RECADO AOS VISITANTES:

Olá! O blog ainda está de férias, mas já estou trabalhando em novas postagens. O Sushi POP voltará a ser atualizado no dia 1 de agosto (terça), no período da tarde.

O que vem por aí:
- Ultraman Geed, Novo Lobo Solitário, Katokutai, Pinóquio de Osamu Tezuka, Danger 3, resultado da convocação para trabalhos acadêmicos e mais!

Esteja aqui para conferir. Até breve!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

RAP DEZ, DE MARCIO BARALDI

O cartunista e quadrinhista Marcio Baraldi lançou mais uma coletânea de seus trabalhos. Agora é a vez de Rap Dez, que reúne material publicado na revista Viração, que tem em sua equipe jovens colegiais e universitários e que conta com apoio do  Ministério da Cultura, da UnicefUnesco.

Rap Dez, provavelmente o primeiro personagem de HQ rapper, é a voz do autor para falar com a juventude sobre muitos temas ligados à educação, cidadania e conscientização. Temas variados aparecem, sempre com uma abordagem direta, bem humorada e sincera, a marca do autor. Mesmo quando o tema exige um olhar mais detalhado, caso do aborto, tratado de forma superficial (até por quê não dá pra debater assunto tão complexo em uma HQ de uma página). Ainda assim, o recado é dado e a intenção - evitar uma gravidez indesejada que pode terminar em óbito numa clínica clandestina - cumprida na medida em que a leitura pode despertar os jovens a uma reflexão e a buscar mais informação. É assim com o tema das drogas, da liberdade religiosa, da futilidade na mídia e tudo o mais que mereça reflexão. E o personagem se expressa com rimas o tempo todo. Afinal, como o próprio álbum conta, RAP significa Rythm and Poetry - Ritmo e poesia. Lendo, dá até pra imaginar uma batida ao fundo enquanto Rap Dez passa seus recados. 
E fica aqui uma sugestão para o Baraldi. É óbvio que a opção de formato visa uma unidade para suas coletâneas. Porém, como são personagens e temáticas diferentes, talvez seja interessante apostar em outros formatos e tamanhos, para criar mais diversidade gráfica, o que pode valorizar o trabalho. 

O formato segue o padrão das compilações de Baraldi, com 52 páginas coloridas e tamanho 21 x 28cm. O preço é de R$ 10,00 e o álbum pode ser adquirido no site da Comix Book Shop clicando aqui.

Sites oficiais:
www.marciobaraldi.com.br 
www.viracao.org



Falando sobre música
Música é um dos meus assuntos favoritos e meu gosto musical é razoavelmente eclético, com mais inclinação ao pop-rock e classic rock. Ouço também jazz, música erudita, j-pop mais clássico, anime songs, um pouco de MPB. Sou grande entusiasta do rock nacional dos anos 1980, adoro Beatles e por aí vai. Passo muito longe de gêneros como sertanejo, axé, pagode, funk carioca e outras coisas que a mídia valoriza. Não é preconceito, é gosto mesmo. 


No campo da HQs, meu olhar é diferente, profissional. Foi assim que fiz roteiro para um gibi do Negritude Jr., muitos anos atrás. Rap também é algo do qual passo muito longe, apesar de respeitar os músicos que se engajam em causas sociais. Mas HQ de humor é algo que eu sempre vejo e sempre prestei atenção no trabalho do colega Baraldi. Foi o que me levou a olhar um álbum com "rap" no título. E recomendo.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Jetman - 20 anos de um clássico Super Sentai

Jetman - Uma série cult
Seriados da franquia Super SentaiSuper Esquadrões – são claramente voltados ao público infantil. Basicamente, as tramas envolvem um império (espacial, extradimensional, futurista ou o que for) ou grupo maligno que pretende conquistar a Terra. Também podem querer acabar com ela tentando planos de destruição em massa ou com estratégias estúpidas, como transformar pessoas em abóboras. O foco das histórias está na ação e nos conflitos de personalidade, mas tudo muito ligeiro e recheado de ação e pirotecnias.

Tendo como principal objetivo serem vitrines de brinquedos colecionáveis, seriados Super Sentai raramente extrapolam o público infantil, atraindo a atenção de adolescentes ou mesmo adultos otaku. E aí, é importante fazer uma observação: quando eu falo de séries mais adultas, não tem nada a ver com violência ou malícia. Piadinhas maliciosas e violência sanguinolenta, comuns em muitas séries ditas infantis ou infanto juvenis japonesas não fazem uma produção ser adulta. 

