RECADO AOS VISITANTES:

Olá! O blog ainda está de férias, mas já estou trabalhando em novas postagens. O Sushi POP voltará a ser atualizado no dia 1 de agosto (terça), no período da tarde.

O que vem por aí:
- Ultraman Geed, Novo Lobo Solitário, Katokutai, Pinóquio de Osamu Tezuka, Danger 3, resultado da convocação para trabalhos acadêmicos e mais!

Esteja aqui para conferir. Até breve!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O que deveria importar em um evento de mangá e animê

Há pelo menos uma década, eventos de mangá e animê saíram do gueto dos fãs e atraem multidões animadas. Não sou frequentador de eventos e só vou quando convidado a fazer algo, como uma palestra, workshop ou participar de uma mesa-redonda. Mas é inevitável notar um dado interessante, que revela uma distorção na mentalidade do público e de organizadores.

A realidade é que, num evento de mangá e animê, os astros não são pessoas que trabalham com mangá e animê. São cantores de anime songs e cosplayers (pessoas que se fantasiam e interpretam personagens). Poucos profissionais japoneses da área de animação e quadrinhos já vieram ao Brasil (e sempre por instituições como a Fundação Japão, sem fins lucrativos), mas isso é parte falta de interesse de organizadores, que vêem o que realmente atrai multidões e precisam planejar bem o seu investimento. Entre uma palestra com o criador de Naruto e um concurso de cosplayers de Naruto, temo que a primeira opção seria humilhada pelo público em termos de audiência. Acho importante que os eventos se preocupem em oferecer conteúdo ao público, mas lamento que esse conteúdo atraia somente dezenas ou uma centena de pessoas num evento para milhares de fãs.

Animada multidão que lotou o evento SANA 9,
em Fortaleza (CE), em julho de 2009
Eventos devem ser divertidos e festivos e, por isso, acho legal encerrar cada dia de um evento com um show de anime songs. Se for com cantores originais, perfeito. Também gosto de ver dubladores fazendo suas vozes ao vivo, pois é uma profissão que tem grandes artistas que ficam escondidos, sem aparecer. Mas um evento temático não pode se prender somente ao lado festivo. 

Apresentar novidades, debater o gênero e conhecer e debater com os profissionais que criam os personagens que movem essa indústria pop deveria ter um destaque ainda maior. O mais perto que já vi chegar foi receber no Brasil atores de seriados tokusatsu, um assunto que certamente está dentro do escopo de um evento de cultura pop japonesa. Entrevistei em 2003, no primeiro Anime Friends, o ator Hiroshi Watari (Boomerman, Sharivan e Spielvan), que brindou o público com saborosas histórias de bastidores de gravação. Mas isso foi exceção, não regra. E ainda não vi nenhum autor japonês de mangá ou animê vindo ao Brasil para um desses grandes eventos, somente palestras para públicos bem restritos, como as visitas de Megumu Ishiguro (produtor de Pokémon) a convite da Fundação Japão.

Com todo o respeito aos cosplayers - e tenho vários amigos que o são - acho uma inversão de valores que se ache mais importante ver pessoas fantasiadas de personagens do que ver os criadores desses  personagens e ver o que andam fazendo e como veem o mundo e seu trabalho. É como dar mais importância ao fã do que ao ídolo. 

Sei que os autores de mangá no Japão são pessoas muito ocupadas, mas já vi matérias sobre convenções na Europa que levam sim desenhistas de mangá de renome. O evento gira em torno da presença deles e da discussão em torno de suas obras. Cosplayers e as bandas de anime songs são a cereja do bolo, não o recheio principal e motivo do evento acontecer.

Já vi grandes nomes brasileiros da área do mangá e HQ circulando anonimamente em eventos, tomando cuidado para não serem empurrados pelo povo que corre pra tirar foto ao lado de cosplayers. E normalmente, palestras e mesas-redondas com autores e pesquisadores brasileiros atraem muito menos gente do que um desfile de cosplay. Não deveria ser assim. Ou não deveria ser só assim, se houvesse uma valorização maior da cultura.

