RECADO AOS VISITANTES:

Olá! O blog ainda está de férias, mas já estou trabalhando em novas postagens. O Sushi POP voltará a ser atualizado no dia 1 de agosto (terça), no período da tarde.

O que vem por aí:
- Ultraman Geed, Novo Lobo Solitário, Katokutai, Pinóquio de Osamu Tezuka, Danger 3, resultado da convocação para trabalhos acadêmicos e mais!

Esteja aqui para conferir. Até breve!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

UM DESENHO SEM COMPROMISSO

Em meu trabalho mais rotineiro, com HQ e comunicação institucional, eu só desenho figuras com traços mais cartunizados ou, simplificando, faço bonequinhos. É bem raro eu sentar pra desenhar alguma coisa que eu goste, porque no tempo livre (que é bem pouco), prefiro ler, ouvir música, navegar na internet... Hoje foi diferente. Apesar de bastante cansado, me vi com um tempinho livre e resolvi desenhar algo pra mim, sem cliente e sem compromisso. 


O desenho básico foi feito à mão livre, olhando para uma referência fotográfica. Depois, escaneei o esboço. O traço preto (ou arte-final) foi feito no programa Manga Studio usando pen tablet da Bamboo. Depois, as cores e filtros foram aplicados no Photoshop, bem como a montagem com fundo fotográfico. Gostaria de poder explorar mais o meu desenho mais pessoal, influenciado por mangá, mas não tem sido possível. Enfim, foi bom desenhar isso pra não perder a prática. 

2 comentários:

Bruno Seidel disse...

Algo que costuma me chamar a atenção na maioria dos cartunistas é a diferença de estilo que se aplica no personagem (que é a essência da obra) e o fundo/cenário. Neste desenho que vc publicou, Nagado, percebo uma diferença bastante brusca no estilo da personagem que protagonisa a ilustração para a paisagem que compõe a obra. De acordo com as obras do Scott McCloud, a ilustração de cenários/paisagens tem uma obrigação maior em ser fiel à fotografia (à imagem original) do que as pessoas (estas podendo ser representadas de formas cartunescas). Enfim, fica aqui um breve comentário, visto que é raro ver o sr. postar esse tipo de coisa aki no blog. Abraços! ^^

Alexandre Nagado disse...

Não seria bem uma obrigação fazer cenários mais realistas do que as figuras. É uma opção estilística que, bem aplicada e consciente, tem o efeito de colocar o leitor, por identificação com a realidade, mais dentro da história. E a figura estilizada, em contrapartida, tem o poder de se identificar com mais pessoas, por não definir uma pessoa única, coisa que acontece com a arte hiperrealista.

Houve uma intenção em fazer essa diferença brusca no cenário, tomando o cuidado de atenuar a sensação de mera colagem usando filtros do Photoshop. Espero que o resultado tenha agradado.