Jetman, em ilustração do
diretor Keita Amemiya
É triste quando vejo um fã dizendo que sua série favorita é “adulta” só por mostrar violência. Não tem coisa mais imatura do que buscar legitimidade em exploração gratuita de sexo e violência. Séries mais maduras mostram relacionamentos mais críveis, mais profundos, visões de mundo mais complexas e construção de personagens e situações evitando soluções felizes e simplistas. Quando seus produtores conseguem isso, séries ditas infantis viram tema de discussão entre fãs por anos a fio. E entre uma história para um adolescente em busca de autoafirmação e uma história para adultos, há uma distância intransponível. Lobo Solitário, Vagabond e Sanctuary são obras adultas. Ultraseven e Metalder são obras infantis com elementos para cativar audiências mais velhas. Como Jetman, o tema desta postagem.

Choujin Sentai Jetman (ou Esquadrão dos Homens-Pássaro Jetman), foi produzido pela Toei Company e exibido no Japão há exatos 20 anos (fev/ 1991~fev/ 92). É uma série infantil, mas com qualidades e diferentes níveis de entendimento para agradar a um adulto que gosta desse tipo de programa. Em grande parte escrito por Toshiki Inoue e dirigido por Keita Amemiya, a série chamou minha atenção numa época em que eu garimpava coisas interessantes pra ver nas estantes de uma locadora da colônia japonesa que havia perto de casa, muito antes da internet. Os motivos foram vários, conforme explico a seguir. 

OS ELEMENTOS DIFERENCIADOS 
Logo no início, o público já era apresentado a algo diferente. Cinco jovens foram selecionados para receber uma super-energia para se transformarem nos novos defensores da Terra contra ameaças globais. A premissa inicial é um enorme clichê, obviamente. Mas o grupo Vyram ataca, três dos guerreiros são mortos logo de cara, uma das garotas é sequestrada e sofre lavagem cerebral. Sobra apenas o noivo dela, Ryu (Red Hawk), que consegue escapar e vai atrás de quem pode ter sido atingido pelos feixes de energia que escaparam da destruição da base. 


Ako, Ryu, Comandante Aya,
Raita, Kaori e Gai
Uma colegial meio desmiolada chamada Ako Hayasaka (Blue Swallow), o pacato fazendeiro Raita Ooishi (Yellow Owl), a meiga Kaori Rokumeikan (White Swan) e um ex-criminoso meio barra pesada chamado Gai Yuuki (Black Condor) são encontrados por Ryu e acabam unindo forças como o esquadrão Jetman. A química entre eles vai se desenvolvendo de modo interessante. Ryu passa a série tentando despertar as memórias de sua namorada Rie, convertida por Vyram na vilã MariaKaori se apaixona por Ryu, mas é disputada por Gai. O bad boy, por sua vez, sempre entra em atrito com Ryu, tem dificuldade em seguir ordens, mas compensa sua rebeldia com muita coragem, iniciativa e uma profunda nobreza. E transmitindo ao grupo tranquilidade e orientação sempre que preciso, a Comandante Aya Odagiri, a única além de Ryu a ter origem militar. 

Ao final, Red Hawk não consegue salvar Rie, que morre nos braços do vilão Grey. Vencer a organização Vyram ganhou um gosto amargo no clímax da saga, mas não tanto quanto o que aconteceria depois das batalhas. Sabe aquelas mortes gratuitas e trágicas que acontecem na vida real? Pois é, teve isso em Jetman. No último capítulo, depois do inimigo vencido, Ryu e Kaori se casam. A caminho da igreja, Gai é esfaqueado na rua por um bandido. Cambaleante, chega até a praça em frente à igreja, onde conversa rapidamente com Ryu, ocultando o ferimento. Depois, sem ter seu estado notado pelos demais, ele finalmente tomba. O herói mais carismático da série morre depois da missão cumprida, quando tudo caminhava para um final  típico de novela, com uma cena de casamento, deixando o público atordoado. 


