Os leitores deste blog devem achar que ele foi abandonado. Não foi, mas está complicado manter ele atualizado no momento. Estou numa daquelas fases em que há mais trabalho do que normalmente consigo fazer sem stress, e ainda preciso dar conta da minha parte nas tarefas domésticas. O que tem me tomado o tempo são quadrinhos institucionais, ilustrações para manuais sobre saúde do trabalhador e folhetos de comunicação interna de empresa para diferentes clientes. Nada excepcional, mas o volume tem sido maior que o normal. Ainda bem, diga-se de passagem.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
VIDA AGITADA, BLOG NEM TANTO...
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quarta-feira, 14 de abril de 2010
Sobre flatulências, humor gráfico japonês e as origens do mangá
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| Uma peculiar batalha gasosa, no traço de um... monge. |
Tôba foi um homem à frente de seu tempo, sendo mais famoso pelo grande rolo de ilustrações sequenciais (quase uma HQ) de uma série chamada Chôjugiga (ou "desenhos humorísticos de animais"), sendo uma com 10 metros de comprimento, com um traço leve e dinâmico. (Nota: cheguei a ver essa maravilha pessoalmente, no Museu Internacional do Mangá de Kyoto, em 2008)
Há exemplos de humor gráfico japonês ainda mais antigos, datados do século VII, com caricaturas de autoria desconhecida. A estilização e o exagero sempre foram parte da tradição japonesa de artes visuais, incluindo aí seus itens de exportação mais conhecidos, o mangá e o animê. Nada de realismo ou hiper-realismo, a base do desenho japonês sempre foi o traço contornado e estilizado. E quando o assunto é humor (mesmo para adultos), o que se vê em geral é um humor escatológico, politicamente incorreto e beirando o infantil. Piadas sobre pum agradam adultos e crianças até hoje no Japão, bem como caretas exageradas.
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| A simpática robô Arale brinca com um... cocô!! (Cena de Dr. Slump) |
E humor sexual, bem chulo, é visto normalmente em revistas para adolescentes. Um famoso herói de mangá, Ryo Saeba, da série City Hunter (de Tsukasa Hojo), vivia aparecendo de "barraca armada" (descomunal, diga-se de passagem) cada vez que via uma garota bonita. Não há muito espaço para sutilezas quando o assunto é humor na Terra do Sol Nascente.
A ilustração mostrada no topo desta postagem eu não costumo chamar de mangá, mas é uma opinião bem pessoal. O significado da palavra mangá, que no começo definia cartuns e caricaturas conforme idealizado pelo mestre das xilogravuras Hokusai no século XIX, evoluiu ao longo do tempo. Há décadas a palavra é sinônimo tanto de histórias em quadrinhos quanto de revistas de quadrinhos no Japão. Por isso, prefiro me referir a esse material histórico como sendo parte da tradição de cartuns japoneses, para não confundir os leigos. Mas não deixa de ser mangá na concepção mais pura e ancestral da palavra, cuja tradução é "desenhos divertidos".
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segunda-feira, 5 de abril de 2010
CURSOS DE HQ, MANGÁ E DESENHO EM ILHA SOLTEIRA - SP
O aluno pode escolher entre Desenho de figura humana, História em quadrinhos, Mangá, Caricatura e Cartum.
Pode participar qualquer pessoa que goste e queira aprender desenho. A idade mínima é 12 anos, mas alunos mais jovens podem ser avaliados e alunos da terceira idade são igualmente bem-vindos. O importante é a dedicação.
Como o acompanhamento é individual, o método é adaptado conforme o grau de dificuldade do aluno. O objetivo maior é desenvolver tanto a criatividade quanto a capacidade de observação. Além de oficinas de curta duração, já lecionei no Núcleo de Arte (como professor substituto), Giornaletto e fiquei uma temporada de oito anos à frente do curso de HQ e Mangá no CEPADE. Já são mais de 20 anos ensinando desenho, como uma atividade paralela ao trabalho de desenhista prestador de serviços. Espero poder continuar esse trabalho em Ilha Solteira. Normalmente, sou convidado para esse tipo de trabalho, mas como a cidade não tem tradição alguma nesse tipo de atividade com HQs, estou batalhando novos espaços.
As aulas irão acontecer às quartas-feiras, no espaço da ACENBIS - Associação Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira de Ilha Solteira, conhecida na cidade como NIPO.
Como o acompanhamento é individual, o método é adaptado conforme o grau de dificuldade do aluno. O objetivo maior é desenvolver tanto a criatividade quanto a capacidade de observação. Além de oficinas de curta duração, já lecionei no Núcleo de Arte (como professor substituto), Giornaletto e fiquei uma temporada de oito anos à frente do curso de HQ e Mangá no CEPADE. Já são mais de 20 anos ensinando desenho, como uma atividade paralela ao trabalho de desenhista prestador de serviços. Espero poder continuar esse trabalho em Ilha Solteira. Normalmente, sou convidado para esse tipo de trabalho, mas como a cidade não tem tradição alguma nesse tipo de atividade com HQs, estou batalhando novos espaços.
As aulas irão acontecer às quartas-feiras, no espaço da ACENBIS - Associação Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira de Ilha Solteira, conhecida na cidade como NIPO.
As aulas são individuais e a duração do curso será aquela que o aluno estabelecer. Eventualmente, aulas particulares ou para pequenos grupos também podem ser consideradas.
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