RECADO AOS VISITANTES:

Olá! O blog ainda está de férias, mas já estou trabalhando em novas postagens. O Sushi POP voltará a ser atualizado no dia 1 de agosto (terça), no período da tarde.

O que vem por aí:
- Ultraman Geed, Novo Lobo Solitário, Katokutai, Pinóquio de Osamu Tezuka, Danger 3, resultado da convocação para trabalhos acadêmicos e mais!

Esteja aqui para conferir. Até breve!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

LEMBRANÇAS DA SHONEN SUNDAY

O excelente blog Maximum Cosmo do Alex Lancaster publicou uma nota sobre a chegada da edição número 3.000 da revista japonesa semanal Shonen Sunday (Ed. Shogakukan), uma antologia voltada a rapazes adolescentes. Fundada em 1959, é a terceira grande de seu gênero (bem atrás da Shonen Jump Semanal, da Shonen Magazine Semanal e da Shonen Magazine Mensal) e vende atualmente perto de 700 mil exemplares. Parece muito se levar em conta as tiragens pífias daqui, mas é pouco para o mercado japonês, e até para a própria Sunday, que já teve picos de mais de um milhão de exemplares vendidos.

Mas o motivo desta postagem não é ficar reciclando e aproveitando informação de outro blog, mas sim registrar algumas memórias afetivas que foram resgatadas quando li a notícia.

O ano era 1984, eu tinha 13 anos e morava em Pinheiros (SP, capital). Perto de casa, na Rua Martim Carrasco, havia uma filial da Livraria Sol, tradicional importadora de publicações japonesas. Eu entrei uma vez pra ver se tinha livros de Ultraman (comprei dois na época) e parei na frente de uma estante com mangás. Eram vendidos, em pacotes de quatro, vários títulos de mangás semanais. A edição que me chamou a atenção tinha capa de Ryoichi Ikegami (Mai, Sanctuary, Crying Freeman), com uma arte fantástica. O preço era bem barato, se considerar que eu estaria levando 4 revistas de mais de 400 páginas pelo preço que eu pagava num gibi de 80 páginas daqui.

Eu não entendia absolutamente nada de japonês, mas isso não me impediu de acompanhar visualmente e entender muita coisa de várias histórias. A série de Ikegami, uma poderosa aventura espacial chamada Seiunji é uma série bastante obscura e desconhecida hoje em dia. Ainda tinha Urusei Yatsura (de Rumiko Takahashi), Green Grass (de Shotaro Ishinomori), Honô no Tenkôsei (de Kazuhiko Shimamoto), Touch (de Mitsuru Adachi) e vários outros trabalhos interessantes. Até os anúncios eram bacanas, o design geral, tudo era hipnótico e fascinante. Lembro-me de ficar copiando desenhos do Ikegami, Adachi e Shimamoto, os mais interessantes para mim. 

Infelizmente não tenho mais aquelas edições, que foram literalmente se esfarelando com o passar dos anos. Mas até hoje, lembro-me da sensação que aquelas edições causaram e da influência que tiveram em minha escolha profissional. Eu já era leitor de quadrinhos de longa data e continuei lendo todo tipo de HQ, mas o impacto que aqueles desenhos e narrativas envolventes tiveram em mim é sentido até hoje.

2 comentários:

Felipe Maretta disse...

Pow Alexandre...Dasunday eu li Platlabor não foi nela que saiu?
Muito bom...mas é legal saber que mesmo com a internet a galera ainda tem o hábito de comprar os Mangás...me recordei da minha adolescencia com o teu testemunho...eu e meus amigos fazíamos o mesmo numa livraria aki do Rio chamada Rio Shobo...Compravamos os lotes de Jump que vinham pra cá!!! ainda tenho alguns lá!!

Alexandre Nagado disse...

Olá, Felipe. Sim, Patlabor saiu na Shuukan (Semanal) Shonen Sunday, assim como Kamen Rider Black, Ranma 1/2 e um monte de séries bacanas.

Pena que hoje em dia ela está longe de seu auge. E pena que essas antologias são feitas em papel jornal (o que barateia seus custos), pois acabam se deteriorando com o tempo.

Apareça sempre por aqui.

Abraço!