Black Condor: O grande
herói da série
AUDIÊNCIA E REPERCUSSÃO
Jetman teve boa audiência, com 7,1% em média, mas não está entre as maiores do gênero. Porém, foram as qualidades da série que lhe deram grande sobrevida, sendo lembrada até hoje com entusiasmo. Não se trata apenas de quebrar clichês gratuitamente. Os episódios mostram as motivações dos personagens como pessoas reais, com suas dúvidas e fraquezas e há muitas passagens marcantes, com as tramas individuais avançando com grande desenvoltura. Na época, a constatação de que havia um público otaku mais velho acompanhando permitiu a criação de alguns produtos diferenciados. 

Três livros para público adulto foram lançados pelo selo Tokuma Quest Bunko (da editora Shogakukan), onde se permitiu até explorar a sexualidade dos personagens e ir a fundo nos relacionamentos. Os romances foram escritos por Toshiki Inoue, com capas ilustradas por Keita Amemiya. A canção tema da série vendeu mais de meio milhão de cópias e é um dos maiores hits da carreira do cantor Hironobu Kageyama até hoje. O design foi inspirado no antigo animê Gatchaman, grande sucesso da Tatsunoko Production. A criação geral foi coletiva, assinada como Saburo Yatsude (o pseudônimo da Toei Company) e o grande diferencial foi mesmo o trabalho do roteirista Toshiki Inoue, autor de 29 dos 51 episódios. Depois, em 1996, na extinta revista B-Club, houve um mangá de Akiko Fujii que deu continuidade às aventuras de Jetman, introduzindo um novo herói, o Green Eagle, para o lugar do falecido Black Condor. O mangá com a aventura derradeira de Jetman foi compilado em um único volume (tankobon) e é um caso isolado no gênero Super Sentai. 

O roteirista Toshiki Inoue, atualmente com 52 anos, já assinou roteiros para Ranma ½, Hakaider, Death Note e muitos outros. Estava afastado do gênero Super Sentai, mas escreveu o episódio 28 da atual série Gokaiger (exibido no Japão em 4 de setembro) atraído pela oportunidade de trabalhar novamente com Toshihide Wakamatsu. O ator, por sua vez, trocou ideias com Inoue sobre como Black Condor iria aparecer, deixando claro ser contra ressuscitar o personagem. Com isso em mente, Inoue achou o tom certo para fazer Black Condor aparecer.   


Gai Yuuki, em antológica participação
em Gokaiger (2011)
ETERNAMENTE JETMAN 
Gokaiger, em exibição atualmente no Japão, conta a história de um grupo de piratas espaciais que vêm para a Terra em busca de um grande tesouro e encontram o planeta sendo atacado pelo Império Zangyak. Com o desaparecimento de todos os Super Sentai após uma grande guerra, os Gokaiger herdam seu legado e defendem a Terra. Com as Ranger Keys, eles podem se transformar em qualquer herói de equipes anteriores. Para invocar o poder supremo de Jetman, eles resolvem ir atrás dos integrantes do grupo, que passaram a levar uma vida normal. É aí que o fantasma de Gai aparece para proteger seus companheiros, querendo ser ele a fazer contato com os Gokaiger.

Com sua força de vontade, volta ao mundo dos vivos, onde somente é visto pelos alienígenas, para fazer o líder Capitão Marvelous (o Gokai Red) recuperar sua coragem para enfrentar um inimigo poderoso. O episódio é bastante coerente com o personagem e com a série original e tem momentos tocantes, nunca despencando para o dramalhão. Profundo e divertido, foi daqueles episódios de tokusatsu que conseguem agradar tanto as crianças que prestam mais atenção nas lutas (aliás, muito boas) quanto aos mais velhos, que apreciam uma boa trama. 

Foi uma homenagem digna ao trabalho feito em uma série que foi muito além de sua missão original, mostrando ser possível trabalhar um produto de qualidade em uma mídia basicamente infantil. 


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JETMAN - ABERTURA
Choujin Sentai Jetman - voz: Hironobu Kageyama




Nota do autor: Em 1995, na edição 26 da revista Herói (Ed. ACME) escrevi um texto sobre Jetman (na época escrevi como Jetmen, para tentar soar mais correto, o que foi uma bobagem). Com spoilers e tudo (prática comum na época), devo ter ajudado não só a divulgar Jetman aqui, como também a criar uma aura de cult, de algo especial. O tempo mostrou que eu acertei quanto a isso. 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Boletim 9: Cláudio Seto, Otome, Crunchyroll e eventos

O site YouPix publicou um artigo muito interessante sobre como a informação se propaga e se perde rapidamente na internet. A velocidade das notícias é enorme. No Twitter, os links chovem sem parar e as pessoas vão clicando freneticamente. Repassam, comentam e esquecem logo. 

