetman, eles resolvem ir atrás dos integrantes do grupo, que passaram a levar uma vida normal. É aí que o fantasma de Gai aparece para proteger seus companheiros, querendo ser ele a fazer contato com os Gokaiger.

Com sua força de vontade, volta ao mundo dos vivos, onde somente é visto pelos alienígenas, para fazer o líder Capitão Marvelous (o Gokai Red) recuperar sua coragem para enfrentar um inimigo poderoso. O episódio é bastante coerente com o personagem e com a série original e tem momentos tocantes, nunca despencando para o dramalhão. Profundo e divertido, foi daqueles episódios de tokusatsu que conseguem agradar tanto as crianças que prestam mais atenção nas lutas (aliás, muito boas) quanto aos mais velhos, que apreciam uma boa trama. 

Foi uma homenagem digna ao trabalho feito em uma série que foi muito além de sua missão original, mostrando ser possível trabalhar um produto de qualidade em uma mídia basicamente infantil. 


******************
JETMAN - ABERTURA
Choujin Sentai Jetman - voz: Hironobu Kageyama




Nota do autor: Em 1995, na edição 26 da revista Herói (Ed. ACME) escrevi um texto sobre Jetman (na época escrevi como Jetmen, para tentar soar mais correto, o que foi uma bobagem). Com spoilers e tudo (prática comum na época), devo ter ajudado não só a divulgar Jetman aqui, como também a criar uma aura de cult, de algo especial. O tempo mostrou que eu acertei quanto a isso. 

19 comentários:

Rafael Kaen disse...

Eu conheci Jetman e Dairanger na heroi! hahaha
Em 2009 eu vi a série e adorei, pra mim é uma das melhores do gênero!

Tati Santana disse...

Considero Jetman umas das melhores séries do gênero Super Sentai, sua história em revelar os heróis pouco a pouco é formidável, para que possamos conhecer mais de cada um!

Belo texto, Alexandre! Mais uma vez, apresentou-nos uma visão compacta, objetiva e reflexiva! E sempre de forma inteligente!

Parabéns!

João Aranha disse...

Também conheci Jetman a alguns anos e vi nela um dos Sentais mais interessantes e surpreendentes que já vi, tanto pelo andamento da história quanto pelas características das personagens.

Muito bem escrito, Nagado. Parabéns.

lagarto disse...

Excelente teu texto, Nagado! Gostei muito.

Também vi esse episódio de Gokaiger e achei que ficou muito decente. O Black Condor é para mim o mais marcante anti-herói na franquia.

Li uma entrevista do Keita Amemiya para a Henshin! (August Ragone & Bob Johnson) em que ele falava exatamente sobre a experiência dele em Jetman. É um pouco intrigante até, já que o Amemiya nega qualquer influência de Gatchaman em Jetman, ainda que a programação visual dos personagens sugira o oposto.

Ricardo Cerdeira disse...

Essa matéria a respeito de Jetman que você escreveu foi realmente marcante. Lembro como fiquei com vontade de ver a série depois de ler seu texto. Na época, isso era um sonho impossível.

Vi toda a série em japonês, e estou prestes a revê-la, dessa vez com legendas. Realmente Jetman revolucionou, principalmente no enfoque dado ao relacionamento entre personagens, tanto os heróis como os vilões.

Toshiki Inoue utilizou em Jetman muitas das características que seriam vistas em seus trabalhos posteriores, principalmente nos Kamen Riders: triângulos amorosos, mortes líricas, presença de música clássica.

O único problema de Jetman é que alguns episódios não escritos pelo Inoue são muito bizarros, como o do monstro Cup Noddle (primeiro episódio de sentai escrito pelo Naruhisa Arakawa, que hoje é o escritor principal de Gokaiger).

Apesar disso, Jetman conseguiu deixar sua marca, sendo um sentai único.

Bruno Seidel disse...

Excelente matéria (como não poderia ser diferente)!! Como a maioria dos fãs, fui apresentado a Jetman pela revista Herói Ed. nº 26 e, certamente, minha curiosidade foi enorme na época. Anos mais tarde tive o privilégio de acompanhar a série toda (mesmo já sabendo o que aconteceria no final, infelizmente). Considero Jetman a série ideal para uma pessoa de bom gosto começar a gostar de Super Sentai, justamente pela riqueza na construção dos personagens, o enredo marcante e essa quebra de clichês dentro de um gênero rotulado como infantil e "bobinho". É o melhor final de uma série Super Sentai sem sombra de dúvida e apresentou um dos personagens mais marcantes já vistos no gênero: Black Condor. Quanto à sua aparição em Go-Kaiger, concordo que tenha sido feita na medida certa. Uma justa homenagem a este Sentai que já emocionou muita gente (inclusive eu) e que me arrepia toda vez que lembro do épico desfecho que teve.