É ótimo que eventos de cultura pop japonesa tenham vencido a barreira dos fãs e atraiam cada vez mais gente. Mas eu gostaria que isso fosse acompanhado de mais conteúdo, e não apenas festa.


*******

O blog Maximum Cosmo fez em junho uma matéria sobre um evento francês recheado de nomes importantes do mangá. Um dia, espero que os eventos daqui tenham esse nível de valorização cultural.

24 comentários:

Yatta disse...

Concordo 100% contigo quanto á isso, Nagado!

Aliás, eu gostaria de saber se eu poderia publicar este seu post em meu blog, com os devidos créditos, LÓGICO, com link para cá?

Alexandre Nagado disse...

Fala, Yatta! Pode sim. E eu espero ter me explicado bem. Nada tenho contra cosplayers e organizadores de eventos - muito pelo contrário. Apenas estou apontando algo que deveria ser mais valorizado pelo público. E isso os organizadores poderiam encontrar um jeito de tornar mais atrativo às pessoas.

Yatta disse...

Opa, obrigado! ^^"

Bom, explicou-se bem sim! Porque, os cosplays, a idéia de ficar o povo no Freeplay de videogames, etc, acabou memso tomando conta, e o que seria foco principal, tornou-se algo que nem ao menos é cogitado por organizadores ou público, o que acaba deixando o Brasil meio que sem tanto conteúdo quanto poderia ter!

Eu acredito que, assim que organizadores e público, olharem melhor pra esta situação, por este lado da moeda, aí sim, começarão a trazer autores, programadores, etc, e assim, talvez os eventos até voltem a ser mais divertidos, empolgantes, etc.

Expo Anime em 2004 (acho que foi o de 2004) por exemplo, fizeram leilão de um autógrafo do criador de Naruto, que enviou pessoalmente ao Nícolas (loja Clássicos e Animes)para tal propósito! Acredito que, se o povo desse mais valor ao criador doq ue apenas á obra, talvez ele até tivess vindo pessoalmente conehcer os fãs! ^^"

mas, é isso ae, mãos á obra!

YATTA!

bye-Q!

gcarlos disse...

Concordo contigo!!
Venho desde 2007 indo em eventos aqui no sul do Brasil e no Anime Friends, em São Paulo, e a conclusão que chego é que tudo fica apenas no lúdico, com raríssimas exceções. E a cada ano menos tenho vontade de ir em tais eventos, mas por razão da minha pesquisa continuo frequentando.
A sensação que tenho é a de que os organizadores não melhorem mais a programação porque não precisam, ou seja, sempre tem gente nova que mantém um número consistente de público. O que acho um erro. Aliás, um dos problemas da cultura pop japonesa no Brasil, ao meu ver, é a de que o mercado nacional parece não perceber ou dar bola pro público que está crescendo e envelhecendo.
Acredito que há espaço sim e sucesso para o acadêmico, o cultural nesses eventos, não só o lúdico (e comercial!). Só falta organização, porque público para isso há.

Guitar Hero disse...

Tive o primeiro contato com o seu trabalho através da revista Como desenvolver roteiro para mangá, que particularmente considero a melhor a nivel nacional sobre o assunto. Acho até que toda mundo que faz, ou sonha em fazer roteiros p/ mangás (ou outros tipos de quadrinhos no geral)deveria possuir uma em casa.

Bem, sobre este seu post devo dizer que achei FANTÁSTICO e muito pertinente.... eu já tinha observado issoq que vc afirma faz tempo... Realmente está faltando conteúdo nos eventos. O que mais me preocupa é que muitos que vão nestes eventos desejam fazer sue proprio mangá, e o fato de chamarem gente que produz nesta aréa seria muito útil... uma palestra com o criador de naruto epxlicando o processo de desenvolvimento de uma página e os materiais que usa faria a maior diferença. No final infelizmente isso resulta em um monte de gente com vontade de fazer mangá mas sem o conhecimento adequado...