O Sushi POP não é um blog de notícias. Tem notícias também, mas eu não posso e nem me preocupo em suprir os leitores de notícias constantemente. Há muitos sites e blogs ótimos para isso. Porém, como a informação é muito volumosa e se perde na diversidade da internet, não vejo mal em divulgar e comentar assuntos mais antigos, dar dicas de coisas que passaram batido, sem descuidar de informações atuais. E falando em informação fresca, tem uma no final do boletim que está dando o que falar na área. Enfim, vamos às notas comentadas e até a próxima. 


DOCUMENTÁRIO SOBRE CLÁUDIO SETO  
O grande quadrinhista Cláudio Setofalecido em 2008 aos 64 anos, foi um dos pioneiros do mangá brasileiro. Em sua homenagem, será lançado um documentário, realizado quando ele ainda estava entre nós.

Com direção de Rober Machado e José Padilha, “O Samurai de Curitiba” mostra a extensa produção de Seto entre as décadas de 1960 e 80, período no qual ele mais lidou com quadrinhos. O documentário vai estrear no dia 20 de outubro, em Curitiba (PR). Leia mais no Zine Brasil.




Site oficial - O Samurai de Curitiba

A ENCICLOPÉDIA DAS GAROTAS OTAKU

Femininas, delicadas e seguidoras
do modo de vida otaku

Otaku é o termo japonês que designa indivíduos sem vida social, obcessivamente dedicados a um hobby específico. No mundo ocidental, o termo acabou reduzido a uma definição quase tribal para fãs de mangá e cultura pop japonesa, sem a conotação pejorativa que carrega em seu país. O similar feminino para otaku é wotome (ou otome), e é sobre isso que trata o livro Wotome Zukan, ou The Wotome Book ~ Otaku Girls Encyclopedia, que aborda os temas que essas garotas e mulheres japonesas curtem como hobby supremo em suas vidas. Animês, bonecas, cosplay, games e uma infinidade de itens, muitos deles especificamente voltados ao universo feminino. Ao pé da letra, otome é "donzela", uma forma graciosa que acharam para se rotular. 

Com muitas garotas que não se encaixam no antigo estereótipo nerd de feia e desajeitada, o livro mostra quartos de otomes, dando dicas para organizar suas coleções. Sem dúvida, um importante registro desse fenômeno social tão tipicamente japonês e que é tão mal compreendido no resto do mundo. A obra celebra o modo de vida otome, sem qualquer pretensão filosófica ou análise de comportamento. Wotome Zukan foi lançado pela editora Kotobukiya, tem 160 páginas e custa 1800 ienes (cerca de 24 dólares). O lançamento é antigo, de setembro de 2010, mas como ainda não é muito conhecido por aqui, fica o registro. 

EXIBIÇÃO DE ANIMÊS PELA INTERNET


A Editora JBC, uma das maiores em publicação de mangás no Brasil está preparando o lançamento oficial de seu serviço de exibição de animês via streaming. Através de uma parceria com o serviço Crunchyroll, o internauta poderá assistir diversos títulos mediante pagamento de uma taxa. A modalidade é sucesso em vários países, é licença oficial e a expectativa é que o preço seja acessível para incentivar o público a pagar para assistir material original e traduzido pela equipe JBC.

A informação começou a circular como boato semanas atrás graças ao trabalho de detetive do site Subete Animes
e é possivelmente a maior novidade do ano em termos de mercado de animês no Brasil.



Foto: Fábio Jr Lazzari/ CMSP
ANIME FRIENDS AGORA É EVENTO OFICIAL DE SÃO PAULO

Ontem li no blog Mais de Oito Mil sobre o festival Anime Friends ter sido incorporado ao calendário oficial de eventos da Prefeitura Municipal de São Paulo, através de projeto do vereador Ushitaro Kamia (DEM). O Anime Friends é o maior festival do gênero no Brasil e alega ser o maior das Américas. Reúne milhares de jovens e ajuda a fazer da cultura pop japonesa uma febre. Mas se por um lado é interessante ver o assunto ser pauta oficial e ser notado por autoridades, por outro há mais o que se pensar.

