quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Pato Fu e o tamanho do mundo


O ano era 1999. A banda mineira Pato Fu (uma das minhas favoritas) estava promovendo o álbum “Isopor”, que tinha uma canção em japonês, a divertida Made in Japan. Em 2000, o sofisticado clipe, com seus robôs gigantes, era frequentemente visto em programas musicais.

Quando estava assistindo a um programa da TV Cultura (acho que era o Vitrine), vi o casal Fernanda Takai e John Ulhoa falando sobre o novo disco. Daí, dei um pulo da cadeira. Ao lado deles estava um velho conhecido dos tempos de adolescente. Robinson Mioshi, na época webmaster do site do Patu Fu e co-autor da letra de Made in Japan, era amigo do Flávio Aoki, amigo desde os tempos de criança e, lá pelos anos 1980, jogávamos bola regularmente, mas perdemos contato depois de um tempo. Fiquei muito surpreso ao vê-lo trabalhando com o Pato Fu. Eu já havia visto os créditos do CD Isopor, mas como não sabia o sobrenome do Robinson, jamais iria associar que era o cara com quem eu jogava bola.

Na época, eu dividia meus trabalhos com a escola de artes CEPADE e estava num dia normal de aula. No rádio, tocava uma música do Pato Fu e eu comecei a comentar com os alunos como o mundo era pequeno, mencionando a entrevista onde eu havia reconhecido um antigo colega. Falei do Robinson e tal. Daí, uma das alunas, a Renata Koyama, falou “Ele é namorado de uma professora.” 


Além das aulas e dos trabalhos como desenhista, eu também escrevia regularmente para a revista Herói 2000 e o clipe de Made in Japan tinha tudo a ver com a revista, pois mostrava robôs gigantes em ação, em clima de puro animê em computação gráfica. Daí, aproveitando a súbita rede de contatos formada, combinei uma mini entrevista, via e-mail, com o John. Aliás, a Fernanda Takai e o John foram super atenciosos e a  matéria saiu na edição número 14, de setembro de 2000. 

Outro dia, eu estava lendo sobre o novo CD do Pato Fu, o “Música de Brinquedo“ (que parece bem legal, ainda vou comprar) e acabei lembrando dessa história, que resolvi compartilhar aqui. Às vezes, o mundo é mesmo um lugar muito pequeno.

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Agradecimentos ao Shar Ivan, do blog Falando de Dublagem, pelo scan da matéria, cuja edição é uma das muitas que eu não tenho mais.

4 comentários:

gcarlos disse...

Eu me lembro dessa matéria na Herói! Aliás, a revista era muito boa, uma pena que não tem mais.

Patrick (Matu) disse...

Pato Fu também é uma das minhas bandas favoritas. Gosto muito de Renato Russo, que retratou Brasília como ninguém e também de Paralamas.
Sobre um outro post, sobre o Instituto Gabi, eu vou colocar o link deles no meu blog. Só assim que eu vou conseguir ajudar (divulgando), uma vez que estou sem recurso nenhum. E falando em ajudar, vou votar no seu blog na premiação.
:)

Alexandre Nagado disse...

Giovana, essa matéria foi importante pra mim, pois eu estava buscando diversificar o repertório de assuntos. Até então, eu só escrevia sobre animê, mangá e tokusatsu.

Patrick, também gosto de Legião e Paralamas. Entre a galera de Brasília, incluo também o Capital Inicial e o Plebe Rude, todos muito legais. Obrigado pela força e que bom que também pretende ajudar o Instituto Gabi. Eles merecem!

Ah, e obrigado por votar no Sushi POP. Valeu!

Abraços!

Felipe Maretta disse...

Nagado, mais uma vez muito obrigado cara!!
Por causa do teu post eu procurei o álbum "Música de Brinquedo" e cara, que banda!!!
Gosto da banda desde que lançaram "qualquer bobagem" mas comecei a escutar mesmo por causa do citado "Isopor" que por sinal é muito bom...Independente, mas muito bom.
depois veio "Ruído Rosa" e os acústicos(ao vivo) e desde então, com a carreira solo da Takai eu não ouvi mais falar dessa banda, mas eles continuava no meu coração.
Se ainda não escutou o novo, escute é um album conceitual muito acima da média que tem o selo "Pato Fu" de qualidade aquele que te reserva muitas surpresas!!!

Mais uma vez, Valeu!!