Fabio disse...

Ótima matéria! Quando assisti Jetman, entendi o porquê da série ter tanto carisma e ter feito tanto sucesso. Parabéns pelo blog e pela matéria...Visite meu blog também. Se gostar, recomende...

Mestre Ryu Kanzuki disse...

Excelente matéria, mais uma vez. Meus parabéns mesmo. Gostei muito, como não poderia nunca ter deixado de ser. Você escreve de uma maneira muito empolgante e inspiradora sobre qualquer tema, fazendo com que as pessoas se interessem mais em conhecer (assim como eu). Essa série eu conheci na Herói também (aquela dos 'Los Cabaleros Del Zodiaco'). Não sei se é o caso de Jetman, mas histórias aonde o lado civil do herói é mais valorizado (buscando se aproximar da realidade) acabam sendo mais interessantes do que os momentos em que eles estão em ação com as suas roupas/ armaduras. Um caso desse é o Cybercop, como aquele episódio do velho oeste, chamou a atenção do meu pai (que nunca foi familiarizado com esse tipo de material) nos momentos em que eles estavam como civis combatendo os inimigos.. e aí quando eles se transformam.. meu pai volta a olhar denovo e pergunta: "ué, aonde estão aqueles caras (os heróis quando estavam como civis)?" Pois é. Essas séries (o que também não mudaria muito em um filme de origem do Homem Aranha ou do Homem de Ferro)podem valorizar aqueles momentos, aonde acabam indo mais pro lado do gênero "policial", "drama".. e podem acabar trazendo mais interesse ao público comum por este lado. Aliás, só de olhar para a segunda imagem da matéria (o protagonista com o capacete quebrado) já me trouxe um enorme curiosidade pra assistir. Antes eu achava que fosse 'mais um' Super Sentai genérico, agora eu percebo que não é mesmo. Obrigado por mais esta matéria, Nagado-san.

Ique disse...

Quando decidi voltar a assistir Sentais este ano (depois de 16 anos), escolhi justo Jetman para recomeçar.


E, olha... já é um clássico pra mim. :)

@bulmah disse...

Terminei de assistir esta semana e, realmente, é muito massa! Os personagens são carismáticos, o desenrolar da trama é muito boa e tem um desfecho feliz e triste ao mesmo tempo. É um Super Sentai Sensacional!

Anderson disse...

Nagado;

Sensacional a matéria,Jetman é uma série diferenciada das demais,tive privilégio de ver ela na integra há 3 anos atras em japonês puro,e simplismente adorei,considero um dos meus sentais favoritos.

Esse idéia de trazer Gai ( Black Condor) p/ participar de Gokaiger confeço que fiquei preocupado,mas ao saber que trouxeram um roterista da epoca fiquei mais tranquilo,é sensacional esse ep. o ator foi destaque total e roubou a cena,diferente das homenagens meia boca que vem sendo feita em Gokaiger.

Gai sem dúvidas é o melhor Black de todos os sentais.

( Asas Eternas )

Abçs

Anderson Alexandre

Ed.Yugo disse...

Foi roteiro que fez ideia de um Personagem morrer no ultimo episódio??

Ale Nagado disse...

Creio que sim. O roteiro foi do Toshiki Inoue, mas isso deve ter sido discutido com o diretor e produtores.

Abs!

VelhoDiabo disse...

Cara, eu assisti Jetman, lembrando de uma matéria na finada revista Herói, que o apontava como o melhor Sentai de todos. A decepção foi enorme. Acho que há um hype injustificado em torno da série. Há até algumas boas ideias, mas o resultado final não me agradou. Essa coisa de "história trágica" me pareceu um novelão bem enfadonho. Isso pra não falar dos vilões, talvez a galeria de vilões mais boba dos Sentai. Fico com Changeman e Flashman.

Ale Nagado disse...

O problema de criar expectativa é que ela muda de pessoa para pessoa. Pode haver um tal hype exagerado, mas ele não é tão injustificado. Há um público que se interessou por Jetman a ponto de existirem romances em livro e uma continuação oficial em mangá. Essa empatia, obviamente, não atinge todos e conheço muitos fãs de Super Sentai que odeiam Jetman.

Mas esse diálogo com um público mais velho (falo do público comum, não do fã hardcore) é uma façanha que poucas séries tokusatsu já conseguiram. Também rendeu produtos diferenciados e por isso sou daqueles que chamam a atenção para essa produção. E sim, alguns episódios eu achei bem enfadonhos e "normais", mas no geral o nível foi bem mantido. Na minha opinião, claro. Se alguém acha uma porcaria, não há o que debater.