Certa vez, comentei aqui sobre o que deveria importar num evento de mangá e animê, criticando a falta de interesse na promoção de atividades culturais e a exaltação exagerada do lado puramente festivo e catártico desse tipo de evento, quase uma micareta otaku. Me envolvi na organização de atividades culturais no primeiro Anime Friends, em 2003 e depois disso me afastei do meio. Só vou a eventos quando sou convidado para alguma palestra ou debate, não como público. Sei que têm vindo atrações do Japão, que cada vez mais cosplayers, bandas e candidatos a desenhistas aparecem e que os ingressos não são baratos e acessíveis como deveriam ser.

Ao político, vale divulgação em um público de eleitores em potencial. Ao empresário, dá a chancela oficial a um empreendimento comercial, ampliando gratuitamente sua divulgação e aumentando sua credibilidade, independente de maiores investimentos em infraestrutura e programação. Só não sei, sinceramente, o que o público irá ganhar e nem que benefício isso trará ao mercado ou qual a contribuição cultural que essa oficialização irá trazer. Sendo um evento oficial, agora o público poderá, talvez, fiscalizar e exigir mais. 

sábado, 10 de setembro de 2011

PEQUENA SELEÇÃO MUSICAL - 1

Eis aqui uma pequena seleção de músicas japonesas (ou J-Music) que recomendo pra espairecer um pouco. Inclui J-pop mais maduro e anime songs da melhor qualidade, organizados na plataforma Mixpod. Tem JAM Project, Shuubi, Chage and Aska, Scandal, Multimax e Angela AkiA maioria deles já foi tema de postagens aqui no blog. Divirta-se.

MusicPlaylist
Music Playlist at MixPod.com

terça-feira, 6 de setembro de 2011

BOLETIM SUSHI POP - 8

5cm Per Second: Centro de
uma polêmica internacional
ANIMÊ PLAGIADO NA CHINA
Um animê pouco conhecido no ocidente chamado 5cm Per Second (2007) , do diretor, animador e dublador Makoto Shinkai foi visivelmente plagiado na China. Windows to the Soul (2011) é uma animação de caráter educativo que exalta valores do governo chinês. A forte censura chinesa aprovou com louvor o material (já que é apoiado pelo Partido Comunista), que já foi até premiado em seu país.

Autoridades chinesas têm se mostrado preocupadas com a invasão de animê e cultura pop japonesa entre sua juventude. O mangá influenciou pesadamente a produção de quadrinhos de Hong Kong e Ultraman tem sido um sucesso entre os jovens, só para citar dois exemplos marcantes. Windows to the Soul é parte de um esforço apoiado pelo Partido Comunista para competir localmente com as produções japonesas. No caso, incentivando animações que valorizem o Partido e o governo, bem como seus valores morais, políticos e culturais e sem os apelos de violência e erotismo nipônicos. Tudo extremamente controlado e ideologicamente direcionado, num ambiente onde ousar é proibido.

No vídeo abaixo, aparecem comparações entre cenas das duas produções. Para cada uma, primeiro aparece uma cena do original japonês e depois de seu alegado plágio chinês. Na China, as acusações de plágio que começaram a vir de fóruns pela internet ganharam repercussão na mídia e os produtores anunciaram que irão agir com severidade caso as acusações sejam julgadas verdadeiras. Não é preciso muito esforço para constatar o que aconteceu de fato e as repercussões políticas do caso mal começaram.

 


E para quem quiser saber mais sobre o original 5cm Per Second, recomendo uma conferida no verbete da Wikipedia (em inglês).

5 Centimeters Per Second 


Hyper Zetton (à esquerda) e Alien Morcego
ULTRAMAN SAGA: HYPER ZETTON E O NOVO ALIEN MORCEGO
O próximo filme da franquia Ultra irá trazer como grande ameaça cósmica o monstro Hyper Zetton, a versão definitiva de um dos grandes inimigos de Ultraman.