A nível de roteiro também seria importantissimo se fizessem mais palestras nesse sentido, poderia ser até com artistas nacionais que já tenham boa experiencia no assunto (obvio!).

O que muitos deveriam colocar na cabeça (principalmente os organizadores destes eventos)é que os eventos direcionados a animes/mangás/cultura japonesa se tornaram algo grande, tão grande que já deveriam ter ultrapassado o objetivo de apenas "divertir sem conteúdo". Hoje eles tem o potencial para serem um instrumento de conscientização, uma ponte na qual os fãs possam se aprofundar no univero da cultura japonesa... Pública para isso garanto que tem e se o restante do publico fosse pelo menos instigado garanto que aos poucos iriam surgir mais e mais pessoas com o interesse de pagar por algo mais do que diversão momentanea

Kenshiro disse...

Achei que você ia comparar os eventos old school com os de hoje.

Quando você fala que acha bom o aumento do alcance dos eventos mas lamenta que não foi acompanhado de evolução de conteúdo, eu diria que houve foi queda.
Teve um evento aqui na minha cidade a pouco tempo. Tocou Shaman.

Hoje em dia eu até prefiro mais ir num show do shaman do q num evento mesmo... mas isso pra mim q é perder a direção.

Eu vou ter que discordar com a sua visão.

Comecei a frequentar eventos no final do milênio passado e te digo que eu realmente gostava e achava indispensável os cosplayers e o karaoke (depois vieram os shows).
Eles dão o charme do evento. Você andar em meio a todo aquele pessoal de cosplay, criava o clima do evento.

Não acho ruim ou chato as palestras, por acaso eu gostava delas, eu era o chato do grupo que olhava a programação e ficava chamando o pessoal pra ir ver essas coisas, mas eu reconheço que fazia parte de uma minoria. Gostava das palestras tb pq gostava de desenhar e tinha sonho de um dia mecher com isso, mas tem gente que tem preocupações mais simples.

Um abraço e boa sorte.

Michele disse...

Eu fui só uma vez no animecon (uns 10 anos atrás ^^), no... anime festival (um evento um pouco menor e onde deu pra conversar com o pessoal dos fanzines ^^) e uma vez no animefriends (em q o aperto era enorme e não deu pra fazer mais nada além de ouvir barulho)...

Na época em q fui ao animecon nem se imaginava q um dia teriamos as bancas tão bem recheadas de mangás e eu fui lá só pra poder assistir a alguns animes q achava q nunca ia poder ter acesso... como era diferente antes sem internet rs...

Hj em dia eu não vou exatamente por isso: a enxurrada de karaoke e cosplayers.... tbm não tenho nada contra eles... as vezes me pergunto se é a falta de espaço e estrutura mesmo... ou se o problema é q só um trio elétrico é sinonimo de evento por aqui =P

Palestras são boa, mas sempre tem um publico restrito (em termos de espaço na sala XD )

Down and out of brazil disse...

Concordo com o Sr.
Talvez devêssemos deixar de esperar pelos "organizadores" tomarem conciência desse diferencial e organizarmos nós mesmos um evento de conteúdo.
Minha idéia de anime e mangá mudou drasticamente dês de que passei a gostar desta face da cultura oriental, de entreterimento puro (tipo: assisto porque gosto de desenho que se mexe) para algo que leio porque tem conteúdo e foi bem feito. A maior parte graças ao lancaster e à este blog. Considero "difícil" um jovem interesar-se pelo lado sério desta indústria, como ela deveria ser vista e a é do outro lado do mundo...

The Fool disse...

Boa noite!