Obrigado por registrar seu ponto de vista. Opiniões contrárias ajudam muito a melhorar o teor das matérias a serem escritas.

Abraço!

VelhoDiabo disse...

Só depois de ler o blog direito eu reconheci o nome... você era da Herói, né? Cara, que tempo bom! E lembrei dos quadrinhos brazucas de tokusatsu que, inadvertidamente, vendi... ô, se arrependimento matasse! Um abraço.

Ale Nagado disse...

Sim, eu fui um dos redatores da Herói e fiz várias HQs oficiais sobre seriados tokusatsu. Bons tempos. E eu era MUITO moleque naquele tempo, só hoje tenho noção disso.

E espero que encontre outros textos do seu interesse aqui no Sushi POP.

Abraço!

Anônimo disse...

De: LucianoMT

Nunca fui muito fã de Super Sentai. Mas como tenho lido e visto muita coisa a respeito de Tokusatsu, Jetman é considerado no fandom como o "Metalder" dos esquadrões. Então decidi me dar a chance de ver a série e tirar minhas conclusões:

Além dos ineditismos já citados, a mim chama muito a atenção do Ryu/Red Hawk. Muito convincente no papel de líder: aglutina pessoas de personalidades diferentes, tem o senso de sacrifícioa, a amizade construida com Gai e prioriza a missão ao invés do drama pessoal. É o guerreiro de fato do grupo. E o mais importante: o protagonismo dele não irrita.

A comandante Aya é muito tenaz e sabe dosar quando ser enérgica ou afável; age como sendo o sexto membro de fato do grupo.

O Tranza (fico imaginando como seria o nome dublado aqui rs) que soube ser o comandante de Vyram: muito poderoso e severo, com um fim trágico e humilhante.

Mas houveram coisas em que torci o nariz. O Gai/Black Condor: Me irritou o fato dele ter uma paixão cega pela Kaori/White Swan. O cara era todo "badass", boêmio e mulherengo e fica de quatro pela White, um postura submissa e completamente incongruente com a imagem que ele tem. Seria muito mais interessante o fato dele ter permanecido desta forma "ruim" e assim ter atraído a Kaori.

Deveria ter sido dado enfoque a uma rivalidade entre Ryu e Grey, já que os dois desejavam o amor de Mari.

Não foi explicado como como Kaori se separou do Gai e casou com o Ryu.

Raita/Yellow Owl e Ako/Blue Swallow mereceriam mais destaque.

Para uma imperatriz, Juuza teve um papel bem reduzido.

A falta propósito de fazer o Raita apaixonado pela Kaori (qual é o mel dela?), já que o par dele já tinha sido definido ainda no terço inicial da série.

Fora a morte idiota do Gai. Muito tosca a circunstância. O cara passou a série toda levando um monte de laser de origem alienígena e muitas vezes sem o traje de batalha e morre por uma faquinha? Sendo ainda que ele poderia ir ao hospital...

Mas dizer que é o melhor da história (eu imagino que quem diz isso viu desde Gorenger até Nininger) e que é muito adulto (é bem infantil, como um Sentai tem que ser) é forçar a amizade.

PS1: E a mim marcou muito como você, Nagado, não caiu nessa de "série adulta" mas enfatizou este era uma série infantil "com elementos para cativar audiências mais velhas" como você frisou.

PS2: Qual o seu Super Sentai favorito?

Alexandre Nagado disse...

Olá, LucianoMT.

Sobre a personagem Kaori, você tem que lembrar que o contexto social japonês é bem diferente do brasileiro. Com seu jeito meigo e discreto, ela se parece muito com um padrão de mulher japonesa mais tradicional, submissa até. Suas roupas são mais conservadoras, seus modos são mais delicados. Isso tem um forte apelo para vários tipos de homem no Japão. Não é exuberância que conta, mas a delicadeza de formas e gestos. Ao menos, pra explicar o "mel" que ela tinha. Acho que, com seus altos e baixos, Jetman ainda permanece uma série destacada e isso não é desmerecer as outras ou achar que é a oitava maravilha do mundo.

Bom, meu Super Sentai favorito? Acho que não tem... Como sempre digo, gosto muito de Jetman e exalto suas qualidades e como foi diferenciada em seu tempo, mas não é a favorita absoluta. Adoro Changeman, Maskman e Dairanger, acho todos extremamente divertidos. Gosto de Liveman, Ohranger e Turboranger também. Nunca vi Dekaranger, mas tenho curiosidade de tentar.

Valeu pela participação! Abraço!!