terça-feira, 17 de maio de 2011

ENTREVISTA PARA O BIGORNA

Está on-line, no site sobre HQ nacional Bigorna, uma nova entrevista. É uma versão bastante expandida e atualizada de uma que cedi uns anos atrás para o Rod Gonzales. Pouco tempo atrás (e antes de eu ser convidado a escrever regularmente no site), o editor Marcio Baraldi quis retomar alguns pontos daquela entrevista, atualizar e enveredar o papo por outras áreas. O resultado é uma das minhas entrevistas mais intensas. 


Tem pontos polêmicos sobre a situação da HQ brasileira, as editoras e um tanto de desgosto com o mercado. Em momento algum tento demonstrar algum tipo de sentimento de ter sido injustiçado, ao contrário, há um tom confessional em vários momentos. Procurei ser sensato e equilibrado, e isso passa por falar algumas coisas duras. Leia e tire suas conclusões.


Entrevista para o Bigorna.net 


Depois de ler a entrevista, como o Bigorna não tem espaço para comentários, escreva ou pergunte o que quiser aqui mesmo, lembrando que este é um blog com moderação de perguntas enviadas. 
-----------------------------------------------


8 comentários:

Monstrolândia disse...

Parabéns pela entrevista Alexandre! A sua sinceridade é o que falta a muita gente, não só nos quadrinhos nacionais, mas em todas as áreas. Ah! e as "cartas fora do baralho" são as que sempre surpreendem! Abraços!

Robson Araújo disse...

Gostei da entrevista, a pesar deles enxerem o saco com aquele papo antiamericanismo e sobre cultira nacional ( sua respota foi perfeita )

parabens pele entrevista e pelo blog

P.S: tinha uma revista sua de como fazer roteiro para manga. Lhe dou o credito pela técnica da '' pagina ímpar''.

Alexandre Nagado disse...

Valeu, Robson. Legal que você leu aquela edição sobre roteiro. Essa publicação foi muito bem recebida. Quem sabe um dia não mereça uma versão revista e ampliada.

E notei uma coisa chata: Depois da pane de dois dias do Blogger, comentários anteriores desta postagem sumiram. Espero que não pensem que os comentários foram recusados ou removidos. Foi culpa da pane do sistema do Blogger. Esta postagem, inclusive, ficou um dia fora do ar e voltou somente ontem.

Se puderem postar novamente, agradeço.

Abraços!

Anônimo disse...

Oi Nagado, tudo bem? Sou Érico San Juan, cartunista de Piracicaba. Li sua entrevista no Bigorna, muito inreressante seu trabalho e sua postura, profissionalíssima. Coloquei seu blog nos favoritos do meu blog: ericosanjuan.blogspot.com . Será um prazer receber sua visita por lá. Um abraço!

Anônimo disse...

Alexandre, já viu a proposta do DQB (Democracia ao Quadrinho Brasileiro), o relator do Manifesto fala em reversa de mercado para quadrinhos nacionais, o que acha?

Alexandre Nagado disse...

Sim, eu li o manifesto e suas propostas. Para quem quiser conhecer, o link é este:

http://bigorna.net/index.php?secao=artigos&id=1303306731

Minha entrevista dá uma pista sobre como eu encaro esse tipo de movimento. Acho que a ideia dos incentivos ficais é o mesmo que eu penso. Isso pode equilibrar um pouco a viabilidade comercial.

Porém, o discurso tem ares políticos demais. É um retrato da esquerda que ainda sonha com uma revolução socialista no Brasil, e que certamente deve admirar Fidel Castro, Hugo Chavez e outros que se levantaram contra o "Grande Satã" americano.

Se eu for me definir politicamente, sou de centro-esquerda, mas tenho aversão a esses discursos contra a "cultura inútil dos estrangeiros". Presumo que quem pensa assim deve achar melhor ouvir É o Tchan e Luan Santana do que Beatles.

As diferenças de visão de mundo são tão abismais que eu jamais quero sentar com eles para discutir normas de incentivo à HQ nacional, porque isso vai passar necessariamente por discursos inflamados de um nacionalismo exacerbado que não me diz respeito. Também não acho que precisamos de HQs nas bancas exaltando nosso heróis. Poderiam existir, dentro de um contexto de mercado amplo, não como um objetivo maior.

O manifesto diz algumas verdades e tem propostas totalmente interessantes e necessárias, mas peca por misturar xenofobia com valorização de mercado.

Veja, em todo o mundo cada país adota medidas políticas e econômicas para resguardar sua própria mão de obra. Isso é balança comercial. HQ é produto, devia ser tratada assim.

Não me identifico com cangaceiros, folclore nacional ou tenho vontade de criar HQs sobre nossa História (a menos que me paguem pra isso). E não tem o menor cabimento um descendente de japoneses sem mistura racial alguma ser xenófobo, por mais que eu ame este país. Mas pra eles, devo ser um colonizado e alienado.

Respeito o DQB e apoio algumas iniciativas, mas não pretendo participar dele.

Onçana disse...

Muito boa a sua entrevista, Nagado! Como sempre, vc demonstrou ser um profissional sério e alguém conciente da realidade atual!
Dá gosto de ler o que vc escreve, amigo!
Eu acho intragável o pessoal que vem misturando HQ com política, aquele papo xenofóbico e ultranacionalista de que 'tem que usar a cultura nacional', como se os costumes desse nosso país gigante fossem tudo uma coisa só. Eu sou super favorável a idéia de produzir material com um 'tempero brasileiro', mas sem forçada de barra. Tem que fluir natural. No meu entender, o mangá faz esse sucesso todo não por ser japonês, mas pelos roteiros terem essa naturalidade.
E por falar em roteiro, aquela revista antiga que vc fez sobre o tema foi uma mão na roda nas minhas aulas de mangá! O modo mais fácil de apresentar o tema pro meus alunos que odiavam escrever! XD Ainda bem que fiz uma xerox, pois o meu exemplar original foi consumido pelo tempo, nem sei que fim levou!

Anônimo disse...

um ponto que deveria ser discutido era a rumeneração dos artistas, redução nos custos de produção.


A Itália produz histórias de faroeste, quadrinhos Disney e ninguém deixou de ser italiano por causa disso.



A Ação Magazine parece ser o melhor projeto, já que segue o modelo das antologias.


não adianta empurrar quadrinhos baseados em livros nacionais ou na história do Brasil se o público não se identifica.

Quadrinhos são artes e arte não tem nacionalidade.