Nagado, mas é isso mesmo!
Cara, mais de 10 anos tendo evento de anime e só conseguem trazer pra cá cantor de tokusatsu que tava encostado lá no Japão??
Pô,tenha dó!
E isso das palestras é triste, mas é outra verdade que acontece sempre.
A real, pelo menos pra mim, é que o povo não quer saber de nada, só curtir!
E os organizadores também não ajudam a mudar isso.
Não que eu ache errado isso, mas pombas, olha só: a gente tá tendo esses eventos desde fins da década de 90. Ok.
Me respondam agora...
O que mudou nas publicações GRAÇAS A ESSES EVENTOS?
Nada.
O que mudou no mercado de home video GRAÇAS A ESSES EVENTOS?
Nada também.
PÔ!
Você paga pra entrar, paga pra comer lá dentro, paga pra comprar seu mangá com desconto, paga, paga, paga, paga...
O que todo esse "paga" devolve pra tu?
Devolve show de cosplay e cantor de live-action.
Só.
Depois quando a gente enche a boca pra falar que evento de anime é tudo igual, o povo reclama da gente, fala que estamos ficando velhos!
RÁ!
Nagado...
Desculpa o tom, mas eu penso como tu. Eu não vou mais em evento de anime, só vou quando não tenho nada o que fazer e quando amigo chama.
Só nessa condição. Eu por mim fico em casa mesmo!
Porque como tu frisou, não tem o que se ver / fazer lá.
E todo ano é a mesma lorota.
Pode ser aqui em SP ou lá na Tipiripoca do Norte que o evento vai ser sempre a mesma coisa!
Aí não dá.
Abraços, desculpe qualquer coisa.

Alexandre Nagado disse...

Só quero fazer um reparo. Entre os críticos mais exaltados, é comum querer rebaixar ou desmerecer artistas que não estão entre os que gostaria de ver. Isso não é nada legal.

Primeiro, esteja ou não no auge da carreira, o artista profissional merece RESPEITO.

Segundo, é fácil desmerecer o que não se conhece direito. Vamos lá: Hironobu Kageyama, o que mais veio ao Brasil cantar, está longe de ser um "encostado". Outro dia, lotou o Nippon Budokan no show de 10 anos de seu JAM Project. Tocar lá é pra poucos artistas e ele sempre está com gravações novas. Akira Kushida, outro que é muito associado a temas de tokusatsu, está na trilha sonora do novo e badalado game dos Kamen Riders, o "Kamen Rider Climax Heroes OOO’s".

O problema dos organizadores é achar que o que mais importa são animesongs e cosplays. Faltam autores, diretores e desenhistas nos eventos e por isso temos que debater e discutir isso, evitando desmerecer outros.

The Fool disse...

Nagado, confesso que não estou inteirado 100% de a quantas andam as coisas com música japonesa, mas, insisto, é minha opinião sobre o assunto.
Só minha, até que eu decida mudá-la.
De novo, desculpe pelo comentário. Como eu disse, concordo contigo, esses eventos tinham que mudar, mas não rola por causa de cabeça pequena de organizador!
Olha lá fora, por exemplo, a Comic Con de San Diego, a Marvel fez a festa dos fãs lá e ainda por cima aproveitou e já de um prévia pra todo mundo do que vem por aí.
Era algo nesse sentido que precisamos por aqui. Nada contra o marketing, quadrinhos e correlatos são produtos, tem que vender mesmo.
Já aqui... ._.
Onde estão nossos artistas? Tá tudo solto por aí, cada um num canto e fica-se por isso mesmo.
É triste cara.
De novo, desculpe por ter desmerecido os cantores. Minha opinião certamente não vai mudar por causa disso, mas entendo que é preciso ceder um pouco porque senão nada anda.
Tu fez um apontamento sobre esses eventos que eu concordo, então bora discutir isso, como podemos mudar esse estado de coisas, não cair numa discussão sobre o que gostamos e o que não gostamos.
É isso, valeu.

Alexandre Nagado disse...

Então vamos nos ater ao que interessa, certo?

Soube hoje pelo Twitter que um evento de mangá em Barcelona vai receber Izumi Matsumoto, de "Kimagure Orange Road", um mangá bem simpático dos anos 80. Realmente, os europeus estão anos-luz à frente dos brasileiros quanto à mentalidade de um evento de mangá/animê.

Espero que eles acordem quanto a isso.

Abraços!

The Fool disse...

Sim, sim, Nagado!