Foi Zetton (ou Z-Ton) o monstro que derrotou o primeiro Ultraman no último episódio da série clássica (1966~67). Um segundo Zetton desafiou o Ultraman Jack no final de O Regresso de Ultraman (1971~72). Aquele sucessor fora enviado pelo Morcego, um alienígena que anunciou na ocasião um plano para eliminar os heróis Ultra. Com a derrota de Morcego e Zetton II, Ultraman Jack parte de volta para a Nebulosa M-78, para ajudar seus irmãos na guerra que se aproximava. Porém, o que aconteceu no Japão foi a estreia de Ultraman Ace, na semana seguinte ao final de O Regresso de Ultraman. Jack participa de alguns episódios, mas nunca mais foi dita uma palavra sobre a tal batalha. Ficou como mais uma das muitas lacunas de roteiro da franquia.

Agora, 40 anos depois, um novo Alien Morcego (ou Bat Seijin) surge comandando o letal Hyper Zetton. Mesmo o poder combinado de Ultraman Zero, Cosmos e Dyna (três Ultras de universos e linhas cronológicas diferentes) parece incapaz de confrontá-lo. O primeiro Ultraman, Ultraseven, Jack, Ace e Leo também irão aparecer nessa aventura que deve amarrar pontas soltas da série de Ultraman Dyna, quase 14 anos após seu final. Ainda não foi anunciado quais (ou mesmo se) todos os atores originais vão participar, seja atuando ou apenas dublando os heróis transformados. O longa Ultraman Saga estreia no Japão em fevereiro de 2012. Aguarde mais informações, comentadas e contextualizadas, aqui no Sushi POP. 



COMERCIAIS DE TV JAPONESES 
Rápidos, diretos e bem produzidos, os comerciais de TV japoneses movimentam uma indústria bilionária. Lançam ou captam modas e tendências na sociedade, são um show dentro da programação das emissoras. Podem ser belíssimos, poéticos ou engraçados, seja um humor escrachado ou até involuntário. Comerciais japoneses são o foco do blog CM´s Japan, de Fernando Kaneko, novo parceiro do Sushi POP. 


Por movimentar grandes orçamentos, é comum que astros de Hollywood ou do futebol internacional façam propagandas no Japão que não fariam em seus países. Mas quem domina mesmo são os astros de novelas e da música pop. Aqui, um comercial de cosméticos estrelado pela cantora Namie Amuro, musa absoluta vinda da província de Okinawa. Confira e divirta-se. 


Blog CM´s Japan







quinta-feira, 1 de setembro de 2011

INKLING - NOVA FERRAMENTA DE DESENHO

Eis uma grande novidade que já está repercutindo entre desenhistas em geral. Ontem, via Twitter, assisti a um vídeo promocional sobre uma nova bugiganga tecnológica – ou gadget, se preferir – para desenho à mão livre. Eu já fico contente trabalhando com minha humilde pen tablet Bamboo da Wacom. É prática pra colorir e até já tenho feito vários trabalhos totalmente digitais, esboçando e finalizando no Manga Studio e colorindo e editando no Photoshop. Mas ainda prefiro fazer estudos preliminares no papel mesmo. Ambiente digital algum consegue reproduzir o efeito de esboçar no papel. Até agora. 


Conforme mostra o vídeo promocional abaixo, a Wacom está divulgando sua Inkling, que permite que você desenhe em papel e transfira o desenho para qualquer computador, sem precisar escanear e podendo até converter diretamente no formato vetorial, já para um trabalho finalizado e colorido. Se não exageraram demais no comercial, tem grande praticidade.


Acho fantástico que apareçam gadgets assim, que resgatem e valorizem o talento e a habilidade de esboçar livremente, com aquela liberdade de traço que outras ferramentas comprometem. E afinal, a Inkling é apenas isso: mais uma ferramenta. Sem habilidade e talento aplicados, não vai transformar ninguém em artista. Resta a dúvida se a caneta do equipamento permite um traçado confortável, mas não deve ser diferente da caneta da Bamboo, com a qual já me acostumei. A Inkling será lançada neste mês nos EUA (e em vários países simultaneamente) e deverá custar cerca de 200 dólares. Talvez demore um pouco a chegar por aqui.


Ah, sim. Eu QUERO um troço desses. Pode demorar, pois há muitas outras prioridades em minha vida, mas esse brinquedinho já está na minha lista de sonhos de consumo.

Site oficial: inkling.wacom.com