Olha aí, esse é bom exemplo de como se faz. Trazer o artista pra perto do público que gosta do trabalho dele.
Eu lembro de ter lido numa revista a muito tempo atrás que a própria Yuu Watase foi pros EUA quando teve o anúncio oficial que licensiaram o Fushigi Yuugi em mangá para publicar lá. Era algo nesse sentido que precisamos por aqui.
Fora que isso torna os artistas menos idealizados e mais próximos dos seus leitores.
Poxa, pega algum artista desses mangás que o povo tá lendo, One piece, Bleach, Naruto, sei lá, arruma um deles! Não é possível que contatos com agentes internacionais não possibilitem algo assim!
Humm....Nagado, sendo um pouco pé no chão, não acho que eles vão fazer algo assim...Talvez fosse mais interessante algo como o Down propôs.
Um outro evento, com outra proposta.
Acerca do lance de dar mais ênfase pros artistas e produções, poderia ter um evento paralelo ocorrendo onde o foco fosse esse. Quadrinhos em geral, mangá, até animações.
Mas daí e pra gente desentocar o povo dos fanzines?? @_@
Já comentei com um amigo uma vez, minha vontade era ter um tipo de Comikket BR, onde o povo dos fanzines pudesse se reunir, vender suas coisas sem maiores problemas, e claro, debates sobre quadrinhos e mercado. Seria útil pra todo mundo. Claro, poderiam ter cosplayers, karaokês, tudo que normalmente tem num evento de anime, mas com....como direi...?
Uma pegada melhor em cima do lance quadrinhos, sabe?
Lá no Japão, graças ao Comikket, muitos grupos e artistas podem se dar ao luxo de viver assim, vendendo quadrinhos.
Ah, se tivesse algo assim aqui no Brasil...
Valeu! o/

Alexandre Nagado disse...

Como eu comentei no texto original, alguns criadores vieram para palestras, mas não como parte de um evento grande. E é isso o que falta.

Já pensou trazer o Nobuhiro Watsuki (Samurai X) e ter uma mesa redonda com a participação de especialistas em história do Japão? E não seria incrível ver Ryoichi Ikegami (Sanctuary, Crying Freeman) rabiscando algo ao vivo enquanto comenta suas referências e motivações criativas?

Quero viver pra ver algo assim ainda.
Abraços!

The Fool disse...

Isso!
O povo perder muitas oportunidades. Quando o Tezuka veio pro Brasil foi um auê pra todo lado, todo mundo queria ir ver o cara, e não tinha evento de nada na época.
Eu imaginei um desenhista do Japão com outro brasileiro desenhando coisas em meio de uma palestra onde eles também tomariam voz, e no fim da palestra, os desenhos seriam sorteados entre os fãs, com direito a dedicatória e tudo.
Ou então, sei lá, o Tite Kubo de Bleach desenhar um personagem nacional e um desenhista nacional ( Érica Awano? Denise Akemi? UP? Astasia??? ) desenhar um personagem do cara.
*Pensativo* Quem não gostaria de conhecer seu ídolo pessoalmente???
Eu queria pelo menos ter a graça de ver aquele artista que em certo momento da carreira fez toda a diferença ou pelo menos entreteu o público...
Vc citou o Ikegami, se o cara do Lobo Solitário / Samurai Executor viesse pro Brasil, conheço marmanjo que ia pirar na batatinha! xD
Enfim...Nagado, eu encerro por aqui. Estamos indo pra uma conversa via comentários. xD Desculpe por isso.
Qualquer coisa, pode me escrever se quiser. Eu vou depois seguir teu site.
Valeu! o/

Alexandre Nagado disse...

Opa, escreva quando quiser. E comentários bem fundamentados são sempre bem-vindos.

Abraço!

Rogério disse...

Infelizmente isso não é um problema apenas dos eventos de Mangá e Anime. Eventos de "comics" em geral são mais feiras para vendas de revistas do que uma chance de encontrar e ouvir os criadores. Eu sei que este é um modelo das convenções americanas e que nosso mercado é muito, muito menor, mas eu adoraria ver a FestComix, por exemplo, tentar trazer alguns convidados internacionais.

Alexandre Nagado disse...

Verdade seja dita, existem exceções louváveis. O FIQ - Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte se destaca por ter muitos convidados estrangeiros e nacionais. Em 2003, eu fui um dos convidados e pude conhecer gente como o David Lloyd (V de Vingança), por exemplo.

E agora, o Rio Comicon está anunciando seus convidados internacionais.

O que está faltando é os grandes eventos de mangá entenderem que "convidado internacional" não precisa ser só cantor ou ator. Espero que isso mude logo.

Rogério disse...

Sempre me pergunto por que em São Paulo, maior mercado editorial do país e sede das principais editoras, não há eventos como esses citados por você. Parece óbvio que há público de sobra por aqui para uma legitima Convenção de Quadrinhos ainda que em versão bem reduzida(se comparada às internacionais)

Alexandre Nagado disse...

Olha, em 1994 (creio eu...) teve uma grande convenção na Escola Panamericana de Arte. Veio o Will Eisner, Howard Chaykin e outros. Era totalmente focada em palestras, debates, workshops e exposições.

O ideal seria reunir esse foco cultural e profissional com o lado festivo e comercial, como existe em convenções no exterior. É o que gostaria de ver.

sandra monte disse...

Olá Nagado,

Em algumas ocasiões anteriores, cheguei a mencionar o que estes eventos de animes viraram...

http://www.papodebudega.com/2008/12/lado-negro-do-mercado-dos-animes-no.html

Já bati tanto em tantas ocasiões, que sou "persona non grata" no meio. O que é uma pena, para mim, hahahahah


Sandra Monte
www.papodebudega.com

Alexandre Nagado disse...

Oi, Sandra. Eu te entendo. Vez por outra, publico alguma opinião que vai contra a da maioria, apontando erros, falta de bom senso e distorções (ou até hipocrisias). O resultado são desafetos e isolamento por parte de alguns. Mas tudo bem. É importante não perder o espírito crítico por causa do oba-oba.

Abraços!

Rafael Taira.Poneis. disse...

concordo quase 100% com vc. vejo tbm q hj os eventos de anime estão cada vez mais para eventos de games q eventos de anime o friends é um exemplo disso.
Ma quanto ao autor de mangá dar palestra acho q não teria muito público pq os organizadores em geral tem medo de ficar algo muito técnico e o povo que não desenha não entender bulhufas.
Fora a questão do idioma. Maioria dos eventos de anime não tem uma infra estrutura muito boa. E quando eles colocam palestras menos da metade das pessoas assistem sentadas pq falta cadeiras. E mesmo assim junta no máximo umas 200 pessoas.E a questão do idioma acho muito complicada, pq mesmo q fosse pra 200 pessoas como pessoal do evento conseguiria colocar uma palestra pra esse número de pessoas com tradução simultânea num evento de modo q todos pudessem ter ouvir a tradução? eu acho isso basicamente impossível de se conseguir.
Fora o preço do ingresso dos eventos que anda subindo muito com o passar dos anos e a melhora é pouca na estrutura e em novas atrações.

Kiraji sensei disse...

talvez eu seja um dos mais antigos aqui, frequento eventos de animê desde que eram feitos pela antiga ABRADEMI e posteriormente por ANIMECON e depois pela ANIMEFRIENDS. ajudei nas tres e hoje prefiro frequentar mais como público. Bem ou mal, esses eventos trouxeram visiblidade aos fãs de mangá e animê e concordo que deveria sim haver melhor distribuição das atrações nos eventos que a acabam caindo na mesmice de sempre. Eu vou mais para ver cosplays e conversar com desenhistas e comprar fanzines. Mas se tivesse um mestre que eu sou fã lógico que iria conversar com um figirão desses. Não sei como vai ser daqui pra frente, mas enquanto me interessar eu vou e se tiver "um algo mais" terei prazer em ser assíduo frequentador.